{"id":10265,"date":"2015-11-09T07:11:26","date_gmt":"2015-11-09T09:11:26","guid":{"rendered":"https:\/\/siteshom.goias.gov.br\/saude\/o-desafio-de-fazer-o-controle-social-ser-eficaz-na-saude\/"},"modified":"2015-11-09T07:11:26","modified_gmt":"2015-11-09T09:11:26","slug":"o-desafio-de-fazer-o-controle-social-ser-eficaz-na-saude","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/goias.gov.br\/saude\/o-desafio-de-fazer-o-controle-social-ser-eficaz-na-saude\/","title":{"rendered":"O DESAFIO DE FAZER O CONTROLE SOCIAL SER EFICAZ NA SA\u00daDE"},"content":{"rendered":"<p><!DOCTYPE html PUBLIC \"-\/\/W3C\/\/DTD HTML 4.0 Transitional\/\/EN\" \"https:\/\/www.w3.org\/TR\/REC-html40\/loose.dtd\"><br \/>\n<html><body><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span>Conclu&iacute;mos o processo de promo&ccedil;&atilde;o das Confer&ecirc;ncias de Sa&uacute;de no estado de Goi&aacute;s com a realiza&ccedil;&atilde;o de 246 confer&ecirc;ncias municipais e 18 confer&ecirc;ncias regionais. Isto ocorreu em um momento em que o Sistema &Uacute;nico de Sa&uacute;de (SUS) passa por um per&iacute;odo de afirma&ccedil;&atilde;o &#8211; ou de reafirma&ccedil;&atilde;o &#8211; com tantos desafios enfrentados e que precisam ser superados. &Eacute; bem verdade que o maior problema enfrentado pelo SUS &eacute; de Gest&atilde;o. &Eacute; necess&aacute;ria uma gest&atilde;o que de fato seja mais eficiente e profissional, comprometida com a defesa dos princ&iacute;pios do SUS e que respeite a legisla&ccedil;&atilde;o. Passados 27 anos da cria&ccedil;&atilde;o do SUS, s&atilde;o ineg&aacute;veis os in&uacute;meros avan&ccedil;os alcan&ccedil;ados. No entanto, &eacute; tamb&eacute;m preciso declarar que h&aacute; muito por ser feito: principalmente no que se refere ao cumprimento de suas normas e diretrizes. Estas s&atilde;o a base para a atua&ccedil;&atilde;o dos entes federados e a todo momento s&atilde;o aviltadas. Isto sem contar com os equ&iacute;vocos e desvios de finalidade ou ainda de recursos que s&atilde;o mal gastos, seja por gestores desonestos, seja por falta de planejamento adequado e at&eacute; mesmo por falta de prioriza&ccedil;&atilde;o das a&ccedil;&otilde;es, uma vez que as demandas s&atilde;o sempre maiores do que o aporte de recursos financeiros.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\">&nbsp;<\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span>Acreditamos que com esse feito in&eacute;dito em Goi&aacute;s, tendo realizado as Confer&ecirc;ncias de maneira adequada, ou seja, em conformidade com as diretrizes estabelecidas pelo Conselho Estadual de Sa&uacute;de (CES\/GO), sem d&uacute;vida come&ccedil;aremos uma nova trajet&oacute;ria e vivenciaremos novos rumos na sa&uacute;de em todos os munic&iacute;pios, regi&otilde;es e macrorregi&otilde;es. O importante de fato &eacute; que seja cumprido o que determina a legisla&ccedil;&atilde;o e a pr&oacute;pria Constitui&ccedil;&atilde;o. Ou seja, que se realize aquilo que for aprovado pelas confer&ecirc;ncias &#8211; a maior inst&acirc;ncia de delibera&ccedil;&atilde;o do Controle Social. Que estas delibera&ccedil;&otilde;es sejam acatadas por cada ente federado e que de fato sejam contempladas nos Planos de Sa&uacute;de. Assim se cumpre todo o rito que ser&aacute; essencialmente adequ&aacute;-los em tempo, &agrave; Lei do Plano Plurianual &ndash; PPA; &agrave; Lei de Diretrizes Or&ccedil;ament&aacute;rias &ndash; LDO e &agrave; Lei Or&ccedil;ament&aacute;ria Anual &ndash; LOA. Temos que fazer esse processo em conformidade com as Leis e a pr&oacute;pria Constitui&ccedil;&atilde;o Federal.