

{"id":28727,"date":"2015-02-26T13:02:47","date_gmt":"2015-02-26T16:02:47","guid":{"rendered":"https:\/\/siteshom.goias.gov.br\/inovacao\/plano-diretor-dimensoes-de-qualidade-da-educacao-superior-em-goias\/"},"modified":"2015-02-26T13:02:47","modified_gmt":"2015-02-26T16:02:47","slug":"plano-diretor-dimensoes-de-qualidade-da-educacao-superior-em-goias","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/goias.gov.br\/inovacao\/plano-diretor-dimensoes-de-qualidade-da-educacao-superior-em-goias\/","title":{"rendered":"Plano Diretor \u0096 Dimens\u00f5es de Qualidade da Educa\u00e7\u00e3o Superior em Goi\u00e1s"},"content":{"rendered":"<p><!DOCTYPE html PUBLIC \"-\/\/W3C\/\/DTD HTML 4.0 Transitional\/\/EN\" \"https:\/\/www.w3.org\/TR\/REC-html40\/loose.dtd\"><br \/>\n<html><body><\/p>\n<p>A educa&ccedil;&atilde;o superior em Goi&aacute;s &eacute; atualmente bastante diversa do ponto de vista da organiza&ccedil;&atilde;o acad&ecirc;mica e da qualidade. Isso se deve, em grande parte, ao processo de constitui&ccedil;&atilde;o da educa&ccedil;&atilde;o superior no Estado que, como em todo o Brasil, estruturou-se basicamente por meio de universidades e institui&ccedil;&otilde;es isoladas de ensino. At&eacute; a primeira metade da d&eacute;cada de 1990, o Estado contava com tr&ecirc;s universidades: a UCG, criada em 1959; a UFG, em 1960; e a FACEA, criada em 1961. Somente em 24\/01\/1994, por meio do Decreto Presidencial, &eacute; que foi elevada ao t&iacute;tulo de Universidade de An&aacute;polis (UNIANA). As demais institui&ccedil;&otilde;es, sobretudo faculdades e escolas isoladas de ensino superior, atuavam na forma&ccedil;&atilde;o de profissionais, sem contar com uma articula&ccedil;&atilde;o consistente entre o ensino e a pesquisa, na medida que seguiam os curr&iacute;culos m&iacute;nimos de forma&ccedil;&atilde;o estabelecidos pelo ent&atilde;o Conselho Federal de Educa&ccedil;&atilde;o. Mesmo nas universidades existentes, a indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extens&atilde;o ainda era bastante incipiente, uma vez que a pesquisa era pouco institucionalizada, sobretudo, em termos de programas de p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o stricto sensu[1]. Como assevera o PNPG 2005-2010 &ldquo;&eacute; no interior no Sistema Nacional de P&oacute;s-Gradua&ccedil;&atilde;o que, basicamente, ocorre a atividade cient&iacute;fica e tecnol&oacute;gica brasileira&rdquo; (p.8)<\/p>\n<div id=\"texto\">\n<p>Essa realidade modificou-se consideravelmente a partir da segunda metade da d&eacute;cada de 1990, uma vez que a reforma da educa&ccedil;&atilde;o superior favoreceu a flexibiliza&ccedil;&atilde;o e a diversifica&ccedil;&atilde;o de cursos e institui&ccedil;&otilde;es, bem como incentivou uma expans&atilde;o acelerada do setor privado. A partir de 1997, surgiram os centros universit&aacute;rios. Foram criadas em Goi&aacute;s, portanto, v&aacute;rias institui&ccedil;&otilde;es privadas, al&eacute;m de outras que passaram a funcionar com cursos considerados fora de sede. Destacam-se, ainda, as funda&ccedil;&otilde;es municipais que j&aacute; atuavam no ensino superior goiano e, cujos cursos superiores, tiveram grande expans&atilde;o nos &uacute;ltimos anos. Al&eacute;m disso, as faculdades isoladas mantidas pelo poder p&uacute;blico estadual, at&eacute; 1998, assim como a UNIANA, foram reunidas na cria&ccedil;&atilde;o da UEG, em abril de 1999 (Lei n&ordm; 13.456, de 16 de abril de 1999), que desde seu surgimento assumiu uma perspectiva multicampi, tornando-se uma das IES p&uacute;blicas com maior n&uacute;mero de alunos, seja na gradua&ccedil;&atilde;o, com destaque para as licenciaturas parceladas, seja na oferta de cursos seq&uuml;enciais.<\/p>\n<p>A heterogeneidade e a diversidade da educa&ccedil;&atilde;o superior em Goi&aacute;s vem implicando, por sua vez, em um sistema bastante diferenciado do ponto de vista da qualidade, sobretudo se considerarmos boa parte das dimens&otilde;es, dos indicadores e das vari&aacute;veis que permitem aferir a qualidade das institui&ccedil;&otilde;es e dos cursos considerando, sobretudo, o contexto de expans&atilde;o e desenvolvimento institucional, a organiza&ccedil;&atilde;o did&aacute;tico-pedag&oacute;gica, a infra-estrutura, o corpo docente e a pesquisa e produ&ccedil;&atilde;o intelectual. Essa constata&ccedil;&atilde;o, todavia, ganha maior realce quando o sistema &eacute; analisado em sua totalidade, tendo por base os elementos das dimens&otilde;es quantitativas e qualitativas mais importantes, trabalho esse que vem sendo realizado, em grande parte, em Goi&aacute;s, pelas v&aacute;rias comiss&otilde;es de especialistas que fazem a verifica&ccedil;&atilde;o in loco para o INEP e CEE, seja nas institui&ccedil;&otilde;es privadas e federais, seja nas institui&ccedil;&otilde;es estaduais e municipais, visando atender &agrave;s demandas de autoriza&ccedil;&atilde;o, reconhecimento ou renova&ccedil;&atilde;o de reconhecimento de cursos ou de credenciamento ou recredenciamento de institui&ccedil;&otilde;es. Os indicadores de qualidade, tais como aqueles produzidos pelo Exame Nacional de Cursos (ENC), no per&iacute;odo 1996-2003, e, posteriormente, pelo Sistema Nacional de Avalia&ccedil;&atilde;o da Educa&ccedil;&atilde;o Superior (SINAES), a partir de 2004, destacando-se a avalia&ccedil;&atilde;o das condi&ccedil;&otilde;es de oferta de ensino, auxiliam, sobremaneira, na avalia&ccedil;&atilde;o da qualidade da educa&ccedil;&atilde;o superior em Goi&aacute;s.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n<p><strong>O contexto de expans&atilde;o e de desenvolvimento institucional<\/strong>&nbsp;&nbsp;<\/p>\n<p>No contexto de desenvolvimento institucional destacam-se alguns elementos e dimens&otilde;es que nos ajudam a avaliar a qualidade da educa&ccedil;&atilde;o superior em Goi&aacute;s, especialmente se consideramos, de modo articulado: o perfil e a gest&atilde;o institucional, a organiza&ccedil;&atilde;o acad&ecirc;mica, a oferta de cursos e programas de ensino, pesquisa e extens&atilde;o, a infra-estrutura, os aspectos financeiros e or&ccedil;ament&aacute;rios e o acompanhamento e a avalia&ccedil;&atilde;o institucional.<\/p>\n<p>Nas &uacute;ltimas d&eacute;cadas, o sistema de educa&ccedil;&atilde;o superior em Goi&aacute;s desenvolveu-se sem que houvesse um diagn&oacute;stico mais amplo que evidenciasse a necessidade, a pertin&ecirc;ncia e a relev&acirc;ncia social das institui&ccedil;&otilde;es e dos cursos criados. Nem sempre a aus&ecirc;ncia de institui&ccedil;&otilde;es e de cursos numa localidade ou regi&atilde;o significa que a cria&ccedil;&atilde;o em toda e qualquer localidade ou regi&atilde;o possa ser considerada adequada para o desenvolvimento do Estado e\/ou dos munic&iacute;pios atendidos. A expans&atilde;o da educa&ccedil;&atilde;o superior, sobretudo, em IES p&uacute;blicas precisa seguir plano estrat&eacute;gico que contemple a voca&ccedil;&atilde;o da regi&atilde;o e ainda, entre outras finalidades, a forma&ccedil;&atilde;o de recursos humanos necess&aacute;rios, a gera&ccedil;&atilde;o de conhecimento b&aacute;sico e tecnol&oacute;gico e a solu&ccedil;&atilde;o de problemas que colaborem com a melhoria a qualidade de vida dos diferentes segmentos populacionais em Goi&aacute;s.<\/p>\n<p>A expans&atilde;o das IES e dos cursos na esfera p&uacute;blica deve seguir, portanto, din&acirc;mica mais ampla do que a de atendimento aos sinais e interesses do mercado, uma vez que a educa&ccedil;&atilde;o superior deve ser vista como bem p&uacute;blico e como fator de desenvolvimento humano e de bem estar coletivo. As IES a serem criadas e os cursos a serem oferecidos, nas diferentes modalidades de educa&ccedil;&atilde;o superior, devem estar em sintonia com o desenvolvimento socioecon&ocirc;mico e cultural do Estado, assim como com as demandas dos munic&iacute;pios e da regi&atilde;o de abrang&ecirc;ncia de cada uma das institui&ccedil;&otilde;es. Mesmo o segmento privado deve nortear-se por crit&eacute;rios mais amplos que inclui o interesse p&uacute;blico (Ver PGA, Tema 9.1: Expans&atilde;o, interioriza&ccedil;&atilde;o e acesso).