{"id":10396,"date":"2015-06-08T14:06:32","date_gmt":"2015-06-08T17:06:32","guid":{"rendered":"https:\/\/siteshom.goias.gov.br\/saude\/publicacao-americana-faz-artigo-elogioso-ao-sus\/"},"modified":"2015-06-08T14:06:32","modified_gmt":"2015-06-08T17:06:32","slug":"publicacao-americana-faz-artigo-elogioso-ao-sus","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/goias.gov.br\/saude\/publicacao-americana-faz-artigo-elogioso-ao-sus\/","title":{"rendered":"Publica\u00e7\u00e3o americana faz artigo elogioso ao SUS"},"content":{"rendered":"<p><!DOCTYPE html PUBLIC \"-\/\/W3C\/\/DTD HTML 4.0 Transitional\/\/EN\" \"https:\/\/www.w3.org\/TR\/REC-html40\/loose.dtd\"><br \/>\n<html><body><\/p>\n<div class=\"wrapper\">\n<div class=\"post-content\">\n<h2><span style=\"font-size: 10px;\">&nbsp;<\/span><\/h2>\n<div class=\"_4-i2  _50f4\" data-reactid=\".3p.0.1.0.$1.$1.0.1\">\n<div class=\"uiScrollableArea fade uiScrollableAreaWithShadow contentBefore contentAfter\" data-reactid=\".3p.0.1.0.$1.$1.0.1.0\">\n<div class=\"uiScrollableAreaWrap scrollable\" data-reactid=\".3p.0.1.0.$1.$1.0.1.0.0\">\n<div class=\"uiScrollableAreaBody\" data-reactid=\".3p.0.1.0.$1.$1.0.1.0.0.0\">\n<div class=\"uiScrollableAreaContent\" data-reactid=\".3p.0.1.0.$1.$1.0.1.0.0.0.0\">\n<div class=\"_5hpb\" data-reactid=\".3p.0.1.0.$1.$1.0.1.0.0.0.0.1:$mid=11433730358703=23561025b3229161f22\">\n<div class=\"clearfix\" data-reactid=\".3p.0.1.0.$1.$1.0.1.0.0.0.0.1:$mid=11433730358703=23561025b3229161f22.0\">\n<div class=\"_4bl9\" data-reactid=\".3p.0.1.0.$1.$1.0.1.0.0.0.0.1:$mid=11433730358703=23561025b3229161f22.0.$1\">\n<div class=\"clearfix\" data-reactid=\".3p.0.1.0.$1.$1.0.1.0.0.0.0.1:$mid=11433730358703=23561025b3229161f22.0.$1.0\">\n<div data-reactid=\".3p.0.1.0.$1.$1.0.1.0.0.0.0.1:$mid=11433730358703=23561025b3229161f22.0.$1.0.$right\">\n<div class=\"_42ef _8u\" data-reactid=\".3p.0.1.0.$1.$1.0.1.0.0.0.0.1:$mid=11433730358703=23561025b3229161f22.0.$1.0.$right.0\">\n<div data-reactid=\".3p.0.1.0.$1.$1.0.1.0.0.0.0.1:$mid=11433730358703=23561025b3229161f22.0.$1.0.$right.0.0\">\n<div class=\"clearfix\" data-reactid=\".3p.0.1.0.$1.$1.0.1.0.0.0.0.1:$mid=11433730358703=23561025b3229161f22.0.$1.0.$right.0.0.0\">\n<div class=\"_ohf rfloat\" data-reactid=\".3p.0.1.0.$1.$1.0.1.0.0.0.0.1:$mid=11433730358703=23561025b3229161f22.0.$1.0.$right.0.0.0.$right\">\n<div id=\"attachment_6154\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/socialistamorena.com.br\/mimimi-de-medicos-no-facebook\/agente\/\" rel=\"attachment wp-att-6154\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-6154\" src=\"https:\/\/goias.gov.br\/saude\/wp-content\/uploads\/sites\/34\/2015\/06\/agente-bc1.jpg\" alt=\"agente\" width=\"600\" height=\"399\"><\/a><\/p>\n<p class=\"wp-caption-text\"><em><strong>(Agente de sa&uacute;de da fam&iacute;lia em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. Foto: T&acirc;nia R&ecirc;go\/Ag&ecirc;ncia Brasil)<\/strong><\/em><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div data-reactid=\".3p.0.1.0.$1.$1.0.1.0.0.0.0.1:$mid=11433730358703=23561025b3229161f22.0.$1.0.