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\">&nbsp;<\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span>As Confer&ecirc;ncias de Sa&uacute;de t&ecirc;m o objetivo de melhorar a sa&uacute;de e a qualidade de vida da popula&ccedil;&atilde;o. Para isto, sempre sua a&ccedil;&atilde;o ser&aacute; orientada no sentido de conhecer o que deveria ser feito para garantir a sa&uacute;de das comunidades. Deve-se levar em conta os seus desejos e explicitar em suas diretrizes, de forma clara e objetiva, para transformar o que est&aacute; acontecendo em realidade. Deve-se, ainda, orientar o como fazer para que o devido e o real sejam uma &uacute;nica coisa. Em resumo: confirmar o correto, modificar o errado e construir adequadamente o novo.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\">&nbsp;<\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span>H&aacute; um aspecto preocupante em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s Confer&ecirc;ncias que pensamos ser reflexo da atua&ccedil;&atilde;o dos Conselhos de Sa&uacute;de. Estes Conselhos deveriam de fato assumir por completo o Controle Social, incondicionalmente em todas as esferas. Isto deveria ocorrer tanto nas gest&otilde;es das Secretarias Municipais como nas Confer&ecirc;ncias, cumprindo assim o seu verdadeiro papel de cogestor do SUS. Ao final deste processo, podemos concluir que de fato isto n&atilde;o aconteceu. Pelo contr&aacute;rio, os(as) conselheiros(as) municipais, com rar&iacute;ssimas exce&ccedil;&otilde;es, deixaram de cumprir o seu papel deixando as secretarias municipais de sa&uacute;de comandar e direcionar aquilo que seria o verdadeiro dever dos CMS. O que mais nos preocupa &eacute; que, al&eacute;m de n&atilde;o participar como indutor do processo coordenando e orientando inclusive com resolu&ccedil;&otilde;es sobre as Diretrizes, a maioria dos munic&iacute;pios sequer teve representa&ccedil;&atilde;o de conselheiros(as) nas Confer&ecirc;ncias Municipais e, em consequ&ecirc;ncia, nas Confer&ecirc;ncias Regionais.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\">&nbsp;<\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span>Queremos chamar a aten&ccedil;&atilde;o para o momento, pois se conseguimos ainda assim realizar Confer&ecirc;ncias em todos os munic&iacute;pios e ainda em todas as dezoito regi&otilde;es de sa&uacute;de, acreditamos que podemos sim colher muitos dividendos desse processo. Agora estamos realizando a Confer&ecirc;ncia Estadual de Sa&uacute;de, onde reafirmaremos tudo que conseguimos extrair das confer&ecirc;ncias municipais e regionais de sa&uacute;de. Na Confer&ecirc;ncia Estadual, contaremos com representantes de todas as regi&otilde;es, reafirmando assim o momento democr&aacute;tico inicial das confer&ecirc;ncias. <\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\">&nbsp;<\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span>Queremos, no entanto, chamar a aten&ccedil;&atilde;o para o que chamamos de representa&ccedil;&atilde;o de segmentos. Ser&aacute; que nossas confer&ecirc;ncias realmente est&atilde;o sendo representativas da sociedade? Ser&aacute; que conselheiros, ass&iacute;duos e comprometidos no dia a dia com o SUS, est&atilde;o sendo preteridos na representatividade no momento de escolha de delegados para as confer&ecirc;ncias municipais, regionais, estadual e nacional? Na quase totalidade dos segmentos, a representa&ccedil;&atilde;o nas confer&ecirc;ncias exclusivamente por conselheiros, n&atilde;o &eacute; mais leg&iacute;tima que aquela livre onde caem os paraquedistas? Acho que chegou a hora