

{"id":16366,"date":"2012-12-10T14:04:56","date_gmt":"2012-12-10T16:04:56","guid":{"rendered":"https:\/\/goias.gov.br\/policiacivil\/?p=16366"},"modified":"2012-12-12T08:48:09","modified_gmt":"2012-12-12T10:48:09","slug":"diario-da-manha-fala-de-mulheres-valentes-mas-que-choram-no-exercicio-da-profissao-de-delegadas-de-policia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/goias.gov.br\/policiacivil\/diario-da-manha-fala-de-mulheres-valentes-mas-que-choram-no-exercicio-da-profissao-de-delegadas-de-policia\/","title":{"rendered":"DM fala de mulheres valentes que choram no exerc\u00edcio da profiss\u00e3o de Delegadas de Pol\u00edcia"},"content":{"rendered":"<figure id=\"attachment_16384\" aria-describedby=\"caption-attachment-16384\" style=\"width: 273px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\" https:\/\/goias.gov.br\/policiacivil\/wp-content\/uploads\/sites\/71\/sites\/71\/2012\/12\/diretorageral.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"size-large wp-image-16384 \" title=\"diretorageral\" src=\" https:\/\/goias.gov.br\/policiacivil\/wp-content\/uploads\/sites\/71\/sites\/71\/2012\/12\/diretorageral-273x300.jpg\" alt=\"\" width=\"273\" height=\"300\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-16384\" class=\"wp-caption-text\">Delegada Geral Adriana Accorsi<\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #ff0000;\"><span style=\"text-decoration: underline;\"><strong>Valentes, elas tamb\u00e9m choram<\/strong><\/span><span style=\"text-decoration: underline;\"><strong>. Mesmo<br \/>\nfortes e a profiss\u00e3o exigindo princ\u00edpios severos,<br \/>\ndelegadas se revelam humanas e sens\u00edveis<\/strong><\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tr\u00eas mulheres delegadas de Pol\u00edcia Civil de Goi\u00e1s se destacaram no comando da Delegacia de Pol\u00edcia de Defesa da Mulher (DPDM) pelos trabalhos conhecidos e reconhecidos em todo o Brasil. A primeira \u00e9 Nadir Batista Cordeiro, que inaugurou a especializada em 1985, depois que o governador da \u00e9poca baixou decreto para a sua cria\u00e7\u00e3o. Nadir permaneceu como titular at\u00e9 1995. Hoje ela est\u00e1 como titular da Delegacia de Pol\u00edcia de Apura\u00e7\u00e3o de Atos Infracionais (Depai), especializada no atendimento a menores infratores, uma das delegacias mais movimentadas de Goi\u00e2nia. Com 37 anos de Pol\u00edcia Civil, ela j\u00e1 poderia estar aposentada.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas Nadir bate o ponto, impreterivelmente, antes das 8h, fa\u00e7a chuva ou fa\u00e7a sol. S\u00f3 deixa a delegacia no final da tarde e, \u00e0s vezes, no in\u00edcio da noite. A porta de sua sala, inclusive, fica aberta o tempo todo, para melhor atender o p\u00fablico, que ela chama de clientes. Sobre a aposentadoria, ela revela que gostaria de trabalhar na Pol\u00edcia Civil at\u00e9 os 70 anos. E diz que, ficando na ativa, pode contribuir n\u00e3o s\u00f3 com a sociedade, mas tamb\u00e9m com os colegas, principalmente, na luta para tornar a profiss\u00e3o de delegado carreira jur\u00eddica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A outra \u00e9 Gildeci Alves Marinho, que entrou em dezembro de 1997 e permaneceu at\u00e9 abril de 2003 (seis anos). Ela passou ainda na Delegacia Metropolitana, j\u00e1 extinta, e Delegacia de Furtos e Roubos de Ve\u00edculos Automotores (adjunta). Gildeci tem hist\u00f3ria de pioneirismo na institui\u00e7\u00e3o, com 