{"id":27719,"date":"2023-02-07T09:51:23","date_gmt":"2023-02-07T12:51:23","guid":{"rendered":"https:\/\/siteshom.goias.gov.br\/meioambiente\/pesquisadores-instalam-76-cameras-para-monitorar-a-fauna-silvestre-em-cinco-cidades-de-goias-com-foco-no-tamandua-bandeira\/"},"modified":"2023-02-07T09:51:23","modified_gmt":"2023-02-07T12:51:23","slug":"pesquisadores-instalam-76-cameras-para-monitorar-a-fauna-silvestre-em-cinco-cidades-de-goias-com-foco-no-tamandua-bandeira","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/goias.gov.br\/meioambiente\/pesquisadores-instalam-76-cameras-para-monitorar-a-fauna-silvestre-em-cinco-cidades-de-goias-com-foco-no-tamandua-bandeira\/","title":{"rendered":"Pesquisadores instalam 76 c\u00e2meras para monitorar a fauna silvestre em cinco cidades de Goi\u00e1s, com foco no tamandu\u00e1-bandeira"},"content":{"rendered":"<img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-27718\" src=\"https:\/\/goias.gov.br\/meioambiente\/wp-content\/uploads\/sites\/33\/2023\/02\/tamandua_parque-a2a.jpeg\" alt=\"\" class=\"caption\" title=\"C\u00e2meras j\u00e1 instaladas no per\u00edmetro escolhido para estudo j\u00e1 registraram primeiras imagens de tamandu\u00e1s-bandeiras na regi\u00e3o: um dos objetivos \u00e9 o de gerar uma estimativa populacional da esp\u00e9cie na \u00e1rea\" width=\"1600\" height=\"1116\" srcset=\"https:\/\/goias.gov.br\/meioambiente\/wp-content\/uploads\/sites\/33\/2023\/02\/tamandua_parque-a2a.jpeg 1600w, https:\/\/goias.gov.br\/meioambiente\/wp-content\/uploads\/sites\/33\/2023\/02\/tamandua_parque-a2a-300x209.jpeg 300w, https:\/\/goias.gov.br\/meioambiente\/wp-content\/uploads\/sites\/33\/2023\/02\/tamandua_parque-a2a-1024x714.jpeg 1024w, https:\/\/goias.gov.br\/meioambiente\/wp-content\/uploads\/sites\/33\/2023\/02\/tamandua_parque-a2a-768x536.jpeg 768w, https:\/\/goias.gov.br\/meioambiente\/wp-content\/uploads\/sites\/33\/2023\/02\/tamandua_parque-a2a-1536x1071.jpeg 1536w\" sizes=\"(max-width: 1600px) 100vw, 1600px\" \/>\n<p>&Aacute;rea a ser estudada tem 60 mil hectares. Vai do Parque Estadual Serra de Caldas Novas (Pescan) ao Parque Estadual da Mata Atl&acirc;ntica (Pema) e abrange propriedades rurais privadas. Ap&oacute;s um ano, relat&oacute;rio apresentar&aacute; informa&ccedil;&otilde;es sobre mam&iacute;feros e a estimativa populacional de tamandu&aacute;s na regi&atilde;o, al&eacute;m de dar subs&iacute;dio &agrave; cria&ccedil;&atilde;o de pol&iacute;ticas de conserva&ccedil;&atilde;o da fauna<\/p>\n<p>Com 76 c&acirc;meras que come&ccedil;aram a ser instaladas em janeiro deste ano, um grupo de bi&oacute;logos e pesquisadores deu in&iacute;cio a um projeto que tem, entre os seus objetivos, o de fazer um levantamento das esp&eacute;cies de mam&iacute;feros da regi&atilde;o e de determinar o tamanho &nbsp;da popula&ccedil;&atilde;o de tamandu&aacute;s-bandeiras em 60 mil hectares de territ&oacute;rio goiano. O per&iacute;metro a ser coberto (que equivale a 60 mil campos de futebol) come&ccedil;a no Parque Estadual de Serra de Caldas Novas, termina no Parque Estadual da Mata Atl&acirc;ntica (Pema, em &Aacute;gua Limpa) e abrange, no meio do caminho, 30 km em linha reta de propriedades rurais privadas. Os dois parques est&atilde;o sob os cuidados da Secretaria Estadual de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustent&aacute;vel (Semad).<\/p>\n<p>Em janeiro, 60 c&acirc;meras foram instaladas. Em mar&ccedil;o, ser&aacute; a vez das outras 16. A cada dois meses, os pesquisadores v&atilde;o a campo para recolher as imagens produzidas pelos equipamentos de monitoramento. Essa primeira etapa termina em fevereiro de 2024, m&ecirc;s em que ser&aacute; produzido o primeiro relat&oacute;rio de estimativa populacional de tamandu&aacute;s-bandeiras desta regi&atilde;o. Esse projeto &eacute; chamado de &ldquo;Bandeiras no Corredor&rdquo; j&aacute; que o foco &eacute; no tamandu&aacute;-bandeira, mas tamb&eacute;m haver&aacute; registro de outras esp&eacute;cies bandeiras para a conserva&ccedil;&atilde;o da fauna goiana.