<\/p>\n<p>Quatro documentos s&atilde;o fundamentais nesse processo de discuss&atilde;o da pertin&ecirc;ncia e relev&acirc;ncia de cursos e institui&ccedil;&otilde;es, s&atilde;o eles: o Estatuto, o Regimento, Planos de Cargos e Sal&aacute;rios, o PDI e o Projeto Pedag&oacute;gico. Em que pese a autonomia que deve prevalecer na elabora&ccedil;&atilde;o e na defini&ccedil;&atilde;o das diretrizes e a&ccedil;&otilde;es de cada IES, sobretudo naquelas com prerrogativas de autonomia, cabe a SECTEC e, em especial, ao CEE, exercer rigorosa avalia&ccedil;&atilde;o de tais instrumentos institucionais de planejamento e, sempre que poss&iacute;vel, promover discuss&atilde;o p&uacute;blica e transparente, tendo por base diagn&oacute;stico e pol&iacute;tica de qualifica&ccedil;&atilde;o da educa&ccedil;&atilde;o superior no Estado (Ver PGA, Tema 9.1: Expans&atilde;o, interioriza&ccedil;&atilde;o e acesso).<\/p>\n<p>O PDI e o projeto pedag&oacute;gico de uma IES n&atilde;o podem ser apenas instrumentos formais no processo de autoriza&ccedil;&atilde;o, reconhecimento e renova&ccedil;&atilde;o de reconhecimento de cursos ou credenciamento e recredenciamento de institui&ccedil;&otilde;es. Eles devem apresentar pol&iacute;ticas e estrat&eacute;gias institucionais claras, em raz&atilde;o de diagn&oacute;stico ou levantamento efetivo, com plano de investimento tendente a incrementar o desenvolvimento do ensino, na gradua&ccedil;&atilde;o e p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o, na extens&atilde;o universit&aacute;ria e na pesquisa, bem como propiciar a expans&atilde;o do conhecimento t&eacute;cnico-cient&iacute;fico-acad&ecirc;mico, atendimento ao corpo administrativo e docente, assist&ecirc;ncia &agrave; comunidade, apoio &agrave; cultura e &agrave;s atividades esportivas, dentre outras[2]. Isso significa que a institui&ccedil;&atilde;o deve interagir com excel&ecirc;ncia no processo de desenvolvimento da sociedade atuando nas &aacute;reas do ensino, pesquisa e extens&atilde;o para formar o cidad&atilde;o com postura &eacute;tica, human&iacute;stica e cient&iacute;fica, preparando-o para enfrentar os desafios do futuro.<\/p>\n<p>A estrutura organizacional de uma IES n&atilde;o pode, portanto, se limitar &agrave;s atividades de ensino, devendo contemplar aspectos de organiza&ccedil;&atilde;o e funcionamento dos &oacute;rg&atilde;os, faculdades e servi&ccedil;os que envolvam a institucionaliza&ccedil;&atilde;o da pesquisa e da extens&atilde;o, tendo em vista a amplia&ccedil;&atilde;o da autonomia did&aacute;tico-cient&iacute;fica, administrativa, financeira e patrimonial, na forma da legisla&ccedil;&atilde;o. A exist&ecirc;ncia de programa pr&oacute;prio de apoio e financiamento &agrave; pesquisa &eacute; de fundamental import&acirc;ncia no processo de institucionaliza&ccedil;&atilde;o dessa dimens&atilde;o do trabalho acad&ecirc;mico. Em Goi&aacute;s esse processo pode ocorrer em parceria com entidades p&uacute;blicas e\/ou do setor produtivo, o que pode contribuir para qualificar os quadros de pessoal t&eacute;cnico, cient&iacute;fico e administrativo tanto das IES como de empresas e entidades envolvidas. Al&eacute;m disso, essas parcerias podem estender-se para cursos de p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o, desenvolvimento tecnol&oacute;gico, tecnologia da informa&ccedil;&atilde;o, aux&iacute;lio financeiro a estudantes, dentre outros. Faz-se necess&aacute;rio, pois, estabelecer parcerias e cons&oacute;rcios que implementem programas estrat&eacute;gicos para o desenvolvimento do Estado de Goi&aacute;s, em conson&acirc;ncia com as propostas de diretrizes gerais do PNPG 2005-2010 (p.41-45).&nbsp; (Ver PGA, Tema 9.2: Ensino, pesquisa, ci&ecirc;ncia e tecnologia).<\/p>\n<p>&nbsp;A implementa&ccedil;&atilde;o de programa de inicia&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica &eacute;, sem d&uacute;vida, um bom come&ccedil;o para o processo de implementa&ccedil;&atilde;o da pesquisa, o que pode ser efetuado em conformidade com o esfor&ccedil;o or&ccedil;ament&aacute;rio de cada IES. A incrementa&ccedil;&atilde;o de pol&iacute;tica interna de est&iacute;mulo ao ensino, a pesquisa e a extens&atilde;o devem buscar, ainda, a dissemina&ccedil;&atilde;o de novas tecnologias de aprendizagem que se alicer&ccedil;am, inclusive, nas linhas emanadas do Conselho Nacional de Pesquisa (CNPq). As parcerias firmadas, em cada localidade, de acordo com a voca&ccedil;&atilde;o das institui&ccedil;&otilde;es e da regi&atilde;o, podem facultar um maior n&uacute;mero de bolsas de inicia&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica, como j&aacute; ocorre em institui&ccedil;&otilde;es existentes em cidades-p&oacute;lo do Estado.<\/p>\n<p>De igual modo, a extens&atilde;o marca a presen&ccedil;a da IES na comunidade local, assim como o compromisso social da institui&ccedil;&atilde;o. Portanto, uma das dimens&otilde;es da qualidade institucional &eacute; a exist&ecirc;ncia de programas de extens&atilde;o. Assim, um dos pontos positivos de qualquer IES est&aacute; no inter-relacionamento com a comunidade, particularmente com a difus&atilde;o de conhecimentos e servi&ccedil;os que possam contribuir para a resolu&ccedil;&atilde;o de problemas, bem estar e melhoria das condi&ccedil;&otilde;es de vida da popula&ccedil;&atilde;o. Este entrosamento est&aacute;, muitas vezes, traduzido em parcerias para a realiza&ccedil;&atilde;o de servi&ccedil;os, oferecimento de cursos, apoio a projetos e atividades acad&ecirc;micas (Ver PGA, Tema 9.4: Intera&ccedil;&atilde;o educa&ccedil;&atilde;o superior-sociedade).<\/p>\n<p>A extens&atilde;o pode, portanto, contribuir para reduzir o isolamento de muitas IES, uma vez que pode colaborar com o desenvolvimento e com o interc&acirc;mbio institucional. Uma das caracter&iacute;sticas fundamentais do campo acad&ecirc;mico &eacute; o interc&acirc;mbio de conhecimento, sem o qual n&atilde;o h&aacute; uma eleva&ccedil;&atilde;o da qualidade do trabalho acad&ecirc;mico e nem uma maior agrega&ccedil;&atilde;o de valor aos processos de forma&ccedil;&atilde;o e de produ&ccedil;&atilde;o de novos projetos e conhecimentos. De modo geral, as IES em Goi&aacute;s experimentam dificuldades para a interliga&ccedil;&atilde;o com outras IES. Uma boa maneira de se implantar v&iacute;nculos mais permanentes pode ser o da realiza&ccedil;&atilde;o de cursos de p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o stricto sensu interinstitucional, o que, sem d&uacute;vida, traz benef&iacute;cios para todos os agentes envolvidos (PNPG 2005-2010). Al&eacute;m disso, podem-se estabelecer parcerias efetivas em atividades, tais como: realiza&ccedil;&atilde;o de eventos, oferta de cursos de extens&atilde;o, desenvolvimento de atividades de avalia&ccedil;&atilde;o institucional, realiza&ccedil;&atilde;o de projetos integrados de pesquisa, entre outros.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n<p>A exist&ecirc;ncia de programa de avalia&ccedil;&atilde;o institucional &eacute; atualmente uma exig&ecirc;ncia legal. Tal programa deve buscar envolver a comunidade acad&ecirc;mica (professores, funcion&aacute;rios t&eacute;cnico-administrativos e alunos), assim como agentes individuais e institucionais de outros contextos. De modo geral, as IES em Goi&aacute;s possuem pequena experi&ecirc;ncia em avalia&ccedil;&atilde;o institucional, uma vez que, at&eacute; 2003, a avalia&ccedil;&atilde;o nacional dava-se, sobretudo, por meio de exame externo que favoreceria a produ&ccedil;&atilde;o de ranking. Com o SINAES, criado no in&iacute;cio de 2004, a &ecirc;nfase da avalia&ccedil;&atilde;o foi deslocada para o desenvolvimento institucional, contemplando uma avalia&ccedil;&atilde;o interna e outra externa, al&eacute;m da publiciza&ccedil;&atilde;o dos resultados em todas as fases do processo. A institucionaliza&ccedil;&atilde;o da avalia&ccedil;&atilde;o fica assegurada por meio da cria&ccedil;&atilde;o de Comiss&atilde;o Pr&oacute;pria de Avalia&ccedil;&atilde;o (CPA), que precisa articular-se com outras IES visando &agrave; realiza&ccedil;&atilde;o de trabalho mais eficiente e eficaz (Ver PGA, Tema 9.6: Avalia&ccedil;&atilde;o, valoriza&ccedil;&atilde;o e qualifica&ccedil;&atilde;o).