38 anos de uma carreira digna de admira\u00e7\u00e3o. Ela acalenta o sonho de ser presidenta do Vila Nova Esporte Clube e desfilar em alguma escola de samba do primeiro grupo do Rio de Janeiro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Outro grande destaque \u00e9 M\u00edrian Aparecida Borges de Oliveira. Em sete anos como titular, teve o seu trabalho reconhecido por v\u00e1rios segmentos da sociedade. Atualmente \u00e9 titular da 13\u00aa Delegacia de Pol\u00edcia de Goi\u00e2nia e a sua marca maior tem sido, ao longo desses 24 anos de trabalho, o amor incondicional \u00e0 institui\u00e7\u00e3o Pol\u00edcia Civil do Estado de Goi\u00e1s em defesa da sociedade e do cidad\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A delegada geral da Pol\u00edcia Civil, Adriana Accorsi, que tamb\u00e9m se destaca pela sua atua\u00e7\u00e3o, aprova a equipe de mulheres que trabalha ao seu lado. \u201cS\u00e3o mulheres fortes e trabalhadoras. Todas t\u00eam uma hist\u00f3ria de muita luta e de servi\u00e7os prestados \u00e0 Pol\u00edcia Civil. Com a sensibilidade e honestidade, marcas registradas, as mulheres conferem uma grande imagem \u00e0 PC\u201d, elogia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Gildeci Marinho<\/strong><\/p>\n<figure id=\"attachment_16374\" aria-describedby=\"caption-attachment-16374\" style=\"width: 280px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\" https:\/\/goias.gov.br\/policiacivil\/wp-content\/uploads\/sites\/71\/sites\/71\/2012\/12\/Gildeci-Marinho-13.jpg\"><img decoding=\"async\" class=\" wp-image-16374 \" title=\"Gildeci Marinho (13)\" src=\" https:\/\/goias.gov.br\/policiacivil\/wp-content\/uploads\/sites\/71\/sites\/71\/2012\/12\/Gildeci-Marinho-13-350x262.jpg\" alt=\"\" width=\"280\" height=\"210\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-16374\" class=\"wp-caption-text\">Delegada Gildeci Marinho<\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">Gildeci Alves Marinho, 56 anos, sendo que 38 deles foram dedicados \u00e0 Pol\u00edcia Civil de Goi\u00e1s, onde ela come\u00e7ou como \u201cextranumer\u00e1ria mensalista\u201d, uma esp\u00e9cie de pr\u00f3-jovem da d\u00e9cada de 70. \u201cEu ganhava um quarto do sal\u00e1rio m\u00ednimo na \u00e9poca. Aos 18 anos, fiz concurso para escritur\u00e1ria e depois para comiss\u00e1ria de pol\u00edcia. Nessa fun\u00e7\u00e3o, trabalhei na Academia de Pol\u00edcia, onde era secret\u00e1ria. Passei no concurso para delegada, junto com outros colegas do curso de Direito da Faculdade Anhanguera.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na d\u00e9cada de 90, Gildeci foi a primeira mulher a ser lotada em uma especializada. Lidava com crimes mais pesados da Delegacia Metropolitana. Era preciso vencer o preconceito, tinha sob o seu comando 120 homens e apenas uma mulher. \u201cFui promovida a delegada de 1\u00aa classe e assumi a Delegacia de Defesa da Mulher, onde permaneci por seis anos. Ali vivi o fato ainda cravado na minha mem\u00f3ria e que nunca vou esquecer.