

{"id":10479,"date":"2015-06-02T13:06:04","date_gmt":"2015-06-02T16:06:04","guid":{"rendered":"https:\/\/siteshom.goias.gov.br\/saude\/como-tornar-o-sus-um-modelo-superior-de-saude\/"},"modified":"2015-06-02T13:06:04","modified_gmt":"2015-06-02T16:06:04","slug":"como-tornar-o-sus-um-modelo-superior-de-saude","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/goias.gov.br\/saude\/como-tornar-o-sus-um-modelo-superior-de-saude\/","title":{"rendered":"Como tornar o SUS um modelo superior de sa\u00fade"},"content":{"rendered":"<p><!DOCTYPE html PUBLIC \"-\/\/W3C\/\/DTD HTML 4.0 Transitional\/\/EN\" \"https:\/\/www.w3.org\/TR\/REC-html40\/loose.dtd\"><br \/>\n<html><body><\/p>\n<p>Para a sobreviv&ecirc;ncia e desenvolvimento do SUS &eacute; preciso construir e fortalecer a consci&ecirc;ncia pol&iacute;tica de que um sistema universal &eacute; o melhor caminho para a justi&ccedil;a social e a prote&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de de todos sem distin&ccedil;&atilde;o. &Eacute; como pensa o ex-ministro da Sa&uacute;de (de 2007 a 2011), Jos&eacute; Gomes Tempor&atilde;o, hoje diretor executivo do<a href=\"https:\/\/www.isags-unasur.org\/\">&nbsp;Instituto Sul-americano de Governo em Sa&uacute;de (ISAGS)<\/a>. Hist&oacute;rico defensor do direito &agrave; sa&uacute;de, Tempor&atilde;o disse em entrevista &agrave; pesquisa&nbsp;<strong>Regi&atilde;o e Redes&nbsp;<\/strong>que o SUS pensado em 1988 teve sua face desfigurada e seus princ&iacute;pios solapados. Portanto, em sua opini&atilde;o, a discuss&atilde;o da quest&atilde;o regional s&oacute; far&aacute; sentido em um cen&aacute;rio de resgate do SUS p&uacute;blico e universal de fato.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Regi&atilde;o e Redes &ndash; S&atilde;o caracter&iacute;sticas do sistema de sa&uacute;de brasileiro um pluralismo de entes e prestadores como resultado do processo de descentraliza&ccedil;&atilde;o federativa sem regionaliza&ccedil;&atilde;o e integra&ccedil;&atilde;o. Como construir um pluralismo integrado sob a &eacute;gide do setor p&uacute;blico, como orienta a Constitui&ccedil;&atilde;o Federal de 1998, de forma a sair da in&eacute;rcia de pol&iacute;ticas focais, defensivas e pouco democr&aacute;ticas?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Jos&eacute; Gomes Tempor&atilde;o &#8211;<\/strong>&nbsp;Pol&iacute;ticas focais est&atilde;o sempre rondando como espectros as pr&aacute;ticas institucionais em muitas conjunturas, mas n&atilde;o creio que isso se aplique ao SUS que, na verdade, vai na contram&atilde;o dos &ldquo;pacotes&rdquo; vendidos pelas ag&ecirc;ncias internacionais. Inclusive, creio que a experi&ecirc;ncia brasileira de pactua&ccedil;&atilde;o em um contexto desse federalismo hipercomplexo &eacute; bastante interessante e deve ser a base para outros avan&ccedil;os. Recentemente o ministro Mangabeira Unger [<em>da Secretaria de Assuntos Estrat&eacute;gicos<\/em>] apontou o modelo de pactua&ccedil;&atilde;o do SUS como refer&ecirc;ncia a ser copiada pela educa&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>RR &ndash; Existem&nbsp;<\/strong><strong>diferentes modelos de gest&atilde;o e planejamento regional, entre os quais, as propostas de autarquias do professor Gast&atilde;o Wagner (Unicamp) e de cons&oacute;rcios do professor Alcides Miranda (UFGRS). Qual a sua opini&atilde;o sobre esses modelos? Seriam eles, de fato, como defendem os professores e pesquisadores sobre o tema, a alternativa para seguir avan&ccedil;ando com o SUS?