PCGO prende em cartório de Itumbiara trio de MG que falsificava documentos para comercialização de lotes
A Polícia Civil de Goiás, por meio do Grupo Especial de Repressão a Crimes Patrimoniais de Itumbiara – 6ª DRP, prendeu, no final da tarde desta quinta-feira (4), em Itumbiara, dois homens, um de 68 anos e outro de 50, e uma mulher, de 45 anos, pelos crimes de associação criminosa, falsidade ideológica e uso de documento falso.
Os policiais foram informados que um cartório localizado na cidade de Itumbiara poderia estar sendo enganado por duas pessoas, as quais, possivelmente, utilizavam documentos falsos e falsidade ideológica com intuito de vender imóveis na cidade de Uberlândia/MG.
Segundo apurado pela investigação, um homem residente em Uberlândia entrou em contato com o cartório na cidade de Itumbiara e enviou documentos de uma mulher para a confecção de procuração da venda de um imóvel na cidade mineira. O indivíduo disse que a mulher assinaria a procuração no outro dia, sendo que assim foi feito. Dois dias depois, o mesmo indivíduo entrou em contato com o cartório pedindo a revogação da procuração, no entanto, como foi firmado o documento em caráter irrevogável, as partes precisariam voltar ao estabelecimento.
Após algumas semanas, a mesma mulher voltou ao cartório e dessa vez apresentou outro documento contendo nome diverso. O intermediário também entrou em contato com o cartório e orientou de como deveria ser o teor da procuração. Ainda, foi detectada a participação de, no mínimo, mais um indivíduo, que conduziria a mulher e o homem até a cidade de Itumbiara para assinatura da procuração.
Salienta-se que foi confirmado que as duas mulheres que tiveram os nomes falsamente utilizados para a confecção das procurações realmente eram proprietárias de imóveis na cidade de Uberlândia, mas desconheciam os fatos.
Em razão do exposto, os três indivíduos foram presos pelos policiais civis da PCGO/GEPATRI. A mulher foi abordada após assinar a procuração com nome de outra e com ela foram encontrados dois documentos de identidades falsos, já os outros dois comparsas foram abordados dentro do carro enquanto aguardavam a coautora retornar do cartório.
Os três foram autuados em flagrante pelos crimes de associação criminosa, falsidade ideológica e uso de documento falso, cujas penas podem chegar a 16 anos de reclusão. Frise-se que as investigações continuarão no intuito de identificar possíveis coautores.