$right\">&nbsp;<\/div>\n<p>Uma das mais antigas e prestigiadas publica&ccedil;&otilde;es sobre Medicina do mundo, o norte-americano <em>The New England Journal of Medicine<\/em>, publicou esta semana um artigo onde avalia de forma muito positiva nosso SUS (Sistema &Uacute;nico de Sa&uacute;de). Cobre de elogios o programa de sa&uacute;de da fam&iacute;lia (Estrat&eacute;gia de Sa&uacute;de da Fam&iacute;lia), com os agentes vivendo pr&oacute;ximos aos pacientes e sobretudo a total gratuidade do SUS &ndash;as pessoas provavelmente n&atilde;o se d&atilde;o conta qu&atilde;o raro &eacute; encontrar em outros pa&iacute;ses um sistema em que n&atilde;o &eacute; preciso pagar para ser atendido por um m&eacute;dico.<\/p>\n<p>Entre as falhas do sistema, o fato de o governo destinar ainda pouco dinheiro do or&ccedil;amento &agrave; sa&uacute;de em rela&ccedil;&atilde;o a outros pa&iacute;ses desenvolvidos e n&atilde;o ter conseguido estender a rede tamb&eacute;m &agrave; classe m&eacute;dia, que tanto o critica mas n&atilde;o o procura, a n&atilde;o ser em caso de desastre. E o pior: a tecnologia atrasad&iacute;ssima, segundo os pesquisadores. &ldquo;Ainda assim, o mundo pode aprender algumas li&ccedil;&otilde;es da experi&ecirc;ncia brasileira&rdquo;, conclui o texto.<\/p>\n<p>Mas foi s&oacute; o artigo aparecer nas redes sociais para que alguns m&eacute;dicos brasileiros reagissem furiosamente ao post do <em>NEJM<\/em> no Facebook. &ldquo;Este artigo &eacute; uma mentira&rdquo;, bradou um. &ldquo;Quanto o governo brasileiro pagou por este artigo?&rdquo;, vociferou outro. &ldquo;Os autores nunca estiveram no Brasil&rdquo;, &ldquo;&eacute; uma piada&rdquo;, &ldquo;provavelmente foi pago por interessados no esc&acirc;ndalo da Petrobras&rdquo;. Confira <a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/TheNewEnglandJournalofMedicine\/posts\/10153108384633462?__mref=message_bubble\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">aqui<\/a>.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"clearfix\" data-reactid=\".3p.0.1.0.$1.$1.0.1.0.0.0.0.1:$mid=11433730358703=23561025b3229161f22.0\"><a href=\"https:\/\/socialistamorena.com.br\/mimimi-de-medicos-no-facebook\/facemedicos\/\" rel=\"attachment wp-att-6155\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-6155\" src=\"images\/imagens_migradas\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/facem%C3%A9dicos.jpg\" alt=\"facem&eacute;dicos\" width=\"400\" height=\"404\"><\/a><\/div>\n<div class=\"clearfix\" data-reactid=\".3p.0.1.0.$1.$1.0.1.0.0.0.0.1:$mid=11433730358703=23561025b3229161f22.0\">&nbsp;<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"clearfix\" data-reactid=\".3p.0.1.0.$1.$1.0.1.0.0.0.0.1:$mid=11433730358703=23561025b3229161f22.0\">Ser&aacute; que estamos sendo injustos com o SUS? Sem d&uacute;vida o texto nos transmite uma vis&atilde;o no m&iacute;nimo mais esperan&ccedil;osa sobre o sistema de sa&uacute;de brasileiro do que a nossa m&iacute;dia faz todos os dias. Um leitor traduziu e enviou para mim. Leia, vale muito a pena.<\/div>\n<div class=\"_5hpb\" data-reactid=\".3p.0.1.0.$1.$1.0.1.0.0.0.0.1:$mid=11433730358703=23561025b3229161f22\">\n<div class=\"clearfix\" data-reactid=\".3p.0.1.0.$1.$1.0.1.0.0.0.0.1:$mid=11433730358703=23561025b3229161f22.0\">&nbsp;<\/div>\n<div class=\"clearfix\" data-reactid=\".3p.0.1.0.$1.$1.0.1.0.0.0.0.1:$mid=11433730358703=23561025b3229161f22.0\">***<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"uiScrollableAreaBody\" data-reactid=\".3p.0.1.0.$1.$1.0.1.0.0.0\">\n<div class=\"uiScrollableAreaContent\" data-reactid=\".3p.0.1.0.