<\/p>\n<p>De modo geral, a constru&ccedil;&atilde;o de um sistema de educa&ccedil;&atilde;o superior relevante e de qualidade para o desenvolvimento de Goi&aacute;s deve nortear-se por par&acirc;metros de qualidade e por uma base legal que gere credibilidade entre os usu&aacute;rios, pesquisadores, planejadores e cidad&atilde;os em geral. Para tanto, &eacute; cada vez mais importante que as IES, as institui&ccedil;&otilde;es normativas e de fiscaliza&ccedil;&atilde;o e as institui&ccedil;&otilde;es executivas tornem p&uacute;blicos os seus indicadores de qualidade. Isso inclui, al&eacute;m de informa&ccedil;&otilde;es sobre o projeto e a organiza&ccedil;&atilde;o acad&ecirc;mica, o corpo docente, a infra-estrutura, os conceitos obtidos nas avalia&ccedil;&otilde;es nacionais, informa&ccedil;&otilde;es fidedignas sobre a viabilidade financeira da institui&ccedil;&atilde;o, de modo a evidenciar situa&ccedil;&atilde;o or&ccedil;ament&aacute;ria e patrimonial que indique desejada autonomia financeira. Faz-se necess&aacute;rio, ainda, publicizar as condi&ccedil;&otilde;es de trabalho do pessoal docente, incluindo os vencimentos por classe, a carreira e plano de apoio &agrave; qualifica&ccedil;&atilde;o, assim como a organiza&ccedil;&atilde;o e controle das atividades acad&ecirc;micas e administrativas.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n<p><strong>A infra-estrutura<\/strong><\/p>\n<p>A infra-estrutura &eacute; uma das dimens&otilde;es a ser contemplada na cria&ccedil;&atilde;o de condi&ccedil;&otilde;es para a oferta de educa&ccedil;&atilde;o superior de qualidade, embora n&atilde;o seja suficiente, pois deve integrar-se a dimens&otilde;es como: corpo docente, projeto pedag&oacute;gico, organiza&ccedil;&atilde;o acad&ecirc;mica. A infra-estrutura contempla, em geral, as instala&ccedil;&otilde;es f&iacute;sicas, os equipamentos e laborat&oacute;rios espec&iacute;ficos, a biblioteca, os sistemas, processos de informatiza&ccedil;&atilde;o e aplicabilidade dos recursos tecnol&oacute;gicos, bem como a adequa&ccedil;&atilde;o das instala&ccedil;&otilde;es para portadores de necessidades especiais.<\/p>\n<p>Em Goi&aacute;s, dado ao crescimento da demanda por educa&ccedil;&atilde;o superior na &uacute;ltima d&eacute;cada, ocorreu um crescimento da oferta por meio de IES privadas e p&uacute;blicas (federais, estaduais e municipais), com destaque para as particulares e para a esfera estadual. A avalia&ccedil;&atilde;o da infra-estrutura &eacute; feita, em geral, pelas comiss&otilde;es de especialistas que aplicam os crit&eacute;rios de qualidade definidos pelos diferentes cursos e &aacute;reas do conhecimento.<\/p>\n<p>As IES privadas realizam, em geral, quando da sua cria&ccedil;&atilde;o, investimento b&aacute;sico em infra-estrutura, pois essa dimens&atilde;o &eacute; bastante vis&iacute;vel no marketing institucional e na atra&ccedil;&atilde;o de candidatos aos cursos ofertados. Tendo em vista os recursos dispon&iacute;veis do grupo empresarial e a vis&atilde;o de desenvolvimento institucional, para m&eacute;dio e longo prazo, muitas IES continuam a fazer investimentos consider&aacute;veis tornando a infra-estrutura um dos quesitos fundamentais da distin&ccedil;&atilde;o institucional. H&aacute;, ainda, duas realidades a serem discutidas: a das IES pequenas que usam pr&eacute;dios em espa&ccedil;os centrais, pouco adequados, e o das IES de m&eacute;dio e grande porte que constroem em &aacute;reas grandes e com grande visibilidade, mas, &agrave;s vezes, fora do plano diretor da cidade. Nos dois casos &eacute; preciso que o Poder P&uacute;blico estabele&ccedil;a crit&eacute;rios rigorosos para que a constru&ccedil;&atilde;o e oferta de cursos ocorra em conson&acirc;ncia com o plano diretor dos munic&iacute;pios e cidades envolvidas.&nbsp;<\/p>\n<p>No que se referem &agrave;s IES federais, os parcos investimentos registrados na &uacute;ltima d&eacute;cada, ocasionaram certo sucateamento da infra-estrutura, indicando a urgente necessidade de investimentos na manuten&ccedil;&atilde;o, na moderniza&ccedil;&atilde;o e no desenvolvimento institucional, sobretudo, na melhoria dos equipamentos, laborat&oacute;rios, biblioteca e sistemas de informatiza&ccedil;&atilde;o quase sempre pouco atualizados. Essa situa&ccedil;&atilde;o s&oacute; &eacute; minimizada pela qualifica&ccedil;&atilde;o\/titula&ccedil;&atilde;o do corpo docente que consegue manter, mesmo em condi&ccedil;&otilde;es pouco satisfat&oacute;rias, o padr&atilde;o de qualidade do ensino.<\/p>\n<p>Na esfera estadual, a cria&ccedil;&atilde;o da UEG em 1999, significou amplia&ccedil;&atilde;o acentuada de vagas e matr&iacute;culas, o que s&oacute; poderia se dar com a melhoria da infra-estrutura f&iacute;sica por meio da adequa&ccedil;&atilde;o e constru&ccedil;&atilde;o de pr&eacute;dios que pudessem abrigar as necessidades dos cursos e servi&ccedil;os oferecidos. A UEG, que atua em diversos munic&iacute;pios, conta, em geral, com pr&eacute;dios pr&oacute;prios, constru&iacute;dos segundo padr&atilde;o definido pelo governo estadual. A otimiza&ccedil;&atilde;o da infra-estrutura f&iacute;sica implica garantir, entre outros, a adequa&ccedil;&atilde;o do espa&ccedil;o f&iacute;sico para portadores de necessidades especiais. Em alguns pr&eacute;dios (pr&oacute;prios ou cedidos), no entanto, faz-se necess&aacute;rio melhorar a infra-estrutura no que concerne &agrave;s salas de aula. Faz-se necess&aacute;rio, ainda, ampliar os espa&ccedil;os individuais ou coletivos para os professores, tendo em vista uma atua&ccedil;&atilde;o acad&ecirc;mica mais ampla. Uma outra necessidade das IES dessa esfera administrativa &eacute; a amplia&ccedil;&atilde;o dos acervos e servi&ccedil;os das bibliotecas, assim como da sua informatiza&ccedil;&atilde;o. Os equipamentos, recursos tecnol&oacute;gicos e did&aacute;ticos, especialmente para uso dos docentes, tamb&eacute;m precisam ser ampliados e modernizados. A cria&ccedil;&atilde;o de laborat&oacute;rios espec&iacute;ficos tamb&eacute;m precisa ser apoiada, tendo em vista a melhoria do processo ensino-aprendizagem e a articula&ccedil;&atilde;o teoria-pr&aacute;tica (Ver PGA, Tema 9.9: Moderniza&ccedil;&atilde;o da infra-estrutura).&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n<p>No &acirc;mbito municipal, salvo alguns casos, a situa&ccedil;&atilde;o da infra-estrutura n&atilde;o &eacute; de todo satisfat&oacute;ria. Somente nos &uacute;ltimos anos ocorreu certa recupera&ccedil;&atilde;o das IES existentes que passaram a trabalhar com mais autonomia frente ao poder p&uacute;blico municipal buscando par&acirc;metros de funcionamento mais acad&ecirc;micos. O desenvolvimento econ&ocirc;mico do Estado e de alguns munic&iacute;pios-p&oacute;los tamb&eacute;m contribuiu para ampliar a demanda e a viabilidade financeira de algumas institui&ccedil;&otilde;es. O caso de Rio Verde &eacute; o mais emblem&aacute;tico com a consolida&ccedil;&atilde;o da FESURV, hoje Universidade de Rio Verde, que vem se estruturando em conson&acirc;ncia com os avan&ccedil;os do setor produtivo e com as demandas de servi&ccedil;os educacionais da regi&atilde;o. Em que pese a melhoria nas instala&ccedil;&otilde;es f&iacute;sicas, observadas em algumas IES da esfera municipal, faz-se necess&aacute;rio investimentos na infra-estrutura incluindo, em geral, equipamentos, laborat&oacute;rios, biblioteca e sistemas e processos de informatiza&ccedil;&atilde;o para professores e alunos.