

{"id":5415,"date":"2012-02-13T15:31:12","date_gmt":"2012-02-13T17:31:12","guid":{"rendered":"https:\/\/goias.gov.br\/policiacivil\/?p=5415"},"modified":"2012-02-16T14:27:08","modified_gmt":"2012-02-16T16:27:08","slug":"educar-para-a-vida","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/goias.gov.br\/policiacivil\/educar-para-a-vida\/","title":{"rendered":"Educar para a vida"},"content":{"rendered":"<div>\n<figure id=\"attachment_5520\" aria-describedby=\"caption-attachment-5520\" style=\"width: 169px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\" https:\/\/goias.gov.br\/policiacivil\/wp-content\/uploads\/sites\/71\/sites\/71\/sites\/71\/2012\/02\/geralda-escriv%C3%A31.jpg\"><img decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-5520\" title=\"geralda-escriv\u00e3\" src=\" https:\/\/goias.gov.br\/policiacivil\/wp-content\/uploads\/sites\/71\/sites\/71\/sites\/71\/2012\/02\/geralda-escriv%C3%A31-169x200.jpg\" alt=\"\" width=\"169\" height=\"200\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-5520\" class=\"wp-caption-text\">Geralda Ferraz<\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">Num passado n\u00e3o muito distante, os par\u00e2metros da educa\u00e7\u00e3o de nossas crian\u00e7as tinham suas bases fundamentadas nos valores transmitidos pelos pais. Eles eram os modelos. Ensinavam o que era permitido ou n\u00e3o. Colocavam limites. Demonstravam com seus exemplos do dia a dia o que era ser honesto, verdadeiro, humano. O que era ter car\u00e1ter. Respeito \u00e0s pessoas, aos mestres. N\u00e3o se admitia exageros. As crian\u00e7as eram disciplinadas, at\u00e9 mesmo num olhar mais insistente do pai ou da m\u00e3e. As palavras em muitos casos eram desnecess\u00e1rias, principalmente naquelas situa\u00e7\u00f5es em que os pequenos sabiam que tinham extrapolado os limites da boa educa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A crise atual de valores baseia-se no excesso de informa\u00e7\u00f5es, na sensa\u00e7\u00e3o de bem-estar com as facilidades proporcionadas pela l\u00f3gica do consumo, e principalmente pela aus\u00eancia de a\u00e7\u00f5es educativas imbu\u00eddas de valores humanos \u2013 que t\u00eam como modelo os pais \u2013 ou pela invers\u00e3o destes. A falta de limites, a falta de norteadores \u00e9ticos, a falta de exemplos altru\u00edstas de pais que n\u00e3o t\u00eam compromisso com a verdade, com a honestidade e que s\u00e3o adeptos da Lei de Gerson \u2013 aquele que gosta de levar vantagem em tudo \u2013 delineiam caracter\u00edsticas de grande parte dos nossos jovens.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Hoje nos deparamos com uma juventude que pensa poder tudo, e vez ou outra depara-se com problemas, consequ\u00eancias dos excessos. Desconhece o significado da palavra \u201cn\u00e3o\u201d. Tem dificuldade e n\u00e3o aceita as experi\u00eancias frustrantes da vida, que por vezes nos leva a maturidade, e, diante de qualquer situa\u00e7\u00e3o adversa, age de forma intempestiva, sem medir as consequ\u00eancias. Demonstra comportamento que reporta a crian\u00e7a birrenta. Voluntarioso, pensa e vive como se fosse o centro do universo, n\u00e3o enxerga nada al\u00e9m do pr\u00f3prio umbigo. N\u00e3o conhece regras e normas de conviv\u00eancia em grupo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">N\u00e3o \u00e9 uma constata\u00e7\u00e3o dif\u00edcil, basta um olhar mais atento de quem convive diariamente com o dilema dos pais na condu\u00e7\u00e3o da educa\u00e7\u00e3o de seus filhos. S\u00e3o dois aspectos que merecem ser analisados: o sentimento de culpa que pode levar a uma educa\u00e7\u00e3o permissiva e a atitude negligente que pode representar a aus\u00eancia de educa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tanto na educa\u00e7\u00e3o permissiva, quanto na educa\u00e7\u00e3o ausente, as crian\u00e7as aprendem a enxergar a vida de forma ego\u00edsta, como se todos estivessem \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o delas. A educa\u00e7\u00e3o permissiva geralmente se d\u00e1 em virtude da aus\u00eancia dos pais. Os filhos s\u00e3o educados e criados pelas bab\u00e1s \u2013 a presencial e a eletr\u00f4nica. As crian\u00e7as crescem num ambiente de muitas vontades atendidas com presentes \u2013 para compensarem as faltas do dia a dia. J\u00e1 na educa\u00e7\u00e3o ausente, prevalece um outro tipo de neglig\u00eancia \u2013 em nome de uma rela\u00e7\u00e3o onde a crian\u00e7a \u00e9 vista como um ser diferente na perspectiva de ser \u201cmelhor\u201d do que as demais crian\u00e7as, elas s\u00e3o tratadas como \u201cpr\u00edncipes\u201d e\/ou \u201cprincesas\u201d. Permite-se tudo, as regras n\u00e3o s\u00e3o definidas. N\u00e3o h\u00e1 espa\u00e7o para o conv\u00edvio solid\u00e1rio. Neste tipo de educa\u00e7\u00e3o os pais acabam tornando-se, escravos dos filhos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quando nos reportamos ao problema social que atinge nossos jovens na atualidade, dificilmente relacionamos com a educa\u00e7\u00e3o recebida ou a falta dela. Cabe aos pais pensar no futuro que eles querem para seus filho(a)s, e adotar uma postura diferente a partir do hoje, baseada no valor maior: o amor. Que as crian\u00e7as ensinem e aprendam a dar e receber; que respeitem a si pr\u00f3prios e os outros; que saibam o significado de viver em grupo; que saibam partilhar, serem solid\u00e1rios; que tenham compromisso e responsabilidade com as suas atitudes. Que os pais entendam definitivamente: n\u00e3o podemos privar as crian\u00e7as dos desafios da frustra\u00e7\u00e3o, pois ao serem privadas desta experi\u00eancia, elas perdem a oportunidade de amadurecer e tornarem jovens saud\u00e1veis, seguros e prontos para a vida.<\/p>\n<p><strong>Geralda da Cunha Teixeira Ferraz <\/strong>\u00e9 escriv\u00e3 da Pol\u00edcia, educadora e radialista(graduada pela UFG com p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o em Gest\u00e3o Escolar e Assessoria de Comunica\u00e7\u00e3o pela UFG e Comunica\u00e7\u00e3o P\u00fablica pela ESPM\/SP e Escola de Governo\/GO)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #0000ff;\">Publicado no jornal &#8220;O Popular&#8221;, na edi\u00e7\u00e3o do dia 12\/02\/2012.<\/span><\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Geralda Ferraz \u00e9 Escriv\u00e3 de Pol\u00edcia<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":5520,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[29],"tags":[673],"class_list":["post-5415","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-artigos","tag-educacao-frustracao-vida"],"rttpg_featured_image_url":{"full":["https:\/\/goias.gov.br\/policiacivil\/wp-content\/uploads\/sites\/71\/2012\/02\/geralda-escriv\u00e31.jpg",240,284,false],"landscape":["https:\/\/goias.gov.br\/policiacivil\/wp-content\/uploads\/sites\/71\/2012\/02\/geralda-escriv\u00e31.jpg",240,284,false],"portraits":["https:\/\/goias.gov.br\/policiacivil\/wp-content\/uploads\/sites\/71\/2012\/02\/geralda-escriv\u00e31.jpg",240,284,false],"thumbnail":["https:\/\/goias.gov.br\/policiacivil\/wp-content\/uploads\/sites\/71\/2012\/02\/geralda-escriv\u00e31-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/goias.gov.br\/policiacivil\/wp-content\/uploads\/sites\/71\/2012\/02\/geralda-escriv\u00e31-169x200.jpg",169,200,true],"large":["https:\/\/goias.gov.br\/policiacivil\/wp-content\/uploads\/sites\/71\/2012\/02\/geralda-escriv\u00e31.jpg",240,284,false],"1536x1536":["https:\/\/goias.gov.br\/policiacivil\/wp-content\/uploads\/sites\/71\/2012\/02\/geralda-escriv\u00e31.jpg",240,284,false],"2048x2048":["https:\/\/goias.gov.br\/policiacivil\/wp-content\/uploads\/sites\/71\/2012\/02\/geralda-escriv\u00e31.jpg",240,284,false]},"rttpg_author":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/goias.gov.br\/policiacivil\/author\/"},"rttpg_comment":0,"rttpg_category":"<a href=\"https:\/\/goias.gov.br\/policiacivil\/categoria\/artigos\/\" rel=\"category tag\">Artigos<\/a>","rttpg_excerpt":"Geralda Ferraz \u00e9 Escriv\u00e3 de Pol\u00edcia","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/goias.gov.br\/policiacivil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5415","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/goias.gov.br\/policiacivil\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/goias.gov.br\/policiacivil\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/goias.gov.br\/policiacivil\/wp-json\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/goias.gov.br\/policiacivil\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=5415"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/goias.gov.br\/policiacivil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5415\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/goias.gov.br\/policiacivil\/wp-json\/wp\/v2\/media\/5520"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/goias.gov.br\/policiacivil\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=5415"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/goias.gov.br\/policiacivil\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=5415"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/goias.gov.br\/policiacivil\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=5415"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}