$1.$1.0.1.0.0.0.0\">\n<div class=\"_5hpb\" data-reactid=\".3p.0.1.0.$1.$1.0.1.0.0.0.0.1:$mid=11433730358703=23561025b3229161f22\">\n<div class=\"clearfix\" data-reactid=\".3p.0.1.0.$1.$1.0.1.0.0.0.0.1:$mid=11433730358703=23561025b3229161f22.0\">\n<p><strong>A Estrat&eacute;gia de Sa&uacute;de da Fam&iacute;lia brasileira &mdash; Prestando Cuidados Prim&aacute;rios &agrave; Comunidade em um Sistema Universal de Sa&uacute;dePor James Macinko, Ph.D., e Matthew J. Harris, M.B., B.S., D.Phil.<\/strong><br \/><em><strong>No <a href=\"https:\/\/www.nejm.org\/doi\/full\/10.1056\/NEJMp1501140\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">The New England Journal of Medicine<\/a><\/strong><\/em><br \/><em><strong>Tradu&ccedil;&atilde;o: Gustavo Ferreira Correia<\/strong><\/em><\/p>\n<p>O Brasil tem feito r&aacute;pidos progressos rumo &agrave; cobertura universal da popula&ccedil;&atilde;o atrav&eacute;s de seu sistema nacional de sa&uacute;de, o Sistema &Uacute;nico de Sa&uacute;de (SUS). Desde o fim da ditadura em 1985, o Brasil, quinta maior popula&ccedil;&atilde;o e s&eacute;tima maior economia do mundo, tem investido substancialmente na expans&atilde;o do acesso aos cuidados de sa&uacute;de para todos os cidad&atilde;os, uma meta presente na Constitui&ccedil;&atilde;o brasileira e nos princ&iacute;pios orientadores do sistema nacional de sa&uacute;de. O SUS compreende institui&ccedil;&otilde;es e prestadores de cuidados de sa&uacute;de p&uacute;blicos e privados, financiados principalmente atrav&eacute;s de impostos com contribui&ccedil;&otilde;es dos governos federal, estaduais e or&ccedil;amentos municipais. A gest&atilde;o de cuidados de sa&uacute;de &eacute; descentralizada, e os munic&iacute;pios s&atilde;o respons&aacute;veis pela maioria dos servi&ccedil;os de cuidados prim&aacute;rios, bem como alguns hospitais e outras instala&ccedil;&otilde;es.<\/p>\n<p>Todos os servi&ccedil;os de sa&uacute;de s&atilde;o financiados com recursos p&uacute;blicos e os medicamentos mais comuns s&atilde;o universalmente acess&iacute;veis e gratuitos nos locais de atendimento para todos os cidad&atilde;os, mesmo os 26% da popula&ccedil;&atilde;o inscritos em planos de sa&uacute;de privados. Uma inova&ccedil;&atilde;o importante no sistema tem sido o desenvolvimento, adapta&ccedil;&atilde;o e r&aacute;pida intensifica&ccedil;&atilde;o de uma abordagem baseada na comunidade para presta&ccedil;&atilde;o de cuidados de sa&uacute;de prim&aacute;rios. Depois de se originar no estado nordestino do Cear&aacute; na d&eacute;cada de 1990 como um programa de sa&uacute;de materno-infantil contando com agentes comunit&aacute;rios de sa&uacute;de (pessoas leigas, membros da comunidade que s&atilde;o contratadas como membros da equipe de cuidados de sa&uacute;de), o Programa de Sa&uacute;de da Fam&iacute;lia (agora chamado de Estrat&eacute;gia de Sa&uacute;de da Fam&iacute;lia ou ESF) evoluiu para uma abordagem s&oacute;lida de presta&ccedil;&atilde;o de cuidados prim&aacute;rios para popula&ccedil;&otilde;es definidas selecionadas pelas equipes interdisciplinares de sa&uacute;de.