
{"id":10357,"date":"2015-08-19T14:08:37","date_gmt":"2015-08-19T17:08:37","guid":{"rendered":"https:\/\/siteshom.goias.gov.br\/saude\/carta-a-presidente-dilma-rousseff-e-a-sociedade-nota-publica-sobre-o-sus-e-a-agenda-brasil\/"},"modified":"2015-08-19T14:08:37","modified_gmt":"2015-08-19T17:08:37","slug":"carta-a-presidente-dilma-rousseff-e-a-sociedade-nota-publica-sobre-o-sus-e-a-agenda-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/goias.gov.br\/saude\/carta-a-presidente-dilma-rousseff-e-a-sociedade-nota-publica-sobre-o-sus-e-a-agenda-brasil\/","title":{"rendered":"Carta \u00e0 Presidente Dilma Rousseff e \u00e0 sociedade \u0096 Nota P\u00fablica Sobre o SUS e a \u0093Agenda Brasil\u0094"},"content":{"rendered":"<p><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-10356\" src=\"https:\/\/goias.gov.br\/saude\/wp-content\/uploads\/sites\/34\/2015\/08\/banner_sus_chaveboca_slide-c95.jpg\" alt=\"\" width=\"620\" height=\"240\" srcset=\"https:\/\/goias.gov.br\/saude\/wp-content\/uploads\/sites\/34\/2015\/08\/banner_sus_chaveboca_slide-c95.jpg 620w, https:\/\/goias.gov.br\/saude\/wp-content\/uploads\/sites\/34\/2015\/08\/banner_sus_chaveboca_slide-c95-300x116.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 620px) 100vw, 620px\" \/><!DOCTYPE html PUBLIC \"-\/\/W3C\/\/DTD HTML 4.0 Transitional\/\/EN\" \"https:\/\/www.w3.org\/TR\/REC-html40\/loose.dtd\"><br \/>\n<html><body><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www12.senado.leg.br\/noticias\/materias\/2015\/08\/10\/a-agenda-brasil-sugerida-por-renan-calheiros\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Divulgado no &uacute;ltimo dia 10 pelo&nbsp;presidente do Senado Federal, senador Renan Calheiros, e abra&ccedil;ada publicamente pela presidenta Dilma Roussef, o conjunto de medidas intituladas &ldquo;Agenda Brasil&rdquo;<\/a>&nbsp;representa o agravamento das condi&ccedil;&otilde;es de sa&uacute;de da popula&ccedil;&atilde;o brasileira e uma amea&ccedil;a &agrave; ordem constitucional, ao quebrar o princ&iacute;pio da universalidade que rege o Sistema &Uacute;nico de Sa&uacute;de (SUS). Essa &eacute; a leitura das entidades que comp&otilde;em o Movimento da Reforma Sanit&aacute;ria Brasileira, em carta divulgada hoje (13 de agosto) para a Presid&ecirc;ncia da Rep&uacute;blica e para toda a sociedade.<\/p>\n<p>O documento&nbsp;<em>Carta &agrave; Presidente Dilma Rousseff e &agrave; sociedade &ndash; Nota P&uacute;blica Sobre o SUS e a &ldquo;Agenda Brasil&rdquo;<\/em>, as entidades signat&aacute;rias criticam a postura do governo, que&nbsp;muda o norte de sua pol&iacute;tica de seguridade social para responder a press&otilde;es outras, enquanto em outubro de 2014 indicava caminho completamente contr&aacute;rio ao recentemente sinalizado.&nbsp;&ldquo;Nenhuma das medidas de desmonte deliberado do sistema p&uacute;blico foi apresentada durante a campanha eleitoral, quando era un&iacute;ssona a promessa de fortalecer o SUS em resposta &agrave;s preocupa&ccedil;&otilde;es da popula&ccedil;&atilde;o com sa&uacute;de&rdquo;.<\/p>\n<p>Por fim, o documento chama a todos os brasileiros, em especial aos profissionais da Sa&uacute;de e militantes da Reforma Sanit&aacute;ria a se mobilizarem de todas as formas para mostrar o desacordo da sociedade a essa medida que ataca diretamente n&atilde;o s&oacute; o SUS, mas o modelo de sociedade que queremos. Leia o documento abaixo na &iacute;ntegra e acesse&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.abrasco.