<\/p>\n<p>De modo geral, as IES devem apresentar, como condi&ccedil;&otilde;es b&aacute;sicas para oferta de educa&ccedil;&atilde;o superior de qualidade, instala&ccedil;&otilde;es f&iacute;sicas adequadas quanto a: condi&ccedil;&otilde;es de acesso, salas de aula, salas de reuni&otilde;es, salas de coordena&ccedil;&atilde;o, ambientes de conviv&ecirc;ncia, se&ccedil;&otilde;es de administra&ccedil;&atilde;o, secretarias, depend&ecirc;ncias para a pr&aacute;tica de esportes, salas de estudo e experimenta&ccedil;&atilde;o dos alunos e espa&ccedil;os destinados ao trabalho docente individualizado. As IES devem contar, tamb&eacute;m, com equipamentos apropriados &agrave;s suas atividades, bem como com laborat&oacute;rios espec&iacute;ficos para os diferentes cursos e atividades acad&ecirc;micas. As bibliotecas devem possuir &aacute;rea adequada ao n&uacute;mero de alunos atendidos, oferecendo ambientes para estudo, individual e em grupo e equipamentos para acesso &agrave; Internet. O acervo tamb&eacute;m deve estar em conson&acirc;ncia com os par&acirc;metros de qualidade dos cursos e das &aacute;reas, devendo ser constantemente atualizados. A biblioteca deve estar informatizada em linguagem atualizada e integrada a outros sistemas dispon&iacute;veis como, por exemplo, o Portal da Capes. De modo geral, os sistemas, processos de informatiza&ccedil;&atilde;o e aplicabilidade dos recursos tecnol&oacute;gicos das IES, no tocante ao acesso e ao uso, tamb&eacute;m precisam ajustar-se &agrave;s condi&ccedil;&otilde;es de qualidade, pois n&atilde;o se admite mais sistemas de controle e gerenciamento acad&ecirc;mico sem informatiza&ccedil;&atilde;o adequada. De igual modo, a adequa&ccedil;&atilde;o dos pr&eacute;dios, espa&ccedil;os, equipamentos e transporte para portadores de necessidades especiais &eacute; hoje uma necessidade no processo de inclus&atilde;o social.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Os projetos acad&ecirc;micos e a organiza&ccedil;&atilde;o did&aacute;tico-pedag&oacute;gica<\/strong>&nbsp;&nbsp;<\/p>\n<p>A qualidade da educa&ccedil;&atilde;o superior decorre, em grande parte, da qualidade dos projetos institucionais e de curso das IES. No tocante a qualidade, h&aacute; muito por fazer.&nbsp; Algumas IES, em geral, sem tradi&ccedil;&atilde;o, lan&ccedil;am m&atilde;o do trabalho de empresas de consultoria que elaboram projetos nem sempre adequados &agrave;s localidades e aos par&acirc;metros de qualidade das &aacute;reas de conhecimento. Assim, os projetos preenchem requisitos formais que servem ao processo de aprova&ccedil;&atilde;o dos cursos, mas acabam apresentando grandes problemas quando da sua execu&ccedil;&atilde;o em termos da forma&ccedil;&atilde;o profissional. A pouca experi&ecirc;ncia dos docentes, a falta de ambiente mais acad&ecirc;mico em muitas IES e a insuficiente flexibilidade legal para as mudan&ccedil;as curriculares necess&aacute;rias tamb&eacute;m contribuem para que os projetos de cursos permane&ccedil;am pouco adequados e inovadores.<\/p>\n<p>Um projeto mal elaborado e pouco inovador, sob a responsabilidade de um corpo docente com pouca experi&ecirc;ncia e pouco ac&uacute;mulo te&oacute;rico-pr&aacute;tico em cada uma das &aacute;reas de atua&ccedil;&atilde;o resultar&aacute;, certamente, numa pr&aacute;tica docente pedag&oacute;gico-curricular que pouco agregar&aacute; valor na forma&ccedil;&atilde;o de profissionais, em que pese, muitas vezes, o esfor&ccedil;o pessoal dos docentes para a supera&ccedil;&atilde;o dos limites apresentados. Uma revis&atilde;o curricular aberta e com a participa&ccedil;&atilde;o de especialistas e do corpo docente da institui&ccedil;&atilde;o, assim como um processo de qualifica&ccedil;&atilde;o\/titula&ccedil;&atilde;o poder&aacute; reverter grande parte dos problemas apresentados. Isso, no entanto, significa, mudan&ccedil;a de vis&atilde;o no modelo de gest&atilde;o institucional investimento acad&ecirc;mico mais consistente. &Eacute; preciso compreender que uma institui&ccedil;&atilde;o com cursos de qualidade acaba, a m&eacute;dio e longo prazo, ganhando distin&ccedil;&atilde;o no campo da educa&ccedil;&atilde;o superior, o que garante a sua perman&ecirc;ncia e desenvolvimento.<\/p>\n<p>A qualidade dos projetos de cursos e, conseq&uuml;entemente, da pr&aacute;tica pedag&oacute;gica-curricular da&iacute; decorrente, em um contexto de condi&ccedil;&otilde;es de trabalho pouco satisfat&oacute;rias, tamb&eacute;m &eacute; um problema nas redes municipal e estadual em Goi&aacute;s. O crescimento acelerado na &uacute;ltima d&eacute;cada e as dificuldades de acompanhamento e fiscaliza&ccedil;&atilde;o por parte do poder p&uacute;blico estadual implicaram na cria&ccedil;&atilde;o de cursos sem projetos acad&ecirc;micos mais consistentes e pertinentes &agrave;s necessidades e demandas locais e regionais. Os crit&eacute;rios de pertin&ecirc;ncia, relev&acirc;ncia social e qualidade acad&ecirc;mica devem, portanto, predominar no processo de expans&atilde;o em Goi&aacute;s. N&atilde;o se pode admitir a cria&ccedil;&atilde;o e funcionamento de curso sem diagn&oacute;stico claro, projeto curricular totalmente definido e corpo docente pouco qualificado\/titulado ou improvisado em certas disciplinas ou &aacute;reas de conhecimento.<\/p>\n<p>A avalia&ccedil;&atilde;o de resultados, por meio dos exames nacionais, basicamente ENC e Exame Nacional de Desempenho do Estudante (ENADE), indica que h&aacute; problemas na qualidade dos cursos ofertados em Goi&aacute;s, embora n&atilde;o consiga informar onde est&atilde;o os principais problemas e o peso das vari&aacute;veis que interferem na qualidade do processo ensino-aprendizagem. Portanto, as IES em Goi&aacute;s devem integrar-se num sistema mais amplo de aferi&ccedil;&atilde;o da qualidade, o que inclui uma efetiva ades&atilde;o aos sistemas de avalia&ccedil;&atilde;o do desenvolvimento institucional e dos cursos, em particular, bem como a defini&ccedil;&atilde;o e implementa&ccedil;&atilde;o de sistema estadual de controle da qualidade, em raz&atilde;o do grau de autonomia das IES estaduais e municipais. Al&eacute;m disso, n&atilde;o bastar avaliar e dar publicidade aos resultados, &eacute; preciso estabelecer mecanismos que ampliem os v&iacute;nculos entre as institui&ccedil;&otilde;es existentes no Estado de modo que aquelas com maior padr&atilde;o de qualidade possam colaborar no equacionamento das defici&ecirc;ncias das demais institui&ccedil;&otilde;es.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n<p>A administra&ccedil;&atilde;o acad&ecirc;mica e a coordena&ccedil;&atilde;o de curso t&ecirc;m papel fundamental no equacionamento dos problemas de qualidade, desde que apoiados pelos gestores da administra&ccedil;&atilde;o superior de cada institui&ccedil;&atilde;o e, sobretudo, pelos professores envolvidos. Cada curso deve contar com coordenador, pelo menos, com t&iacute;tulo de mestre na &aacute;rea do curso ofertado, que inclua forma&ccedil;&atilde;o pedag&oacute;gica, assim como dispor de sala para a coordena&ccedil;&atilde;o, equipada com computadores e outros itens necess&aacute;rios. Ressalta-se, como imprescind&iacute;vel, o compromisso desses coordenadores com o desenvolvimento de atividades e servi&ccedil;os tendentes a elevar o n&iacute;vel de qualidade do curso que coordena, o que inclui autonomia e disponibilidade de recursos para realiza&ccedil;&atilde;o de reuni&otilde;es, atividades e implementa&ccedil;&atilde;o de projetos que favore&ccedil;am o planejamento e a integra&ccedil;&atilde;o do trabalho docente e, sobretudo, a melhoria do processo ensino-aprendizagem. O trabalho de gest&atilde;o acad&ecirc;mica e pedag&oacute;gica s&oacute; pode ser eficiente e eficaz, no entanto, se contar com a disponibilidade e compromisso dos docentes, gestores e pessoal t&eacute;cnico-administrativo (Ver PGA, Tema 9.1: Expans&atilde;o, interioriza&ccedil;&atilde;o e acesso).