

{"id":10292,"date":"2015-10-09T13:10:36","date_gmt":"2015-10-09T16:10:36","guid":{"rendered":"https:\/\/siteshom.goias.gov.br\/saude\/direita-e-esquerda\/"},"modified":"2015-10-09T13:10:36","modified_gmt":"2015-10-09T16:10:36","slug":"direita-e-esquerda","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/goias.gov.br\/saude\/direita-e-esquerda\/","title":{"rendered":"Direita e Esquerda"},"content":{"rendered":"<p><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-10291\" src=\"https:\/\/goias.gov.br\/saude\/wp-content\/uploads\/sites\/34\/2015\/10\/11200784_10206803705551880_2836933356117662956_n-cec.jpg\" alt=\"\" class=\"caption\" title=\"Fausto Jaime\" width=\"898\" height=\"898\" srcset=\"https:\/\/goias.gov.br\/saude\/wp-content\/uploads\/sites\/34\/2015\/10\/11200784_10206803705551880_2836933356117662956_n-cec.jpg 898w, https:\/\/goias.gov.br\/saude\/wp-content\/uploads\/sites\/34\/2015\/10\/11200784_10206803705551880_2836933356117662956_n-cec-300x300.jpg 300w, https:\/\/goias.gov.br\/saude\/wp-content\/uploads\/sites\/34\/2015\/10\/11200784_10206803705551880_2836933356117662956_n-cec-150x150.jpg 150w, https:\/\/goias.gov.br\/saude\/wp-content\/uploads\/sites\/34\/2015\/10\/11200784_10206803705551880_2836933356117662956_n-cec-768x768.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 898px) 100vw, 898px\" \/><!DOCTYPE html PUBLIC \"-\/\/W3C\/\/DTD HTML 4.0 Transitional\/\/EN\" \"https:\/\/www.w3.org\/TR\/REC-html40\/loose.dtd\"><br \/>\n<html><body><\/p>\n<p><em><strong>Fausto Jaime &eacute; m&eacute;dico, professor universit&aacute;rio e gestor governamental<\/strong><\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Os termos &ldquo;esquerda&rdquo; e &ldquo;direita&rdquo; foram criadas durante as assembleias francesas do s&eacute;culo 18. Nessa &eacute;poca, a burguesia procurava, com o apoio da popula&ccedil;&atilde;o mais pobre, diminuir os poderes da nobreza e do clero. Era a primeira fase da Revolu&ccedil;&atilde;o Francesa (1789-1799). Na Fran&ccedil;a, neste per&iacute;odo, o seu sistema pol&iacute;tico era composto por tr&ecirc;s grupos, os chamados Estados Gerais: o clero, a nobreza e o terceiro estado, formado pelo &ldquo;resto&rdquo; da popula&ccedil;&atilde;o (banqueiros, comerciantes, m&eacute;dicos, artes&atilde;os, etc.). O terceiro estado era o &uacute;nico que tinha a obriga&ccedil;&atilde;o de pagar os impostos, al&eacute;m de terem in&uacute;meras limita&ccedil;&otilde;es, como o fato de n&atilde;o poderem ocupar cargos p&uacute;blicos, por exemplo. Em raz&atilde;o da ado&ccedil;&atilde;o de um modelo pol&iacute;tico injusto e dos privil&eacute;gios dados a uma pequena parte da popula&ccedil;&atilde;o, desencadeou-se a Revolu&ccedil;&atilde;o Francesa. Os termos &lsquo;Direita&rsquo; e &lsquo;Esquerda&rsquo; se originaram do fato dos membros do Terceiro Estado se sentarem &agrave; esquerda do parlamento, enquanto os do clero e da nobreza se sentavam &agrave; direita. Foi assim que se originaram os conceitos: Direita como um grupo conservador, defensor dos interesses das classes dominantes e Esquerda como um grupo &nbsp;oposi&ccedil;&atilde;o, defensor dos interesses populares.<\/p>\n<p>Hoje existem autores que desprezam esta cl&aacute;ssica dicotomia entre direita e esquerda. Da minha parte, considero que s&atilde;o categorias ainda muito &uacute;teis para contrapor as diferentes posi&ccedil;&otilde;es em lutas pol&iacute;ticas e disputas sociais na atualidade. Reconhecemos a crescente complexidade das estruturas sociais contempor&acirc;neas e a crise do socialismo. Embora percebamos que muitas vezes &eacute; dif&iacute;cil distinguir, pelos seus programas pol&iacute;ticos e objetivos imediatos, as diferen&ccedil;as entre &ldquo;destros&rdquo; e &ldquo;esquerdos&rdquo;, ainda consideramos estes conceitos v&aacute;lidos.