{"id":28728,"date":"2015-02-26T13:02:45","date_gmt":"2015-02-26T16:02:45","guid":{"rendered":"https:\/\/siteshom.goias.gov.br\/inovacao\/plano-diretor-a-educacao-superior-em-goias\/"},"modified":"2015-02-26T13:02:45","modified_gmt":"2015-02-26T16:02:45","slug":"plano-diretor-a-educacao-superior-em-goias","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/goias.gov.br\/inovacao\/plano-diretor-a-educacao-superior-em-goias\/","title":{"rendered":"Plano Diretor \u0096 A Educa\u00e7\u00e3o Superior em Goi\u00e1s"},"content":{"rendered":"<p><!DOCTYPE html PUBLIC \"-\/\/W3C\/\/DTD HTML 4.0 Transitional\/\/EN\" \"https:\/\/www.w3.org\/TR\/REC-html40\/loose.dtd\"><br \/>\n<html><body><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A educa&ccedil;&atilde;o superior em Goi&aacute;s articula-se ao movimento tardio de implementa&ccedil;&atilde;o desse n&iacute;vel de ensino no Brasil. At&eacute; a d&eacute;cada de 1930 o ensino superior em Goi&aacute;s restringia-se &agrave; Faculdade de Direito de Goyaz, que foi reaberta por meio do Decreto Estadual n&ordm; 1.740 de 28 de dezembro de 1931. Em 1936 deu-se a equipara&ccedil;&atilde;o do referido curso ao das faculdades cong&ecirc;neres do pa&iacute;s.<\/p>\n<div id=\"texto\">\n<p style=\"text-align: justify;\">A constru&ccedil;&atilde;o de Goi&acirc;nia e a transfer&ecirc;ncia da capital no final da d&eacute;cada de 1930 (23\/03\/1937) impulsionaram a expans&atilde;o da educa&ccedil;&atilde;o superior mediante a organiza&ccedil;&atilde;o e estrutura&ccedil;&atilde;o das escolas superiores existentes: Escola de Direito de Goyaz, Escola de Pharm&aacute;cia e Escola de Odontologia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A d&eacute;cada de 1950 foi marcada por intensos embates entre os defensores do ensino p&uacute;blico e do ensino privado. Como resultante desse processo tem-se a cria&ccedil;&atilde;o da UCG, em 1959, e da UFG, em 1960.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na contram&atilde;o da l&oacute;gica expansionista verificada no pa&iacute;s na d&eacute;cada de 1960, Goi&aacute;s registra pequena expans&atilde;o restrita a cria&ccedil;&atilde;o de uma faculdade privada (Faculdade de Filosofia Bernardo Say&atilde;o), em An&aacute;polis, e duas p&uacute;blicas (Faculdade de Ci&ecirc;ncias Econ&ocirc;micas de An&aacute;polis &ndash; FACEA e Escola Superior de Educa&ccedil;&atilde;o F&iacute;sica do Estado de Goi&aacute;s &ndash; Esefego). Na d&eacute;cada de 1970, ap&oacute;s a aprova&ccedil;&atilde;o da reforma universit&aacute;ria de 1968, a UFG e a UCG buscam a sua reorganiza&ccedil;&atilde;o visando atender aos dispositivos da referida legisla&ccedil;&atilde;o. Nesse per&iacute;odo, a cria&ccedil;&atilde;o de novas IES n&atilde;o foi significativa no Estado. Vale registrar, contudo, a cria&ccedil;&atilde;o da primeira funda&ccedil;&atilde;o municipal de ensino superior do Estado, no munic&iacute;pio de Rio Verde em 1973.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na d&eacute;cada de 1980, Goi&aacute;s vivenciou um amplo processo expansionista na educa&ccedil;&atilde;o superior marcado pela cria&ccedil;&atilde;o de novas autarquias estaduais, funda&ccedil;&otilde;es municipais e institui&ccedil;&otilde;es isoladas de educa&ccedil;&atilde;o superior privadas. Tal processo foi caracterizado pela interioriza&ccedil;&atilde;o da educa&ccedil;&atilde;o superior no Estado, sobretudo, nas regi&otilde;es Sul, Sudeste, Sudoeste e Oeste Goiano.