{"id":4274,"date":"2012-01-19T08:39:06","date_gmt":"2012-01-19T10:39:06","guid":{"rendered":"https:\/\/goias.gov.br\/policiacivil\/?p=4274"},"modified":"2025-11-28T11:05:31","modified_gmt":"2025-11-28T14:05:31","slug":"o-castigo-policia-civil-indicia-enfermeira-de-formosa-por-maus-tratos-contra-cachorro-yorkshire","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/goias.gov.br\/policiacivil\/o-castigo-policia-civil-indicia-enfermeira-de-formosa-por-maus-tratos-contra-cachorro-yorkshire\/","title":{"rendered":"O castigo: Pol\u00edcia Civil indicia enfermeira de Formosa por maus tratos contra cachorro Yorkshire"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">A Pol\u00edcia Civil de Goi\u00e1s concluiu o inqu\u00e9rito instaurado contra a enfermeira Camilla Correa\u00a0 Alves de Moura Ara\u00fajo dos Santos, de 22 anos, acusada de espancar at\u00e9 a morte um cachorro da ra\u00e7a yorkshire em Formosa, no entorno do Distrito Federal, em dezembro do ano passado. A enfermeira ser\u00e1 indiciada pelos maus-tratos praticados contra o animal e por submeter a filha pequena a constrangimento &#8211; o crime ocorreu na presen\u00e7a da crian\u00e7a. Poder\u00e1 ser condenada a pena m\u00e1xima de 5 anos e 6 meses de deten\u00e7\u00e3o. Mas n\u00e3o deve ser presa, porque o cumprimento dever\u00e1 ser inicialmente em regime aberto ou semiaberto.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c0 delegada da 2\u00aa Delegacia de Pol\u00edcia de Formosa, Renata Brandimarte, Camilla disse, em depoimento, que n\u00e3o estava nervosa no dia do epis\u00f3dio. Afirmou que teria batido no animal porque o cachorro fez &#8220;suas necessidades&#8221; por toda a casa. &#8220;Ela disse na delegacia que agiu daquela forma com o intuito de educar o cachorro&#8221;, diz a policial civil. As sess\u00f5es de espancamento foram gravadas por um vizinho e serviram de base para abertura da investiga\u00e7\u00e3o. De acordo com a delegada Renata Brandimarte, as filmagens comprovam que o animal apanhou em dois dias seguidos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;Ela diz n\u00e3o se lembrar de ter batido na cabe\u00e7a do animal com um balde, o que pode ser claramente visto nas imagens&#8221;, afirma a policial. Camilla n\u00e3o admitiu \u00e0 pol\u00edcia que, em determinado momento, arremessou o animal contra o ch\u00e3o. &#8220;Ela disse que havia uma lagartixa na boca do cachorro e que tirou o c\u00e3o da grama de uma \u00e1rea comum do condom\u00ednio e o colocou na cal\u00e7ada porque ele estaria engasgado com o bicho. Mas o cachorro morreu no momento em que foi arremessado ao ch\u00e3o, cena presenciada por um policial militar que tinha sido chamado ao local por causa das sess\u00f5es de agress\u00e3o&#8221;, frisa a policial civil respons\u00e1vel pelo inqu\u00e9rito.<\/p>\n<figure id=\"attachment_4276\" aria-describedby=\"caption-attachment-4276\" style=\"width: 200px\" class=\"wp-caption alignright\"><img decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-4276\" title=\"enfermeira1\" src=\" https:\/\/goias.gov.br\/policiacivil\/wp-content\/uploads\/sites\/71\/sites\/71\/sites\/71\/2012\/01\/enfermeira11-200x200.jpg\" alt=\"\" width=\"200\" height=\"200\" srcset=\"https:\/\/goias.gov.br\/policiacivil\/wp-content\/uploads\/sites\/71\/2012\/01\/enfermeira11-200x200.jpg 200w, https:\/\/goias.gov.br\/policiacivil\/wp-content\/uploads\/sites\/71\/2012\/01\/enfermeira11-150x150.jpg 150w, https:\/\/goias.gov.br\/policiacivil\/wp-content\/uploads\/sites\/71\/2012\/01\/enfermeira11-300x300.jpg 