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/Carta-Dilma-AgendaBrasil.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">aqui&nbsp;<\/a>a vers&atilde;o em PDF.<\/p>\n<p><strong>Carta &agrave; Presidente Dilma Rousseff e &agrave; sociedade &ndash; Nota P&uacute;blica Sobre o SUS e a &ldquo;Agenda Brasil&rdquo;<\/strong><\/p>\n<p>O documento &ldquo;Agenda Brasil&rdquo;, apresentado no dia 10 de agosto de 2015 por lideran&ccedil;as do Senado ao Governo Federal, traz a proposta de extin&ccedil;&atilde;o do SUS universal aprovado na Constitui&ccedil;&atilde;o de 1988.<\/p>\n<p>A cobran&ccedil;a de cidad&atilde;os assistidos pela rede p&uacute;blica de sa&uacute;de, de acordo com a faixa de renda, ampliaria as diferen&ccedil;as de qualidade dos servi&ccedil;os e resultaria na completa segmenta&ccedil;&atilde;o do j&aacute; desigual sistema de sa&uacute;de brasileiro.<\/p>\n<p>Desmantelar o SUS, em nome da supera&ccedil;&atilde;o das crises pol&iacute;tica e econ&ocirc;mica, poder&aacute; conduzir a outra crise sem precedentes: a da sa&uacute;de. O SUS, ainda que incompleto, com suas limita&ccedil;&otilde;es e contradi&ccedil;&otilde;es, gerou a&ccedil;&otilde;es de sa&uacute;de de amplo alcance, com resultados inequ&iacute;vocos de efici&ecirc;ncia econ&ocirc;mica e relev&acirc;ncia social e sanit&aacute;ria.<\/p>\n<p>Cobrar de alguns pelo atendimento em sa&uacute;de, pela vacina&ccedil;&atilde;o, pelo tratamento da aids, pelo transplante, pela urg&ecirc;ncia e emerg&ecirc;ncia, dentre tantos exemplos, &eacute; aniquilar pol&iacute;ticas&nbsp; que s&oacute; deram certo porque s&atilde;o universais.<\/p>\n<p>Erguido sobre valores de solidariedade e igualdade, o SUS colocou em pr&aacute;tica o Artigo 196 da Constitui&ccedil;&atilde;o Federal (&ldquo;a sa&uacute;de &eacute; direito de todos e dever do Estado&rdquo;) valendo-se da progressividade do financiamento em fun&ccedil;&atilde;o da renda. Isso quer dizer que cada cidad&atilde;o financia o SUS por meio de impostos, de acordo com sua capacidade contributiva, mas todos t&ecirc;m o direito de acessar igualmente o sistema conforme suas necessidades de sa&uacute;de, nunca em fun&ccedil;&atilde;o de sua capacidade de pagar.<\/p>\n<p>A cobran&ccedil;a seletiva por atendimento desfigura o SUS ao institucionalizar portas de entrada diferenciadas para ricos e pobres. A rede p&uacute;blica passaria a funcionar com a l&oacute;gica privada, enquanto planos e seguros de sa&uacute;de ficariam ainda mais &agrave; vontade para despejar no SUS a demanda que j&aacute; se omitem em atender: os procedimentos de alto custo, os idosos e os doentes cr&ocirc;nicos.<\/p>\n<p>&Eacute; uma tentativa que vem se somar a outros atentados recentes contra o SUS: a constitucionaliza&ccedil;&atilde;o do sub-financiamento p&uacute;blico, o incentivo &agrave; rede hospitalar privada com abertura ao capital estrangeiro, a amplia&ccedil;&atilde;o da desvincula&ccedil;&atilde;o das receitas or&ccedil;ament&aacute;rias da Uni&atilde;o, a desregula&ccedil;&atilde;o do mercado de planos de sa&uacute;de e o aumento de subs&iacute;dios p&uacute;blicos ao setor privado.<\/p>\n<p>Nenhuma das medidas de desmonte deliberado do sistema p&uacute;blico foi apresentada durante a campanha eleitoral, quando era un&iacute;ssona a promessa de fortalecer o SUS em resposta &agrave;s preocupa&ccedil;&otilde;es da popula&ccedil;&atilde;o com sa&uacute;de.