de pensarmos em valorizar os conselheiros e termos um percentual obrigat&oacute;rio majorit&aacute;rio de sua representa&ccedil;&atilde;o nas confer&ecirc;ncias. No entanto, o que tem acontecido frequentemente nos conselhos e se repete nas confer&ecirc;ncias &eacute; a usurpa&ccedil;&atilde;o de vagas retiradas dos representantes da sociedade, ou seja, dos usu&aacute;rios. Estas vagas s&atilde;o ocupadas por trabalhadores e, em alguns casos, at&eacute; por gestores. N&oacute;s entendemos que, aqueles que agem assim, est&atilde;o de fato agindo contra o SUS. Eles burlam o sistema em benef&iacute;cio pr&oacute;prio, usando, &agrave;s vezes, o maior conhecimento para persuadir outros e subverter vantagens.<\/span><\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span>H&aacute; um questionamento permanente a cerca da discuss&atilde;o e\/ou legalidade sobre quem pode ser considerado um leg&iacute;timo usu&aacute;rio na composi&ccedil;&atilde;o dos Conselhos de Sa&uacute;de. Existe muita confus&atilde;o a respeito. Umas de boa f&eacute;, pois existem controv&eacute;rsias, e outras de m&aacute; f&eacute;, aproveitando-se das controv&eacute;rsias. Vamos raciocinar a partir de alguns questionamentos e sofismas correntes. O Prefeito &eacute; um leg&iacute;timo usu&aacute;rio dos servi&ccedil;os de sa&uacute;de? Sim. Ent&atilde;o ele pode sentar-se na bancada dos usu&aacute;rios com a maior das legitimidades, pois teve a vota&ccedil;&atilde;o majorit&aacute;ria para ser prefeito?! Foi o mais votado com a fiscaliza&ccedil;&atilde;o dos tribunais eleitorais. Ele pode ser escolhido como representante dos usu&aacute;rios? E o Vice? E os assessores do Prefeito? A primeira-dama? Todos s&atilde;o ou n&atilde;o s&atilde;o usu&aacute;rios dos servi&ccedil;os de sa&uacute;de? Os vereadores, no caso, j&aacute; representam a popula&ccedil;&atilde;o. Foram eleitos no rigor da lei. Podem ser os representantes dos usu&aacute;rios nos servi&ccedil;os de sa&uacute;de? Os prestadores de servi&ccedil;os de sa&uacute;de, donos e gestores de hospitais p&uacute;blicos, filantr&oacute;picos e privados, podem assentar-se na bancada dos usu&aacute;rios dos servi&ccedil;os de sa&uacute;de? Os servidores p&uacute;blicos em geral e os de sa&uacute;de, sindicalizados ou n&atilde;o, podem tomar assento na bancada de usu&aacute;rios? S&atilde;o usu&aacute;rios, afinal: moram nos bairros, pertencem a sociedades, medicam-se nos servi&ccedil;os de sa&uacute;de! Todos estes &#8211; prefeito, vereadores, donos de hospitais e servidores p&uacute;blicos da sa&uacute;de &ndash; podem postular esta condi&ccedil;&atilde;o. Ou n&atilde;o somos todos n&oacute;s cidad&atilde;os usu&aacute;rios dos servi&ccedil;os de sa&uacute;de? Incontest&aacute;vel e insofismavelmente, sim. <\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\">&nbsp;<\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span>Entretanto, n&atilde;o estamos aqui falando da condi&ccedil;&atilde;o comum de todos n&oacute;s, mas da condi&ccedil;&atilde;o intrinsecamente ligada &agrave; composi&ccedil;&atilde;o de um Conselho P&uacute;blico de Sa&uacute;de, que obedece regras definidas por lei. Se n&atilde;o foram definidas explicitamente na letra da lei, no seu esp&iacute;rito e jurisprud&ecirc;ncia, existe um entendimento clar&iacute;ssimo de que esta seja a leitura. Em rela&ccedil;&atilde;o ao Conselho de Sa&uacute;de (Municipal, Estadual e Nacional), quando a Lei 8.142\/90 definiu que deve haver paridade entre o segmento dos usu&aacute;rios em rela&ccedil;&atilde;o aos demais, fez a&iacute; uma regra expl&iacute;cita de que um lado n&atilde;o podia se confundir com o outro, para que n&atilde;o se quebrasse a paridade, colocada como imprescind&iacute;vel e essencial.