<\/p>\n<p>O trabalho acad&ecirc;mico requer, tamb&eacute;m, servi&ccedil;os de apoio e atendimento aos discentes, tendo em vista a inclus&atilde;o, o bem estar e o engajamento efetivo no processo de aprendizagem. Para os discentes, al&eacute;m da estrutura necess&aacute;ria ao processo ensino-aprendizagem, deve-se oferecer espa&ccedil;os para atividades desportivas, estacionamento, linhas de &ocirc;nibus, espa&ccedil;os para alimenta&ccedil;&atilde;o, terminais banc&aacute;rios de auto-atendimento, livraria, acesso &agrave; Internet, consulta on-line, dentre outros.<\/p>\n<p>Cada tipo de curso (seq&uuml;encial, gradua&ccedil;&atilde;o, especializa&ccedil;&atilde;o, mestrado e doutorado) requer formas diferenciadas de gest&atilde;o e apoio aos discentes e docentes. Se bem planejados e institu&iacute;dos, os cursos de gradua&ccedil;&atilde;o podem ser a base para a implementa&ccedil;&atilde;o de cursos de mestrado (acad&ecirc;micos e profissionais) e de doutorado, o que certamente redundar&aacute; na eleva&ccedil;&atilde;o do status acad&ecirc;mico de cada institui&ccedil;&atilde;o. O investimento das IES na qualidade da gradua&ccedil;&atilde;o, incluindo a melhoria da titula&ccedil;&atilde;o\/qualifica&ccedil;&atilde;o e condi&ccedil;&otilde;es de trabalho do corpo docente e apoio ao trabalho de gest&atilde;o acad&ecirc;mica dos cursos, num ambiente de autonomia e de respeito ao trabalho acad&ecirc;mico implicar&aacute;, certamente, em desenvolvimento institucional s&oacute;lido e cont&iacute;nuo, al&eacute;m de garantir que o ensino superior em Goi&aacute;s seja efetivamente um diferencial na forma&ccedil;&atilde;o dos profissionais, bem como na eleva&ccedil;&atilde;o dos indicadores de desenvolvimento s&oacute;cio-econ&ocirc;mico-cultural e no grau de competitividade do Estado.<\/p>\n<p><strong>Os profissionais docentes<\/strong>&nbsp;&nbsp;<\/p>\n<p>A situa&ccedil;&atilde;o do regime de trabalho (qualifica&ccedil;&atilde;o\/titula&ccedil;&atilde;o) dos profissionais docentes que atuam nas IES em Goi&aacute;s &eacute; bastante diferenciada, especialmente se considerarmos as diferentes institui&ccedil;&otilde;es, por esfera administrativa. De modo geral, a adequa&ccedil;&atilde;o dos profissionais docentes n&atilde;o &eacute; satisfat&oacute;ria, se considerarmos como adequado, para atua&ccedil;&atilde;o no magist&eacute;rio superior, o incremento do n&uacute;mero de docentes formados em cursos de mestrado e doutorado. Se, por um lado, h&aacute; certo d&eacute;ficit de professores titulados nas diferentes localidades de oferta de educa&ccedil;&atilde;o superior em Goi&aacute;s, por outro lado, parece haver o desinteresse de muitas IES em contratarem professores com esses t&iacute;tulos, porque isso significa eleva&ccedil;&atilde;o dos gastos com pessoal docente. Trata-se de c&iacute;rculo vicioso que precisa tornar-se num c&iacute;rculo virtuoso se as IES pensarem em termos de qualidade da oferta. O par&acirc;metro da integra&ccedil;&atilde;o ensino-pesquisa e da exig&ecirc;ncia da institucionaliza&ccedil;&atilde;o da pesquisa nos diferentes formatos acad&ecirc;micos pode, efetivamente, colaborar na melhoria dessa situa&ccedil;&atilde;o, pois dificilmente os cursos de gradua&ccedil;&atilde;o apresentar&atilde;o padr&atilde;o de excel&ecirc;ncia sem a presen&ccedil;a de corpo docente qualificado e desenvolvendo atividades sistem&aacute;ticas de pesquisa.<\/p>\n<p>A forte presen&ccedil;a de docentes formados em cursos de especializa&ccedil;&atilde;o, sobretudo naqueles voltados para a doc&ecirc;ncia e metodologias do ensino superior, parecem j&aacute; ter cumprido o seu papel e encontram-se em processo de esgotamento, devido inclusive &agrave; oferta excessiva nos &uacute;ltimos anos. Os cursos de especializa&ccedil;&atilde;o, que outrora cumpriram o papel de inicia&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica e de forma&ccedil;&atilde;o inicial para o magist&eacute;rio superior, j&aacute; cumprem, atualmente, muito mais o papel de forma&ccedil;&atilde;o continuada no processo de desenvolvimento dos profissionais. &Eacute; claro que sempre haver&aacute; espa&ccedil;o para o aperfei&ccedil;oamento e para a atualiza&ccedil;&atilde;o pedag&oacute;gica dos docentes do ensino superior e isso pode ser trabalhado pelas IES e pelos docentes, em particular.<\/p>\n<p>A presen&ccedil;a de docentes doutores e mestres &eacute; maior nas universidades, destacando-se as mais consolidadas em Goi&aacute;s, a UFG e a UCG. Nem sempre, portanto, a chancela do t&iacute;tulo de universidade, em que pese as exig&ecirc;ncias da LDBN, &eacute; garantia de corpo docente titulado\/qualificado, at&eacute; porque a exig&ecirc;ncia de 1\/3 do corpo docente com mestrado e doutorado pode ser atendida com n&uacute;mero predominante de mestres, especialmente nos per&iacute;odos de avalia&ccedil;&atilde;o. Al&eacute;m disso, observa-se que a qualifica&ccedil;&atilde;o\/titula&ccedil;&atilde;o do corpo docente das IES em Goi&aacute;s vai declinando em raz&atilde;o do formato institucional. Depois das universidades, o corpo docente mais qualificado aparece nos centros universit&aacute;rios, nos CEFETs e nas faculdades integradas (Ver PGA, Tema 9.6: Avalia&ccedil;&atilde;o, valoriza&ccedil;&atilde;o e qualifica&ccedil;&atilde;o).<\/p>\n<p>Ao que parece, portanto, a eleva&ccedil;&atilde;o da titula&ccedil;&atilde;o do corpo docente das IES em Goi&aacute;s implicar&aacute; em a&ccedil;&otilde;es conjuntas entre os agentes envolvidos. Os &oacute;rg&atilde;os de fiscaliza&ccedil;&atilde;o; em especial o CEE e a SECTEC, devem ampliar os par&acirc;metros de qualidade e a fiscaliza&ccedil;&atilde;o, as diferentes IES devem ampliar os investimentos em planos de carreira e qualifica&ccedil;&atilde;o e em parcerias institucionais; o poder p&uacute;blico deve apoiar a qualifica&ccedil;&atilde;o com programas de bolsas para mestrado e doutorado; al&eacute;m de outros, as universidades consolidadas devem realizar programas interinstitucionais visando colaborar com a qualifica&ccedil;&atilde;o das IES em processo de consolida&ccedil;&atilde;o. Em algumas regi&otilde;es e localidades esse processo de qualifica&ccedil;&atilde;o e de institucionaliza&ccedil;&atilde;o da pesquisa pode ocorrer em parceria com o setor produtivo e com o setor de servi&ccedil;os, em raz&atilde;o de interesses e incentivos externos &agrave;s atividades acad&ecirc;micas. Tais parcerias devem ser buscadas a fim de fomentar, inclusive, maior articula&ccedil;&atilde;o da produ&ccedil;&atilde;o acad&ecirc;mica com as empresas existentes nas diferentes localidades.<\/p>\n<p>N&atilde;o obstante os esfor&ccedil;os do Poder P&uacute;blico em Goi&aacute;s, pol&iacute;ticas e a&ccedil;&otilde;es efetivas no plano federal devem ser estabelecidas complementarmente para que a melhoria do quadro de docentes das IES em Goi&aacute;s venha ocorrer em tempo mais ajustado ao processo de desenvolvimento do Estado, pois, de modo geral, ainda &eacute; bastante incipiente a oferta de cursos de mestrado e doutorado na regi&atilde;o centro-oeste e, particularmente, em Goi&aacute;s. Isso se deve, em grande parte, ao modelo de desenvolvimento econ&ocirc;mico adotado por v&aacute;rias d&eacute;cadas no pa&iacute;s, o que levou, tamb&eacute;m, a um processo de concentra&ccedil;&atilde;o da pesquisa e da p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o nas regi&otilde;es sudeste e sul do Brasil. O sistema nacional de p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o como um todo evidencia &ldquo;enormes assimetrias em seu funcionamento, tanto do ponto de vista regional, intra-regional e entre Estados, como tamb&eacute;m no que concerne &agrave; evolu&ccedil;&atilde;o de v&aacute;rias &aacute;reas disciplinares tradicionais e novas &aacute;reas na fronteira do conhecimento&rdquo; (PNPG 20054-2010, p.36). Em Goi&aacute;s essa realidade n&atilde;o &eacute; diferente, pois verifica-se assimetrias tanto na distribui&ccedil;&atilde;o dos cursos como nas modalidades ou &aacute;rea ofertadas.