{"id":191730,"date":"2026-09-03T15:53:06","date_gmt":"2026-09-03T18:53:06","guid":{"rendered":"https:\/\/goias.gov.br\/procuradoria\/?p=191730"},"modified":"2026-10-06T15:55:57","modified_gmt":"2026-10-06T18:55:57","slug":"stj-acolhe-tese-da-pge-go-e-restabelece-sentenca-que-reconheceu-ilegitimidade-de-exequente-fora-de-lista-de-associados","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/goias.gov.br\/procuradoria\/stj-acolhe-tese-da-pge-go-e-restabelece-sentenca-que-reconheceu-ilegitimidade-de-exequente-fora-de-lista-de-associados\/","title":{"rendered":"STJ acolhe tese da PGE-GO e restabelece senten\u00e7a que reconheceu ilegitimidade de exequente fora de lista de associados"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ) deu provimento a recurso especial interposto pelo Estado de Goi\u00e1s, por meio da Procuradoria-Geral do Estado (PGE-GO), e reconheceu a ilegitimidade ativa de servidor que buscava o cumprimento individual de senten\u00e7a coletiva sem integrar a lista de associados apresentada na peti\u00e7\u00e3o inicial da a\u00e7\u00e3o de conhecimento.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A decis\u00e3o, proferida pelo ministro relator Teodoro Silva Santos, restabeleceu a senten\u00e7a de primeiro grau, que havia extinguido a execu\u00e7\u00e3o sem resolu\u00e7\u00e3o do m\u00e9rito.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A controv\u00e9rsia teve origem em a\u00e7\u00e3o coletiva ajuizada por uma associa\u00e7\u00e3o que pleiteava diferen\u00e7as remunerat\u00f3rias decorrentes da alegada posterga\u00e7\u00e3o de reajuste previsto na Lei estadual n\u00ba 19.122\/2015.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Na fase de cumprimento individual, o ju\u00edzo de primeiro grau reconheceu a ilegitimidade ativa e extinguiu o processo, pois o exequente n\u00e3o constava da rela\u00e7\u00e3o de associados apresentada pela entidade na a\u00e7\u00e3o de conhecimento.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O Tribunal de Justi\u00e7a do Estado de Goi\u00e1s (TJ-GO), contudo, reformou a decis\u00e3o em julgamento de agravo interno. O colegiado classificou a a\u00e7\u00e3o de origem como a\u00e7\u00e3o civil p\u00fablica e reconheceu a legitimidade de todos os integrantes da categoria, independentemente de filia\u00e7\u00e3o \u00e0 associa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No STJ, prevaleceu a tese defendida pela PGE-GO. O ministro relator destacou que a a\u00e7\u00e3o coletiva foi proposta pela associa\u00e7\u00e3o sob o rito ordin\u00e1rio e que, embora tenha recebido outra denomina\u00e7\u00e3o, a entidade atuou como representante de parte de seus associados, sob regime de legitima\u00e7\u00e3o ordin\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Dessa forma, apenas o associado cujo nome consta da lista apresentada na a\u00e7\u00e3o de conhecimento e que tenha autorizado expressamente a associa\u00e7\u00e3o a ajuizar a demanda possui legitimidade para promover o cumprimento individual do t\u00edtulo coletivo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A consolida\u00e7\u00e3o do entendimento contribui para a preserva\u00e7\u00e3o do or\u00e7amento estadual e para a aloca\u00e7\u00e3o regular dos recursos p\u00fablicos, assegurando que o cumprimento das decis\u00f5es coletivas alcance exatamente aqueles a quem a coisa julgada beneficia.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ) deu provimento a recurso especial interposto pelo Estado de Goi\u00e1s, por meio da Procuradoria-Geral do Estado (PGE-GO), e reconheceu a ilegitimidade ativa de servidor que buscava o cumprimento individual de senten\u00e7a coletiva sem integrar a lista de associados apresentada na peti\u00e7\u00e3o inicial da a\u00e7\u00e3o de conhecimento. 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