{"id":26267,"date":"2020-06-22T12:26:15","date_gmt":"2020-06-22T15:26:15","guid":{"rendered":"https:\/\/siteshom.goias.gov.br\/meioambiente\/secretaria-andrea-vulcanis-alerta-para-impactos-devastadores-no-agronegocio-em-face-de-crescente-degradacao-do-meio-ambiente-no-brasil\/"},"modified":"2024-01-11T16:49:16","modified_gmt":"2024-01-11T19:49:16","slug":"secretaria-andrea-vulcanis-alerta-para-impactos-devastadores-no-agronegocio-em-face-de-crescente-degradacao-do-meio-ambiente-no-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/goias.gov.br\/meioambiente\/secretaria-andrea-vulcanis-alerta-para-impactos-devastadores-no-agronegocio-em-face-de-crescente-degradacao-do-meio-ambiente-no-brasil\/","title":{"rendered":"Secret\u00e1ria Andr\u00e9a Vulcanis alerta para \u201cimpactos devastadores no agroneg\u00f3cio\u201d em face de crescente degrada\u00e7\u00e3o do meio ambiente no Brasil"},"content":{"rendered":"<p><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-26266\" src=\"https:\/\/goias.gov.br\/meioambiente\/wp-content\/uploads\/sites\/33\/2020\/06\/WhatsApp_Image_2020-06-22_at_115718-d9e.jpeg\" alt=\"\" width=\"1280\" height=\"854\" srcset=\"https:\/\/goias.gov.br\/meioambiente\/wp-content\/uploads\/sites\/33\/2020\/06\/WhatsApp_Image_2020-06-22_at_115718-d9e.jpeg 1280w, https:\/\/goias.gov.br\/meioambiente\/wp-content\/uploads\/sites\/33\/2020\/06\/WhatsApp_Image_2020-06-22_at_115718-d9e-300x200.jpeg 300w, https:\/\/goias.gov.br\/meioambiente\/wp-content\/uploads\/sites\/33\/2020\/06\/WhatsApp_Image_2020-06-22_at_115718-d9e-1024x683.jpeg 1024w, https:\/\/goias.gov.br\/meioambiente\/wp-content\/uploads\/sites\/33\/2020\/06\/WhatsApp_Image_2020-06-22_at_115718-d9e-768x512.jpeg 768w\" sizes=\"(max-width: 1280px) 100vw, 1280px\" \/><\/p>\n<p>A crescente degrada&ccedil;&atilde;o do meio ambiente no Brasil e o novo recorde de desmatamento na Amaz&ocirc;nia podem ter impactos devastadores no agroneg&oacute;cio, que &eacute; o grande sustent&aacute;culo da economia nacional e goiana, alerta a secret&aacute;ria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustent&aacute;vel (Semad), Andr&eacute;a Vulcanis.&nbsp;<\/p>\n<p>&ldquo;Ao todo, R$ 16,2 trilh&otilde;es, ligados a 230 fundos de investimentos estrangeiros, est&atilde;o sob influ&ecirc;ncia da opini&atilde;o p&uacute;blica para que o dinheiro seja direcionado para pa&iacute;ses, empresas e iniciativas que sigam modelos sustent&aacute;veis e que respeitem as normas ambientais&rdquo;, adverte a dirigente.&nbsp;<\/p>\n<p>&ldquo;US$ 5 bilh&otilde;es em investimentos estrangeiros no Brasil est&atilde;o automaticamente condicionados a avan&ccedil;os no combate ao desmatamento ilegal. Produtos brasileiros j&aacute; s&atilde;o alvo de boicote em pa&iacute;ses como Alemanha, It&aacute;lia e Reino Unido&rdquo;, pontua.<\/p>\n<p>Em artigo com o t&iacute;tulo &ldquo;Verde &eacute; a nova cor da economia mundial&rdquo;, publicado no &uacute;ltimo domingo (21\/06) no Jornal Op&ccedil;&atilde;o (<u><strong>AQUI<\/strong><\/u>), Andr&eacute; Vulcanis cita que, na Alemanha, por exemplo, uma peti&ccedil;&atilde;o com 300 mil assinaturas pede o boicote dos supermercados locais a produtos brasileiros.