<\/p>\n<p>Portanto, o desenvolvimento econ&ocirc;mico em Goi&aacute;s e, por conseq&uuml;&ecirc;ncia, na regi&atilde;o Centro-Oeste, s&oacute; pode efetivar-se plenamente com recursos humanos altamente qualificados, dado as potencialidades para o desenvolvimento sustent&aacute;vel do Estado e da regi&atilde;o. As pol&iacute;ticas e os par&acirc;metros de financiamento da pesquisa e de apoio aos programas de p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o, aos docentes e discentes, por meio das ag&ecirc;ncias governamentais, devem ter presentes esse processo hist&oacute;rico e desigual de desenvolvimento do pa&iacute;s, o que s&oacute; poder&aacute; ser equacionado com a&ccedil;&otilde;es que visem estabelecer um maior equil&iacute;brio regional (PNPG 2005-2010).<\/p>\n<p>Outro problema ligado ao corpo docente em Goi&aacute;s, quase sempre detectado no trabalho das comiss&otilde;es de verifica&ccedil;&atilde;o de cursos e de institui&ccedil;&otilde;es, &eacute; o da aus&ecirc;ncia de plano de carreira e vencimentos que assegure regime de trabalho compat&iacute;vel com trabalho acad&ecirc;mico de qualidade, al&eacute;m de condi&ccedil;&otilde;es de trabalho e de qualifica&ccedil;&atilde;o\/capacita&ccedil;&atilde;o satisfat&oacute;rias. O regime de hora-aula ou do professor horista, assim como de professores com contratos por tempo determinado ou prec&aacute;rios e com baixa qualifica&ccedil;&atilde;o\/titula&ccedil;&atilde;o, &eacute; uma realidade na maior parte das IES em Goi&aacute;s, incluindo a UEG (Ver PGA, Tema 9.6: Avalia&ccedil;&atilde;o, valoriza&ccedil;&atilde;o e qualifica&ccedil;&atilde;o de pessoal).<\/p>\n<p>S&atilde;o poucas as IES que efetivamente planejam e executam plano de carreira docente tendente a implementar progressivamente o regime de tempo integral e eliminar a contrata&ccedil;&atilde;o de professores horistas, embora quase todas apresentam plano formal de carreira nos momentos de verifica&ccedil;&atilde;o in loco. Destaca-se, na maior parte das IES, o fato de que a maioria dos docentes s&atilde;o graduados, especialistas e horistas. Os poucos doutores e mestres existentes em algumas IES , embora, muitas vezes, disponham de tempo para outras atividades que n&atilde;o sejam aula, n&atilde;o possuem, na maioria das vezes, outras condi&ccedil;&otilde;es para a realiza&ccedil;&atilde;o de trabalho de pesquisa. Em algumas institui&ccedil;&otilde;es, no entanto, observa-se que os docentes que desenvolvem atividades de pesquisa, de laborat&oacute;rio ou de cl&iacute;nica, s&atilde;o exatamente os que disp&otilde;em de um melhor ambiente de trabalho e equipamentos, incluindo gabinetes pr&oacute;prios, para alguns. Isso ocorre exatamente em IES que apresentam um projeto e uma vis&atilde;o acad&ecirc;mica mais consistente e que contempla a integra&ccedil;&atilde;o ensino-pesquisa a m&eacute;dio e longo prazo.<\/p>\n<p>O plano de qualifica&ccedil;&atilde;o\/capacita&ccedil;&atilde;o &eacute;, quase sempre, assegurado aos professores nos documentos das institui&ccedil;&otilde;es, contendo o direito de afastar-se de suas atividades para realizar curso de p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o stricto sensu, bem como para realizar curso de curta dura&ccedil;&atilde;o ou est&aacute;gio de aperfei&ccedil;oamento e participar de congressos e reuni&otilde;es cientificas, culturais ou t&eacute;cnicas desde que relacionadas com a atividade do magist&eacute;rio. Muitas IES possibilitam, durante o tempo de afastamento, ao docente receber remunera&ccedil;&atilde;o integral ou parcial, de acordo com a delibera&ccedil;&atilde;o da administra&ccedil;&atilde;o superior. Esse direito, no entanto, pouco se efetiva no cen&aacute;rio das IES de Goi&aacute;s, o que certamente &eacute; um limite para melhor qualifica&ccedil;&atilde;o do sistema de educa&ccedil;&atilde;o superior. Muitas vezes, constam rubricas espec&iacute;ficas destinadas &agrave; qualifica&ccedil;&atilde;o do quadro de pessoal t&eacute;cnico, cient&iacute;fico e administrativo, mas, quase sempre, a qualifica&ccedil;&atilde;o, ainda, &eacute; fruto de um esfor&ccedil;o individual.<\/p>\n<p><strong>&nbsp;&nbsp; A pesquisa e a produ&ccedil;&atilde;o intelectual<\/strong>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n<p>As condi&ccedil;&otilde;es pouco satisfat&oacute;rias oferecidas ao corpo docente resulta, em geral, em uma baixa produ&ccedil;&atilde;o intelectual, sobretudo, bibliogr&aacute;fica, em termos de trabalhos apresentados em eventos cient&iacute;ficos, publica&ccedil;&atilde;o de artigos em peri&oacute;dicos indexados com corpo editorial e produ&ccedil;&atilde;o de livros e cap&iacute;tulos de livros. Outros elementos da produ&ccedil;&atilde;o acad&ecirc;mica tamb&eacute;m apresentam indicadores muito pouco consistentes, a exemplo de cursos de atualiza&ccedil;&atilde;o, confer&ecirc;ncias, participa&ccedil;&atilde;o em bancas, orienta&ccedil;&atilde;o. Toda essa produ&ccedil;&atilde;o &eacute; pequena porque, em geral, os estudos e pesquisas, assim como a inser&ccedil;&atilde;o dos docentes no campo acad&ecirc;mico e nas &aacute;reas espec&iacute;ficas tamb&eacute;m &eacute; pequena, dado, muitas vezes, ao isolamento das institui&ccedil;&otilde;es e docentes. N&atilde;o h&aacute;, na maioria das IES, &agrave; exce&ccedil;&atilde;o da UFG e da UCG, uma cultura da produ&ccedil;&atilde;o intelectual, o que pode ser inclusive verificado no pequeno n&uacute;mero de docentes que possuem curr&iacute;culo no formato da plataforma lattes do CNPq e na aus&ecirc;ncia de esfor&ccedil;o institucional consider&aacute;vel no sentido de apoiar as iniciativas de publica&ccedil;&atilde;o dos professores dos diferentes cursos.<\/p>\n<p>Da mesma forma, n&atilde;o h&aacute; uma cultura de implementa&ccedil;&atilde;o de linhas e projetos de pesquisa que pudessem ser apoiados institucionalmente. Isso ocorre, em grande parte, porque s&atilde;o poucas as IES que contam com setor efetivo de institucionaliza&ccedil;&atilde;o da pesquisa, fazendo com que as poucas atividades de investiga&ccedil;&atilde;o n&atilde;o sejam efetivamente registradas e divulgadas. O mais grave &eacute; que, em boa parte dos casos, n&atilde;o se institui uma pr&aacute;tica de discuss&atilde;o e an&aacute;lise do m&eacute;rito de projetos de pesquisa, individuais ou coletivos. Se a pesquisa n&atilde;o &eacute; valorizada, o apoio financeiro aos membros do corpo docente para a participa&ccedil;&atilde;o em eventos cient&iacute;ficos, culturais e t&eacute;cnicos, tamb&eacute;m n&atilde;o se efetiva a contento, assim como a libera&ccedil;&atilde;o para a realiza&ccedil;&atilde;o de cursos de p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o stricto sensu e a libera&ccedil;&atilde;o de parte da carga hor&aacute;ria para a elabora&ccedil;&atilde;o e desenvolvimento de estudos e pesquisas.<\/p>\n<p>Na maioria das institui&ccedil;&otilde;es, &eacute; tamb&eacute;m, de pouca express&atilde;o, o desenvolvimento de interc&acirc;mbio institucional sistem&aacute;tico das IES e dos docentes, o que poderia ampliar o envolvimento em pesquisas interinstitucionais e a qualifica&ccedil;&atilde;o do corpo docente. Nesse quesito, no caso das IES das esferas estadual e municipal, falta, muitas vezes, a elabora&ccedil;&atilde;o de projetos consistentes e que sejam apoiados financeiramente com recursos do fundo p&uacute;blico. Um programa de p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o poderia, por exemplo, ser efetivado por meio de cons&oacute;rcio entre as IES interessadas de uma regi&atilde;o, de modo que os benef&iacute;cios fossem mais amplos e os custos e os recursos humanos fossem compartilhados entre os agentes envolvidos, como estimula o PNPG 2005-2010 (p.44).