<\/strong><\/p>\n<p><strong>JGT &#8211;<\/strong>&nbsp;Os modelos propostos s&atilde;o ambos interessantes, mas de fato remetem &agrave; necessidade de uma profunda reforma do Estado e n&atilde;o apenas na sa&uacute;de. J&aacute; foi dito no passado que o SUS seria em si um belo exemplo de reforma do Estado, principalmente quando observamos as inova&ccedil;&otilde;es introduzidas com as confer&ecirc;ncias e conselhos, assim como com os processos de pactua&ccedil;&atilde;o intergestores. Ocorre que, para uma mudan&ccedil;a efetiva e profunda, seria necess&aacute;rio avan&ccedil;armos al&eacute;m do modelo jur&iacute;dico-institucional. Mas tudo isso perde o sentido quando se percebe que o SUS que foi pensado e no qual acreditamos ao longo do tempo foi tendo sua face desfigurada e seus princ&iacute;pios solapados. Portanto, a discuss&atilde;o da quest&atilde;o regional s&oacute; faz sentido em um cen&aacute;rio de resgate do SUS p&uacute;blico e universal de fato.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>RR &ndash; Um dos grandes debates sobre sa&uacute;de no Brasil atualmente diz respeito ao financiamento. Mas a conjuntura econ&ocirc;mica e o cen&aacute;rio pol&iacute;tico pouco ou nada contribuem com essa discuss&atilde;o. Na sua vis&atilde;o, qual &eacute; a melhor maneira de lidar com esse problema quase que intr&iacute;nseco ao SUS e que limita avan&ccedil;os necess&aacute;rios e importantes? De onde seria poss&iacute;vel criar fontes mais est&aacute;veis para o financiamento do sistema p&uacute;blico brasileiro?<\/strong><\/p>\n<p><strong>JGT<\/strong>&nbsp;&ndash; A quest&atilde;o do financiamento setorial diz respeito ao modo como a riqueza produzida pelo Pa&iacute;s &eacute; apropriada por uma parcela pequena da popula&ccedil;&atilde;o. A t&atilde;o &ldquo;cantada em prosa e verso&rdquo; mobilidade social da &uacute;ltima d&eacute;cada foi feita com apenas 5% do PIB ao ano. Sem uma efetiva reforma fiscal e tribut&aacute;ria, sem a revis&atilde;o da quest&atilde;o da d&iacute;vida p&uacute;blica, sem a efetiva implanta&ccedil;&atilde;o do imposto sobre grandes fortunas e heran&ccedil;as, sem a revis&atilde;o da pol&iacute;tica de subs&iacute;dios e ren&uacute;ncia fiscal que estimula o fortalecimento do mercado privado de planos e seguros a discuss&atilde;o sobre o financiamento da sa&uacute;de continuar&aacute; a tocar na superf&iacute;cie do problema.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>RR &ndash; Grande parte das melhoras nos indicadores sociais brasileiros nas &uacute;ltimas d&eacute;cadas est&atilde;o ligados &agrave; sa&uacute;de. O conceito ampliado de sa&uacute;de mostra-se importante atualmente. Afinal, &eacute; dif&iacute;cil, se n&atilde;o imposs&iacute;vel, discutir sa&uacute;de sem considerar a economia, o meio ambiente, o saneamento, a habita&ccedil;&atilde;o, os direitos como um todo. Qual a import&acirc;ncia desse n&iacute;vel de discuss&atilde;o para garantir bem-estar aos brasileiros com equidade e universalidade?<\/strong><\/p>\n<p><strong>JGT<\/strong>&nbsp;&ndash; &Eacute; fundamental e indissoci&aacute;vel do conceito de desenvolvimento em que acreditamos. Mas &eacute; preciso sair da dimens&atilde;o abstrata expressa nos termos economia, meio ambiente, direitos etc., para pensar interven&ccedil;&otilde;es pr&aacute;ticas que deem uma nova dimens&atilde;o &agrave; transversalidade\/intersetorialidade. Temos um bom exemplo nas potencialidades das pol&iacute;ticas voltadas para a primeira inf&acirc;ncia, para os primeiros anos do desenvolvimento humano. A Funda&ccedil;&atilde;o Oswaldo Cruz vem desenvolvendo a estrat&eacute;gia&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.ebbs.iff.fiocruz.br\/ebbs\/\"><em>Brasileirinhos Saud&aacute;veis<\/em><\/a>&nbsp;que se apresenta como um belo exemplo dessas potencialidades.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>RR &ndash; Frente a complexidade das transforma&ccedil;&otilde;es ocorridas no Brasil desde a cria&ccedil;&atilde;o do SUS, quais&nbsp;redirecionamentos das pol&iacute;ticas sociais ser&atilde;o necess&aacute;rias para a amplia&ccedil;&atilde;o de legitimidade do&nbsp;sistema p&uacute;blico frente a sociedade brasileira?