<\/p>\n<p>Concordo com autores como Norberto Bobbio, um dos mais respeitados pensadores pol&iacute;ticos contempor&acirc;neos, em seu livro &ldquo;Esquerda e Direita: raz&otilde;es e significados de uma distin&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica&rdquo;. Para o fil&oacute;sofo pol&iacute;tico Norberto Bobbio, embora os dois lados realizem reformas, uma diferen&ccedil;a seria que a esquerda busca promover a justi&ccedil;a social enquanto a direita trabalha pela liberdade individual. Alguns autores preferem substituir estes conceitos por &ldquo;progressistas&rdquo; e &ldquo;conservadores&rdquo;. Ap&oacute;s a queda do Muro de Berlim, as palavras &lsquo;esquerda&rsquo; e &lsquo;direita&rsquo; parecem n&atilde;o dar conta da diversidade pol&iacute;tica do s&eacute;culo 21. Isso n&atilde;o quer dizer que a divis&atilde;o n&atilde;o fa&ccedil;a sentido, apenas que &lsquo;esquerda&rsquo; e &lsquo;direita&rsquo; n&atilde;o s&atilde;o palavras que designam conte&uacute;dos fixados de uma vez para sempre. Podem designar diversos conte&uacute;dos conforme os tempos e situa&ccedil;&otilde;es.<\/p>\n<p>&ldquo;Esquerda e direita indicam programas contrapostos com rela&ccedil;&atilde;o a diversos problemas cuja solu&ccedil;&atilde;o pertence habitualmente &agrave; a&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica, contrastes n&atilde;o s&oacute; de ideias, mas tamb&eacute;m de interesses e de valora&ccedil;&otilde;es a respeito da dire&ccedil;&atilde;o a ser seguida pela sociedade, contrastes que existem em toda a sociedade e que n&atilde;o vejo como possam simplesmente desaparecer. Pode-se naturalmente replicar que os contrastes existem, mas n&atilde;o s&atilde;o mais do tempo em que nasceu a distin&ccedil;&atilde;o&rdquo;, escreve Bobbio no livro &ldquo;Direita e Esquerda &ndash; Raz&otilde;es e Significados de uma Distin&ccedil;&atilde;o Pol&iacute;tica&rdquo;. No Brasil, essa divis&atilde;o se fortaleceu no per&iacute;odo da Ditadura, onde quem apoiou o golpe dos militares era considerado da direita, e quem defendia a democratiza&ccedil;&atilde;o da sociedade e\/ou o regime socialista, era considerado de esquerda.<\/p>\n<p>No nosso entendimento, n&atilde;o devemos negar validade a conceitos que operam plenamente no mundo pol&iacute;tico. Estes termos ainda servem para identificar as pessoas identidade e argumentos para operar os seus projetos e utopias. Por esta raz&atilde;o, os termos direita e esquerda s&atilde;o conceitos chaves no discurso pol&iacute;tico. Muito embora possam ser mais bem definidos para serem mais &uacute;teis para o esclarecimento dos desafios e particularidades do momento atual. O igualitarismo &eacute; a caracter&iacute;stica distintiva da esquerda. A direita favorece a liberdade de mercado. A normalidade democr&aacute;tica &eacute; a concorr&ecirc;ncia efetiva, livre, aberta, legal e ordenada destas duas ideologias. No entanto, &agrave;s vezes estas tend&ecirc;ncias assumem posi&ccedil;&otilde;es extremas como historicamente se configuraram nas experi&ecirc;ncias do comunismo de um lado e do fascismo e nazismo do outro. O posicionamento de esquerda favorece o controle estatal da economia e coloca o ideal igualit&aacute;rio em uma posi&ccedil;&atilde;o relevante. O posicionamento de direita favorece a liberdade de mercado. Nos pa&iacute;ses democr&aacute;ticos, essas for&ccedil;as se alternam no governo conforme as favore&ccedil;a o resultado de elei&ccedil;&otilde;es livres e peri&oacute;dicas. Nos pa&iacute;ses democr&aacute;ticos, sucessos e fracassos permitem que estas for&ccedil;as se alternem no governo conforme as favore&ccedil;a o resultado de elei&ccedil;&otilde;es livres e peri&oacute;dicas.<\/p>\n<p>Os extremismos de qualquer um destes posicionamentos, seja a extrema esquerda ou a extrema direita, pregam a submiss&atilde;o integral da sociedade a uma destas ideologias e admitem alternar os meios violentos e pac&iacute;ficos de luta conforme as exig&ecirc;ncias do momento. Muitas vezes instituem direito ao crime, com evidente amoralismo e orgulho maquiav&eacute;lico, e escolhe entre o mortic&iacute;nio e a sedu&ccedil;&atilde;o para alcan&ccedil;ar os seus objetivos. Estas posi&ccedil;&otilde;es extremas sempre s&atilde;o acompanhadas de uma pol&iacute;tica de transforma&ccedil;&atilde;o for&ccedil;ada da sociedade que se realiza com o controle estatal da atividade econ&ocirc;mica. Caracterizam-se, ainda, pelo desrespeito aos direitos individuais e a militariza&ccedil;&atilde;o da sociedade.