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\">&nbsp;<\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span>A paridade foi colocada como ess&ecirc;ncia e como princ&iacute;pio, e foi destacada em um par&aacute;grafo: &#8211; a paridade entre o segmento dos usu&aacute;rios e o conjunto dos demais segmentos. Se a paridade &eacute; colocada como ess&ecirc;ncia, ela n&atilde;o pode ser quebrada. Podemos ser flex&iacute;veis em quest&otilde;es t&aacute;ticas, mas devemos ser inflex&iacute;veis em quest&otilde;es de princ&iacute;pios. Seria ilegal e imoral que o prefeito, vereadores, gestores de hospital (p&uacute;blicos e privados), servidores p&uacute;blicos e trabalhadores de sa&uacute;de (p&uacute;blicos e privados) ocupassem assento no Conselho como usu&aacute;rios dos servi&ccedil;os de sa&uacute;de. Por qu&ecirc;? Qualquer um destes segmentos tem um assento pr&oacute;prio, espec&iacute;fico, reservado no Conselho e n&atilde;o poderia ter uma dupla categoriza&ccedil;&atilde;o, pois elas devem ser mutuamente excludentes. No caso de Vereador, a justificativa &eacute; o fato dele ter assento no Legislativo, cumprindo seu papel, entre outros, de controlar e fiscalizar o Executivo, devendo ser garantida a independ&ecirc;ncia dos poderes. Quem tem assento pr&oacute;prio n&atilde;o pode ocupar o assento comum de usu&aacute;rio que &eacute; condi&ccedil;&atilde;o comum de todos. Isto quebraria com a paridade colocada como condi&ccedil;&atilde;o essencial na Lei 8.142\/90. <\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\">&nbsp;<\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span>Aqui temos a maior pol&ecirc;mica. Historicamente os segmentos mais fortes, com mais poder de manipula&ccedil;&atilde;o que tem mais informa&ccedil;&atilde;o usam-na, muitas vezes, para dominar a seu favor e n&atilde;o pelo objetivo do coletivo. &Eacute; f&aacute;cil para o Governo querer incluir entre os representantes dos cidad&atilde;os usu&aacute;rios, pessoas da comunidade que estejam do lado dos governos. Profissionais de sa&uacute;de e prestadores tamb&eacute;m querem infiltrar seus membros ou pessoas ligadas a eles neste segmento. Sabemos que todos n&oacute;s somos usu&aacute;rios e seus leg&iacute;timos representantes. Entretanto, existe uma exce&ccedil;&atilde;o l&oacute;gica que se fundamenta na &eacute;tica. Se o Conselho tem que manter a paridade entre o segmento de usu&aacute;rios em rela&ccedil;&atilde;o ao conjunto dos outros tr&ecirc;s segmentos (governo, prestadores e profissionais) isto se justifica na necessidade de se manter o equil&iacute;brio entre as partes. Se um segmento se infiltra dentro dos demais, automaticamente perde-se a independ&ecirc;ncia das partes e consequentemente perde-se a paridade. Por uma quest&atilde;o de princ&iacute;pio &eacute;tico n&atilde;o se poderia ter entre os usu&aacute;rios pessoas que tenham liga&ccedil;&atilde;o ou dependam dos outros tr&ecirc;s segmentos. Isto valeria para todo o Brasil. <\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\">&nbsp;<\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span>O Estado de S&atilde;o Paulo, desde 1995, por seu C&oacute;digo de Sa&uacute;de (Lei 791\/95) definiu, de forma clara, a ilegalidade de determinadas representa&ccedil;&otilde;es em meio aos usu&aacute;rios. O C&oacute;digo de Sa&uacute;de afirma que, para garantir a legitimidade de representa&ccedil;&atilde;o parit&aacute;ria dos