<\/p>\n<p>O n&uacute;cleo de cada equipe de sa&uacute;de da fam&iacute;lia inclui um m&eacute;dico, um enfermeiro, um auxiliar de enfermagem e 4-6 agentes comunit&aacute;rios de sa&uacute;de em tempo integral. Equipes de sa&uacute;de da fam&iacute;lia s&atilde;o organizadas geograficamente, abrangendo popula&ccedil;&otilde;es de at&eacute; 1.000 fam&iacute;lias cada, sem sobreposi&ccedil;&atilde;o ou lacuna entre bacias hidrogr&aacute;ficas. Cada membro da equipe de sa&uacute;de da fam&iacute;lia tem pap&eacute;is e responsabilidades definidas e manuais nacionais ajudam a estruturar as respostas do sistema de sa&uacute;de da fam&iacute;lia para a maioria dos problemas de sa&uacute;de. O ritmo de crescimento do sistema de Sa&uacute;de da Fam&iacute;lia tem sido not&aacute;vel: a partir de cerca de 2000 equipes, incluindo agentes de sa&uacute;de de 60 mil comunidades que prestam servi&ccedil;os a 7 milh&otilde;es de pessoas (4% da popula&ccedil;&atilde;o brasileira), em 1998, para 39 mil equipes que incorporam mais de 265 mil agentes comunit&aacute;rios de sa&uacute;de, al&eacute;m de 30.000 equipes de sa&uacute;de bucal, juntas servindo 120 milh&otilde;es de pessoas (62% da popula&ccedil;&atilde;o) em 2014.<\/p>\n<p>Talvez o componente do sistema de sa&uacute;de da fam&iacute;lia mais importante seja o uso extensivo e eficaz dos agentes comunit&aacute;rios de sa&uacute;de. A cada agente &eacute; atribu&iacute;do cerca de 150 fam&iacute;lias em uma micro-&aacute;rea geograficamente delineada na sua &aacute;rea de influ&ecirc;ncia &ndash; geralmente a mesmo micro-&aacute;rea onde o agente vive. Os agentes visitam cada casa dentro de sua micro-&aacute;rea, pelo menos, uma vez por m&ecirc;s, independentemente da necessidade ou demanda, para coletar dados individuais e ao n&iacute;vel familiar. Durante cada visita, eles desempenham, conforme a necessidade, um conjunto de atividades de promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de e cuidados cl&iacute;nicos b&aacute;sicos que abrangem todo o curso da vida. Eles podem perguntar aos membros da fam&iacute;lia porque eles perderam uma consulta (e ajudar a programar uma nova), verificar se as prescri&ccedil;&otilde;es foram preenchidas e se os pacientes t&ecirc;m tomado os seus medicamentos regularmente, perguntam sobre as altera&ccedil;&otilde;es &agrave; composi&ccedil;&atilde;o dos membros da fam&iacute;lia, e identificam sinais de alerta potencial no que diz respeito a viol&ecirc;ncia, neglig&ecirc;ncia, evas&atilde;o escolar, ou uso de drogas, entre outros problemas. Eles tamb&eacute;m procuram ativamente fatores de risco como tabagismo e sintomas da doen&ccedil;a cr&ocirc;nica comum, como hipertens&atilde;o e diabetes. Os agentes comunit&aacute;rios de sa&uacute;de ajudam, assim, a transpor o fosso entre os cuidados prim&aacute;rios e os esfor&ccedil;os de sa&uacute;de p&uacute;blica.<\/p>\n<p>Projetado para executar v&aacute;rias fun&ccedil;&otilde;es importantes de cuidados prim&aacute;rios, o sistema de sa&uacute;de da fam&iacute;lia possui muitas das melhores pr&aacute;ticas. O acesso e o primeiro contato de cuidados s&atilde;o facilitadas pela localiza&ccedil;&atilde;o de equipes de sa&uacute;de perto das casas das pessoas. As listas de todos os residentes em cada &aacute;rea geogr&aacute;fica permitem ofertar cuidados longitudinais, e cada equipe &eacute; respons&aacute;vel por todos em sua &aacute;rea de influ&ecirc;ncia. Atendimento integral &eacute; fornecido por equipes interdisciplinares cujo &acirc;mbito