<\/p>\n<p>A inicia&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica, outro elemento vital da educa&ccedil;&atilde;o superior, n&atilde;o &eacute;, tamb&eacute;m, uma realidade na maior parte das IES. S&atilde;o poucas as IES p&uacute;blicas ou privadas que instituem, mant&eacute;m ou participam, com certa periodicidade, de programas de inicia&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica com concess&atilde;o de bolsas. Iniciativas que envolvam diferentes agentes institucionais, mas, sobretudo, as IES e os &oacute;rg&atilde;os p&uacute;blicos que podem instituir programas de apoio &agrave; inicia&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica, s&atilde;o fundamentais (Ver PGA, Tema 9.2: Ensino, pesquisa, ci&ecirc;ncia e tecnologia).<\/p>\n<p><strong>&nbsp; O Financiamento das Institui&ccedil;&otilde;es de Ensino Superior<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;A diferencia&ccedil;&atilde;o e a diversifica&ccedil;&atilde;o das IES instaladas em Goi&aacute;s nos leva a separ&aacute;-las por vincula&ccedil;&atilde;o administrativas para examinar como se d&aacute; o seu financiamento.<\/p>\n<p>Os recursos que financiam as atividades das institui&ccedil;&otilde;es federais podem ser divididos em recursos diretamente arrecadados, chamados de recursos pr&oacute;prios, recursos provenientes de conv&ecirc;nios\/contratos com organismos p&uacute;blicos e\/ou privados e recursos oriundos do fundo p&uacute;blico federal. Os recursos pr&oacute;prios s&atilde;o aqueles provenientes da presta&ccedil;&atilde;o de servi&ccedil;os pelas diversas unidades da institui&ccedil;&atilde;o, taxas internas, alugu&eacute;is, doa&ccedil;&otilde;es etc.<\/p>\n<p>Existe uma parcela de recursos das institui&ccedil;&otilde;es federais que &eacute; intermediada por funda&ccedil;&otilde;es de direito privado que ap&oacute;iam as atividades das institui&ccedil;&otilde;es. Esses recursos n&atilde;o tramitam por meio da execu&ccedil;&atilde;o or&ccedil;ament&aacute;ria institucional e, al&eacute;m de pagarem a execu&ccedil;&atilde;o de conv&ecirc;nios\/contratos, assessorias e consultorias, permitem uma complementa&ccedil;&atilde;o salarial aos professores e servidores t&eacute;cnico-administrativos que participam da execu&ccedil;&atilde;o dos projetos. As funda&ccedil;&otilde;es de apoio s&atilde;o organiza&ccedil;&otilde;es de direito privado que possuem maior agilidade &ndash; do que as institui&ccedil;&otilde;es de ensino superior &ndash; na execu&ccedil;&atilde;o de suas atividades e s&atilde;o fiscalizadas pelo Minist&eacute;rio P&uacute;blico. A partir de 1995 houve uma corrida das IFES em dire&ccedil;&atilde;o &agrave;s funda&ccedil;&otilde;es de apoio, utilizando-as como ve&iacute;culo de interlocu&ccedil;&atilde;o entre as institui&ccedil;&otilde;es e o mercado e que de alguma forma acentuam sua inser&ccedil;&atilde;o no chamado quase-mercado educacional.<\/p>\n<p>Dois importantes blocos de despesas na execu&ccedil;&atilde;o or&ccedil;ament&aacute;ria das IFES s&atilde;o: outras despesas correntes &ndash; aquisi&ccedil;&atilde;o de material de consumo, pagamento de &aacute;gua, luz, telefone, fotoc&oacute;pias, conserto de equipamentos, reparos em infra-estrutura etc; e investimentos &ndash; realiza&ccedil;&atilde;o de obras, aquisi&ccedil;&atilde;o de equipamentos, material permanente, livros etc. Os valores relacionados &agrave; manuten&ccedil;&atilde;o das IES federais sofreram uma queda em torno de 58,0%, no per&iacute;odo de 1990 a 2004.<\/p>\n<p>As IES privadas dependem quase que exclusivamente das mensalidades dos cursos de gradua&ccedil;&atilde;o para a base de seu financiamento, sendo raras as institui&ccedil;&otilde;es privadas com depend&ecirc;ncia or&ccedil;ament&aacute;ria menor que 90,0% das anuidades estudantis. A situa&ccedil;&atilde;o financeira dessas institui&ccedil;&otilde;es se agrava pelo elevado &iacute;ndice de inadimpl&ecirc;ncia &ndash; da ordem de 30,0% &ndash; e pela aparente exaust&atilde;o j&aacute; existente na sociedade no que se relaciona &agrave; capacidade das fam&iacute;lias de efetivarem o pagamento das mensalidades de seus jovens.<\/p>\n<p>As contribui&ccedil;&otilde;es provenientes de cursos de p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o lato sensu s&atilde;o respons&aacute;veis por uma parcela inferior a 10,0% do or&ccedil;amento das institui&ccedil;&otilde;es e a participa&ccedil;&atilde;o do item conv&ecirc;nios e contratos &eacute; muito pequena no or&ccedil;amento. A arrecada&ccedil;&atilde;o de taxas de inscri&ccedil;&atilde;o no vestibular pode, em alguns casos, representar fonte alternativa de recursos, embora de pequena monta, chegando no m&aacute;ximo a 2,0% do total or&ccedil;ament&aacute;rio daquelas institui&ccedil;&otilde;es cuja demanda &eacute; alta e com baixos gastos operacionais.<\/p>\n<p>Fonte importante &eacute; representada pelos programas governamentais que financiam os estudantes mais necessitados para o pagamento das mensalidades (Ver PGA, Tema 9.8: Financiamento e apoio aos estudantes). S&atilde;o tr&ecirc;s esses programas, os federais, Financiamento Estudantil (FIES) e Programa Universidade para Todos (ProUni) e o estadual, o Programa Bolsa Universit&aacute;ria.<\/p>\n<p>Existe, entretanto, uma limita&ccedil;&atilde;o para o crescimento do n&uacute;mero de alunos no setor privado, imposta pela renda per capita brasileira e pela enorme desigualdade social existente no pa&iacute;s.<\/p>\n<p>As IES municipais se estruturaram tendo como mantenedoras funda&ccedil;&otilde;es, sem fins lucrativos, em geral, constitu&iacute;das com a finalidade de desenvolver atividades educacionais, cient&iacute;ficas e culturais. Dessa forma, acabaram adquirindo um perfil de institui&ccedil;&atilde;o comunit&aacute;ria que, vinculada ao poder executivo municipal, atuam como um misto de p&uacute;blico &ndash; por receber recursos municipais &ndash; e de privado &ndash; por cobrar mensalidades de seus estudantes.<\/p>\n<p>O direcionamento de recursos do poder executivo municipal para o ensino superior &eacute; limitado pela Constitui&ccedil;&atilde;o Federal. Com rela&ccedil;&atilde;o ao ensino superior &eacute; bem claro que os estados, o Distrito Federal e os munic&iacute;pios podem oferec&ecirc;-lo, desde que cumpram tamb&eacute;m as suas responsabilidades relativas aos outros n&iacute;veis de ensino, e, no caso dos munic&iacute;pios, deve-se utilizar recursos acima dos percentuais m&iacute;nimos vinculados pela Constitui&ccedil;&atilde;o Federal.<\/p>\n<p>No que se refere ao financiamento da educa&ccedil;&atilde;o superior sob a responsabilidade do poder executivo estadual a Constitui&ccedil;&atilde;o do Estado de Goi&aacute;s estabeleceu em seu artigo 156 que:<\/p>\n<p>&ldquo;O Estado aplicar&aacute;, anualmente, no m&iacute;nimo 28% da receita de impostos, inclu&iacute;da a proveniente de transfer&ecirc;ncias, em educa&ccedil;&atilde;o, destinando, pelo menos 25% da receita na manuten&ccedil;&atilde;o e no desenvolvimento do ensino p&uacute;blico, prioritariamente nos n&iacute;veis fundamental, m&eacute;dio e de educa&ccedil;&atilde;o especial e, os 3% restantes, na execu&ccedil;&atilde;o de sua pol&iacute;tica de ci&ecirc;ncia e tecnologia, inclusive educa&ccedil;&atilde;o superior estadual&rdquo;.