{"id":26435,"date":"2020-08-28T08:37:18","date_gmt":"2020-08-28T11:37:18","guid":{"rendered":"https:\/\/siteshom.goias.gov.br\/meioambiente\/semad-e-policia-civil-deflagram-operacao-candomba-para-combater-loteamentos-irregulares-na-regiao-da-chapada-dos-veadeiros-em-alto-paraiso\/"},"modified":"2020-08-28T08:37:18","modified_gmt":"2020-08-28T11:37:18","slug":"semad-e-policia-civil-deflagram-operacao-candomba-para-combater-loteamentos-irregulares-na-regiao-da-chapada-dos-veadeiros-em-alto-paraiso","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/goias.gov.br\/meioambiente\/semad-e-policia-civil-deflagram-operacao-candomba-para-combater-loteamentos-irregulares-na-regiao-da-chapada-dos-veadeiros-em-alto-paraiso\/","title":{"rendered":"Semad e Pol\u00edcia Civil deflagram Opera\u00e7\u00e3o Candomb\u00e1, para combater loteamentos irregulares na regi\u00e3o da Chapada dos Veadeiros, em Alto Para\u00edso"},"content":{"rendered":"<p><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-26434\" src=\"https:\/\/goias.gov.br\/meioambiente\/wp-content\/uploads\/sites\/33\/2020\/08\/Op1-cf8.jpeg\" alt=\"\" width=\"1024\" height=\"576\" srcset=\"https:\/\/goias.gov.br\/meioambiente\/wp-content\/uploads\/sites\/33\/2020\/08\/Op1-cf8.jpeg 1024w, https:\/\/goias.gov.br\/meioambiente\/wp-content\/uploads\/sites\/33\/2020\/08\/Op1-cf8-300x169.jpeg 300w, https:\/\/goias.gov.br\/meioambiente\/wp-content\/uploads\/sites\/33\/2020\/08\/Op1-cf8-768x432.jpeg 768w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/p>\n<blockquote>\n<p>Em quatro dias de opera&ccedil;&atilde;o dos fiscais da secretaria na APA de Pouso Alto, crimes ambientais relacionados a loteamentos irregulares em &aacute;reas rurais e outros il&iacute;citos foram detectados. As a&ccedil;&otilde;es das equipes na regi&atilde;o seguem at&eacute; o dia 4 de setembro<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>A Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustent&aacute;vel (Semad), em trabalho conjunto com agentes da Delegacia Estadual de Repress&atilde;o a Crimes Contra o Meio Ambiente (Dema), realiza desde a &uacute;ltima ter&ccedil;a-feira (24\/8) trabalho de fiscaliza&ccedil;&atilde;o contra a especula&ccedil;&atilde;o imobili&aacute;ria com loteamentos irregulares na regi&atilde;o da Chapada dos Veadeiros, no munic&iacute;pio de Alto Para&iacute;so de Goi&aacute;s, dentre outros il&iacute;citos.<\/p>\n<p>A opera&ccedil;&atilde;o, batizada &lsquo;Candomb&aacute;&rsquo;, leva o nome de uma vegeta&ccedil;&atilde;o t&iacute;pica do Cerrado, tamb&eacute;m conhecida como Planta do Fogo, com forte ocorr&ecirc;ncia na regi&atilde;o do Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros. Durante o trabalho fiscalizat&oacute;rio, previsto para seguir at&eacute; o dia 4 de setembro, &eacute; observado a abertura de parcelamentos irregulares do solo para fim urbano dentro de &aacute;reas destinadas apenas para uso rural; loteamento de solo abaixo da fra&ccedil;&atilde;o permitida para &aacute;reas rurais; supress&atilde;o de vegeta&ccedil;&atilde;o nativa do cerrado para abertura de arruamentos e lotes, capta&ccedil;&atilde;o de &aacute;gua sem outorga, dentre outros usos ilegais que j&aacute; foram apurados como uso de fogo em vegeta&ccedil;&atilde;o nativa e pastagens. Junto a isso, tamb&eacute;m est&atilde;o sendo checados alvos recentes de desmatamento levantados via imagens de sat&eacute;lite.&nbsp;<\/p>\n<p>De acordo com a secret&aacute;ria do Meio Ambiente de Goi&aacute;s, Andr&eacute;a Vulcanis, esse tipo de a&ccedil;&atilde;o irregular em uma das &aacute;reas mais preservadas do Cerrado goiano gera um &ldquo;impacto ambiental muito expressivo, seja pela pr&oacute;pria amplia&ccedil;&atilde;o desordenada da &aacute;rea urbana, seja por suas consequ&ecirc;ncias diretas, como impermeabiliza&ccedil;&atilde;o de solo e redu&ccedil;&atilde;o da disponibilidade h&iacute;drica, afetando, assim os corredores ecol&oacute;gicos que existem de fauna e flora no local&rdquo;, explica.