300w, https:\/\/goias.gov.br\/policiacivil\/wp-content\/uploads\/sites\/71\/2012\/01\/enfermeira11.jpg 400w\" sizes=\"(max-width: 200px) 100vw, 200px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-4276\" class=\"wp-caption-text\">Filmagem feita por um vizinho mostra a enfermeira Camilla agredindo o c\u00e3o da ra\u00e7a yorkshire<\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ainda em depoimento, tanto a enfermeira quando o marido dela &#8211; que era m\u00e9dico e trabalhava para a prefeitura de Formosa &#8211; contaram que chegaram a ficar 24 horas com o cachorro morto dentro de casa, porque n\u00e3o teriam encontrado lugar para enterr\u00e1-lo. &#8220;Depois, o animal foi colocado numa sacola e jogado numa ca\u00e7amba de lixo&#8221;, conta a delegada. Al\u00e9m do marido, vizinhos e a funcion\u00e1ria dom\u00e9stica da enfermeira tamb\u00e9m foram ouvidos como testemunhas no inqu\u00e9rito. O marido e a empregada disseram que aquela tinha sido a primeira vez que o animal fora maltratado, vers\u00e3o contestada pelos vizinhos da acusada.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A enfermeira disse em seu depoimento que acredita ter se excedido no primeiro dia em que as agress\u00f5es ao animal foram gravadas, mas que &#8220;sempre gostou de animais.&#8221; O yorkshire, de 4 meses, foi presente dela para a filha de pouco mais de 1 ano. Defendeu que a crian\u00e7a n\u00e3o esbo\u00e7ou rea\u00e7\u00e3o no dia do fato.<\/p>\n<p>Crimes<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A delegada Renata Brandimarte explica que a enfermeira ser\u00e1 indiciada pelo crime previsto no artigo 32 da Lei 9.605\/1998, a Lei de Crimes Ambientais, que prev\u00ea pena de 3 meses a 1 ano de deten\u00e7\u00e3o, bem como a crime previsto no artigo 232 do Estatuto da Crian\u00e7a e do Adolescente (ECA), pelo constrangimento a que a filha da acusada foi exposta, o que pode render de 6 meses a 2 anos de deten\u00e7\u00e3o. A crian\u00e7a, segundo a delegada, foi submetida a uma avalia\u00e7\u00e3o psicol\u00f3gica. Portanto, afirma, o laudo dos especialistas n\u00e3o foi conclusivo a ponto de determinar que a filha da enfermeira sofrer\u00e1 trauma por ter presenciado as cenas de espancamento do animal.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A policial civil requisitar\u00e1 \u00e0 Justi\u00e7a o aumento de pena considerando que as condutas da enfermeira foram agravadas em raz\u00e3o da morte do animal e tamb\u00e9m pelo fato de o crime ter tido continuidade, segundo afirma. &#8220;Assim, se condenada \u00e0 pena m\u00e1xima, a acusada poder\u00e1 cumprir 5 anos e 6 meses de deten\u00e7\u00e3o&#8221;, sustenta a delegada.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O advogado de Camilla Correa, Gilson Afonso Saad, confirmou que a enfermeira deixou a cidade de Formosa, onde morava com a fam\u00edlia, em parte pelo clima hostil de que foram v\u00edtima ap\u00f3s o ocorrido. &#8220;Ela tamb\u00e9m n\u00e3o atende mais o telefone nem mant\u00e9m contas de e-mail ou perfis em redes sociais na internet. At\u00e9 eu tenho muita dificuldade em falar com ela.&#8221; O advogado diz que n\u00e3o perguntou \u00e0 sua cliente se ela se arrepende de ter agido como agiu em rela\u00e7\u00e3o ao c\u00e3o, mas que ela n\u00e3o previa tais consequ\u00eancias.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Fonte: O Popular<br \/>\nTexto: Deire Assis<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Mulher \u00e9 acusada de maus-tratos contra animal. 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