<\/p>\n<p>Hoje, os partidos de direita abrangem conservadores, democratas-crist&atilde;os, neoliberais, nacionalistas extremos e, ainda, o nazismo e fascismo na chamada extrema direita. Na esquerda, temos os socialdemocratas, os progressistas, os socialistas democr&aacute;ticos e ambientalistas. Na extrema-esquerda, temos movimentos simultaneamente igualit&aacute;rios e autorit&aacute;rios. Muitas vezes, a diferen&ccedil;a entre estas ideologias n&atilde;o parece t&atilde;o clara.<\/p>\n<p>Para tornar esta diferencia&ccedil;&atilde;o mais dif&iacute;cil, existe, ainda, a posi&ccedil;&atilde;o de &ldquo;centro&rdquo;. Esse pensamento consegue defender o capitalismo sem deixar de se preocupar com o lado social. Em teoria, a pol&iacute;tica de centro prega mais toler&acirc;ncia e equil&iacute;brio na sociedade. No entanto, ela pode estar mais alinhada com a pol&iacute;tica de esquerda ou de direita. A origem desse termo vem da Roma Antiga, que o descreve na frase: &ldquo;In mediun itos&rdquo; (a virtude est&aacute; no meio). A pol&iacute;tica de centro tamb&eacute;m pode ser chamada de &ldquo;terceira via&rdquo;, que idealmente se apresenta n&atilde;o como uma forma de compromisso entre esquerda e direita, mas como uma supera&ccedil;&atilde;o simult&acirc;nea de uma e de outra. Essas classifica&ccedil;&otilde;es estariam divididas no que podemos chamar de uma &ldquo;r&eacute;gua&rdquo; ideol&oacute;gica:<\/p>\n<p>EXTREMA-ESQUERDA| ESQUERDA| CENTRO-ESQUERDA| CENTRO| CENTRO-DIREITA| DIREITA| EXTREMA-DIREITA.<\/p>\n<p>Em determinados momentos da hist&oacute;ria, ambas as ideologias assumiram posturas extremistas. Nessa posi&ccedil;&atilde;o, tiveram efeitos e atitudes muito parecidas, como a interfer&ecirc;ncia direta do Estado na vida da popula&ccedil;&atilde;o, o uso indiscriminado da viol&ecirc;ncia e censura contra opositores e a manuten&ccedil;&atilde;o de um mesmo governo ou lideran&ccedil;a no poder sem consulta &agrave; popula&ccedil;&atilde;o. Ao longo do s&eacute;culo 20, o pensamento de esquerda foi associada a bases ideol&oacute;gicas como marxismo, socialismo, anarquismo, desenvolvimentismo e nacionalismo anti-imperialista (que se op&otilde;e ao imperialismo). O mesmo per&iacute;odo viu florescer Estados de ideologias totalit&aacute;rias de direita como o nazismo (1933-1945), o fascismo (1922-1943), o franquismo (1939-1975) e o salazarismo (1926-1974). Estes, independentemente da orienta&ccedil;&atilde;o, muitas vezes se apropriaram de discursos tanto da esquerda como da direita.<\/p>\n<p>Outro tema que diferencia as duas correntes &eacute; a vis&atilde;o sobre a economia. As correntes de esquerda pregam uma economia mais justa e solid&aacute;ria, com maior distribui&ccedil;&atilde;o de renda. As correntes de direita se associam ao liberalismo, doutrina que na economia indica os que enfatizam a livre iniciativa de mercado e os direitos &agrave; propriedade particular. Algumas interpreta&ccedil;&otilde;es defendem a total n&atilde;o interven&ccedil;&atilde;o do governo na economia, a redu&ccedil;&atilde;o de impostos sobre as empresas e a extin&ccedil;&atilde;o da regulamenta&ccedil;&atilde;o governamental, entre outros aspectos. Em regimes ditatoriais, a direita &eacute; associada a um controle total do Estado.&nbsp; No Brasil, isto aconteceu no per&iacute;odo da Ditadura.<\/p>\n<p>Um termo associado &agrave; direita &eacute; o chamado neoliberalismo, que surgiu a partir dos anos 1980. Esta ideologia, inicialmente, foi associada aos governos de Ronald Reagan e Margareth Thatcher, que devido &agrave; crise econ&ocirc;mica do petr&oacute;leo, privatizaram muitas empresas p&uacute;blicas e cortaram gastos sociais para atingir um equil&iacute;brio fiscal. Era o fim do chamado Estado de Bem-Estar Social e o come&ccedil;o do Estado M&iacute;nimo, com gastos enxutos no campo social. Para a esquerda, o neoliberalismo &eacute; associado &agrave; direita e teria como consequ&ecirc;ncias a privatiza&ccedil;&atilde;o de bens comuns e espa&ccedil;os p&uacute;blicos, a flexibiliza&ccedil;&atilde;o de direitos conquistados e a desregula&ccedil;&atilde;o e liberaliza&ccedil;&atilde;o em nome do livre mercado. Na vis&atilde;o da esquerda, isto geraria mais desigualdades sociais.