<\/strong><\/p>\n<p><strong>JGT<\/strong>&nbsp;&ndash; N&atilde;o se trata de redirecionamento das pol&iacute;ticas sociais, mas sim de um processo muito mais complexo que se d&aacute; no espa&ccedil;o de constru&ccedil;&atilde;o e reprodu&ccedil;&atilde;o das ideologias. Da constru&ccedil;&atilde;o e fortalecimento de uma consci&ecirc;ncia pol&iacute;tica no povo de que um sistema universal &eacute; o melhor caminho para a justi&ccedil;a social e a prote&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de de todos sem distin&ccedil;&otilde;es. E isso se d&aacute; no campo da pol&iacute;tica, mas tamb&eacute;m no esfor&ccedil;o de qualifica&ccedil;&atilde;o do SUS para que se possa perceber que existe a&iacute; um modelo superior que deve ser apoiado pela sociedade brasileira.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Fonte: <a href=\"https:\/\/www.resbr.net.br\/como-tornar-o-sus-um-modelo-superior-de-saude\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Regi&atilde;o e Redes<\/a><\/p>\n<p><\/body><\/html><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Para a sobreviv&ecirc;ncia e desenvolvimento do SUS &eacute; preciso construir e fortalecer a consci&ecirc;ncia pol&iacute;tica de que um sistema universal &eacute; o melhor caminho para a justi&ccedil;a social e a prote&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de de todos sem distin&ccedil;&atilde;o. &Eacute; como pensa o ex-ministro da Sa&uacute;de (de 2007 a 2011), Jos&eacute; Gomes Tempor&atilde;o, hoje diretor executivo do&nbsp;Instituto [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":46,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[13],"tags":[],"class_list":["post-10479","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-noticias-conselho"],"rttpg_featured_image_url":null,"rttpg_author":{"display_name":"cleybetsls","author_link":"https:\/\/goias.gov.br\/saude\/author\/cleybetsls\/"},"rttpg_comment":0,"rttpg_category":"<a href=\"https:\/\/goias.gov.br\/saude\/categoria\/conselho-estadual-de-saude\/noticias-conselho\/\" rel=\"category tag\">Not\u00edcias Conselho<\/a>","rttpg_excerpt":"Para a sobreviv&ecirc;ncia e desenvolvimento do SUS &eacute; preciso construir e fortalecer a consci&ecirc;ncia pol&iacute;tica de que um sistema universal &eacute; o melhor caminho para a justi&ccedil;a social e a prote&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de de todos sem distin&ccedil;&atilde;o. &Eacute; como pensa o ex-ministro da Sa&uacute;de (de 2007 a 2011), Jos&eacute; Gomes Tempor&atilde;o, hoje diretor executivo do&nbsp;Instituto&hellip;","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/goias.gov.br\/saude\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10479","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/goias.gov.br\/saude\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/goias.gov.br\/saude\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/goias.gov.br\/saude\/wp-json\/wp\/v2\/users\/46"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/goias.gov.br\/saude\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=10479"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/goias.gov.br\/saude\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10479\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/goias.gov.br\/saude\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=10479"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/goias.gov.br\/saude\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=10479"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/goias.gov.br\/saude\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=10479"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}