\u201d Gildeci, por alguns momentos n\u00e3o mostra o sorriso sempre cativamente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cFoi um caso de estupros praticados por um chaveiro. Mais de 25 v\u00edtimas! Todas foram abordadas ao sa\u00edrem de faculdades e, muitas vezes, nas portas de suas resid\u00eancias. Al\u00e9m da viol\u00eancia sexual, as v\u00edtimas indefesas eram agredidas fisicamente. Demonstrava uma selvageria jamais vista sequer em animais irracionais. O que mais me chocou foi o caso de uma das v\u00edtimas ter sido estuprada na presen\u00e7a de um filho de 10 anos. O cabra voltou a mostrar selvageria. Fizemos dilig\u00eancias. Horas exaustivas \u00e0 casa do animal. Ele foi preso. E identificado por todas as suas v\u00edtimas. Permaneceu na sala de reconhecimento. A crian\u00e7a pediu autoriza\u00e7\u00e3o para v\u00ea-lo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O menino queria ter a certeza de que o acusado era aquele que machucara sem piedade a sua m\u00e3e. Refleti! Acabei concordando. O jovenzinho de 10 anos mostrou seu argumento: \u2018Se eu n\u00e3o v\u00ea-lo, vou ficar minha vida inteira com a imagem dele na minha cabe\u00e7a.\u2019 Levei-o. Momentos de tens\u00e3o. E de sil\u00eancio. Aquela cena nunca ser\u00e1 esquecida. N\u00e3o somente por ser eu uma \u00a0delegada, mas, tamb\u00e9m, por ser m\u00e3e! O menino come\u00e7ou a chorar! Abra\u00e7ou as minhas pernas, chorava copiosamente. E conseguiu dizer: \u2018Nunca vou esquecer esse rosto que acabo de ver no dia de hoje. A Justi\u00e7a foi feita.\u2019 Sabem o que eu fiz? Eu chorei tamb\u00e9m. As l\u00e1grimas sa\u00edam aos borbot\u00f5es&#8230;\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Mirian Aparecida\u00a0Borges de Oliveira<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cO que marcou minha trajet\u00f3ria como profissional de Pol\u00edcia Civil (delegada) foram sete anos de dedica\u00e7\u00e3o exclusiva \u00e0 DelegaciaEspecializada ao Atendimento \u00e0 Mulher de Goi\u00e2nia (Deam), onde, de forma intransigente, defendi os direitos das mulheres vitimizadas e levantei a bandeira no combate \u00e0 viol\u00eancia dom\u00e9stica e familiar, encorajando-as a vencer o medo, a romper o sil\u00eancio e denunciar o seu agressor. Esse trabalho foi reconhecido pelos v\u00e1rios segmentos da sociedade civil organizada, o que, inclusive, rendeu-me in\u00fameras homenagens pelos relevantes servi\u00e7os prestados. Vale destacar a premia\u00e7\u00e3o recebida no ano de 2010. Uma pesquisa realizada pela Altus Global Alliance colocou a Deam-Goi\u00e2nia como sendo a melhor Delegacia do Estado de Goi\u00e1s na qualidade e excel\u00eancia no atendimento ao p\u00fablico\u201d, destaca.<\/p>\n<figure id=\"attachment_16376\" aria-describedby=\"caption-attachment-16376\" style=\"width: 248px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\" https:\/\/goias.gov.br\/policiacivil\/wp-content\/uploads\/sites\/71\/sites\/71\/2012\/12\/Miriam-Borges1.jpg\"><img decoding=\"async\" class=\" wp-image-16376 \" title=\"Miriam Borges\" src=\" https:\/\/goias.gov.br\/policiacivil\/wp-content\/uploads\/sites\/71\/sites\/71\/2012\/12\/Miriam-Borges1-310x300.jpg\" alt=\"\" width=\"248\" height=\"240\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-16376\" class=\"wp-caption-text\">Delegada M\u00edriam Borges<\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mirian Aparecida Borges de Oliveira \u00e9 casada com o delegado de Pol\u00edcia Civil, Manoel Borges de Oliveira. Com ele teve duas filhas. Trabalhou tr\u00eas anos no interior do Estado. Foi transferida para Goi\u00e2nia e atuou na 1\u00aa, 5\u00aa e 14\u00aa Delegacias de Pol\u00edcia e tamb\u00e9m no 20\u00ba Distrito Policial. S\u00e3o 24 anos de trabalho, onde prevaleceu o amor inconstitucional \u00e0 institui\u00e7\u00e3o Pol\u00edcia Civil, em defesa da sociedade e do cidad\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ela lembra um caso. \u201cUm mo\u00e7o, que utilizava uma bicicleta como meio de transporte, come\u00e7ou a praticar estupros. Foram mais de 100 nas imedia\u00e7\u00f5es da Universidade Cat\u00f3lica e em Aparecida de Goi\u00e2nia. Terr\u00edvel a situa\u00e7\u00e3o. Minha sala parecia romaria de Trindade, tal o n\u00famero de v\u00edtimas. Finalmente o encontramos. Mas houve um descuido e ele fugiu, n\u00e3o deixando sequer rastro de sua catinga.