usu&aacute;rios, &eacute; vedada a escolha de representante dos usu&aacute;rios que tenha v&iacute;nculo, depend&ecirc;ncia econ&ocirc;mica e comunh&atilde;o de interesse com quaisquer dos representantes dos demais segmentos do Conselho (C&oacute;digo de Sa&uacute;de -SP, 68). <\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\">&nbsp;<\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span>Vamos clarear estes conceitos pelo Dicion&aacute;rio Houaiss: a) V&iacute;nculo: o que liga duas ou mais pessoas; [&#8230;] regulado por normas jur&iacute;dicas; b) Depend&ecirc;ncia econ&ocirc;mica: subordina&ccedil;&atilde;o econ&ocirc;mica; sustento de uma pessoa ou de qualquer forma de autoridade, governo, lideran&ccedil;a; c) Comunh&atilde;o de interesse: comunh&atilde;o; coparticipa&ccedil;&atilde;o, uni&atilde;o, liga&ccedil;&atilde;o, associa&ccedil;&atilde;o, rela&ccedil;&atilde;o de sociedade; de interesse: import&acirc;ncia, vantagem, utilidade: moral, material, social. No Estado de S&atilde;o Paulo, por for&ccedil;a de lei, e no Brasil, atendendo &agrave; &eacute;tica, seria ilegal ou anti&eacute;tico que representassem usu&aacute;rios: a) Pessoas ligadas ao Governo: prefeito, secret&aacute;rios, cargos em comiss&atilde;o, qualquer funcion&aacute;rio p&uacute;blico e seus respectivos parentes diretos; b) Pessoas ligadas aos prestadores: presidente, membros da diretoria e conselhos ou qualquer representante ou indicado e seus parentes diretos de toda e qualquer entidade conveniada ou contratada com a prefeitura e seus empregados; c) Pessoas ligadas aos profissionais de sa&uacute;de: os profissionais e seus parentes ou funcion&aacute;rios. <\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\">&nbsp;<\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span>Existe um pretexto normalmente usado, &agrave;s vezes pela parte que quer ser indicada, e outras pelos que querem indic&aacute;-la: &#8211; vamos escolher fulano, porque ele j&aacute; &eacute; da &aacute;rea de sa&uacute;de e sabe melhor estas coisas que n&oacute;s n&atilde;o entendemos! E l&aacute; vai, mais uma vez, convicto e convencido, o profissional de sa&uacute;de representando o cidad&atilde;o usu&aacute;rio na bancada destinada exclusivamente aos usu&aacute;rios. Agora sim, quebrando f&iacute;sica e filosoficamente a paridade. Isto retarda o processo de democratiza&ccedil;&atilde;o do saber, que, principalmente na &aacute;rea de sa&uacute;de, &eacute; essencial a cada um de n&oacute;s. O ponto seguinte &eacute; a escolha de quem dever&aacute; representar os cidad&atilde;os usu&aacute;rios em cada munic&iacute;pio, estado ou no &acirc;mbito nacional. As determina&ccedil;&otilde;es nacionais est&atilde;o no Art. 194 da CF e na Lei 8.142\/90 <\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\">&nbsp;<\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span> O que queremos &eacute; garantir e legitimar a participa&ccedil;&atilde;o efetiva do Controle Social e que de fato ele se estabele&ccedil;a como princ&iacute;pio e estrutura do poder pol&iacute;tico, do Estado, porque a&ccedil;&otilde;es tem sido feitas mas que n&atilde;o tem significado a melhoria dos servi&ccedil;os prestados. Cortes (2002: 127) ressalta que: a maior participa&ccedil;&atilde;o de usu&aacute;rios n&atilde;o garante a redu&ccedil;&atilde;o das iniquidades na promo&ccedil;&atilde;o de cuidados de sa&uacute;de para a popula&ccedil;&atilde;o. No entanto, a consolida&ccedil;&atilde;o de f&oacute;runs participativos pode auxiliar a democratiza&ccedil;&atilde;o das institui&ccedil;&otilde;es brasileiras, dando voz a setores