{"id":26233,"date":"2020-06-04T22:31:33","date_gmt":"2020-06-05T01:31:33","guid":{"rendered":"https:\/\/siteshom.goias.gov.br\/meioambiente\/governo-de-goias-autua-fazenda-que-desmatou-territorio-kalunga-e-vai-realizar-novas-diligencias\/"},"modified":"2020-06-04T22:31:33","modified_gmt":"2020-06-05T01:31:33","slug":"governo-de-goias-autua-fazenda-que-desmatou-territorio-kalunga-e-vai-realizar-novas-diligencias","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/goias.gov.br\/meioambiente\/governo-de-goias-autua-fazenda-que-desmatou-territorio-kalunga-e-vai-realizar-novas-diligencias\/","title":{"rendered":"Governo de Goi\u00e1s autua fazenda que desmatou territ\u00f3rio kalunga e vai realizar novas dilig\u00eancias\u00a0"},"content":{"rendered":"<p><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-26232\" src=\"https:\/\/goias.gov.br\/meioambiente\/wp-content\/uploads\/sites\/33\/2020\/06\/WhatsApp_Image_2020-06-04_at_212740-1da.jpeg\" alt=\"\" width=\"1280\" height=\"854\" srcset=\"https:\/\/goias.gov.br\/meioambiente\/wp-content\/uploads\/sites\/33\/2020\/06\/WhatsApp_Image_2020-06-04_at_212740-1da.jpeg 1280w, https:\/\/goias.gov.br\/meioambiente\/wp-content\/uploads\/sites\/33\/2020\/06\/WhatsApp_Image_2020-06-04_at_212740-1da-300x200.jpeg 300w, https:\/\/goias.gov.br\/meioambiente\/wp-content\/uploads\/sites\/33\/2020\/06\/WhatsApp_Image_2020-06-04_at_212740-1da-1024x683.jpeg 1024w, https:\/\/goias.gov.br\/meioambiente\/wp-content\/uploads\/sites\/33\/2020\/06\/WhatsApp_Image_2020-06-04_at_212740-1da-768x512.jpeg 768w\" sizes=\"(max-width: 1280px) 100vw, 1280px\" \/><\/p>\n<p>O Governo de Goi&aacute;s, por meio da Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustent&aacute;vel (Semad) e com apoio da Delegacia Estadual de Repress&atilde;o a Crimes Contra o Meio Ambiente, deflagrou uma opera&ccedil;&atilde;o no territ&oacute;rio kalunga, no munic&iacute;pio de Cavalcante, onde foi verificado o desmatamento de uma &aacute;rea de cerca de 530 hectares. Os propriet&aacute;rios da Fazenda Alagoas foram autuados em mais de R$ 300 mil e a propriedade foi embargada, com cerca de 300 toneladas de calc&aacute;rios apreendidas. O material seria utilizado para preparar o solo para o plantio de soja, segundo t&eacute;cnicos que acompanharam o trabalho.<\/p>\n<p>A secret&aacute;ria Andr&eacute;a Vulcanis foi pessoalmente &agrave; regi&atilde;o para acompanhar os trabalhos a pedido do governador Ronaldo Caiado, que determinou a&ccedil;&otilde;es en&eacute;rgicas no caso. Segundo ela, o cen&aacute;rio encontrado foi &ldquo;assustador&rdquo; e as imagens &ldquo;chocantes&rdquo;.&nbsp;<\/p>\n<p>&ldquo;&Eacute; inacredit&aacute;vel que, em pleno S&eacute;culo 21, nas v&eacute;speras do Dia Mundial do Meio Ambiente, tenhamos que agir para deter uma destrui&ccedil;&atilde;o desta magnitude&rdquo;, afirma Andr&eacute;a Vulcanis. &ldquo;Foi uma a&ccedil;&atilde;o que utilizou tratores e corrent&otilde;es, que arrasou uma &aacute;rea enorme e biodiversa. Em pouco tempo, um local absolutamente preservado, virgem, que a natureza construiu durante milh&otilde;es de anos, foi destru&iacute;do de forma covarde&rdquo;, disse a secret&aacute;ria.<\/p>\n<p>As equipes tamb&eacute;m visitaram uma propriedade vizinha, onde tratores foram desembarcados recentemente e, acredita-se, poderia realizar desmatamento semelhante no territ&oacute;rio kalunga. A regi&atilde;o, embora esteja ligada &agrave; gest&atilde;o do governo federal, tem atua&ccedil;&atilde;o tamb&eacute;m estadual no que diz respeito &agrave; prote&ccedil;&atilde;o do meio ambiente.&nbsp;<\/p>\n<p>A destrui&ccedil;&atilde;o chegou ao conhecimento da Semad na ter&ccedil;a-feira (02\/06) e, imediatamente, foi apurada por meio de levantamentos de imagens de sat&eacute;lite e deflagrada opera&ccedil;&atilde;o de fiscaliza&ccedil;&atilde;o para conter os danos ambientais.&nbsp;<\/p>\n<p>O desmatamento de quase mil hectares foi identificado em propriedades que ainda n&atilde;o foram desapropriadas, mas que est&atilde;o dentro do territ&oacute;rio quilombola, e parte na &Aacute;rea de Prote&ccedil;&atilde;o Ambiental (APA) de Pouso Alto, sob gest&atilde;o estadual.&nbsp;<\/p>\n<p>&ldquo;Nosso questionamento e o de todos &eacute;: como algu&eacute;m desmata mais de 500 hectares e ningu&eacute;m v&ecirc;?&rdquo;, pergunta a secret&aacute;ria. &ldquo;A resposta &eacute; que, em primeiro lugar os criminosos se valeram do per&iacute;odo de pandemia para tentar agir nas sombras. Em segundo lugar, as imagens de alerta de desmatamento s&atilde;o geradas pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), que demora um tempo no processamento antes de dar o aviso de desmatamento. Ent&atilde;o, o alerta n&atilde;o chegou e s&oacute; soubemos por meio das den&uacute;ncias&rdquo;, explica.&nbsp;<\/p>\n<p>Segundo Andr&eacute;a Vulcanis, o governador Ronaldo Caiado est&aacute; empenhando em buscar solu&ccedil;&otilde;es no monitoramento ambiental em Goi&aacute;s. &ldquo;&Eacute; um problema que estamos buscando alternativas, ter um sistema pr&oacute;prio, estamos buscando estabelecer uma parceria com a Universidade Federal de Goi&aacute;s (UFG) para o &nbsp;estabelecimento de um algoritmo de detec&ccedil;&atilde;o de &aacute;reas que est&atilde;o sendo desmatadas&rdquo;, conclui.<\/p>\n\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Governo de Goi&aacute;s, por meio da Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustent&aacute;vel (Semad) e com apoio da Delegacia Estadual de Repress&atilde;o a Crimes Contra o Meio Ambiente, deflagrou uma opera&ccedil;&atilde;o no territ&oacute;rio kalunga, no munic&iacute;pio de Cavalcante, onde foi verificado o desmatamento de uma &aacute;rea de cerca de 530 hectares. 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