{"id":26591,"date":"2020-12-14T11:16:27","date_gmt":"2020-12-14T14:16:27","guid":{"rendered":"https:\/\/siteshom.goias.gov.br\/meioambiente\/fosseis-pre-historicos-sao-encontrados-durante-trabalho-de-campo-no-parque-estadual-de-terra-ronca\/"},"modified":"2020-12-14T11:16:27","modified_gmt":"2020-12-14T14:16:27","slug":"fosseis-pre-historicos-sao-encontrados-durante-trabalho-de-campo-no-parque-estadual-de-terra-ronca","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/goias.gov.br\/meioambiente\/fosseis-pre-historicos-sao-encontrados-durante-trabalho-de-campo-no-parque-estadual-de-terra-ronca\/","title":{"rendered":"F\u00f3sseis pr\u00e9-hist\u00f3ricos s\u00e3o encontrados durante trabalho de campo no Parque Estadual de Terra Ronca"},"content":{"rendered":"<p><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-26590\" src=\"https:\/\/goias.gov.br\/meioambiente\/wp-content\/uploads\/sites\/33\/2020\/12\/foto_4-503.jpg\" alt=\"\" width=\"958\" height=\"515\" srcset=\"https:\/\/goias.gov.br\/meioambiente\/wp-content\/uploads\/sites\/33\/2020\/12\/foto_4-503.jpg 958w, https:\/\/goias.gov.br\/meioambiente\/wp-content\/uploads\/sites\/33\/2020\/12\/foto_4-503-300x161.jpg 300w, https:\/\/goias.gov.br\/meioambiente\/wp-content\/uploads\/sites\/33\/2020\/12\/foto_4-503-768x413.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 958px) 100vw, 958px\" \/><\/p>\n<p><em>Seguindo autoriza&ccedil;&atilde;o da Ag&ecirc;ncia Nacional de Minera&ccedil;&atilde;o (ANM), a Semad acompanhou a retirada de f&oacute;sseis com risco de perda em cavernas de Terra Ronca. O paleontologista e professor Henrique Zimmermann Tomassi, da STCP, empresa respons&aacute;vel pela elabora&ccedil;&atilde;o do Plano de Manejo Espeleol&oacute;gico do Parque Estadual de Terra Ronca (PETeR), foi o respons&aacute;vel pela retirada e esclarece que este procedimento &eacute; recomendado pela ANM, &oacute;rg&atilde;o federal respons&aacute;vel pela gest&atilde;o do patrim&ocirc;nio f&oacute;ssil nacional, pois h&aacute; risco iminente de sua destrui&ccedil;&atilde;o<\/em><\/p>\n<p>A Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustent&aacute;vel (Semad), seguindo a autoriza&ccedil;&atilde;o da Ag&ecirc;ncia Nacional de Minera&ccedil;&atilde;o (ANM), &oacute;rg&atilde;o federal respons&aacute;vel pela gest&atilde;o do patrim&ocirc;nio f&oacute;ssil nacional, acompanhou a retirada de f&oacute;sseis encontrados em cavernas, grutas e cavidades de Terra Ronca, no Nordeste goiano, que apresentam riscos de danos e preju&iacute;zo &agrave; coleta dos achados arqueol&oacute;gicos futuramente. Isso acontece por eros&atilde;o do material que conserva o f&oacute;ssil, sua exposi&ccedil;&atilde;o ao sol e chuva, risco de pisoteamento por turistas que frequentam as trilhas das cavernas, entre outros. A retirada ocorreu no &uacute;ltimo m&ecirc;s de novembro.<\/p>\n<p>O professor Henrique Zimmermann Tomassi, paleontologista e geologista da STCP, empresa respons&aacute;vel pela elabora&ccedil;&atilde;o do Plano de Manejo Espeleol&oacute;gico do Parque Estadual de Terra Ronca (PETeR), tamb&eacute;m acompanhou a retirada do material e esclareceu que este &eacute; o procedimento recomendado pela Ag&ecirc;ncia Nacional de Minera&ccedil;&atilde;o, &oacute;rg&atilde;o federal respons&aacute;vel pela gest&atilde;o do patrim&ocirc;nio f&oacute;ssil nacional.<\/p>\n<p>&ldquo;Por este motivo, como precau&ccedil;&atilde;o, os profissionais de paleontologia sempre solicitam &agrave; ANM a autoriza&ccedil;&atilde;o de coleta&quot;, explana. A STPC foi contratada pela Serra Verde Pesquisa e Minera&ccedil;&atilde;o para confeccionar o plano, como forma de compensa&ccedil;&atilde;o ambiental fruto de trabalho fiscalizat&oacute;rio da Semad.<\/p>\n<p>Existe apenas uma situa&ccedil;&atilde;o em que o f&oacute;ssil encontrado em campo &eacute; escavado e coletado: caso se identifique o risco iminente de sua destrui&ccedil;&atilde;o. Isso acontece por eros&atilde;o do material que conserva o f&oacute;ssil, sua exposi&ccedil;&atilde;o ao sol e chuva, risco de pisoteamento por turistas que frequentam as trilhas das cavernas, entre outros.