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A expans&atilde;o e interioriza&ccedil;&atilde;o do ensino superior em Goi&aacute;s deveram-se &agrave; busca de integra&ccedil;&atilde;o e de desenvolvimento dos munic&iacute;pios que, impulsionados por press&otilde;es as mais diversas e, tendo em vista a cria&ccedil;&atilde;o de mecanismos pragm&aacute;ticos capazes de tornar o munic&iacute;pio mais atrativo aos investimentos, buscaram melhorar a qualidade de vida, ampliar a oferta de servi&ccedil;os e outros. Com refer&ecirc;ncia a expans&atilde;o e a interioriza&ccedil;&atilde;o do ensino superior no Estado, houve uma vari&aacute;vel significativa que foi a pol&iacute;tica de cria&ccedil;&atilde;o, pelo Governo do Estado, de faculdades por meio do regime jur&iacute;dico aut&aacute;rquico. A institui&ccedil;&atilde;o de atos de cria&ccedil;&atilde;o de autarquias estaduais estimulou pol&iacute;tica e ideologicamente a a&ccedil;&atilde;o dos munic&iacute;pios, contribuindo, significativamente, para a cria&ccedil;&atilde;o de uma estrutura de ensino superior fundacional em alguns munic&iacute;pios como sin&ocirc;nimo de prest&iacute;gio, desenvolvimento e avan&ccedil;o tecnol&oacute;gico. A UFG, em parceria com os munic&iacute;pios de Catal&atilde;o e Jata&iacute;, nos anos de 1980, tamb&eacute;m interiorizou os seus cursos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A alternativa encontrada por alguns munic&iacute;pios goianos foi a de cria&ccedil;&atilde;o das suas pr&oacute;prias funda&ccedil;&otilde;es de ensino superior. Essas entidades jur&iacute;dicas, na maioria destes munic&iacute;pios, tinham por finalidade estabelecer mecanismos de facilita&ccedil;&atilde;o &agrave; implanta&ccedil;&atilde;o do referido n&iacute;vel de ensino por interm&eacute;dio da parceria com segmentos educacionais privados do Estado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nos munic&iacute;pios goianos, por meio de funda&ccedil;&otilde;es, foram criadas e ou consolidadas as seguintes IES: FESURV; Funda&ccedil;&atilde;o Integrada Municipal de Ensino Superior (FIMES); Funda&ccedil;&atilde;o Educacional de Anicuns (FEA); Funda&ccedil;&atilde;o de Ensino Superior de Goiatuba (FESG); Funda&ccedil;&atilde;o de Ensino Superior de Itumbiara (FESIT); Funda&ccedil;&atilde;o Educacional de Catal&atilde;o (Centro de Ensino Superior de Catal&atilde;o); Funda&ccedil;&atilde;o Educacional de Jata&iacute; (FEJ) (Centro de Ensino Superior de Jata&iacute;); Funda&ccedil;&atilde;o Educacional de Luzi&acirc;nia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Considerando a crise por que passaram algumas IES municipais em Goi&aacute;s, discutiu-se, na elabora&ccedil;&atilde;o da Lei Complementar n&ordm; 26\/98 que estabeleceu as Diretrizes e Bases do Sistema Educativo do Estado de Goi&aacute;s, a necessidade que se procurasse reestruturar as IES fundacionais municipais, de modo a consider&aacute;-las como entes p&uacute;blicos e gratuitos. Desse modo, as disposi&ccedil;&otilde;es transit&oacute;rias presentes no artigo 119 da Lei Complementar n&ordm;26\/98 prev&ecirc;em a possibilidade de incorpora&ccedil;&atilde;o das faculdades municipais &agrave; rede supervisionada pelo Estado (Ver PGA, Tema 9.7: Autonomia e financiamento).