<\/p>\n<p>Tal boicote j&aacute; aconteceu no Brasil, em 2006, quando governos e grupos econ&ocirc;micos se comprometeram a n&atilde;o comprar soja produzida em regi&otilde;es de desmatamento na Amaz&ocirc;nia, destaca Andr&eacute;a Vulcanis. &nbsp;A chamada Morat&oacute;ria da Soja atingiu 89 munic&iacute;pios brasileiros, que foram obrigados a agir: em 2018, o desmatamento nestes locais havia ca&iacute;do 85%, lembra.&nbsp;<\/p>\n<p>&ldquo;Morat&oacute;rias como esta podem chegar ao Cerrado, bioma com uma alta biodiversidade, mas extremamente amea&ccedil;ado. As consequ&ecirc;ncias seriam desastrosas para a economia goiana: apenas em maio de 2020, o agroneg&oacute;cio representou mais de 83% das exporta&ccedil;&otilde;es do Estado, um montante de US$ 683 milh&otilde;es. Os complexos soja e carne, os mais visados pelos consumidores conscientes, representam cerca de 80% deste total&rdquo;, diz a secret&aacute;ria.<\/p>\n<p>Andr&eacute;a Vulcanis destaca que a for&ccedil;a do agroneg&oacute;cio em Goi&aacute;s &eacute; um dos maiores respons&aacute;veis pela seguran&ccedil;a econ&ocirc;mica do Estado durante a pandemia de Covid-19, que paralisou diversos setores econ&ocirc;micos e reduziu drasticamente outros. &ldquo;As exporta&ccedil;&otilde;es cresceram mais de 16% no comparativo com o acumulado do mesmo per&iacute;odo em 2019 e a balan&ccedil;a comercial goiana foi positiva em quase R$ 7 bilh&otilde;es de janeiro a maio&rdquo;, cita.<\/p>\n<p>&ldquo;Exemplo em rigor sanit&aacute;rio, Goi&aacute;s agora precisa avan&ccedil;ar no quesito ambiental dos meios de produ&ccedil;&atilde;o para que n&atilde;o perca espa&ccedil;o no concerto das na&ccedil;&otilde;es e, inclusive, avance na diversifica&ccedil;&atilde;o e valora&ccedil;&atilde;o de seus produtos&rdquo;, diz Andr&eacute;a Vulcanis.<\/p>\n<p>Goi&aacute;s tem sua base econ&ocirc;mica no agroneg&oacute;cio e, diante deste cen&aacute;rio, &ldquo;&eacute; preciso ressignificar a estrat&eacute;gia de governan&ccedil;a do desenvolvimento sustent&aacute;vel, condi&ccedil;&atilde;o sine qua non para que o Estado possa enfrentar n&atilde;o apenas problemas crescentes de seguran&ccedil;a h&iacute;drica mas, al&eacute;m disso, de comprometimento da sua agenda econ&ocirc;mica&rdquo;, diz a titular da Semad. &ldquo;Dessa feita, torna-se imprescind&iacute;vel proteger o agroneg&oacute;cio de base sustent&aacute;vel e nos desvincularmos dessa imagem internacional negativa que vem sendo atribu&iacute;da ao Brasil&rdquo;, destaca.<\/p>\n<p>&ldquo;&Eacute; urgente, urgent&iacute;ssimo, para defender o agroneg&oacute;cio sustent&aacute;vel e pujante de Goi&aacute;s, garantir que cessem por aqui os desmatamentos ilegais, tendo em vista, sobretudo, agregar valor ao produto sustent&aacute;vel, um nicho crescente no mercado mundial de alimentos&rdquo;, diz Andr&eacute;a Vulcanis.<br \/>\n&nbsp;&nbsp;<br \/>\nEla lembra que o Governo do Estado, por meio da Semad, &ldquo;tem atuado com firmeza no sentido de alinhar nosso estado &agrave;s mais modernas pol&iacute;ticas globais do agroneg&oacute;cio e do desenvolvimento sustent&aacute;vel, palavras que est&atilde;o, cada vez mais, intrinsicamente conectadas entre si&rdquo;. Segundo avalia, &ldquo;o Estado deve ser o garantidor de que n&atilde;o teremos produtos oriundos do agroneg&oacute;cio produzidos com base na degrada&ccedil;&atilde;o ambiental&rdquo;.