

{"id":8610,"date":"2023-12-08T14:10:59","date_gmt":"2023-12-08T17:10:59","guid":{"rendered":"https:\/\/siteshom.goias.gov.br\/procuradoria\/stf-acata-pedido-do-estado-de-goias-sobre-jornada-de-trabalho-de-ex-empregados-da-extinta-caixego-e-processo-deve-ser-julgado-novamente-pelo-tst\/"},"modified":"2023-12-08T14:10:59","modified_gmt":"2023-12-08T17:10:59","slug":"stf-acata-pedido-do-estado-de-goias-sobre-jornada-de-trabalho-de-ex-empregados-da-extinta-caixego-e-processo-deve-ser-julgado-novamente-pelo-tst","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/goias.gov.br\/procuradoria\/stf-acata-pedido-do-estado-de-goias-sobre-jornada-de-trabalho-de-ex-empregados-da-extinta-caixego-e-processo-deve-ser-julgado-novamente-pelo-tst\/","title":{"rendered":"STF acata pedido do Estado de Goi\u00e1s sobre jornada de trabalho de ex-empregados da extinta Caixego e processo deve ser julgado novamente pelo TST"},"content":{"rendered":"<p><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-8609\" alt=\"\" height=\"284\" id=\"\" src=\"https:\/\/goias.gov.br\/procuradoria\/wp-content\/uploads\/sites\/41\/2023\/12\/STF-7a8.jpeg\" title=\"\" width=\"505\" srcset=\"https:\/\/goias.gov.br\/procuradoria\/wp-content\/uploads\/sites\/41\/2023\/12\/STF-7a8.jpeg 600w, https:\/\/goias.gov.br\/procuradoria\/wp-content\/uploads\/sites\/41\/2023\/12\/STF-7a8-300x169.jpeg 300w\" sizes=\"(max-width: 505px) 100vw, 505px\" \/><\/p>\n<p>O Estado de Goi&aacute;s obteve decis&atilde;o favor&aacute;vel junto ao Supremo Tribunal Federal (STF) em julgamento de a&ccedil;&atilde;o coletiva movida por uma associa&ccedil;&atilde;o de ex-empregados p&uacute;blicos da extinta Caixa Econ&ocirc;mica do Estado de Goi&aacute;s (Caixego). Eles desempenhavam jornada semanal de 40 horas, mas, por meio da a&ccedil;&atilde;o, buscam o pagamento de duas horas extras por dia, alegando que teriam direito &agrave; jornada de banc&aacute;rios, com 30 horas semanais. O voto condutor do ac&oacute;rd&atilde;o &eacute; do ministro Alexandre de Moraes, o qual foi acompanhado pelos ministros Luiz Fux e Cristiano Zanin. Com a decis&atilde;o, o processo retorna ao Tribunal Superior do Trabalho (TST) para novo julgamento.<\/p>\n<p>O Estado havia obtido decis&otilde;es favor&aacute;veis, em primeira e segunda inst&acirc;ncias, junto ao Tribunal Regional do Trabalho da 18&ordf; Regi&atilde;o (TRT-18). Por&eacute;m, no TST, foi considerada a amplia&ccedil;&atilde;o da jornada de trabalho de seis para oito horas di&aacute;rias, em decorr&ecirc;ncia de readmiss&atilde;o por Lei de Anistia. Na defesa apresentada, a Procuradoria-Geral do Estado de Goi&aacute;s (PGE-GO), por meio da Procuradoria Trabalhista, reputou que o precedente utilizado n&atilde;o se amolda ao caso em quest&atilde;o, j&aacute; que a anistia de Goi&aacute;s &eacute; peculiar, apresentando seu pr&oacute;prio regramento.<\/p>\n<p>A legisla&ccedil;&atilde;o estadual determina que a op&ccedil;&atilde;o do empregado p&uacute;blico implicaria em altera&ccedil;&atilde;o autom&aacute;tica do contrato de trabalho, ren&uacute;ncia de disposi&ccedil;&otilde;es contratuais ou regulamentares anteriores e presta&ccedil;&atilde;o de servi&ccedil;os de 40 horas semanais.<\/p>\n<p>Desta forma, a PGE-GO ressaltou que a decis&atilde;o do TST afastou a aplica&ccedil;&atilde;o das Leis Estaduais 15.664\/2006 e 17.916\/2012, as quais, &ldquo;al&eacute;m de enquadrar os ex-empregados da Caixego em uma nova carreira, imp&otilde;em, de forma expressa, a ren&uacute;ncia &agrave;s cl&aacute;usulas contratuais ou regulamentares firmadas em seus v&iacute;nculos pret&eacute;ritos&rdquo;. Al&eacute;m disso, alegou que houve desobedi&ecirc;ncia &agrave; cl&aacute;usula de reserva de plen&aacute;rio, prevista no art. 97 da Constitui&ccedil;&atilde;o Federal, o que ofenderia o enunciado da S&uacute;mula Vinculante 10.<\/p>\n<p>Ao julgar procedente o pedido do Estado, Alexandre de Moraes pontuou que &ldquo;ao realizar essa interpreta&ccedil;&atilde;o, exerceu o controle difuso de constitucionalidade e utilizou a t&eacute;cnica decis&oacute;ria denominada declara&ccedil;&atilde;o de inconstitucionalidade parcial sem redu&ccedil;&atilde;o de texto, pela qual o int&eacute;rprete declara a inconstitucionalidade de algumas interpreta&ccedil;&otilde;es poss&iacute;veis do texto legal, sem, contudo, alter&aacute;-lo gramaticalmente, ou seja, censurou uma determinada interpreta&ccedil;&atilde;o por consider&aacute;-la inconstitucional&rdquo;.<\/p>\n<p>Considerando tais argumentos, Cristiano Zanin seguiu a decis&atilde;o de Alexandre de Moraes, enfatizando que as inst&acirc;ncias ordin&aacute;rias haviam reconhecido a incid&ecirc;ncia da legisla&ccedil;&atilde;o estadual. &ldquo;Nesse contexto, parece-me claro que, ao desconsiderar a legisla&ccedil;&atilde;o estadual, sob fundamento da irredutibilidade salarial, prevista no art. 7&ordm;, VI, da Constitui&ccedil;&atilde;o Federal, o TST acabou por declarar implicitamente a sua inconstitucionalidade, o que atrai a incid&ecirc;ncia do paradigma vinculante fixado na S&uacute;mula Vinculante 10&rdquo;, destacou o ministro.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Estado de Goi&aacute;s obteve decis&atilde;o favor&aacute;vel junto ao Supremo Tribunal Federal (STF) em julgamento de a&ccedil;&atilde;o coletiva movida por uma associa&ccedil;&atilde;o de ex-empregados p&uacute;blicos da extinta Caixa Econ&ocirc;mica do Estado de Goi&aacute;s (Caixego). 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