{"id":10393,"date":"2015-08-05T12:08:01","date_gmt":"2015-08-05T15:08:01","guid":{"rendered":"https:\/\/siteshom.goias.gov.br\/saude\/querem-matar-o-sus-4-carreira-nacional-do-sus-neles\/"},"modified":"2015-08-05T12:08:01","modified_gmt":"2015-08-05T15:08:01","slug":"querem-matar-o-sus-4-carreira-nacional-do-sus-neles","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/goias.gov.br\/saude\/querem-matar-o-sus-4-carreira-nacional-do-sus-neles\/","title":{"rendered":"Querem matar o SUS-4: Carreira Nacional do SUS neles!"},"content":{"rendered":"<p><!DOCTYPE html PUBLIC \"-\/\/W3C\/\/DTD HTML 4.0 Transitional\/\/EN\" \"https:\/\/www.w3.org\/TR\/REC-html40\/loose.dtd\"><br \/>\n<html><body><\/p>\n<p><span>Paulo Capel Narvai (*)<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A cria&ccedil;&atilde;o da Carreira Nacional do SUS (CN-SUS) dever&aacute; ser aprovada na etapa nacional da 15&ordf; Confer&ecirc;ncia Nacional de Sa&uacute;de (CNS), em Bras&iacute;lia, na primeira semana de dezembro deste ano. Ao afirmar isto n&atilde;o fa&ccedil;o nenhum exerc&iacute;cio de futurologia, nem h&aacute; qualquer novidade ou originalidade nesta previs&atilde;o. Trata-se apenas de l&oacute;gica dedutiva elementar, pois tem sido assim em todas as confer&ecirc;ncias nacionais de sa&uacute;de que realizamos desde a cria&ccedil;&atilde;o do Sistema &Uacute;nico de Sa&uacute;de em 1988. At&eacute; mesmo antes disso, na hist&oacute;rica 8&ordf; CNS, em 1986, aprovamos ser necess&aacute;rio o &ldquo;estabelecimento urgente e imediato de plano de cargos e sal&aacute;rios (&hellip;) com remunera&ccedil;&atilde;o condigna e isonomia salarial entre as mesmas categoriais profissionais nos n&iacute;veis federal, estadual e municipal&rdquo;. Na 9&ordf; CNS, realizada em 1992, foi aprovada proposta que condicionava &ldquo;a efetiva implanta&ccedil;&atilde;o do SUS&rdquo; &agrave; &ldquo;indispens&aacute;vel&rdquo; cria&ccedil;&atilde;o de &ldquo;quadros de profissionais de sa&uacute;de em cada esfera de governo, com a implanta&ccedil;&atilde;o do plano de carreira do SUS&rdquo; vinculando a ela &ldquo;todos os trabalhadores do SUS, designando-se, portanto, como carreira multiprofissional ou carreira &uacute;nica de sa&uacute;de&rdquo;, garantindo-se que nos processos de gest&atilde;o do SUS &ldquo;as fun&ccedil;&otilde;es gerenciais e t&eacute;cnicas sejam ocupadas preferencialmente por funcion&aacute;rios de carreira, com qualifica&ccedil;&atilde;o espec&iacute;fica&rdquo;.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Para n&atilde;o cansar o leitor, passando em revista todas as confer&ecirc;ncias de sa&uacute;de desde ent&atilde;o, registro apenas que uma das 15 diretrizes aprovadas na 14&ordm; CNS, em 2011, defendia &ldquo;uma pol&iacute;tica nacional que valorize os trabalhadores da sa&uacute;de&rdquo;, vinculando-se a esta diretriz, dentre outras, as propostas de: a) &ldquo;instituir, de maneira pactuada na mesa de negocia&ccedil;&atilde;o permanente do SUS, um Plano de Cargos, Carreira e Vencimentos (PCCV) de &acirc;mbito nacional para todos os profissionais de sa&uacute;de do SUS, com v&iacute;nculo trabalhista regido pelo Regime Jur&iacute;dico &Uacute;nico (RJU) e acesso exclusivo por concurso p&uacute;blico e que contemple as diferen&ccedil;as regionais&rdquo;; e, b) &ldquo;implementar piso salarial nacional para o Sistema &Uacute;nico de Sa&uacute;de, definido para cada categoria profissional e n&iacute;vel de forma&ccedil;&atilde;o, que seja reajustado anualmente de forma a minimamente repor as perdas inflacion&aacute;rias&rdquo;.