&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A articula&ccedil;&atilde;o das pol&iacute;ticas de expans&atilde;o &ndash; amplia&ccedil;&atilde;o das oportunidades educacionais &ndash; e de interioriza&ccedil;&atilde;o do ensino superior no interior de Goi&aacute;s, efetivou-se, portanto, a partir da interliga&ccedil;&atilde;o entre as esferas p&uacute;blica e privada mediatizadas por acordos pol&iacute;ticos. O discurso legitimador desse processo buscou, na defesa da dinamiza&ccedil;&atilde;o da economia regional e na conseq&uuml;ente integra&ccedil;&atilde;o desta &agrave; l&oacute;gica do mercado, os elementos pol&iacute;tico-ideol&oacute;gicos para a ades&atilde;o e legitima&ccedil;&atilde;o da ado&ccedil;&atilde;o de tais pol&iacute;ticas. O discurso que prevaleceu foi o do ensino superior como fator de progresso, desenvolvimento e integra&ccedil;&atilde;o e como fator de status e prest&iacute;gio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&Eacute; oportuno situar, al&eacute;m do mais, que as institui&ccedil;&otilde;es criadas em Goi&aacute;s, nesse per&iacute;odo, se estruturaram, majoritariamente, como IES isoladas confirmando, dessa forma, a tend&ecirc;ncia nacional da estrutura&ccedil;&atilde;o do ensino superior no pa&iacute;s.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na d&eacute;cada de 1990, a educa&ccedil;&atilde;o superior em Goi&aacute;s, vinculada &agrave;s altera&ccedil;&otilde;es decorrentes da aprova&ccedil;&atilde;o da LDBN e de uma sucess&atilde;o de atos e pol&iacute;ticas educacionais para o setor, consubstanciadas em decretos, portarias, resolu&ccedil;&otilde;es da Secretaria de Ensino Superior do MEC (SESu) e do Conselho Nacional de Educa&ccedil;&atilde;o (CNE), e, ainda, por legisla&ccedil;&otilde;es espec&iacute;ficas tais como a Lei n&deg; 26\/98 que regulamentou o Sistema Educativo de Goi&aacute;s e por a&ccedil;&otilde;es do CEE, caracterizando-se, portanto, por um&nbsp; processo de expans&atilde;o e de interioriza&ccedil;&atilde;o da educa&ccedil;&atilde;o superior nos setores p&uacute;blicos e privados, em conson&acirc;ncia ao movimento nacional para o setor.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A pol&iacute;tica de expans&atilde;o da educa&ccedil;&atilde;o superior se configura a partir de movimentos assincr&ocirc;nicos, caracterizando a realidade desse n&iacute;vel de ensino em Goi&aacute;s como ampla e heterog&ecirc;nea, permeada por pr&aacute;ticas de natureza p&uacute;blica e privada, com predomin&acirc;ncia dessas &uacute;ltimas. No caso goiano merece ser ressaltado que significativa parcela do processo expansionista, aqui entendido como a amplia&ccedil;&atilde;o de vagas, cursos e institui&ccedil;&otilde;es superiores, se efetiva nos anos de 1990, articulado ao processo de interioriza&ccedil;&atilde;o desse n&iacute;vel de ensino, configurando-se como resultado de press&otilde;es e acordos pol&iacute;ticos. Essa caracter&iacute;stica n&atilde;o confere a essa expans&atilde;o o car&aacute;ter de processo desordenado, mas indica que, a despeito de sua aparente fei&ccedil;&atilde;o, ele &eacute; sempre orientado por op&ccedil;&otilde;es, constituindo-se, portanto, como uma pol&iacute;tica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A interioriza&ccedil;&atilde;o do ensino superior aparece, nesse movimento, como um valor agregado a ser implementado como fator de consolida&ccedil;&atilde;o e desenvolvimento de cidades do interior.&nbsp; Ou seja, a interioriza&ccedil;&atilde;o geogr&aacute;fica do ensino superior, por meio da cria&ccedil;&atilde;o e instala&ccedil;&atilde;o de estabelecimentos desse n&iacute;vel de ensino, predominantemente, na forma de estabelecimentos isolados, efetivou-se sob o discurso da moderniza&ccedil;&atilde;o e do desenvolvimento regional.