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mirian n\u00e3o gostou do descuido. Procurava incansavelmente o suspeito, que era conhecido por \u201cMulata\u201d. Grampeou telefones de familiares dele. Finalmente o suspiro de al\u00edvio. \u201cMulata\u201d estava escondido em Para\u00fana. Dentro de uma gruta, em local dif\u00edcil. \u201cEle n\u00e3o ficaria impune. Anotamos detalhes dos dias que os pais levavam comida para ele. Reuni minha equipe. Partimos para voltar com o safardana. Virgem Santa. Rodamos mais que Bras\u00edlia de feirante no meio do mato. Encontramos uma boiada. Nunca vi tanto chifre na minha vida. Eu e minha equipe, zanzando entre os animais. E tivemos sorte, encontramos os pais dele. Foram cercados. Contei que o filho precisava ser preso. Sab\u00edamos estar ele armado. Se reagisse, seria morto. Essa era a minha ordem.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nesse momento, a delegada brinca: \u201cSe reagisse, pois tinha um trabuco, ficaria mais pesado uns dez quilos pelo volume de chumbo no corpo. E deu certo. Entregou-se. Naquela gruta, o malandro estava acompanhado da namorada. Isso mesmo. Suspeito de mais de 100 estupros e tinha uma namorada. Mais feia que trombada de avi\u00e3o a jato. Foi condenado. Continua preso. Quantas l\u00e1grimas eu vi de agradecimento de v\u00edtimas? E quantas menores? Eu tamb\u00e9m n\u00e3o suportei. Chorei!\u201d, conta emocionada.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Nadir Cordeiro<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cTudo o que eu quis, eu corri atr\u00e1s, sempre com muita luta. Nada foi f\u00e1cil para mim. Tudo o que tenho, consegui com muito suor e trabalho. Esse legado eu vou deixar para os meus filhos e netos, que \u00e9 o legado da perseveran\u00e7a, de honestidade, da seriedade. Trabalho por amor \u00e0 profiss\u00e3o, para ajudar as pessoas e meus colegas. Nunca fiz trabalho pol\u00edtico. Sempre me dediquei integralmente \u00e0 Pol\u00edcia Civil.\u201d<\/p>\n<figure id=\"attachment_16377\" aria-describedby=\"caption-attachment-16377\" style=\"width: 225px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\" https:\/\/goias.gov.br\/policiacivil\/wp-content\/uploads\/sites\/71\/sites\/71\/2012\/12\/Nadir-Cordeiro-7.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-large wp-image-16377\" title=\"Nadir Cordeiro (7)\" src=\" https:\/\/goias.gov.br\/policiacivil\/wp-content\/uploads\/sites\/71\/sites\/71\/2012\/12\/Nadir-Cordeiro-7-225x300.jpg\" alt=\"\" width=\"225\" height=\"300\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-16377\" class=\"wp-caption-text\">Delegada Nadir Cordeiro<\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nadir Batista Cordeiro, de 66 anos, come\u00e7ou a carreira na Pol\u00edcia Civil como escritur\u00e1ria em 1973. Na \u00e9poca, o teste f\u00edsico parecia ter sido feito para mulheres n\u00e3o serem aprovadas \u2013 como correr 100 metros com um saco de 60 kg nas costas. \u201cEm 1977, eu me formei em Direito. Depois de formada, prestei mais um concurso para Comiss\u00e1ria da Pol\u00edcia Civil e, dois anos depois, tomei posse como Delegada de Pol\u00edcia Civil.