de pr&aacute;tica tem aumentado gradualmente. Tal cuidado &eacute; pr&oacute;-ativo, uma vez que os agentes comunit&aacute;rios de sa&uacute;de procuram problemas antes que os pacientes cheguem ao posto de sa&uacute;de. As equipes tamb&eacute;m oferecem interven&ccedil;&otilde;es de sa&uacute;de p&uacute;blica, como a busca por focos de doen&ccedil;as transmiss&iacute;veis e campanhas de imuniza&ccedil;&atilde;o. Equipes de sa&uacute;de t&ecirc;m se expandido ao longo do tempo e cada vez mais incluem profissionais como dentistas e t&eacute;cnicos de pr&oacute;tese dent&aacute;ria. Apoio adicional foi prestado atrav&eacute;s do desenvolvimento de equipes multidisciplinares de cuidados prim&aacute;rios, conhecidos como N&uacute;cleos de Apoio &agrave; Sa&uacute;de da Fam&iacute;lia, que podem incluir nutricionistas, psic&oacute;logos, assistentes sociais, psiquiatras, farmac&ecirc;uticos comunit&aacute;rios, especialistas em educa&ccedil;&atilde;o f&iacute;sica, fonoaudi&oacute;logos, terapeutas ocupacionais, ginecologista-obstetra, geriatras, cl&iacute;nicos gerais, especialistas em sa&uacute;de p&uacute;blica, entre outros.<\/p>\n<p>Orienta&ccedil;&otilde;es comunit&aacute;rias e familiares s&atilde;o alcan&ccedil;ados atrav&eacute;s de visitas domiciliares dos agentes comunit&aacute;rios de sa&uacute;de e atrav&eacute;s do trabalho com as escolas e organiza&ccedil;&otilde;es comunit&aacute;rias. As equipes de sa&uacute;de da fam&iacute;lia ligam os usu&aacute;rios de cuidados de sa&uacute;de com os programas sociais, tais como os programas de transfer&ecirc;ncia condicional de renda (em que as pessoas recebem pagamentos da Previd&ecirc;ncia Social se mantiverem seus filhos na escola e em dia com as imuniza&ccedil;&otilde;es). As equipes tamb&eacute;m podem estabelecer liga&ccedil;&otilde;es com os servi&ccedil;os de &aacute;gua e saneamento,a Justi&ccedil;a e com as escolas. A orienta&ccedil;&atilde;o do tratamento recebida em outros lugares &eacute; idealmente realizada pela equipe de sa&uacute;de da fam&iacute;lia, embora esta meta seja talvez a mais dif&iacute;cil de alcan&ccedil;ar, dada a limitada disponibilidade de especialistas no sistema nacional de sa&uacute;de e de servi&ccedil;os de diagn&oacute;stico e desigual infra-estrutura de tecnologia da informa&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>A evid&ecirc;ncia sugere que as equipes de sa&uacute;de da fam&iacute;lia\/Estrat&eacute;gia de Sa&uacute;de da Fam&iacute;lia proporcionam um melhor acesso e qualidade e resultam em maior satisfa&ccedil;&atilde;o do usu&aacute;rio do que os postos e centros de sa&uacute;de tradicionais ou at&eacute; mesmo algumas unidades de cuidado de sa&uacute;de do setor privado. Numerosos estudos mostraram que a expans&atilde;o das equipes de sa&uacute;de de fam&iacute;lia tem resultado em melhorias na sa&uacute;de infantil, incluindo redu&ccedil;&otilde;es grandes e sustent&aacute;veis na mortalidade infantil, e, em particular, a mortalidade p&oacute;s-neonatal por diarr&eacute;ia e infec&ccedil;&otilde;es respirat&oacute;rias. Entre os adultos, a expans&atilde;o das equipes de sa&uacute;de da fam&iacute;lia tem sido associadas &agrave; redu&ccedil;&atilde;o da mortalidade por causas cardiovasculares e cerebrovasculares, grandes redu&ccedil;&otilde;es nas taxas de interna&ccedil;&atilde;o por condi&ccedil;&otilde;es sens&iacute;veis ao cuidado ambulatorial, e as taxas reduzidas de complica&ccedil;&otilde;es de algumas doen&ccedil;as cr&ocirc;nicas, como diabetes.