

{"id":10027,"date":"2012-05-18T15:21:24","date_gmt":"2012-05-18T18:21:24","guid":{"rendered":"https:\/\/goias.gov.br\/policiacivil\/?p=10027"},"modified":"2012-05-18T17:04:06","modified_gmt":"2012-05-18T20:04:06","slug":"gildeci-alves-marinho-sua-historia-esta-retratada-no-livro-mulheres-de-delegacia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/goias.gov.br\/policiacivil\/gildeci-alves-marinho-sua-historia-esta-retratada-no-livro-mulheres-de-delegacia\/","title":{"rendered":"Delegada Gildeci Alves Marinho &#8211; Mais uma hist\u00f3ria retratada no Livro Mulheres de Delegacia"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: right;\"><strong>Lidava com os crimes mais pesados da Delegacia Metropolitana, mas isso era o de menos. Era preciso vencer o preconceito, principalmente porque tinha sob seu comando 120 homens e apenas uma mulher.<\/strong><\/p>\n<figure id=\"attachment_10030\" aria-describedby=\"caption-attachment-10030\" style=\"width: 200px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\" https:\/\/goias.gov.br\/policiacivil\/wp-content\/uploads\/sites\/71\/sites\/71\/2012\/05\/gildeci-delegada.gif\"><img decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-10030\" title=\"gildeci-delegada\" src=\" https:\/\/goias.gov.br\/policiacivil\/wp-content\/uploads\/sites\/71\/sites\/71\/2012\/05\/gildeci-delegada-200x200.gif\" alt=\"\" width=\"200\" height=\"200\" srcset=\"https:\/\/goias.gov.br\/policiacivil\/wp-content\/uploads\/sites\/71\/2012\/05\/gildeci-delegada-200x200.gif 200w, https:\/\/goias.gov.br\/policiacivil\/wp-content\/uploads\/sites\/71\/2012\/05\/gildeci-delegada-150x150.gif 150w, https:\/\/goias.gov.br\/policiacivil\/wp-content\/uploads\/sites\/71\/2012\/05\/gildeci-delegada-300x300.gif 300w\" sizes=\"(max-width: 200px) 100vw, 200px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-10030\" class=\"wp-caption-text\">Gildeci Alves Marinho<\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">Meu nome, Gildeci Alves Marinho. Tenho 56 anos e grande parte deles dedicados \u00e0 Pol\u00edcia Civil de Goi\u00e1s. S\u00e3o 38 anos na institui\u00e7\u00e3o, onde comecei como \u201cextranumer\u00e1ria mensalista\u201d, uma esp\u00e9cie de pr\u00f3-jovem da d\u00e9cada de 70. Meu pai, que era escriv\u00e3o, queria que eu arrumasse um emprego e me colocou na pol\u00edcia. Eu ganhava um quarto do sal\u00e1rio m\u00ednimo na \u00e9poca. Com 18 anos, fiz concurso para escritur\u00e1ria, que era um cargo administrativo, igual a escriv\u00e3o. Em 1977, fiz concurso novamente para comiss\u00e1ria de pol\u00edcia. Na nova fun\u00e7\u00e3o trabalhei na Academia da Pol\u00edcia, onde era secret\u00e1ria \u2013 nunca exerci o cargo de comiss\u00e1ria. Passei no concurso para delegada, junto com outros colegas do curso de Direito da Faculdade Anhanguera como Josuemar Vaz de Oliveira, Simone Fernandes, Adailton Medrado e Lilian de F\u00e1tima.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Acompanhei de perto as mudan\u00e7as na PC. Fui a primeira policial a colocar a m\u00e3o, ou melhor, os dedos em uma m\u00e1quina de escrever el\u00e9trica. Lembro-me da hist\u00f3ria do \u201cBrucutu\u201d, um \u00f4nibus da PC que acompanhava as batidas na d\u00e9cada de 80. Sem viaturas suficientes para colocar os presos, o Brucutu ficava encostado ao lado das blitzes e ia enchendo de gente, principalmente quando o trabalho era nas zonas de meretr\u00edcio. Tamb\u00e9m nas investiga\u00e7\u00f5es houve mudan\u00e7as significativas. Nos anos 70 e 80, eram feitas essencialmente na rua, interrogando pessoas, procurando pistas. Hoje, o uso da tecnologia \u00e9 essencial para a elucida\u00e7\u00e3o do crime.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na d\u00e9cada de 90, fui a primeira mulher a ser lotada em uma especializada, como adjunta. Lidava com os crimes mais pesados da Delegacia Metropolitana. Era preciso vencer o preconceito, tinha sob o meu comando 120 homens e apenas uma mulher. Fui promovida a delegada de primeira classe por esse trabalho e assumi a Delegacia da Mulher, onde permaneci por sete anos. Fui adjunta da Delegacia Estadual de Repress\u00e3o a Furtos e Roubos de Ve\u00edculos. At\u00e9 hoje, s\u00f3 eu e a delegada Adriana Ribeiro (atual titular da Delegacia de Homic\u00eddios), ocupamos esta fun\u00e7\u00e3o nesta especializada. \u00c9 uma delegacia com atividades operacionais mais intensas e complexas, culturalmente espa\u00e7os reservados aos homens.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A minha grande inspira\u00e7\u00e3o, Dona Rita Fernandes, minha m\u00e3e. Sou torcedora apaixonada pelo Vila Nova, e quero ainda assumir a presid\u00eancia do time. Adoro dan\u00e7ar e encontrar as amigas nos finais de semana. Sonho desfilar em alguma escola de samba do primeiro grupo do Rio de Janeiro. Com tempo de trabalho suficiente para aposentar, penso em passar mais tempo em casa com meu filho Matheus, estudante de Engenharia Civil. Meu companheiro e de quem me orgulho. Estou feliz em ver a Delegada Adriana Accorsi no comando da Pol\u00edcia Civil \u2013 a primeira a ocupar a fun\u00e7\u00e3o. Isto \u00e9 mais uma prova de que as mulheres t\u00eam ocupado cada vez mais postos importantes por m\u00e9rito pr\u00f3prio.<\/p>\n<blockquote><p><ins datetime=\"2012-05-18T18:01:56+00:00\">\u00a0<\/ins><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p><\/blockquote>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Lidava com os crimes mais pesados da Delegacia Metropolitana, mas isso era o de menos. Era preciso vencer o preconceito, principalmente porque tinha sob seu comando 120 homens e apenas uma mulher. Meu nome, Gildeci Alves Marinho. Tenho 56 anos e grande parte deles dedicados \u00e0 Pol\u00edcia Civil de Goi\u00e1s. 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