&nbsp;<\/p>\n<p>Andr&eacute; Vulcanis cita a&ccedil;&atilde;o recentemente empreendida pelo Governo de Goi&aacute;s para conter desmatamentos ilegais no territ&oacute;rio Kalunga. &ldquo;Al&eacute;m de proteger o Cerrado e a comunidade tradicional quilombola, a a&ccedil;&atilde;o preserva, tamb&eacute;m, o neg&oacute;cio agr&iacute;cola, separando o joio do trigo, entre os que produzem cumprindo as leis ambientais e aqueles que insistem em viol&aacute;-las&rdquo;, observa.<\/p>\n<p>A secret&aacute;ria reafirma que &ldquo;a toler&acirc;ncia contra o crime ambiental &eacute; zero em Goi&aacute;s e o governador Ronaldo Caiado tem sido claro nesta miss&atilde;o&rdquo;. Ela diz que a Semad age em duas vertentes: fiscaliza&ccedil;&atilde;o e aperfei&ccedil;oamento dos instrumentos de gest&atilde;o ambiental, como o licenciamento e as outorgas. &ldquo;Garantimos, com isso, que seja f&aacute;cil produzir em Goi&aacute;s por meio de acesso racional, sem burocracia, &agrave;s licen&ccedil;as, com a clara contrapartida da sustentabilidade, que precisa ser a base do desenvolvimento&rdquo;, conclui. &nbsp;<\/p>\n<p>\n<strong>Leia o artigo na &iacute;ntegra:<\/strong><\/p>\n<h1>\nVerde &eacute; a nova cor da economia mundial<\/h1>\n<h4>Andr&eacute;a Vulcanis<\/h4>\n<p>Recentes manchetes de jornais e revistas reafirmam e intensificam o significado estrat&eacute;gico da pauta ambiental como um dos elementos estruturantes do novo mercado global. Esse cen&aacute;rio aponta para o fato de que o uso inadequado da natureza e a degrada&ccedil;&atilde;o do meio ambiente no Brasil podem causar impactos devastadores ao agroneg&oacute;cio, que &eacute; o grande sustent&aacute;culo da economia nacional.<\/p>\n<p>O relat&oacute;rio &ldquo;O Estado das Florestas do Mundo 2016 (Sofo 2016), da Organiza&ccedil;&atilde;o das Na&ccedil;&otilde;es Unidas para a Alimenta&ccedil;&atilde;o e a Agricultura (FAO), aponta que o agroneg&oacute;cio gerou quase 70% do desmatamento na Am&eacute;rica Latina entre 2000 e 2010.<\/p>\n<p>De outro lado, levantamento da FAO mostra que a vincula&ccedil;&atilde;o de cumprimento das normas ambientais para o acesso a cr&eacute;dito rural evitou a perda de mais de 270 mil hectares de florestas que seriam desmatadas para aumentar a produ&ccedil;&atilde;o de carne bovina.&nbsp;<\/p>\n<p>Na atualidade, setores econ&ocirc;micos brasileiros j&aacute; sabem e advogam a tese de que n&atilde;o h&aacute; necessidade de promover novos desmatamentos para ampliar a produ&ccedil;&atilde;o agropecu&aacute;ria, bem como os resultados do agroneg&oacute;cio no Brasil. Em verdade, pode-se produzir mais e melhor usando vastas &aacute;reas de pastagens degradadas, por exemplo, recuperando-as e tornando-as mais produtivas. &nbsp;<\/p>\n<p>O dado mais impactante, amplamente explorado pelos meios de comunica&ccedil;&atilde;o e que sacode o mundo neste momento, revela que o desmatamento na Amaz&ocirc;nia brasileira atingiu uma m&aacute;xima de 11 anos em 2019 e aumentou outros 34% nos cinco primeiros meses de 2020, de acordo com dados preliminares do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).