<\/p>\n<p>Durante a &uacute;ltima d&eacute;cada, a expans&atilde;o do programa de sa&uacute;de da fam&iacute;lia de seu foco inicial em munic&iacute;pios e regi&otilde;es mais pobres do que a m&eacute;dia tem desempenhado um papel importante na redu&ccedil;&atilde;o das desigualdades no acesso e utiliza&ccedil;&atilde;o dos servi&ccedil;os de sa&uacute;de. H&aacute; tamb&eacute;m evid&ecirc;ncias de que a Estrat&eacute;gia de Sa&uacute;de da Fam&iacute;lia tem melhorado a detec&ccedil;&atilde;o de casos de doen&ccedil;as tropicais negligenciadas, reduzido as disparidades na sa&uacute;de oral, e mesmo aumentado o relato de estat&iacute;sticas vitais. Apesar das suas muitas realiza&ccedil;&otilde;es, o sistema de sa&uacute;de brasileiro enfrenta s&eacute;rios desafios financeiros e organizacionais. Embora a despesa total em sa&uacute;de no Brasil seja semelhante &agrave; m&eacute;dia de cerca de 9% do produto interno bruto (PIB) encontrada entre os pa&iacute;ses da Organiza&ccedil;&atilde;o para a Coopera&ccedil;&atilde;o e Desenvolvimento Econ&oacute;mico (OCDE), menos de metade deste montante prov&eacute;m de fontes p&uacute;blicas &ndash; uma propor&ccedil;&atilde;o que coloca o Brasil muito abaixo da m&eacute;dia da OCDE na participa&ccedil;&atilde;o do governo dos gastos com sa&uacute;de.<\/p>\n<p>Na frente de recursos humanos, a r&aacute;pida expans&atilde;o da Estrat&eacute;gia de Sa&uacute;de da Fam&iacute;lia levou a uma escassez de m&eacute;dicos e o Brasil respondeu a esta necessidade com o controverso programa Mais M&eacute;dicos, importando cerca de 15 mil m&eacute;dicos de Cuba e de outros pa&iacute;ses. Desde que a responsabilidade pela gest&atilde;o das equipes de Sa&uacute;de de Fam&iacute;lia encontra-se com os munic&iacute;pios, tamb&eacute;m existem grandes varia&ccedil;&otilde;es na capacidade e qualidade das equipes de sa&uacute;de da fam&iacute;lia, incluindo a disponibilidade variada de equipamentos b&aacute;sicos, padr&otilde;es variados de pessoal e disponibilidade de diferentes tipos de profissionais de sa&uacute;de, e gest&atilde;o variada e outros apoios institucionais para as equipes. Como muitos sistemas de sa&uacute;de, o SUS se esfor&ccedil;a para atender &agrave;s novas necessidades de uma popula&ccedil;&atilde;o que envelhece rapidamente e para cumprir o seu mandato constitucional de alcan&ccedil;ar o acesso equitativo aos servi&ccedil;os para todos os cidad&atilde;os.<\/p>\n<p>At&eacute; agora, o programa de Sa&uacute;de da Fam&iacute;lia tem se concentrado nos segmentos mais pobres de muitos munic&iacute;pios e, embora essa abordagem tenha melhorado a equidade na sa&uacute;de, &eacute; um desafio chegar aos brasileiros de classe m&eacute;dia, que podem preferi-lo em vez de procurar os servi&ccedil;os no setor privado. Pelo menos parcialmente, em resposta aos protestos p&uacute;blicos sobre a necessidade de maior investimento p&uacute;blico na &aacute;rea da sa&uacute;de, o governo brasileiro lan&ccedil;ou um dos maiores programas do mundo de pagamento por desempenho dentro do programa de Sa&uacute;de da Fam&iacute;lia para acelerar os investimento no sistema p&uacute;blico. Estes novos recursos s&atilde;o vinculados a melhorias medidas na gest&atilde;o dos servi&ccedil;os de sa&uacute;de, na qualidade t&eacute;cnica do atendimento e na satisfa&ccedil;&atilde;o do usu&aacute;rio.