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Esse movimento expansionista ganha relevo nos anos de 1990 por meio de pol&iacute;ticas de interioriza&ccedil;&atilde;o de IES privadas e p&uacute;blicas de educa&ccedil;&atilde;o superior no Estado. A partir da d&eacute;cada de 1990, a educa&ccedil;&atilde;o superior em Goi&aacute;s apresenta-se por meio de institui&ccedil;&otilde;es privadas e institui&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas municipais, estaduais e federais. A natureza p&uacute;blica das institui&ccedil;&otilde;es n&atilde;o garante, por si, o car&aacute;ter p&uacute;blico das mesmas. A ado&ccedil;&atilde;o de figuras jur&iacute;dicas fundacionais por estas institui&ccedil;&otilde;es, sob o argumento da agilidade e ruptura com a estrutura burocratizante das IES, resultou, em muitos casos, num processo de clara privatiza&ccedil;&atilde;o do p&uacute;blico.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A educa&ccedil;&atilde;o superior privada em Goi&aacute;s vivenciou expans&atilde;o extremamente significativa margeada pela abertura de novas institui&ccedil;&otilde;es, de novos cursos, interioriza&ccedil;&atilde;o das IES, dentre outras, especialmente a partir da segunda metade da d&eacute;cada de 1990.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O processo expansionista p&uacute;blico em Goi&aacute;s, nesse per&iacute;odo, foi marcado pela amplia&ccedil;&atilde;o das oportunidades educacionais, sobretudo, na UFG, nas IES estaduais que integraram, a partir de 1999, a UEG e nos CEFETs. Esse processo consolidou-se pela abertura de novos cursos, novas turmas, amplia&ccedil;&atilde;o de vagas em cursos existentes, oferta de ensino noturno, entre outros. Merece particular destaque a implementa&ccedil;&atilde;o de novos formatos e processos formativos resultantes, certamente, das pol&iacute;ticas nacionais de diversifica&ccedil;&atilde;o e diferencia&ccedil;&atilde;o da educa&ccedil;&atilde;o superior.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Aliado a uma expans&atilde;o privada jamais vista em Goi&aacute;s, com a multiplica&ccedil;&atilde;o de IES privadas, tem-se, no entanto, uma t&iacute;mida expans&atilde;o da educa&ccedil;&atilde;o superior p&uacute;blica considerando, entre outros: a) a cria&ccedil;&atilde;o da UEG, por meio da Lei n&ordm; 13.456, de 16 de abril de 1999, que ao dispor sobre a organiza&ccedil;&atilde;o da administra&ccedil;&atilde;o direta, aut&aacute;rquica e fundacional do poder executivo estadual agrupou as IES estaduais isoladas na estrutura da rec&eacute;m criada Universidade multicampi; b) a cria&ccedil;&atilde;o de novos cursos e vagas pela UFG; e c) a cria&ccedil;&atilde;o de CEFETs.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Outro aspecto a ser ressaltado &eacute; que grande parte da expans&atilde;o p&uacute;blica tem sido efetivada por meio de conv&ecirc;nios, presta&ccedil;&atilde;o de servi&ccedil;os e outras modalidades que se caracterizam por uma ambig&uuml;idade no que concerne &agrave; natureza e car&aacute;ter dos cursos ofertados. Isso quer dizer que muito da expans&atilde;o p&uacute;blica tem sido margeada pela cobran&ccedil;a de mensalidade. Entre essas experi&ecirc;ncias destacam-se cursos seq&uuml;enciais, cursos de p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o lato sensu, cursos de aprimoramento e a maioria dos cursos de gradua&ccedil;&atilde;o oferecidos pelas IES municipais mantidas por funda&ccedil;&otilde;es educacionais de direito p&uacute;blico.