&nbsp;<\/p>\n<p>Essa realidade coloca o Brasil no cen&aacute;rio internacional como um player que ainda n&atilde;o incorporou a nova diplomacia ambiental que rege o mercado global, ou seja, n&atilde;o internalizou, ainda, a mensagem do mundo de agora: precisamos superar, com urg&ecirc;ncia, a dicotomia existente entre produ&ccedil;&atilde;o agr&iacute;cola e fortalecimento dos servi&ccedil;os ecossist&ecirc;micos, simbiose que j&aacute; deixou, h&aacute; muito, o discurso meramente ambientalista para tornar-se estruturante na pauta da geopol&iacute;tica mundial. &nbsp;<\/p>\n<p>Neste contexto, &eacute; preciso aten&ccedil;&atilde;o especial ao fato de que US$ 5 bilh&otilde;es em investimentos estrangeiros est&atilde;o automaticamente condicionados a avan&ccedil;os no combate ao desmatamento ilegal no Brasil. S&atilde;o fundos de investimentos europeus com regramento r&iacute;gido sobre pol&iacute;ticas ambientais e com exig&ecirc;ncias de selos sustent&aacute;veis que v&ecirc;m ganhando cada vez mais apoio de outros agentes econ&ocirc;micos e da sociedade civil organizada.<\/p>\n<p>Ao todo, R$ 16,2 trilh&otilde;es, ligados a 230 fundos de investimentos estrangeiros, est&atilde;o sob influ&ecirc;ncia da opini&atilde;o p&uacute;blica para que o dinheiro seja direcionado para pa&iacute;ses, empresas e iniciativas que sigam modelos sustent&aacute;veis e que respeitem as normas ambientais. &Eacute; evidente que as maiores press&otilde;es recaem sobre o Brasil, que tem destaque na pauta do agroneg&oacute;cio em &acirc;mbito global e que, simultaneamente, &eacute; um pa&iacute;s megabiodiverso.&nbsp;<\/p>\n<p>No caso do nosso Cerrado, l&oacute;cus do agroneg&oacute;cio brasileiro e bioma estrat&eacute;gico para a pauta da seguran&ccedil;a h&iacute;drica, &eacute; imprescind&iacute;vel que todos estejamos atentos, na medida em que foram registrados alertas de desmatamento que totalizam 4.744,3 quil&ocirc;metros quadrados entre janeiro de 2019 e janeiro de 2020. Os n&uacute;meros, cada vez mais preocupantes, entram no radar dos fundos, uma vez que muitos deles t&ecirc;m em seus portf&oacute;lios negociadores de gr&atilde;os e de prote&iacute;na animal, parcelas importantes do agroneg&oacute;cio do Centro-Oeste brasileiro.<\/p>\n<p>Al&eacute;m do investimento trilion&aacute;rio que pode nunca chegar por conta da incapacidade de compreens&atilde;o de muitos gestores e empres&aacute;rios sobre o car&aacute;ter estrat&eacute;gico da pauta ambiental no Brasil, ao menos US$ 5 bilh&otilde;es j&aacute; aplicados na economia brasileira correm o risco de serem retirados, o chamado desinvestimento, no curto prazo, caso as a&ccedil;&otilde;es de desmatamento n&atilde;o sejam severamente contidas e revertidas. &nbsp;<\/p>\n<p>Entidades civis dos EUA e da Europa, com apoio da Uni&atilde;o Europeia, negociam a amplia&ccedil;&atilde;o de normas e de exig&ecirc;ncias no que se refere aos produtos brasileiros, que j&aacute; s&atilde;o alvo de boicote em pa&iacute;ses como Alemanha, It&aacute;lia e Reino Unido, onde a conscientiza&ccedil;&atilde;o dos consumidores foi abra&ccedil;ada pelos varejistas.<\/p>\n<p>Na Alemanha, por exemplo, uma peti&ccedil;&atilde;o com 300 mil assinaturas pede o boicote dos supermercados locais a produtos brasileiros.