<\/p>\n<p>Tomassi esclarece que o m&eacute;todo de trabalho para retirada do f&oacute;ssil se d&aacute; pela sua escava&ccedil;&atilde;o e coleta. A n&atilde;o coleta n&atilde;o &eacute; uma op&ccedil;&atilde;o para o profissional de paleontologia, pois isso acarretaria a perca do patrim&ocirc;nio f&oacute;ssil. &quot;Portanto constitui-se em obriga&ccedil;&atilde;o garantir sua conserva&ccedil;&atilde;o, de outra forma estaria sendo negligente e, por omiss&atilde;o, permitindo a perda de materiais raros com valor cultural, cient&iacute;fico e natural &iacute;mpar&quot;, destaca o professor.<\/p>\n<p>Com a autoriza&ccedil;&atilde;o de coleta dada pela ANM, os f&oacute;sseis encontrados em cavernas do parque, localizado na regi&atilde;o nordeste de Goi&aacute;s, ser&atilde;o enviados para a Universidade Federal de Goi&aacute;s (UFG), sendo a respons&aacute;vel pelos cuidados e preserva&ccedil;&atilde;o do material.<\/p>\n<p><strong>Plano de Manejo<\/strong><br \/>\nConforme conta o professor Tomassi, o Diagn&oacute;stico Paleontol&oacute;gico, parte integrante do Plano de Manejo Espeleol&oacute;gico do Parque Estadual de Terra Ronca, foca essencialmente na vistoria da &aacute;rea-foco com o objetivo de identificar potencialidades fossil&iacute;feras na localidade e identificar f&oacute;sseis que eventualmente estejam vis&iacute;veis em rochas, sedimentos, solo e demais materiais que conservem patrim&ocirc;nio Paleontol&oacute;gico. Com este objetivo, a se&ccedil;&atilde;o paleontol&oacute;gica tem trabalhado para definir essas potencialidades e realizar essas identifica&ccedil;&otilde;es.<\/p>\n<p><strong>Riscos<\/strong><br \/>\nNo Parque Estadual de Terra Ronca foram identificados incont&aacute;veis restos f&oacute;sseis e apenas em duas situa&ccedil;&otilde;es os profissionais identificaram que a ina&ccedil;&atilde;o resultaria em dano ao patrim&ocirc;nio f&oacute;ssil e a equipe agiu de forma a proteg&ecirc;-lo. &ldquo;O primeiro foi na dolina entre as cavernas Terra Ronca I e II, na trilha de transfer&ecirc;ncia na mata entre as cavernas (ao ar livre), verificamos um deslizamento de detritos (rochas e sedimentos) de pequeno volume que continha f&oacute;sseis de gastr&oacute;podes&rdquo;.<\/p>\n<p>Estes f&oacute;sseis estavam expostos &agrave;s intemp&eacute;ries e sendo pisoteados pelos turistas que percorrem a trilha. Assim, foi feita a coleta dos f&oacute;sseis apenas no eixo da trilha, para evitar sua destrui&ccedil;&atilde;o iminente.<\/p>\n<p>O segundo caso ocorreu dentro da caverna S&atilde;o Vicente II, em um pequeno sal&atilde;o na margem direita do Rio S&atilde;o Vicente, onde os processos erosivos da caverna est&atilde;o rapidamente destruindo um pacote de camadas sedimentares com f&oacute;sseis de vertebrados. &ldquo;Os guias que nos acompanharam relatam que v&aacute;rios ossos eram vis&iacute;veis no local e que parte deles j&aacute; foi triturada pela a&ccedil;&atilde;o da eros&atilde;o&rdquo;, contou o professor.<\/p>\n<p>&ldquo;Mais uma vez, diante de um processo de destrui&ccedil;&atilde;o do patrim&ocirc;nio f&oacute;ssil, agimos no sentido de impedir que a depaupera&ccedil;&atilde;o dos f&oacute;sseis continuasse a acontecer. Procedemos a coleta dos ossos vis&iacute;veis nas camadas que est&atilde;o se desfazendo&rdquo;, confidencia o estudioso.<\/p>\n<p><strong>Perman&ecirc;ncia em Goi&aacute;s<\/strong><br \/>\nAssim, o pequeno conjunto de material coletado ser&aacute; encaminhado &agrave; UFG, onde ser&aacute; depositado e est&aacute; dispon&iacute;vel para pesquisa cient&iacute;fica. E o professor faz ressalva de dois fatos: &ldquo;primeiro, os f&oacute;sseis est&atilde;o permanecendo no seu Estado de origem, Terra Ronca &eacute; patrim&ocirc;nio natural goiano e a Nasor entende que seus f&oacute;sseis devem permanecer no local e servirem de base para o desenvolvimento cient&iacute;fico do Estado&rdquo;.<\/p>\n<p>E mais: &ldquo;pretendo fazer a recomenda&ccedil;&atilde;o formal que estes f&oacute;sseis sejam devolvidos ao Parque de Terra Ronca assim que houver infraestrutura para que eles sejam depositados e expostos para os turistas, pois o gestor do parque nos sinalizou o projeto de constru&ccedil;&atilde;o de um museu no local&rdquo;, termina.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Seguindo autoriza&ccedil;&atilde;o da Ag&ecirc;ncia Nacional de Minera&ccedil;&atilde;o (ANM), a Semad acompanhou a retirada de f&oacute;sseis com risco de perda em cavernas de Terra Ronca. 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