<\/p>\n<p>Direita e esquerda tamb&eacute;m t&ecirc;m a ver com quest&otilde;es morais. Avan&ccedil;os na legisla&ccedil;&atilde;o em direitos civis e temas como aborto, casamento <em>gay<\/em> e legaliza&ccedil;&atilde;o das drogas s&atilde;o vistas como bandeiras da esquerda. Em nome da defesa da fam&iacute;lia tradicional, a direita se coloca contra estas bandeiras e, algumas vezes, chegam a combater a proposta do Estado laico e defendem a interfer&ecirc;ncia da religi&atilde;o no Estado. Os partidos de extrema-direita &ndash; como podemos observar atualmente na Europa &ndash; s&atilde;o associados ao patriotismo extremado e xenof&oacute;bico, com discurso forte contra a imigra&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>De maneira geral, a Direita enfatiza o liberalismo econ&ocirc;mico e a efici&ecirc;ncia da economia, sem &ecirc;nfase na justi&ccedil;a social. Por outro lado, a esquerda possui seu foco nos valores da igualdade e da solidariedade. O fato de ser da Direita ou da Esquerda &eacute; algo relativo e n&atilde;o permanente, uma vez que um partido, por exemplo, pode estar de um lado em um momento e de outro em outra inst&acirc;ncia, agindo conforme um jogo de interesses. Por isso, muitas vezes estas defini&ccedil;&otilde;es podem ser consideradas simplificadoras e enganosas, uma vez que os valores de cada grupo podem se tornar bastante contradit&oacute;rios.<\/p>\n<p>Podemos dizer que os ide&oacute;logos de esquerda pretendem aperfei&ccedil;oar o mundo por meio de pol&iacute;ticas que instaurem a justi&ccedil;a social, o igualitarismo, ou, algumas vezes, a socializa&ccedil;&atilde;o dos meios de produ&ccedil;&atilde;o econ&ocirc;mica. A esquerda sempre enfatiza a&ccedil;&otilde;es que remetam &agrave; ideia de igualdade. Por outro lado, os ide&oacute;logos de direita pretendem dirigir o mundo a partir de uma perspectiva idealizada do passado e da tradi&ccedil;&atilde;o, de valores nacionais ou religiosos e, acima de tudo, enfatizam a propriedade privada dos meios de produ&ccedil;&atilde;o. Os extremismos de ambas as ideologias se mostraram nefastas ao longo da hist&oacute;ria. Muitas vezes chegaram &agrave; barb&aacute;rie para fazer valer sua vis&atilde;o ideol&oacute;gica de mundo.<\/p>\n<p>Embora essa divis&atilde;o possa limitar a compreens&atilde;o de perspectivas mais complexas sobre a pol&iacute;tica, consideramos ainda positivo o seu uso. Geralmente, o termo &ldquo;direitista&rdquo; &eacute; aplicado, sem muita acuidade cr&iacute;tica, ao pensamento conservador. Do mesmo modo, o termo &ldquo;esquerdista&rdquo; &eacute; aplicado &agrave;s reflex&otilde;es e propostas progressistas. Do ponto de vista pol&iacute;tico e ideol&oacute;gico, progressistas e conservadores divergem. No entanto, por vezes, podem apresentar concord&acirc;ncias quanto &agrave; economia. Conclu&iacute;mos, assim, que o problema &eacute; mais complexo do que se pode imaginar &agrave; primeira vista.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>Fonte: <a href=\"https:\/\/faustojaime.com.br\/direita-e-esquerda\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Bom Combate<\/a><\/em><\/p>\n<p><\/body><\/html><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Fausto Jaime &eacute; m&eacute;dico, professor universit&aacute;rio e gestor governamental &nbsp; Os termos &ldquo;esquerda&rdquo; e &ldquo;direita&rdquo; foram criadas durante as assembleias francesas do s&eacute;culo 18. Nessa &eacute;poca, a burguesia procurava, com o apoio da popula&ccedil;&atilde;o mais pobre, diminuir os poderes da nobreza e do clero. Era a primeira fase da Revolu&ccedil;&atilde;o Francesa (1789-1799). 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