<\/p>\n<p>Durante as investiga&ccedil;&otilde;es, que come&ccedil;aram h&aacute; poucos meses, a Semad detectou, dentro da microrregi&atilde;o, que est&aacute; localizada na &ldquo;&Aacute;rea de Prote&ccedil;&atilde;o Ambiental (APA) de Pouso Alto&quot;, aberturas progressivas de &aacute;reas para especula&ccedil;&atilde;o imobili&aacute;ria em locais que n&atilde;o t&ecirc;m voca&ccedil;&atilde;o urban&iacute;stica. Ou seja: tratam-se de &aacute;reas rurais que est&atilde;o tendo destina&ccedil;&atilde;o urbana por meio deste tipo de a&ccedil;&atilde;o de imobili&aacute;rias, sem nenhum tipo de licen&ccedil;a ambiental e sem nenhum preparo da &aacute;rea como redes de energia, abastecimento e coleta de esgotos. A Semad detectou, ainda, fracionamento de lotes em tamanhos abaixo do m&oacute;dulo rural, onde este tipo de a&ccedil;&atilde;o n&atilde;o &eacute; permitida legalmente.&nbsp;<\/p>\n<p>Ainda durante a etapa de levantamentos, a &aacute;rea de monitoramento da Semad identificou 30 alvos de parcelamentos sem licen&ccedil;a em &aacute;reas voltadas apenas para im&oacute;veis rurais. Nesta quarta-feira (26\/8), por exemplo, as equipes identificaram compradores desses im&oacute;veis urbanos, antigos donos e imobili&aacute;rias que atuam em processos de compra-e-venda das &aacute;reas. Diante das irregularidades, verificadas previamente por meio de imagens de sat&eacute;lite, e agora in loco, j&aacute; foram lavrados alguns autos de infra&ccedil;&atilde;o, aplicadas multas e embargos. Os infratores est&atilde;o sendo notifica&ccedil;&otilde;es tamb&eacute;m a apor placas nos locais de acesso aos im&oacute;veis informando que se trata de &aacute;rea embargada para esse tipo de atividade.&nbsp;<\/p>\n<p>Tamb&eacute;m j&aacute; houve detec&ccedil;&atilde;o de loteamentos que est&atilde;o sendo vendidos por uma imobili&aacute;ria de Alto Para&iacute;so de Goi&aacute;s com terreno abaixo da parcela m&iacute;nima permitida para &aacute;reas rurais, que &eacute; de quatro hectares. &ldquo;Pessoas est&atilde;o comprando lotes que est&atilde;o sendo vendidos no valor de R$ 300 mil, muito menores que a fra&ccedil;&atilde;o permitida, que s&atilde;o quatro hectares, j&aacute; que se tratam de &aacute;reas rurais e somente podem servir a este tipo de destina&ccedil;&atilde;o, nunca para fins urban&iacute;sticos&rdquo;, aponta a secret&aacute;ria Andr&eacute;a Vulcanis, que acompanha pessoalmente o trabalho dos fiscais da Semad e da Pol&iacute;cia Civil.&nbsp;<\/p>\n\n<p><strong>Impactos<\/strong><br \/>\nOutro grave problema desse tipo de ocupa&ccedil;&atilde;o irregular &eacute; o impacto causado nos recursos h&iacute;dricos dentro do munic&iacute;pio de Alto Para&iacute;so, como tamb&eacute;m na preserva&ccedil;&atilde;o da paisagem, da fauna e da flora de todo o ecossistema da Chapada dos Veadeiros. N&atilde;o h&aacute; disponibilidade h&iacute;drica para atender todas as fam&iacute;lias que est&atilde;o construindo no local, uma vez que, como est&atilde;o irregulares, a Saneago sequer foi consultada sobre a viabilidade de levar &aacute;gua e esgoto para o local. Fora o tratamento de res&iacute;duos j&aacute; que o munic&iacute;pio de Alto Paraiso n&atilde;o tem aterro sanit&aacute;rio.&nbsp;<\/p>\n<p>&ldquo;Isso causa impactos grav&iacute;ssimos. Primeiro porque n&atilde;o h&aacute; &aacute;gua dispon&iacute;vel para esse acr&eacute;scimo exponencial de pessoas. E mesmo se houvesse, eles n&atilde;o teriam licen&ccedil;a ambiental para realizar os parcelamentos. Segundo que afeta significativamente a preserva&ccedil;&atilde;o da paisagem, a fauna e a flora local. Isso em um dos locais mais preservados do cerrado brasileiro, bioma dos mais amea&ccedil;ados. Terceiro que s&atilde;o ruas e casas abertas dentro de &aacute;rea rural e tamb&eacute;m em &aacute;reas de preserva&ccedil;&atilde;o, gerando res&iacute;duos, lixo e esgoto sem o tratamento correto. Ent&atilde;o, o foco &eacute; combater todas essas irregularidades&rdquo;, finaliza Vulcanis.&nbsp;<\/p>\n<p>Todos os poss&iacute;veis danos ser&atilde;o analisados nas esferas administrativa &ndash; com a lavratura de autos de infra&ccedil;&atilde;o e aplica&ccedil;&atilde;o de multas que variam de acordo com o tipo de degrada&ccedil;&atilde;o ambiental &ndash;, e tamb&eacute;m criminal, com a instaura&ccedil;&atilde;o de inqu&eacute;rito policial, que posteriormente ser&aacute; remetido &agrave; Justi&ccedil;a.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em quatro dias de opera&ccedil;&atilde;o dos fiscais da secretaria na APA de Pouso Alto, crimes ambientais relacionados a loteamentos irregulares em &aacute;reas rurais e outros il&iacute;citos foram detectados. 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