<\/p>\n<p>Tal boicote j&aacute; aconteceu no Brasil, em 2006, quando governos e grupos econ&ocirc;micos se comprometeram a n&atilde;o comprar soja produzida em regi&otilde;es de desmatamento na Amaz&ocirc;nia. A chamada Morat&oacute;ria da Soja atingiu 89 munic&iacute;pios brasileiros, que foram obrigados a agir: em 2018, o desmatamento nestes locais havia ca&iacute;do 85%.<\/p>\n<p>Morat&oacute;rias como esta podem chegar ao Cerrado, bioma com uma alta biodiversidade, mas extremamente amea&ccedil;ado. As consequ&ecirc;ncias seriam desastrosas para a economia goiana: apenas em maio de 2020, o agroneg&oacute;cio representou mais de 83% das exporta&ccedil;&otilde;es do Estado, um montante de US$ 683 milh&otilde;es. Os complexos soja e carne, os mais visados pelos consumidores conscientes, representam cerca de 80% deste total.<\/p>\n<p>Al&eacute;m disso, Goi&aacute;s diversifica a cartela de compradores e de produtos ofertados e alcan&ccedil;a mercados mais exigentes e competitivos na &Aacute;sia com caf&eacute;, produtos l&aacute;cteos e a&ccedil;&uacute;car.&nbsp;<\/p>\n<p>A for&ccedil;a do agroneg&oacute;cio em Goi&aacute;s &eacute; um dos maiores respons&aacute;veis pela seguran&ccedil;a econ&ocirc;mica do Estado durante a pandemia de Covid-19, que paralisou diversos setores econ&ocirc;micos e reduziu drasticamente outros. As exporta&ccedil;&otilde;es cresceram mais de 16% no comparativo com o acumulado do mesmo per&iacute;odo em 2019 e a balan&ccedil;a comercial goiana foi positiva em quase R$ 7 bilh&otilde;es de janeiro a maio.<\/p>\n<p>Exemplo em rigor sanit&aacute;rio, Goi&aacute;s agora precisa avan&ccedil;ar no quesito ambiental dos meios de produ&ccedil;&atilde;o para que n&atilde;o perca espa&ccedil;o no concerto das na&ccedil;&otilde;es e, inclusive, avance na diversifica&ccedil;&atilde;o e valora&ccedil;&atilde;o de seus produtos.<\/p>\n<p>Diante desse cen&aacute;rio, considerando que Goi&aacute;s tem sua base econ&ocirc;mica no agroneg&oacute;cio, &eacute; preciso ressignificar a estrat&eacute;gia de governan&ccedil;a do desenvolvimento sustent&aacute;vel, condi&ccedil;&atilde;o sine qua non para que o Estado possa enfrentar n&atilde;o apenas problemas crescentes de seguran&ccedil;a h&iacute;drica mas, al&eacute;m disso, de comprometimento da sua agenda econ&ocirc;mica. Dessa feita, torna-se imprescind&iacute;vel proteger o agroneg&oacute;cio de base sustent&aacute;vel e nos desvincularmos dessa imagem internacional negativa que vem sendo atribu&iacute;da ao Brasil.<\/p>\n<p>&Eacute; urgente, urgent&iacute;ssimo, para defender o agroneg&oacute;cio sustent&aacute;vel e pujante de Goi&aacute;s, garantir que cessem por aqui os desmatamentos ilegais, tendo em vista, sobretudo, agregar valor ao produto sustent&aacute;vel, um nicho crescente no mercado mundial de alimentos.<br \/>\n&nbsp;&nbsp;<br \/>\nO Governo do Estado, por meio da Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustent&aacute;vel (Semad), tem atuado com firmeza no sentido de alinhar nosso estado &agrave;s mais modernas pol&iacute;ticas globais do agroneg&oacute;cio e do desenvolvimento sustent&aacute;vel, palavras que est&atilde;o, cada vez mais, intrinsicamente conectadas entre si. O Estado deve ser o garantidor de que n&atilde;o teremos produtos oriundos do agroneg&oacute;cio produzidos com base na degrada&ccedil;&atilde;o ambiental.