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&Eacute; significativo n&atilde;o negligenciar que, aliados &agrave; expans&atilde;o privada da educa&ccedil;&atilde;o superior, v&aacute;rios mecanismos foram utilizados para garantir subs&iacute;dios diretos ou indiretos do poder p&uacute;blico para o setor privado destacando-se, entre outros, bolsas de estudo, concess&atilde;o de &aacute;reas para constru&ccedil;&atilde;o de pr&eacute;dios, altera&ccedil;&atilde;o no zoneamento urbano, transporte e equipamentos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O programa do governo de concess&atilde;o da bolsa universit&aacute;ria, institu&iacute;do pelo Decreto n&ordm; 5.028, de 25 de mar&ccedil;o de 1999 e Lei n&ordm; 13.918, de 03 de outubro de 2001, ganha relev&acirc;ncia para alunos matriculados no setor privado. Este programa j&aacute; contemplou 57.817 estudantes, no per&iacute;odo de 1999 a 2005, ultrapassando o estabelecido no PPA &ndash; 2004-2007 que previa conceder, por meio da Organiza&ccedil;&atilde;o das Volunt&aacute;rias de Goi&aacute;s (OVG), 50.000 bolsas de at&eacute; R$ 250,00 (duzentos e cinq&uuml;enta) reais para o aluno matriculado em educa&ccedil;&atilde;o superior no Estado, at&eacute; 2007. Em contrapartida, o beneficiado pela bolsa universit&aacute;ria deve prestar horas atividades, a cada semestre, em &oacute;rg&atilde;os p&uacute;blicos, Organiza&ccedil;&otilde;es n&atilde;o Governamentais (ONGs) e empresas ligadas aos programas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Essas altera&ccedil;&otilde;es na educa&ccedil;&atilde;o superior em Goi&aacute;s t&ecirc;m se efetivado sem a estrutura&ccedil;&atilde;o de uma pol&iacute;tica estadual para esse n&iacute;vel de ensino, de modo a indicar pol&iacute;ticas, diretrizes e a&ccedil;&otilde;es a serem efetivadas visando maior organicidade do setor p&uacute;blico em Goi&aacute;s.&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&Eacute; poss&iacute;vel diagnosticar, portanto, como l&oacute;gica paradoxal desse processo de expans&atilde;o e de interioriza&ccedil;&atilde;o das IES p&uacute;blicas em Goi&aacute;s dificuldades concretas, as mais diversas, no que se refere: a) a garantia do financiamento dessas institui&ccedil;&otilde;es por parte do poder p&uacute;blico (Ver PGA, Tema 9.7: Autonomia e financiamento); b) problemas referentes a infraestrutura f&iacute;sica adequada (Ver PGA, Tema 9.9: Moderniza&ccedil;&atilde;o da infraestrutura); c) pequeno &iacute;ndice de professores efetivos; d) aus&ecirc;ncia e\/ou n&atilde;o implementa&ccedil;&atilde;o de plano de qualifica&ccedil;&atilde;o, carreira e de remunera&ccedil;&atilde;o (Ver PGA, Tema 9.6: Avalia&ccedil;&atilde;o, valoriza&ccedil;&atilde;o e qualifica&ccedil;&atilde;o); e) laborat&oacute;rios e bibliotecas precarizados; f) estrutura&ccedil;&atilde;o institucional e acad&ecirc;mica defasados frente a amplia&ccedil;&atilde;o das atividades exercidas, entre outros. De outro lado, &eacute; necess&aacute;rio n&atilde;o perder de vista que a articula&ccedil;&atilde;o das IES municipais com a UEG e com as demais institui&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas de educa&ccedil;&atilde;o superior em Goi&aacute;s ainda se efetiva, precariamente, n&atilde;o possibilitando um programa integrado de a&ccedil;&otilde;es concernentes a melhor estrutura&ccedil;&atilde;o desse n&iacute;vel de ensino no Estado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A<strong> capilaridade da educa&ccedil;&atilde;o superior p&uacute;blica em Goi&aacute;s: UEG &ndash; Universidade multicampi<\/strong>&nbsp;&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A UEG, criada pela Lei n 13.456 de 16 de abril de 1999, encontrava-se, em dezembro de 2005, implantada em 45 munic&iacute;pios por meio de 31 Unidades Universit&aacute;rias[1] e 20 P&oacute;los Universit&aacute;rios[2].