tradicionalmente exclu&iacute;dos de representa&ccedil;&atilde;o direta no sistema pol&iacute;tico. O Controle Social foi incorporado &agrave; Constitui&ccedil;&atilde;o de 1988, permitindo o exerc&iacute;cio de uma cidadania ativa, incentivando as for&ccedil;as vivas de uma comunidade para a gest&atilde;o de seus problemas e &agrave; implementa&ccedil;&atilde;o de pol&iacute;ticas p&uacute;blicas destinadas a solucion&aacute;-los (GERSCHMAN, 2004). Contudo, sua efetiva&ccedil;&atilde;o tem sido problem&aacute;tica em decorr&ecirc;ncia de uma estrutura burocratizada, privatista, vertical e centralizadora, que dificulta a gest&atilde;o social da sa&uacute;de. <\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\">&nbsp;<\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span>Atualmente, na pr&aacute;tica, apenas mecanismos institucionalizados, como os Conselhos e as Confer&ecirc;ncias de Sa&uacute;de, manifestam-se nesta dire&ccedil;&atilde;o. No entanto, todos os servi&ccedil;os p&uacute;blicos de sa&uacute;de deveriam funcionar como canal formal e aberto de encaminhamento, proposi&ccedil;&otilde;es e gest&atilde;o social, por partes dos usu&aacute;rios regulares dos servi&ccedil;os de sa&uacute;de. Os usu&aacute;rios poderiam influir mais na decis&atilde;o sobre o destino de recursos p&uacute;blicos no setor sa&uacute;de, obter informa&ccedil;&otilde;es visando a transpar&ecirc;ncia do servi&ccedil;o, fiscalizar a qualidade da assist&ecirc;ncia prestada, influenciar na formula&ccedil;&atilde;o de pol&iacute;ticas que favore&ccedil;am os setores sociais que eles representam, al&eacute;m de participar de maneira mais efetiva na constru&ccedil;&atilde;o das a&ccedil;&otilde;es em sa&uacute;de (CORTES, 2002). <\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\">&nbsp;<\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span>Por pensar assim, acreditamos que estamos dando o primeiro passo. Confiamos que estamos na dire&ccedil;&atilde;o certa. Se n&atilde;o consolidarmos um Controle Social que de fato entenda e cumpra com o seu dever, influenciando assim as comunidades, movimentos sociais e todos aqueles que querem um SUS que seja de fato aut&ecirc;ntico, inclusivo, equ&acirc;nime e que respeite os princ&iacute;pios, normas e diretrizes que direcionam e regulam o seu funcionamento. N&oacute;s acreditamos que, passados 27 anos da constitui&ccedil;&atilde;o e do estabelecimento do Controle Social no SUS, j&aacute; est&aacute; mais que na hora de darmos as m&atilde;os e caminharmos na dire&ccedil;&atilde;o correta. Ou seja, devemos fazer o correto, o que &eacute; preconizado e estabelecido inclusive por Lei. Temos que construir o SUS dentro dos princ&iacute;pios da &eacute;tica, da preserva&ccedil;&atilde;o da moralidade e do interesse p&uacute;blico. <\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\">&nbsp;<\/p>\n<p align=\"justify\">&nbsp;<\/p>\n<p align=\"justify\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\" align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span>Venerando Lemes de Jesus<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\" align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span>Presidente do Conselho Estadual de Sa&uacute;de<\/span><\/span><\/p>\n<p><\/body><\/html><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Conclu&iacute;mos o processo de promo&ccedil;&atilde;o das Confer&ecirc;ncias de Sa&uacute;de no estado de Goi&aacute;s com a realiza&ccedil;&atilde;o de 246 confer&ecirc;ncias municipais e 18 confer&ecirc;ncias regionais. 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