&nbsp;<\/p>\n<p>A a&ccedil;&atilde;o recentemente empreendida pelo Governo de Goi&aacute;s para conter desmatamentos ilegais no territ&oacute;rio Kalunga, al&eacute;m de proteger o Cerrado e a comunidade tradicional quilombola, preserva, tamb&eacute;m, o neg&oacute;cio agr&iacute;cola, separando o joio do trigo, entre os que produzem cumprindo as leis ambientais e aqueles que insistem em viol&aacute;-las.<\/p>\n<p>Naquele epis&oacute;dio, fomos rigorosos na aplica&ccedil;&atilde;o de penalidades aos propriet&aacute;rios e respons&aacute;veis pelo desmatamento sem licen&ccedil;a de mais de 500 hectares de &aacute;rea virgem de Cerrado no territ&oacute;rio Kalunga, em Cavalcante. Os valores chegaram a R$ 5,6 milh&otilde;es. Tamb&eacute;m exigimos o in&iacute;cio imediato da recupera&ccedil;&atilde;o da vegeta&ccedil;&atilde;o nativa da &aacute;rea e queremos o bloqueio de bens dos envolvidos para garantir que o dano ambiental seja recuperado e as multas efetivamente pagas.&nbsp;<\/p>\n<p>A imensa maioria da produ&ccedil;&atilde;o agro em Goi&aacute;s ocorre em base sustent&aacute;vel, com respeito &agrave; legisla&ccedil;&atilde;o e &agrave;s normas ambientais. Por isso, aqueles que, eventualmente, insistem em n&atilde;o faz&ecirc;-lo, precisam ter suas condutas coibidas.&nbsp;<\/p>\n<p>A toler&acirc;ncia contra o crime ambiental &eacute; zero em Goi&aacute;s e o governador Ronaldo Caiado tem sido claro nesta miss&atilde;o. Ao proteger o meio ambiente, o Estado tamb&eacute;m blinda sua economia, especialmente o agroneg&oacute;cio, o principal gerador de renda.&nbsp;<\/p>\n<p>Por isso, a Semad age em duas vertentes: fiscaliza&ccedil;&atilde;o e aperfei&ccedil;oamento dos instrumentos de gest&atilde;o ambiental, como o licenciamento e as outorgas. Garantimos, com isso, que seja f&aacute;cil produzir em Goi&aacute;s por meio de acesso racional, sem burocracia, &agrave;s licen&ccedil;as, com a clara contrapartida da sustentabilidade, que precisa ser a base do desenvolvimento. &nbsp;Vamos, todos, nos irmanar neste prop&oacute;sito essencial.&nbsp;<\/p>\n<p>\n<strong>Andr&eacute;a Vulcanis <\/strong><em>&eacute; secret&aacute;ria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustent&aacute;vel do Governo de Goi&aacute;s<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A crescente degrada&ccedil;&atilde;o do meio ambiente no Brasil e o novo recorde de desmatamento na Amaz&ocirc;nia podem ter impactos devastadores no agroneg&oacute;cio, que &eacute; o grande sustent&aacute;culo da economia nacional e goiana, alerta a secret&aacute;ria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustent&aacute;vel (Semad), Andr&eacute;a Vulcanis.&nbsp; &ldquo;Ao todo, R$ 16,2 trilh&otilde;es, ligados a 230 fundos de investimentos [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":580,"featured_media":26266,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","_links_to":"","_links_to_target":""},"categories":[2],"tags":[],"class_list":["post-26267","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias"],"rttpg_featured_image_url":{"full":["https:\/\/goias.gov.br\/meioambiente\/wp-content\/uploads\/sites\/33\/2020\/06\/WhatsApp_Image_2020-06-22_at_115718-d9e.jpeg",1280,854,false],"landscape":["https:\/\/goias.gov.br\/meioambiente\/wp-content\/uploads\/sites\/33\/2020\/06\/WhatsApp_Image_2020-06-22_at_115718-d9e.jpeg",1280,854,false],"portraits":["https:\/\/goias.gov.br\/meioambiente\/wp-content\/uploads\/sites\/33\/2020\/06\/WhatsApp_Image_2020-06-22_at_115718-d9e.jpeg",1280,854,false],"thumbnail":["https:\/\/goias.gov.br\/meioambiente\/wp-content\/uploads\/sites\/33\/2020\/06\/WhatsApp_Image_2020-06-22_at_115718-d9e-150x150.jpeg",150,150,true],"medium":["https:\/\/goias.gov.br\/meioambiente\/wp-content\/uploads\/sites\/33\/2020\/06\/WhatsApp_Image_2020-06-22_at_115718-d9e-300x200.jpeg",300,200,true],"large":["https:\/\/goias.gov.br\/meioambiente\/wp-content\/uploads\/sites\/33\/2020\/06\/WhatsApp_Image_2020-06-22_at_115718-d9e-1024x683.jpeg",1024,683,true],"1536x1536":["https:\/\/goias.gov.br\/meioambiente\/wp-content\/uploads\/sites\/33\/2020\/06\/WhatsApp_Image_2020-06-22_at_115718-d9e.jpeg",1280,854,false],"2048x2048":["https:\/\/goias.gov.br\/meioambiente\/wp-content\/uploads\/sites\/33\/2020\/06\/WhatsApp_Image_2020-06-22_at_115718-d9e.jpeg",1280,854,false]},"rttpg_author":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/goias.gov.br\/meioambiente\/author\/"},"rttpg_comment":0,"rttpg_category":"<a href=\"https:\/\/goias.gov.br\/meioambiente\/categoria\/noticias\/\" rel=\"category tag\">Not\u00edcias<\/a>","rttpg_excerpt":"A crescente degrada&ccedil;&atilde;o do meio ambiente no Brasil e o novo recorde de desmatamento na Amaz&ocirc;nia podem ter impactos devastadores no agroneg&oacute;cio, que &eacute; o grande sustent&aacute;culo da economia nacional e goiana, alerta a secret&aacute;ria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustent&aacute;vel (Semad), Andr&eacute;a Vulcanis.&nbsp; &ldquo;Ao todo, R$ 16,2 trilh&otilde;es, ligados a 230 fundos de investimentos&hellip;","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/goias.gov.br\/meioambiente\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/26267","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/goias.gov.br\/meioambiente\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/goias.gov.br\/meioambiente\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/goias.gov.br\/meioambiente\/wp-json\/wp\/v2\/users\/580"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/goias.gov.br\/meioambiente\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=26267"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/goias.gov.br\/meioambiente\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/26267\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":28895,"href":"https:\/\/goias.gov.br\/meioambiente\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/26267\/revisions\/28895"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/goias.gov.br\/meioambiente\/wp-json\/wp\/v2\/media\/26266"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/goias.gov.br\/meioambiente\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=26267"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/goias.gov.br\/meioambiente\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=26267"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/goias.gov.br\/meioambiente\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=26267"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}