<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A necess&aacute;ria interioriza&ccedil;&atilde;o da educa&ccedil;&atilde;o superior promovida pela UEG vincula-se organicamente &agrave; sua natureza multicampi. J&aacute; no ato de sua cria&ccedil;&atilde;o, estruturou-se a partir do agrupamento de faculdades e escolas superiores, majoritariamente na &aacute;rea de forma&ccedil;&atilde;o de professores. Ap&oacute;s a sua cria&ccedil;&atilde;o ampliou o seu raio de a&ccedil;&atilde;o tendo criado novas unidades e p&oacute;los universit&aacute;rios no interior do Estado. Sua expans&atilde;o tem se efetivado por meio de: a) programas que objetivam a forma&ccedil;&atilde;o de professores como o projeto Licenciatura Plena Parcelada; b) cria&ccedil;&atilde;o de novos cursos de gradua&ccedil;&atilde;o; c) implementa&ccedil;&atilde;o de cursos seq&uuml;enciais; d) implanta&ccedil;&atilde;o de cursos lato sensu e stricto sensu.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O modelo de estrutura&ccedil;&atilde;o da UEG trouxe consigo as potencialidades e as fragilidades das institui&ccedil;&otilde;es a ela incorporadas, conseq&uuml;entemente, ampliou significativamente as quest&otilde;es referentes ao quadro docente, biblioteca, laborat&oacute;rios, salas de aulas adequadas, processos de comunica&ccedil;&atilde;o entre Reitoria e IES, entre outros.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Este conjunto de quest&otilde;es peculiares a um processo de expans&atilde;o no Estado levaram o CEE a credenciar a UEG por tempo determinado, esperando que a institui&ccedil;&atilde;o, nesse per&iacute;odo, conseguisse equacionar quest&otilde;es relacionadas &agrave; indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extens&atilde;o, al&eacute;m de estruturar-se academicamente em conson&acirc;ncia com os padr&otilde;es de qualidade da educa&ccedil;&atilde;o universit&aacute;ria estabelecida no pa&iacute;s.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Apesar da exist&ecirc;ncia de dificuldades relacionadas ao quadro de professores, projetos acad&ecirc;micos e infra-estrutura, alguns avan&ccedil;os se processaram na estrutura&ccedil;&atilde;o da UEG, especialmente nos dois &uacute;ltimos anos, tais como: aprova&ccedil;&atilde;o de Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI), a estrutura&ccedil;&atilde;o de seu Estatuto e Regimento em conson&acirc;ncia com os dispositivos legais, elei&ccedil;&atilde;o para Reitor e para Diretor das UnU, o credenciamento da institui&ccedil;&atilde;o, entre outros.<\/p>\n<h6 style=\"text-align: justify;\">&mdash;&mdash;&mdash;&mdash;&mdash;&mdash;&mdash;&mdash;&mdash;&mdash;&mdash;&mdash;&mdash;&mdash;&mdash;&mdash;&mdash;&mdash;&mdash;&mdash;&mdash;&mdash;&mdash;&mdash;&mdash;&mdash;&ndash;<\/h6>\n<h6 style=\"text-align: justify;\">[1] Unidade Universit&aacute;ria &eacute; a designa&ccedil;&atilde;o gen&eacute;rica para o &oacute;rg&atilde;o da UEG em cada munic&iacute;pio e se constitui administrativa e academicamente, especializando-se nos ramos do saber atrav&eacute;s de coordena&ccedil;&otilde;es espec&iacute;ficas (Art. 29 do Regimento Geral da UEG)<\/h6>\n<h6 style=\"text-align: justify;\">[2] P&oacute;lo Universit&aacute;rio &eacute; a designa&ccedil;&atilde;o gen&eacute;rica para o &oacute;rg&atilde;o da UEG em alguns munic&iacute;pios e se constitui administrativa e academicamente, especializando-se nos ramos do saber, onde se desenvolvem programas especiais com dura&ccedil;&atilde;o limitada, atrav&eacute;s de coordena&ccedil;&otilde;es espec&iacute;ficas.<\/h6>\n<\/div>\n<p><\/body><\/html><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A educa&ccedil;&atilde;o superior em Goi&aacute;s articula-se ao movimento tardio de implementa&ccedil;&atilde;o desse n&iacute;vel de ensino no Brasil. 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