{"id":10387,"date":"2015-08-05T12:08:24","date_gmt":"2015-08-05T15:08:24","guid":{"rendered":"https:\/\/siteshom.goias.gov.br\/saude\/falsos-mitos-querem-manter-afastado-o-protagonismo-popular-na-escolha-dos-alimentos\/"},"modified":"2015-08-05T12:08:24","modified_gmt":"2015-08-05T15:08:24","slug":"falsos-mitos-querem-manter-afastado-o-protagonismo-popular-na-escolha-dos-alimentos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/goias.gov.br\/saude\/falsos-mitos-querem-manter-afastado-o-protagonismo-popular-na-escolha-dos-alimentos\/","title":{"rendered":"Falsos mitos querem manter afastado o protagonismo popular na escolha dos alimentos"},"content":{"rendered":"<p><!DOCTYPE html PUBLIC \"-\/\/W3C\/\/DTD HTML 4.0 Transitional\/\/EN\" \"https:\/\/www.w3.org\/TR\/REC-html40\/loose.dtd\"><br \/>\n<html><body><\/p>\n<p>A frase &ldquo;Voc&ecirc; &eacute; o que voc&ecirc; come&rdquo; nunca foi t&atilde;o importante e contou com tanta conota&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica como nos dias atuais e esteve no centro dos debates da mesa-redonda O Modelo Agroalimentar hegem&ocirc;nico e as amea&ccedil;as &agrave; Sa&uacute;de e &agrave; Soberania Alimentar: O caso dos Alimentos Biofortificados, Transg&ecirc;nicos e Ultraprocessados, realizada em 31 de julho, no pen&uacute;ltimo dia do 11&ordm; Congresso Brasileiro de Sa&uacute;de Coletiva, o Abrasc&atilde;o 2015.<\/p>\n<p>Diversos movimentos sociais, cientistas e pesquisadores dialogaram com os debatedores Vanessa Schottz Rodrigues, professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro &ndash; Campus Maca&eacute; (UFRJ) e integrante do F&oacute;rum Brasileiro de Soberania e Seguran&ccedil;a Alimentar (Fbssan); Leonardo Melgarejo, da Empresa de Assist&ecirc;ncia T&eacute;cnica e Extens&atilde;o Rural (Emater-RS) e membro da Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira de Agroecologia (ABA), e Carlos Augusto Monteiro, professor da Faculdade de Sa&uacute;de P&uacute;blica da Universidade de S&atilde;o Paulo (FSP\/USP). Todos eles defenderam o protagonismo da popula&ccedil;&atilde;o brasileira em escolher o tipo de alimento que consome e o acesso pleno &agrave;s informa&ccedil;&otilde;es acerca dos agrot&oacute;xicos e dos alimentos bioforticados, transg&ecirc;nicos e ultraprocessados. A coordena&ccedil;&atilde;o da mesa foi de Anelise Rizollo, professora da Universidade de Bras&iacute;lia e &nbsp;integrante do Grupo Tem&aacute;tico Alimenta&ccedil;&atilde;o e Nutri&ccedil;&atilde;o em Sa&uacute;de Coletiva (GT ANSC\/Abrasco).<\/p>\n<p>O di&aacute;logo frut&iacute;fero entre o conhecimento acad&ecirc;mico e o popular, uma das marcas dos eventos da Abrasco, foi destacado por Vanessa Schottz Rodrigues, que citou o&nbsp;<a href=\"https:\/\/abrasco.org.br\/dossieagrotoxicos\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><em>Dossi&ecirc; Abrasco: Um alerta sobre os impactos dos agrot&oacute;xicos na Sa&uacute;de<\/em><\/a>, como exemplo dessa constru&ccedil;&atilde;o coletiva. A professora defendeu os direitos de cada povo decidir sobre o seu pr&oacute;prio sistema alimentar produtivo e afirmou que &ldquo;refletir sobre o que comemos e o que deixamos de comer faz com que aprofundemos a leitura sobre a forma como o sistema agroalimentar se estrutura e como ele pr&oacute;prio determina aquilo que comemos e aquilo que deixamos de comer&rdquo;.<\/p>\n<p>A debatedora fez uma diferencia&ccedil;&atilde;o entre o que se conveniou chamar de seguran&ccedil;a alimentar global e seguran&ccedil;a alimentar. Esta &uacute;ltima, exp&ocirc;s, &ldquo;nasce no seio dos movimentos sociais campesinos&rdquo; e se contrap&otilde;e &agrave; primeira, cujas caracter&iacute;sticas s&atilde;o a intensifica&ccedil;&atilde;o e especializa&ccedil;&atilde;o de produ&ccedil;&atilde;o, expans&atilde;o das trocas no mercado internacional, a concentra&ccedil;&atilde;o do poder nas m&atilde;os de empresas transnacionais e a padroniza&ccedil;&atilde;o e artificializa&ccedil;&atilde;o de alimentos. &ldquo;Para tanto, s&atilde;o utilizadas tecnologias que pouco conhecemos e que trazem impactos sociais e de sa&uacute;de&rdquo;, criticou Vanessa, que enxerga na agroecologia o modelo ideal para contrapor o modelo agroalimentar hegem&ocirc;nico. &ldquo;A agroecologia defende o respeito &agrave;s diversidades locais, resiste politicamente ao agroneg&oacute;cio, tem produ&ccedil;&atilde;o diversificada e conserva a agrobiodiversidade&rdquo;, justificou.