

{"id":33568,"date":"2015-02-25T07:51:49","date_gmt":"2015-02-25T10:51:49","guid":{"rendered":"https:\/\/goias.gov.br\/policiacivil\/?p=33568"},"modified":"2015-02-25T07:54:48","modified_gmt":"2015-02-25T10:54:48","slug":"detector-de-mentiras-vale-como-prova","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/goias.gov.br\/policiacivil\/detector-de-mentiras-vale-como-prova\/","title":{"rendered":"Detector de mentiras vale como prova ?"},"content":{"rendered":"<figure id=\"attachment_33569\" aria-describedby=\"caption-attachment-33569\" style=\"width: 240px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\" https:\/\/goias.gov.br\/policiacivil\/wp-content\/uploads\/sites\/71\/sites\/71\/2015\/02\/jesseir-coelho.jpeg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-33569\" alt=\"Jesseir Coelho de Alc\u00e2natara\" src=\" https:\/\/goias.gov.br\/policiacivil\/wp-content\/uploads\/sites\/71\/sites\/71\/2015\/02\/jesseir-coelho.jpeg\" width=\"240\" height=\"285\" srcset=\"https:\/\/goias.gov.br\/policiacivil\/wp-content\/uploads\/sites\/71\/2015\/02\/jesseir-coelho.jpeg 240w, https:\/\/goias.gov.br\/policiacivil\/wp-content\/uploads\/sites\/71\/2015\/02\/jesseir-coelho-168x200.jpeg 168w\" sizes=\"(max-width: 240px) 100vw, 240px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-33569\" class=\"wp-caption-text\">Jesseir Coelho de Alc\u00e2natara<\/figcaption><\/figure>\n<p><strong>Detector de mentiras vale como prova ?<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Tamb\u00e9m conhecido como pol\u00edgrafo, o detector de mentiras \u00e9 composto por um conjunto de sensores que medem o ritmo da respira\u00e7\u00e3o, a press\u00e3o sangu\u00ednea, os batimentos card\u00edacos e o suor na ponta dos dedos da pessoa examinada. O funcionamento do aparelho se baseia na teoria de que essas rea\u00e7\u00f5es do organismo se alteram quando se mente. Um teste de pol\u00edgrafo tamb\u00e9m \u00e9 conhecido como um exame de detec\u00e7\u00e3o psicofisiol\u00f3gica de fraude.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O pol\u00edgrafo \u00e9 bastante utilizado nos Estados Unidos, em acusa\u00e7\u00f5es criminais, c\u00edveis e trabalhistas, inclusive existindo uma Associa\u00e7\u00e3o Americana do Pol\u00edgrafo. No Brasil, a Pol\u00edcia Civil ga\u00facha \u00e9 a \u00fanica que utiliza o software de fabrica\u00e7\u00e3o israelense denominado Analisador de Voz Multicamadas.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Provar \u00e9 produzir um estado de certeza, na consci\u00eancia e mente do juiz, para sua convic\u00e7\u00e3o, a respeito da exist\u00eancia ou inexist\u00eancia de um fato, ou da verdade ou falsidade de uma afirma\u00e7\u00e3o sobre uma situa\u00e7\u00e3o de fato que se considera de interesse para uma decis\u00e3o judicial ou a solu\u00e7\u00e3o de um processo (MIRABETE, 2007, p. 249).<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>A Constitui\u00e7\u00e3o Federal, em seu artigo 5\u00ba, inciso LVI, disciplina que \u201cs\u00e3o inadmiss\u00edveis, no processo, as provas obtidas por meios il\u00edcitos\u201d e o C\u00f3digo de Processo Penal, no artigo 157, com reda\u00e7\u00e3o dada pela Lei n\u00ba 11.690\/2008, determina que \u201cs\u00e3o inadmiss\u00edveis, devendo ser desentranhadas do processo, as provas il\u00edcitas, assim entendidas as obtidas em viola\u00e7\u00e3o a normas constitucionais ou legais\u201d.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O Poder Judici\u00e1rio n\u00e3o tem admitido ainda tal prova no processo penal. Os Tribunais Superiores j\u00e1 firmaram farta jurisprud\u00eancia afastando o pol\u00edgrafo como meio de prova por falta de amparo legal para a sua utiliza\u00e7\u00e3o em nosso ordenamento processual penal. \u00c9 uma prova sem valor jur\u00eddico, que n\u00e3o atende aos princ\u00edpios do devido processo legal, do contradit\u00f3rio, e da bilateralidade dos atos processuais.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>H\u00e1 juristas brasileiros que admitem a sua excepcional admissibilidade no processo penal no Pa\u00eds demonstrando a relativiza\u00e7\u00e3o da inadmissibilidade das provas il\u00edcitas em face dos princ\u00edpios da proporcionalidade e razoabilidade previstos na Carta Magna. Em regra geral, o princ\u00edpio da veda\u00e7\u00e3o \u00e0s provas il\u00edcitas n\u00e3o deve ser visto como absoluto, sendo excepcionalmente relevado, sempre que estiver em jogo um valor significativo, podendo um princ\u00edpio de menor import\u00e2ncia ceder a um de maior relev\u00e2ncia social (PRADO, 2006, p. 18).