<\/p>\n<p>Finalmente, o uso da tecnologia est&aacute; severamente atrasado no SUS. Novas propostas incluem o desenvolvimento de registros nacionais de sa&uacute;de eletr&ocirc;nicos e maior acesso a ferramentas de diagn&oacute;stico na aten&ccedil;&atilde;o prim&aacute;ria.<\/p>\n<p>Ainda assim, o mundo pode aprender algumas li&ccedil;&otilde;es da experi&ecirc;ncia brasileira. Em primeiro lugar, os cuidados prim&aacute;rios com base na comunidade podem funcionar se feitos corretamente. Exige um plano s&oacute;lido, gera&ccedil;&atilde;o de evid&ecirc;ncias e projetos-piloto, uma vis&atilde;o de longo prazo, e o compromisso de manuten&ccedil;&atilde;o financeira e pol&iacute;tica. O Sistema de Sa&uacute;de da Fam&iacute;lia tem uma &oacute;tima rela&ccedil;&atilde;o de custo-benef&iacute;cio: o Brasil gasta hoje cerca de 50 d&oacute;lares por pessoa anualmente no programa. Mas a amplia&ccedil;&atilde;o de tal empreendimento exigiu adapta&ccedil;&atilde;o e investimento cont&iacute;nuo, especialmente &agrave; luz das diferen&ccedil;as geogr&aacute;ficas e das necessidades de sa&uacute;de da popula&ccedil;&atilde;o, diferentes capacidades municipais e recursos de sa&uacute;de, e evolu&ccedil;&atilde;o da pr&aacute;tica m&eacute;dica &ndash; um desafio que pode ser aplicado em outros pa&iacute;ses tamb&eacute;m. Por fim, a constru&ccedil;&atilde;o de um sistema de cuidados de sa&uacute;de prim&aacute;rios robusto &eacute; mais do que um exerc&iacute;cio burocr&aacute;tico; no Brasil, tem requerido movimentos sociais e compromisso profissional de longo prazo.<\/p>\n<p>O futuro da estrat&eacute;gia de sa&uacute;de da fam&iacute;lia do Brasil, sua expans&atilde;o sustentada para os demais centros urbanos e para o acesso da classe m&eacute;dia, e sua integra&ccedil;&atilde;o efetiva na aten&ccedil;&atilde;o secund&aacute;ria e terci&aacute;ria exigir&aacute; engajamento dos prestadores de cuidados de sa&uacute;de e continuidade dos investimentos p&uacute;blicos financeiros, t&eacute;cnicos e intelectuais &ndash; todos os quais, em &uacute;ltima inst&acirc;ncia, dependem de apoio pol&iacute;tico.<\/p>\n<p><strong>Continue a leitura <a href=\"https:\/\/socialistamorena.com.br\/mimimi-de-medicos-no-facebook\/agente\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">aqui<\/a><\/strong><\/p>\n<p><em><strong>(Original em ingl&ecirc;s <a href=\"https:\/\/www.nejm.org\/doi\/full\/10.1056\/NEJMp1501140\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">aqui<\/a>)<\/strong><\/em><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p><\/body><\/html><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; (Agente de sa&uacute;de da fam&iacute;lia em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. Foto: T&acirc;nia R&ecirc;go\/Ag&ecirc;ncia Brasil) &nbsp; Uma das mais antigas e prestigiadas publica&ccedil;&otilde;es sobre Medicina do mundo, o norte-americano The New England Journal of Medicine, publicou esta semana um artigo onde avalia de forma muito positiva nosso SUS (Sistema &Uacute;nico de Sa&uacute;de). 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