<\/p>\n<p>O processamento de alimentos permeou a exposi&ccedil;&atilde;o de Carlos Monteiro. Ele separou os alimentos em tr&ecirc;s categorias: alimentos in natura e\/ou minimamente processados; ingredientes culin&aacute;rios, e alimentos processados e ultraprocessados, formula&ccedil;&atilde;o que norteou o&nbsp;<a href=\"https:\/\/goias.gov.br\/saude\/wp-content\/uploads\/sites\/34\/2015\/08\/guia_alimentar_populacao_brasileira-b72.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><em>Guia Alimentar da Popula&ccedil;&atilde;o Brasileira<\/em><\/a>, lan&ccedil;ado no ano passado. Ele demonstrou preocupa&ccedil;&atilde;o especial com os ultraprocessados e questionou se podem ser chamados de alimentos. &ldquo;O ultraprocessado, na verdade, &eacute; feito com o que sobra. N&atilde;o &eacute; composto por um alimento espec&iacute;fico, mas &eacute; a formula&ccedil;&atilde;o de ingredientes em sua maior parte modificados, subst&acirc;ncias e aditivos sem os quais n&atilde;o h&aacute; processamento&rdquo;, aprofundou-se. &ldquo;A ind&uacute;stria de alimentos tende a defender o processamento como se fosse um conjunto de t&eacute;cnicas que acontecem desde a colheita do alimento &agrave; prepara&ccedil;&atilde;o culin&aacute;ria. Dessa forma, ela esconde o processamento industrial&rdquo;, complementou.<\/p>\n<p>Monteiro criticou o marketing agressivo e anti&eacute;tico da ind&uacute;stria de alimentos ultraprocessados e indicou que o crescente consumo desse tipo de alimentos &eacute; a principal causa da pandemia de obesidade. &ldquo;A cadeia da produ&ccedil;&atilde;o de alimentos ultraprocessados causa v&aacute;rios problemas que v&atilde;o al&eacute;m da quest&atilde;o de doen&ccedil;as cr&ocirc;nicas e da obesidade, pois eles prejudicam a vida social, cultura e a sustentabilidade do planeta&rdquo;.<\/p>\n<p>Leonardo Melgarejo foi o &uacute;ltimo debatedor e tratou do imagin&aacute;rio e das &ldquo;mitologias&rdquo; constru&iacute;dos a respeito dos transg&ecirc;nicos, agrot&oacute;xicos e plantas fortificadas. Para ele, &eacute; papel dos profissionais da nutri&ccedil;&atilde;o e das demais &aacute;reas da sa&uacute;de alertar as pessoas para os riscos do uso dos transg&ecirc;nicos, agrot&oacute;xicos e plantas fortificadas. &ldquo;Apenas reuni&otilde;es como essa que a Abrasco promove conseguir&atilde;o colocar para as pessoas a import&acirc;ncia de seu protagonismo dentro desse debate&rdquo;.<\/p>\n<p>Melgarejo declarou que h&aacute; uma despolitiza&ccedil;&atilde;o proposital desse debate, &ldquo;com a venda ilus&oacute;ria de solu&ccedil;&otilde;es t&eacute;cnicas para problemas pol&iacute;ticos&rdquo;. A banaliza&ccedil;&atilde;o de conceitos, continuou, se apoia na redu&ccedil;&atilde;o do protagonismo social, simplifica&ccedil;&otilde;es e abordagens curativas que fortalecem concentra&ccedil;&atilde;o de poder econ&ocirc;mico. &ldquo;As seis maiores empresas que vendem sementes s&atilde;o as seis maiores empresas que vendem agrot&oacute;xicos&rdquo;, informou.<\/p>\n<p>Para fazer valer seus interesses, a ind&uacute;stria se apoia em mitos, utilizados unicamente para esconder as verdades inconvenientes. Os principais mitos que envolvem os transg&ecirc;nicos dizem que eles s&atilde;o mais seguros, protegem o meio ambiente e a sa&uacute;de e representam o fim do fome. H&aacute; a falsa cren&ccedil;a tamb&eacute;m de que os agrot&oacute;xicos se degradam no meio ambiente e s&atilde;o eliminados pelo corpo humano, ao passo que se difundiu o mito de que as plantas bioativas acabar&atilde;o com a desnutri&ccedil;&atilde;o oculta. &ldquo;O mito indispens&aacute;vel e comum aos tr&ecirc;s &eacute; que eles s&atilde;o indispens&aacute;veis&rdquo;, asseverou. &ldquo;A l&oacute;gica dos transg&ecirc;nicos, dos agrot&oacute;xicos e dos bioforticados &eacute; criar novos mercados para um pequeno grupo de empresas. Isso ignora a desnutri&ccedil;&atilde;o e as doen&ccedil;as trazidas por eles.