<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Isso vem ganhando for\u00e7a atrav\u00e9s dos princ\u00edpios constitucionais, por meio dos quais, busca-se que haja um limite frente \u00e0 propor\u00e7\u00e3o do caso concreto, devendo o juiz fazer uma an\u00e1lise criteriosa e com cautela. Existe uma corrente forte, principalmente por parte de advogados, de que a prova poder\u00e1 ser admitida, n\u00e3o sendo il\u00edcita, quando se trate, por exemplo, de prova da inoc\u00eancia do acusado, tendo em vista que a defesa \u00e9 ampla ou plena.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Jadir Silva Rocha escrevendo sobre o assunto menciona: \u201cCabe ressaltar que a admissibilidade ou inadmissibilidade do pol\u00edgrafo e, de modo geral, das provas il\u00edcitas, representa um tema instigante e que continuar\u00e1 proporcionando importantes discuss\u00f5es doutrin\u00e1rias e jurisprud\u00eancias.\u201d<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O tema \u00e9 muito controverso.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Jesseir Coelho de Alc\u00e2ntara \u00e9 Juiz de Direito e Professor<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Jesseir Coelho de Alc\u00e2ntara \u00e9 Juiz de Direito <\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":33569,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[29],"tags":[3645,1139,3644,3646],"class_list":["post-33568","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-artigos","tag-detector","tag-jesseir","tag-menteiras","tag-poligrafo"],"rttpg_featured_image_url":{"full":["https:\/\/goias.gov.br\/policiacivil\/wp-content\/uploads\/sites\/71\/2015\/02\/jesseir-coelho.jpeg",240,285,false],"landscape":["https:\/\/goias.gov.br\/policiacivil\/wp-content\/uploads\/sites\/71\/2015\/02\/jesseir-coelho.jpeg",240,285,false],"portraits":["https:\/\/goias.gov.br\/policiacivil\/wp-content\/uploads\/sites\/71\/2015\/02\/jesseir-coelho.jpeg",240,285,false],"thumbnail":["https:\/\/goias.gov.br\/policiacivil\/wp-content\/uploads\/sites\/71\/2015\/02\/jesseir-coelho-150x150.jpeg",150,150,true],"medium":["https:\/\/goias.gov.br\/policiacivil\/wp-content\/uploads\/sites\/71\/2015\/02\/jesseir-coelho-168x200.jpeg",168,200,true],"large":["https:\/\/goias.gov.br\/policiacivil\/wp-content\/uploads\/sites\/71\/2015\/02\/jesseir-coelho.jpeg",240,285,false],"1536x1536":["https:\/\/goias.gov.br\/policiacivil\/wp-content\/uploads\/sites\/71\/2015\/02\/jesseir-coelho.jpeg",240,285,false],"2048x2048":["https:\/\/goias.gov.br\/policiacivil\/wp-content\/uploads\/sites\/71\/2015\/02\/jesseir-coelho.jpeg",240,285,false]},"rttpg_author":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/goias.gov.br\/policiacivil\/author\/"},"rttpg_comment":0,"rttpg_category":"<a href=\"https:\/\/goias.gov.br\/policiacivil\/categoria\/artigos\/\" rel=\"category tag\">Artigos<\/a>","rttpg_excerpt":"Jesseir Coelho de Alc\u00e2ntara \u00e9 Juiz de Direito","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/goias.gov.br\/policiacivil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/33568","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/goias.gov.br\/policiacivil\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/goias.gov.br\/policiacivil\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/goias.gov.br\/policiacivil\/wp-json\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/goias.gov.br\/policiacivil\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=33568"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/goias.gov.br\/policiacivil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/33568\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/goias.gov.br\/policiacivil\/wp-json\/wp\/v2\/media\/33569"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/goias.gov.br\/policiacivil\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=33568"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/goias.gov.br\/policiacivil\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=33568"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/goias.gov.br\/policiacivil\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=33568"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}