<\/p>\n<p>Poucos meses ap&oacute;s a posse da presidente eleita, assiste-se ao uso do SUS como pe&ccedil;a de barganha e loteamento pol&iacute;tico.<\/p>\n<p>Mais uma vez, evita-se o debate sobre o financiamento adequado da sa&uacute;de ao considerar co-pagamentos como fontes est&aacute;veis de receitas, anomalia suprimida at&eacute; mesmo nos Estados Unidos, com o&nbsp;<em>Obamacare<\/em>.<\/p>\n<p>As institui&ccedil;&otilde;es e a legisla&ccedil;&atilde;o conquistadas n&atilde;o podem servir apenas para estruturar o sistema de sa&uacute;de, mas tamb&eacute;m para proteger o direito &agrave; sa&uacute;de de qualquer amea&ccedil;a.<\/p>\n<p>Que n&atilde;o fiquem em sil&ecirc;ncio os gestores do SUS, o Ministro e Secret&aacute;rios de Sa&uacute;de, o Minist&eacute;rio P&uacute;blico e o Poder Judici&aacute;rio, os Conselhos de Sa&uacute;de, os profissionais de sa&uacute;de, os trabalhadores, usu&aacute;rios e movimentos sociais.<\/p>\n<p>Somente uma grande frente que expresse o engajamento cidad&atilde;o ser&aacute; capaz de defender o SUS e afirmar que este bem comum de todos os brasileiros e brasileiras n&atilde;o pode ser reduzido e amputado.<\/p>\n<p>Que cessem imediatamente as negocia&ccedil;&otilde;es sobre a possibilidade de cobran&ccedil;a no SUS, pois a sa&uacute;de &eacute; um bem jur&iacute;dico garantido pela Constitui&ccedil;&atilde;o e um direito social duramente assegurado.<\/p>\n<p>O SUS, o direito &agrave; sa&uacute;de e a prote&ccedil;&atilde;o social n&atilde;o est&atilde;o &agrave; venda.<\/p>\n<p><strong>Tirem as m&atilde;os do SUS!<\/strong><\/p>\n<p><strong>Assinam esta carta<\/strong>:<\/p>\n<p><strong>&nbsp;Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira de Sa&uacute;de Coletiva &ndash; Abrasco<\/strong><strong><br \/><strong>Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira de Economia da Sa&uacute;de &ndash; Abres<br \/>Associa&ccedil;&atilde;o Nacional do Minist&eacute;rio P&uacute;blico de Defesa da Sa&uacute;de &ndash; AMPASA<br \/>Associa&ccedil;&atilde;o Paulista de Sa&uacute;de P&uacute;blica &ndash; APSP<br \/>Centro Brasileiro de Estudos da Sa&uacute;de &ndash; CEBES<br \/>Instituto de Direito Sanit&aacute;rio Aplicado &ndash; Idisa<\/strong><br \/><strong>Rede Unida<br \/>Sociedade Brasileira de Bio&eacute;tica &ndash; SBB<\/strong><\/strong><\/p>\n<p><strong><strong><br \/><\/strong><\/strong><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.abrasco.org.br\/site\/2015\/08\/movimentos-da-reforma-sanitaria-criticam-propostas-da-saude-na-agenda-brasil\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><em>Fonte: Abrasco<\/em><\/a><\/p>\n<p><\/body><\/html><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Divulgado no &uacute;ltimo dia 10 pelo&nbsp;presidente do Senado Federal, senador Renan Calheiros, e abra&ccedil;ada publicamente pela presidenta Dilma Roussef, o conjunto de medidas intituladas &ldquo;Agenda Brasil&rdquo;&nbsp;representa o agravamento das condi&ccedil;&otilde;es de sa&uacute;de da popula&ccedil;&atilde;o brasileira e uma amea&ccedil;a &agrave; ordem constitucional, ao quebrar o princ&iacute;pio da universalidade que rege o Sistema &Uacute;nico de Sa&uacute;de (SUS). 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