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em 1985, o governador da \u00e9poca baixou um decreto para que criasse a Delegacia de Defesa da Mulher, ap\u00f3s forte press\u00e3o dos movimentos feministas. Esses mesmos movimentos, como o Cevam, na gest\u00e3o de Consuelo Nasser, reivindicaram o direito de escolher o nome da delegada, e assim me escolheram para represent\u00e1-las \u00e0 frente da Delegacia da Mulher. Tornei-me a primeira Delegada da Mulher do Estado de Goi\u00e1s e l\u00e1 fiquei por 10 anos.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O caso que Nadir n\u00e3o esquece e tacha de \u201cmais revoltante, odioso e, porque n\u00e3o dizer, o mais nojento\u201d: a morte de Gerusa Alves Pereira, 20, e do filho dela, Guilherme, de 60 dias. \u201cAmbos foram jogados no leito do Rio Meia Ponte, na cidade de Hidrol\u00e2ndia, a mando do fazendeiro e amante H\u00e9lio Barbosa de Oliveira, 45, com a participa\u00e7\u00e3o do pistoleiro Andr\u00f3genes Pedro da Cruz, 76 anos. O fato aconteceu no dia 21 de mar\u00e7o de 1986. Segundo a den\u00fancia, H\u00e9lio pagou Cr$ 23 mil para Andr\u00f3genes da Cruz assassinar a amante e o filho. O pr\u00f3prio fazendeiro confessou o crime na pol\u00edcia, mas o negou em ju\u00edzo. O mesmo fez Andr\u00f3genes, que acusou H\u00e9lio Barbosa, alegando que apenas o acompanhou para lhe dar \u201capoio moral.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Segundo ela, pela segunda vez alternada em tr\u00eas julgamentos em Hidrol\u00e2ndia, o fazendeiro H\u00e9lio Barbosa de Oliveira foi absolvido da acusa\u00e7\u00e3o de mandante e um dos executores do assassinato de Gerusa e de seu filho. Ganhou a liberdade por seis votos a um (seis homens e uma mulher que integraram o Conselho de Senten\u00e7a). A negativa de autoria foi sustentada pelo advogado Wanderley de Medeiros.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Com este \u00faltimo e definitivo julgamento, restou do caso Gerusa a condena\u00e7\u00e3o do pistoleiro Andr\u00f3genes Pedro da Cruz a 19 anos e seis meses de pris\u00e3o pelo Tribunal do J\u00fari de Hidrol\u00e2ndia. Nadir acompanhou todo o desenrolar do J\u00fari Popular, que ocorreu em Hidrol\u00e2ndia. Quando soube do resultado da absolvi\u00e7\u00e3o do fazendeiro H\u00e9lio Barbosa de Oliveira, acusado de mandar matar Gerusa Alves Pereira e o filho dela, ela conta que n\u00e3o conseguiu segurar as l\u00e1grimas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os anos se foram, mas a policial n\u00e3o esqueceu o desfecho do caso: \u201cO fazendeiro H\u00e9lio perdeu toda a sua fortuna. N\u00e3o teve mais condi\u00e7\u00e3o de cercar um picolezeiro. A mulher dele tornou-se l\u00e9sbica (sapat\u00e3o), e, para ambos, a coisa ficou mais preta que a consci\u00eancia de Judas. O autor do homic\u00eddio, Andr\u00f3genes Pedro da Cruz, morreu sem ter quem limpasse suas fezes durante a velhice.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Fonte: Di\u00e1rio da Manh\u00e3<\/strong><br \/>\n<strong>Texto: Edson Costa<br \/>\nFotos: Pol\u00edcia Civil<br \/>\n<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Valentes, elas tamb\u00e9m choram. 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