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Constata-se lamentavelmente que as tr&ecirc;s d&eacute;cadas que separam a 8&ordf; CNS desta 15&ordf; CNS n&atilde;o foram suficientes para mudar significativamente a situa&ccedil;&atilde;o dos profissionais p&uacute;blicos da sa&uacute;de no Pa&iacute;s. H&aacute; inclusive quem argumente que houve perdas institucionais importantes e que a situa&ccedil;&atilde;o, de modo geral, piorou muito, exemplificando com a extin&ccedil;&atilde;o de carreiras de sa&uacute;de em v&aacute;rias unidades federativas e, em n&iacute;vel nacional, com o fim da carreira da antiga Funda&ccedil;&atilde;o SESP (Servi&ccedil;o Especial de Sa&uacute;de P&uacute;blica), atual FUNASA, dentre outras.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Neste contexto a aprova&ccedil;&atilde;o em dezembro, pela 15&ordf; CNS, de uma Carreira Nacional do SUS pode n&atilde;o significar nada relevante, nem contribuir para transformar esse cen&aacute;rio desolador de precariza&ccedil;&atilde;o, baixos sal&aacute;rios e desvaloriza&ccedil;&atilde;o profissional. Pode n&atilde;o significar nada relevante, mas n&atilde;o deve, pois o SUS n&atilde;o existe sem os que trabalham no sistema. Tr&ecirc;s d&eacute;cadas depois, n&atilde;o h&aacute; mais o que esperar para tirar a CN-SUS do papel. H&aacute; alternativas &agrave; mesmice, conformismo e paralisia que, por anos, t&ecirc;m dado o tom nos debates e no enfrentamento desse problema. Uma dessas alternativas exige, contudo, ousadia, disposi&ccedil;&atilde;o para mudar, e enfrentamento de muitos SUScidas que se fazem passar por SUSistas. Dentre estes, acomodados em zonas de conforto e pensando apenas em suas bases territoriais, est&atilde;o algumas lideran&ccedil;as sindicais que v&ecirc;m &ldquo;empurrando com a barriga&rdquo; o enfrentamento dos entraves &agrave; Carreira Nacional do SUS. Transformam-se assim, eles pr&oacute;prios, em SUScidas.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Os gestores, por seu lado, mesmo quando SUSistas de primeira hora, fogem do tema da CN-SUS como o diabo da cruz. T&ecirc;m problemas que emergem de um cotidiano administrativo infernal, &ldquo;apagando um inc&ecirc;ndio por dia&rdquo; conforme se contam nas rodas de conversas entre colegas. Parece bastar aos gestores os enormes problemas e dificuldades derivados das sempre atribuladas rela&ccedil;&otilde;es entre os entes federativos. Representantes de munic&iacute;pios, estados e Uni&atilde;o vivem &agrave;s turras uns com os outros ao lidar com a aloca&ccedil;&atilde;o e execu&ccedil;&atilde;o de recursos, e com quest&otilde;es t&atilde;o d&iacute;spares quanto o gerenciamento de ambul&acirc;ncias, combate a mosquitos, organiza&ccedil;&atilde;o da assist&ecirc;ncia, indo da aplica&ccedil;&atilde;o de vacinas a extra&ccedil;&otilde;es dent&aacute;rias, passando por curativos variados, gest&atilde;o de equipes multiprofissionais de sa&uacute;de e, em alguns casos, at&eacute; mesmo filas e execu&ccedil;&atilde;o de transplantes. Nesse cen&aacute;rio, de modo geral, n&atilde;o querem saber nem ouvir falar de CN-SUS. Basta-lhes, dada a exiguidade de tempo, a espinhosa tarefa de lidar com &ldquo;seus&rdquo;, digamos&hellip; &ldquo;recursos humanos&rdquo;.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Enfim, o tempo passa e a CN-SUS vai ficando para as calendas gregas&hellip;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Mas a CN-SUS &eacute; de import&acirc;ncia estrat&eacute;gica, de interesse vital para o SUS. Por isto, torn&aacute;-la tecnicamente fact&iacute;vel e politicamente vi&aacute;vel &eacute; mesmo urgente. &Eacute; uma &ldquo;urg&ecirc;ncia&rdquo; desde 1986, como mencionei. Por&eacute;m, at&eacute; que ponto vamos nos dar ao luxo de seguir postergando o enfrentamento, em bases institucionais, dessa urg&ecirc;ncia?<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Esteja ou n&atilde;o entre as propostas que a 15&ordf; CNS aprovar&aacute; em dezembro, &eacute; preciso avan&ccedil;ar na cria&ccedil;&atilde;o da CN-SUS. Mas, como?<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Tal como vem sendo concebida pelos SUSistas que se dedicam ao tema, para n&atilde;o permanecer muitas d&eacute;cadas mais sem sair do lugar, a CN-SUS precisa solucionar pelo menos dois pr&eacute;-requisitos: a) dispor de recursos financeiros para ter sustentabilidade; e b) superar os entraves legais da administra&ccedil;&atilde;o de pessoal no contexto de uma rep&uacute;blica federativa de dimens&otilde;es continentais e com entes aut&ocirc;nomos. Hoje, nem h&aacute; recursos, nem h&aacute; factibilidade t&eacute;cnica no plano administrativo. S&atilde;o duas pend&ecirc;ncias estrat&eacute;gicas. Sem resolver essas pend&ecirc;ncias n&atilde;o haver&aacute; CN-SUS, no horizonte hist&oacute;rico pass&iacute;vel de ser vislumbrado hoje.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O que fazer? Seguir remetendo o problema para as calendas gregas? Fingir que ele n&atilde;o existe? Prosseguir valendo-se do &ldquo;rigoroso m&eacute;todo do jeitinho&rdquo;? &Eacute; ilustrativo do &ldquo;rigoroso m&eacute;todo do jeitinho&rdquo; os contorcionismos administrativos adotados por muitos munic&iacute;pios e estados e at&eacute; mesmo pela Uni&atilde;o, para burlar restri&ccedil;&otilde;es or&ccedil;ament&aacute;rias e legais impostas &agrave; administra&ccedil;&atilde;o direta, seja porque n&atilde;o se disp&otilde;em de dinheiro para pagar pessoal, seja porque a Lei de Responsabilidade Fiscal imp&otilde;e teto de gastos com este item. O governo federal, que sequer consegue ter no Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de o pessoal de que necessita para exercer sua fun&ccedil;&atilde;o de comando do SUS em n&iacute;vel nacional, vale-se de artif&iacute;cios de gest&atilde;o via organismos supranacionais para contratar. Surgem, assim, figuras administrativas ex&oacute;ticas no SUS, como &ldquo;Consultor da UNESCO&rdquo;, dentre outras esquisitices. Ali&aacute;s, &eacute; suficientemente clara a esse respeito, a modalidade de contrata&ccedil;&atilde;o utilizada para viabilizar o programa &ldquo;Mais M&eacute;dicos&rdquo;, uma prioridade governamental desde sua cria&ccedil;&atilde;o: &ldquo;via OPAS&rdquo;, pois a contrata&ccedil;&atilde;o envolve a Organiza&ccedil;&atilde;o Pan-Americana da Sa&uacute;de. Cont&aacute;ssemos com uma CN-SUS e nada disso seria necess&aacute;rio.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Desde que, em 16\/5\/15, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que &eacute; constitucional que recursos p&uacute;blicos sejam transferidos para organiza&ccedil;&otilde;es sociais de sa&uacute;de (OSS), uma decis&atilde;o se imp&otilde;e aos que pensam a situa&ccedil;&atilde;o atual e o futuro do SUS: criar ou n&atilde;o uma organiza&ccedil;&atilde;o potente, sob controle p&uacute;blico e propriedade estatal, de abrang&ecirc;ncia nacional, capaz de se institucionalizar como alternativa &agrave;s OSS, ou sucumbir a elas, rendendo-se definitivamente &agrave; privatiza&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Para enfrentar essas duas pend&ecirc;ncias estrat&eacute;gicas, estou defendendo, nesta s&eacute;rie de artigos &ldquo;Querem matar o SUS&rdquo;, duas propostas: a) a cria&ccedil;&atilde;o da CP-SUS (Contribui&ccedil;&atilde;o para o Financiamento do SUS), para que a Carreira Nacional do SUS disponha pelo menos em parte dos recursos de que necessita para sua sustentabilidade econ&ocirc;mica; e b) a cria&ccedil;&atilde;o da EMBRASUS (Empresa Brasileira de Apoio ao Desenvolvimento da Gest&atilde;o do SUS) que, operando como empresa estatal sem fins lucrativos e com abrang&ecirc;ncia nacional, tenha caracter&iacute;sticas jur&iacute;dico-administrativas tais que torne desnecess&aacute;rio aos gestores municipais e estaduais do SUS privatizar via OSS.