&rdquo;<\/p>\n<p>Apesar disso, Melgarejo acredita que, diante da situa&ccedil;&atilde;o mundial, o Brasil est&aacute; indo bem: &ldquo;As a&ccedil;&otilde;es de combate &agrave; fome e a pobreza t&ecirc;m trabalhando para superar o problema da desnutri&ccedil;&atilde;o. A proposta relacionada &agrave;s plantas bioforticadas enfraquece esse trabalho. O Programa Nacional de Redu&ccedil;&atilde;o de Agrot&oacute;xicos (PRONARA) precisa do apoio da sociedade, porque entra em confronto com programas desenvolvidos pelo Minist&eacute;rio da Agricultura. Por isso, esse processo de informa&ccedil;&atilde;o, participa&ccedil;&atilde;o e protagonismo &eacute; t&atilde;o importante&rdquo;.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Fonte: <a href=\"https:\/\/www.abrasco.org.br\/site\/2015\/08\/mitologias-da-industria-alimenticia-querem-manter-afastado-o-protagonismo-popular-na-escolha-dos-alimentos\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Abrasc&atilde;o<\/a><\/p>\n<p><\/body><\/html><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A frase &ldquo;Voc&ecirc; &eacute; o que voc&ecirc; come&rdquo; nunca foi t&atilde;o importante e contou com tanta conota&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica como nos dias atuais e esteve no centro dos debates da mesa-redonda O Modelo Agroalimentar hegem&ocirc;nico e as amea&ccedil;as &agrave; Sa&uacute;de e &agrave; Soberania Alimentar: O caso dos Alimentos Biofortificados, Transg&ecirc;nicos e Ultraprocessados, realizada em 31 de [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":46,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[13],"tags":[],"class_list":["post-10387","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-noticias-conselho"],"rttpg_featured_image_url":null,"rttpg_author":{"display_name":"cleybetsls","author_link":"https:\/\/goias.gov.br\/saude\/author\/cleybetsls\/"},"rttpg_comment":0,"rttpg_category":"<a href=\"https:\/\/goias.gov.br\/saude\/categoria\/conselho-estadual-de-saude\/noticias-conselho\/\" rel=\"category tag\">Not\u00edcias Conselho<\/a>","rttpg_excerpt":"A frase &ldquo;Voc&ecirc; &eacute; o que voc&ecirc; come&rdquo; nunca foi t&atilde;o importante e contou com tanta conota&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica como nos dias atuais e esteve no centro dos debates da mesa-redonda O Modelo Agroalimentar hegem&ocirc;nico e as amea&ccedil;as &agrave; Sa&uacute;de e &agrave; Soberania Alimentar: O caso dos Alimentos Biofortificados, Transg&ecirc;nicos e Ultraprocessados, realizada em 31 de&hellip;","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/goias.gov.br\/saude\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10387","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/goias.gov.br\/saude\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/goias.gov.br\/saude\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/goias.gov.br\/saude\/wp-json\/wp\/v2\/users\/46"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/goias.gov.br\/saude\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=10387"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/goias.gov.br\/saude\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10387\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/goias.gov.br\/saude\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=10387"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/goias.gov.br\/saude\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=10387"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/goias.gov.br\/saude\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=10387"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}