<\/p>\n<p>&quot;Com o estudo, ser&aacute; poss&iacute;vel avaliar como os animais se relacionam com &#39;cicatrizes&#39; do fogo, ou seja: como eles vivem e se reproduzem em ambientes onde j&aacute; houve queimadas&quot;, diz a secret&aacute;ria estadual de Meio Ambiente, Andr&eacute;a Vulcanis. &quot;Outro ponto importante diz respeito &agrave; educa&ccedil;&atilde;o ambiental dos produtores rurais da regi&atilde;o. Vamos discutir qual &eacute; a melhor forma de fazer o manejo de animais domesticados, como bovinos e c&atilde;es, em uma &aacute;rea em que coabitam os silvestres&quot;, explica.&nbsp;<\/p>\n<p>A partir do monitoramento, pode-se tamb&eacute;m chegar &agrave; conclus&atilde;o de que ser&aacute; preciso criar corredores para conservar a fauna da regi&atilde;o. &quot;&Eacute; bem prov&aacute;vel que o projeto continue depois dessa data e alcance, inclusive, outras esp&eacute;cies de animais&quot;, adianta Maur&iacute;cio Tambellini, chefe do Parque Estadual Serra de Caldas Novas (Pescan).<\/p>\n<p>O estudo vai alcan&ccedil;ar cinco munic&iacute;pios (Caldas Novas, Rio Quente, Marzag&atilde;o, &Aacute;gua Limpa e Corumba&iacute;ba), est&aacute; or&ccedil;ado na primeira fase em R$ 250 mil, ter&aacute; o envolvimento direto de seis pessoas e o indireto de mais 30. Acontecer&aacute; em parceria com a Universidade Federal de Goi&aacute;s (UFG), com as organiza&ccedil;&otilde;es da sociedade civil de interesse p&uacute;blico (Oscips) Alian&ccedil;a da Terra e Fundo Nacional da Biodiversidade. Todo recurso vir&aacute; de investimentos estrangeiros, por meio de programas de aux&iacute;lio &agrave; gest&atilde;o de &aacute;reas protegidas.&nbsp;<\/p>\n<p>A coordena&ccedil;&atilde;o fica a cargo da doutora Alessandra Bertassoni e do doutor Paulo De Marco J&uacute;nior, ambos da UFG. Os pesquisadores associados diretos da Semad s&atilde;o Maur&iacute;cio Tambellini e Paula Tambellini. Os pesquisadores associados da UFG s&atilde;o o doutorando Filipe Guimar&atilde;es Lima e estudantes volunt&aacute;rios. E os da Alian&ccedil;a da Terra s&atilde;o a doutora Caroline Corr&ecirc;a N&oacute;brega, analistas e brigadistas.&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Planos de conserva&ccedil;&atilde;o<\/strong><\/p>\n<p>A bi&oacute;loga Alessandra Bertassoni diz que esse &eacute; um projeto pioneiro no monitoramento da fauna silvestre, j&aacute; que a &aacute;rea de estudo &eacute; muito extensa e que o grupo utilizar&aacute; um m&eacute;todo sistem&aacute;tico de coleta de dados. &quot;Temos expectativas de conhecer quais s&atilde;o as esp&eacute;cies de mam&iacute;feros mais comuns e as mais raras que habitam a regi&atilde;o. Com esses dados poderemos verificar quais s&atilde;o as paisagens (urbano, rural, cerrado, mata de galeria, &aacute;rea queimada, etc) que favorecem a presen&ccedil;a de determinadas esp&eacute;cies e, ent&atilde;o, tra&ccedil;ar planos de conserva&ccedil;&atilde;o baseados em evid&ecirc;ncia cient&iacute;fica&quot;.<\/p>\n<p>Bertassoni diz tamb&eacute;m que estimar a popula&ccedil;&atilde;o de tamandu&aacute;s-bandeira na regi&atilde;o &eacute; um passo importante para compreender como a esp&eacute;cie est&aacute; se reproduzindo e quais s&atilde;o as amea&ccedil;as para a manuten&ccedil;&atilde;o dessa popula&ccedil;&atilde;o. Os dados iniciais, diz a pesquisadora, j&aacute; mostraram registros de alguns tamandu&aacute;s, mostrando a viabilidade do estudo.&nbsp;<\/p>\n<p>&quot;A &aacute;rea de estudo &eacute; privilegiada, pois abarca dois biomas, o Cerrado e a Mata Atl&acirc;ntica, e toda a zona de transi&ccedil;&atilde;o entre eles. Em nossos trajetos percorridos em dezembro e janeiro, verificamos tantas paisagens diferenciadas que acreditamos que haver&aacute; registros de v&aacute;rias esp&eacute;cie da fauna e poderemos entender quais s&atilde;o as prefer&ecirc;ncias de habitat de acordo com o &nbsp;tipo de vegeta&ccedil;&atilde;o e hist&oacute;rico de queimada&quot;, completa.<\/p>\n<p><strong>Foto: Acervo\/Projeto Bandeiras no Corredor<\/strong><br \/>\n&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&Aacute;rea a ser estudada tem 60 mil hectares. Vai do Parque Estadual Serra de Caldas Novas (Pescan) ao Parque Estadual da Mata Atl&acirc;ntica (Pema) e abrange propriedades rurais privadas. 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