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O Brasil tem atualmente cerca de 400 regi&otilde;es de sa&uacute;de. A EMBRASUS poderia ter uma dire&ccedil;&atilde;o regional em cada uma dessas regi&otilde;es, sob controle administrativo dos entes federativos da respectiva regi&atilde;o e processos decis&oacute;rios com base em gest&atilde;o participativa incluindo, portanto, representantes dos conselhos municipais de sa&uacute;de dos munic&iacute;pios da regi&atilde;o. Tais dire&ccedil;&otilde;es regionais da EMBRASUS concretizariam, finalmente, o que foi proposto em 1986, na 8&ordf; CNS, o &ldquo;conselho regional de sa&uacute;de&rdquo; com &ldquo;participa&ccedil;&atilde;o plena da sociedade no planejamento, execu&ccedil;&atilde;o e fiscaliza&ccedil;&atilde;o dos programas de sa&uacute;de&rdquo;.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Embora o SUS seja respons&aacute;vel por feitos not&aacute;veis na sa&uacute;de p&uacute;blica brasileira, os profissionais respons&aacute;veis por esses feitos n&atilde;o se sentem &ldquo;trabalhadores do SUS&rdquo;, mas &ldquo;funcion&aacute;rios da Prefeitura&rdquo;, &ldquo;servidores do governo do Estado&rdquo;, uma vez que s&atilde;o estes que lhes pagam os vencimentos. N&atilde;o h&aacute;, portanto, identifica&ccedil;&atilde;o funcional com o SUS. Esses profissionais de sa&uacute;de &ldquo;vestem outra camisa&rdquo; e n&atilde;o a &ldquo;camisa do SUS&rdquo;, conforme se diz. Ningu&eacute;m (com exce&ccedil;&otilde;es, claro) se sente &ldquo;do SUS&rdquo; e, portanto, os rumos e o destino do sistema n&atilde;o lhes diz respeito, n&atilde;o lhes significa nada. E isto &eacute;, sem d&uacute;vida, mais um desastre simb&oacute;lico envolvendo o sistema (outro desastre simb&oacute;lico &eacute; o que diz respeito ao ocultamento do s&iacute;mbolo do SUS). Mas, para mais al&eacute;m do plano simb&oacute;lico, a n&atilde;o vincula&ccedil;&atilde;o a uma organiza&ccedil;&atilde;o de base nacional, que viabilize exercer atividades profissionais em qualquer ponto do territ&oacute;rio nacional, sem perder a vincula&ccedil;&atilde;o funcional, e que disponha de um plano de cargos, fun&ccedil;&otilde;es e vencimentos (uma carreira, enfim), decididos democraticamente com participa&ccedil;&atilde;o dos pr&oacute;prios trabalhadores, &eacute; muito prejudicial aos profissionais de sa&uacute;de. A esse respeito &eacute; esclarecedor, a prop&oacute;sito da dimens&atilde;o simb&oacute;lica e das limita&ccedil;&otilde;es de desenvolvimento profissional, o modo como as OSS recrutam e contratam os diferentes profissionais de sa&uacute;de. Nenhuma palavra sobre o SUS. Tudo se passa como se as contrata&ccedil;&otilde;es n&atilde;o envolvessem recursos do SUS e como se n&atilde;o fosse para trabalhar profissionalmente no SUS. Tamb&eacute;m nessas situa&ccedil;&otilde;es n&atilde;o h&aacute; identifica&ccedil;&atilde;o funcional com o SUS, mas com a OSS &ldquo;X&rdquo; ou &ldquo;Y&rdquo;. Nesse processo, o SUS some, desaparece.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Ouso afirmar que, sem a Carreira Nacional do SUS, vinculada a uma forte institui&ccedil;&atilde;o estatal de abrang&ecirc;ncia nacional, o SUS vai mesmo sumir. Ou, o que teria igual significado, pode se transformar em uma p&eacute;ssima caricatura de si mesmo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em><span>(*) PAULO CAPEL NARVAI &eacute; professor titular de Sa&uacute;de P&uacute;blica da Universidade de S&atilde;o Paulo (USP).<\/span><\/em><\/p>\n<p><em><span><br \/><\/span><\/em><\/p>\n<p>Fonte: <a href=\"https:\/\/cebes.org.br\/2015\/08\/querem-matar-o-sus-4-carreira-nacional-do-sus-neles\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">CEBES<\/a><\/p>\n<p><\/body><\/html><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Paulo Capel Narvai (*) &nbsp; A cria&ccedil;&atilde;o da Carreira Nacional do SUS (CN-SUS) dever&aacute; ser aprovada na etapa nacional da 15&ordf; Confer&ecirc;ncia Nacional de Sa&uacute;de (CNS), em Bras&iacute;lia, na primeira semana de dezembro deste ano. Ao afirmar isto n&atilde;o fa&ccedil;o nenhum exerc&iacute;cio de futurologia, nem h&aacute; qualquer novidade ou originalidade nesta previs&atilde;o. 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