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n<p>Nota-se, portanto, que os recursos que devem se dirigir para a UEG &ndash; que &eacute; a IES estadual &ndash; est&atilde;o inclu&iacute;dos no percentual de 3% da receita de impostos, inclu&iacute;da a proveniente de transfer&ecirc;ncia, que, al&eacute;m disso, deve financiar tamb&eacute;m a pol&iacute;tica de ci&ecirc;ncia e tecnologia do Estado, ou seja, a UEG e a ci&ecirc;ncia e tecnologia demandam o montante que comp&otilde;e os 3% dos recursos vindos dos impostos (Ver PGA, Tema 9.2: Ensino, pesquisa, ci&ecirc;ncia e tecnologia e Tema 9.7: Autonomia e financiamento).<\/p>\n<p>Pode-se estimar qual &eacute; o volume de recursos referente aos 3%. Na Tabela 8.1 consta os impostos estaduais.<\/p>\n<p>&nbsp;Tabela 1 &ndash; Goi&aacute;s: Impostos do Estado (R$ mil) (2002-2004)&nbsp;<\/p>\n<div>\n<table border=\"1\" cellspacing=\"0\">\n<tbody>\n<tr>\n<td width=\"102\">\n<p align=\"center\"><strong>Ano <\/strong><\/p>\n<\/td>\n<td width=\"102\">\n<p align=\"center\"><strong>ICMS <\/strong><\/p>\n<\/td>\n<td width=\"102\">\n<p align=\"center\"><strong>IPVA <\/strong><\/p>\n<\/td>\n<td width=\"102\">\n<p align=\"center\"><strong>FPE* <\/strong><\/p>\n<\/td>\n<td width=\"102\">\n<p align=\"center\"><strong>Outras receitas <\/strong><\/p>\n<\/td>\n<td width=\"102\">\n<p align=\"center\"><strong>Total <\/strong><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td valign=\"top\" width=\"102\">\n<p align=\"right\">2002<\/p>\n<\/td>\n<td valign=\"top\" width=\"102\">\n<p align=\"right\">2.914.197<\/p>\n<\/td>\n<td valign=\"top\" width=\"102\">\n<p align=\"right\">174.927<\/p>\n<\/td>\n<td valign=\"top\" width=\"102\">\n<p align=\"right\">593.459<\/p>\n<\/td>\n<td valign=\"top\" width=\"102\">\n<p align=\"right\">264.927<\/p>\n<\/td>\n<td valign=\"top\" width=\"102\">\n<p align=\"right\">3.947510<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td valign=\"top\" width=\"102\">\n<p align=\"right\">2003<\/p>\n<\/td>\n<td valign=\"top\" width=\"102\">\n<p align=\"right\">3.608.729<\/p>\n<\/td>\n<td valign=\"top\" width=\"102\">\n<p align=\"right\">170.950<\/p>\n<\/td>\n<td valign=\"top\" width=\"102\">\n<p align=\"right\">617.378<\/p>\n<\/td>\n<td valign=\"top\" width=\"102\">\n<p align=\"right\">403.007<\/p>\n<\/td>\n<td valign=\"top\" width=\"102\">\n<p align=\"right\">4.800.064<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td valign=\"top\" width=\"102\">\n<p align=\"justify\">2004<\/p>\n<\/td>\n<td valign=\"top\" width=\"102\">\n<p align=\"justify\">3.944.826<\/p>\n<\/td>\n<td valign=\"top\" width=\"102\">\n<p align=\"justify\">206.196<\/p>\n<\/td>\n<td valign=\"top\" width=\"102\">\n<p align=\"justify\">763.749<\/p>\n<\/td>\n<td valign=\"top\" width=\"102\">\n<p align=\"justify\">545.112<\/p>\n<\/td>\n<td valign=\"top\" width=\"102\">\n<p align=\"justify\">5.459.887<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<\/div>\n<p>* Fundo de Participa&ccedil;&atilde;o do Estado<\/p>\n<p>Fonte: SEPIN\/SEPLAN (2005)<\/p>\n<p>Elabora&ccedil;&atilde;o: SUES\/SECTEC (2005)<\/p>\n<p>&nbsp;S&atilde;o repassados para os munic&iacute;pios um total de 25,0% do Imposto sobre Circula&ccedil;&atilde;o de Mercadorias e Servi&ccedil;os (ICMS) e 50,0% do Imposto de Propriedade sobre Ve&iacute;culos<br \/> Automotores (IPVA), o que resulta em um valor l&iacute;quido de R$ 4.370.579,00 para a arrecada&ccedil;&atilde;o de impostos em 2004. Desse total, 3,0%, ou seja, R$ 131.117.370,00 &eacute; que devem financiar a UEG e a pol&iacute;tica de ci&ecirc;ncia e tecnologia do Estado em 2004.<\/p>\n<p>Na Tabela 8.2 consta os recursos financeiros geridos pela Funda&ccedil;&atilde;o Universidade Estadual de Goi&aacute;s (FUEG)[3], mantenedora da UEG, no per&iacute;odo 2000-2004.<\/p>\n<p>&nbsp;Tabela 2 &ndash; Recursos financeiros geridos pela FUEG (2000-2004)&nbsp;<\/p>\n<div>\n<table border=\"1\" cellspacing=\"0\">\n<tbody>\n<tr>\n<td rowspan=\"2\" valign=\"top\" width=\"125\">\n<p align=\"center\"><strong>Fonte de Recursos <\/strong><\/p>\n<\/td>\n<td colspan=\"5\" valign=\"top\" width=\"480\">\n<p align=\"center\"><strong>Recursos Financeiros (R$) <\/strong><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td valign=\"top\" width=\"96\">\n<p align=\"center\"><strong>2000 <\/strong><\/p>\n<\/td>\n<td valign=\"top\" width=\"96\">\n<p align=\"center\"><strong>2001 <\/strong><\/p>\n<\/td>\n<td valign=\"top\" width=\"96\">\n<p align=\"center\"><strong>2002 <\/strong><\/p>\n<\/td>\n<td valign=\"top\" width=\"96\">\n<p align=\"center\"><strong>2003 <\/strong><\/p>\n<\/td>\n<td valign=\"top\" width=\"96\">\n<p align=\"center\"><strong>2004 <\/strong><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td valign=\"top\" width=\"125\">\n<p>Pr&oacute;prios<\/p>\n<\/td>\n<td valign=\"top\" width=\"96\">\n<p align=\"right\">2.674.855,05<\/p>\n<\/td>\n<td valign=\"top\" width=\"96\">\n<p align=\"right\">4.410.550,01<\/p>\n<\/td>\n<td valign=\"top\" width=\"96\">\n<p align=\"right\">10.207.639,99<\/p>\n<\/td>\n<td valign=\"top\" width=\"96\">\n<p align=\"right\">11.475.536,19<\/p>\n<\/td>\n<td valign=\"top\" width=\"96\">\n<p align=\"right\">8.315.797,75<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td valign=\"top\" width=\"125\">\n<p>Vinculados<\/p>\n<\/td>\n<td valign=\"top\" width=\"96\">\n<p align=\"right\">9.813.942,69<\/p>\n<\/td>\n<td valign=\"top\" width=\"96\">\n<p align=\"right\">11.580.629,90<\/p>\n<\/td>\n<td valign=\"top\" width=\"96\">\n<p align=\"right\">6.542.966,27<\/p>\n<\/td>\n<td valign=\"top\" width=\"96\">\n<p align=\"right\">14.573.694,60<\/p>\n<\/td>\n<td valign=\"top\" width=\"96\">\n<p align=\"right\">15.263.694,30<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td valign=\"top\" width=\"125\">\n<p>Tesouro Estadual<\/p>\n<\/td>\n<td valign=\"top\" width=\"96\">\n<p align=\"right\">11.216.629,44<\/p>\n<\/td>\n<td valign=\"top\" width=\"96\">\n<p align=\"right\">16.651.571,30<\/p>\n<\/td>\n<td valign=\"top\" width=\"96\">\n<p align=\"right\">29.456.093,68<\/p>\n<\/td>\n<td valign=\"top\" width=\"96\">\n<p align=\"right\">27.332.585,12<\/p>\n<\/td>\n<td valign=\"top\" width=\"96\">\n<p align=\"right\">40.062.484,19<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td valign=\"top\" width=\"125\">\n<p align=\"right\">TOTAL<\/p>\n<\/td>\n<td valign=\"top\" width=\"96\">\n<p align=\"right\">23.705.427,44<\/p>\n<\/td>\n<td valign=\"top\" width=\"96\">\n<p align=\"right\">32.642.751,21<\/p>\n<\/td>\n<td valign=\"top\" width=\"96\">\n<p align=\"right\">46.206.699,94<\/p>\n<\/td>\n<td valign=\"top\" width=\"96\">\n<p align=\"right\">53.382.815,91<\/p>\n<\/td>\n<td valign=\"top\" width=\"96\">\n<p align=\"right\">63.641.976,24<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<\/div>\n<p>Fonte: FUEG (2005)<\/p>\n<p>Os recursos pr&oacute;prios s&atilde;o aqueles arrecadados com a cobran&ccedil;a de matr&iacute;culas, inscri&ccedil;&otilde;es no vestibular e presta&ccedil;&otilde;es de servi&ccedil;os administrativos e t&eacute;cnicos realizados pela UEG. Os recursos vinculados s&atilde;o os que est&atilde;o executando conv&ecirc;nios, incluindo-se aqueles que foram assinados com as prefeituras municipais para a forma&ccedil;&atilde;o de professores da rede municipal. Os recursos do Tesouro Estadual s&atilde;o aqueles repassados para o pagamento de pessoal, outros custeios e investimentos na UEG. Nota-se que o valor repassado pelo Tesouro em 2004, R$ 40.062.484,19 equivale a menos de 1,0% do montante da arrecada&ccedil;&atilde;o de impostos, inclu&iacute;do aqueles provenientes de transfer&ecirc;ncias.<\/p>\n<p>O governo estadual implantou, em 1999, o Programa Bolsa Universit&aacute;ria para atender estudantes que n&atilde;o t&ecirc;m condi&ccedil;&otilde;es de manter os estudos em Universidades particulares do Estado de Goi&aacute;s e, para a execu&ccedil;&atilde;o desse programa, j&aacute; alocou um montante de recursos financeiros no valor de R$ 171.412.073,96 no per&iacute;odo de 2000 a 2005, beneficiando estudantes de 58 IES privadas conveniadas.<\/p>\n<p>Na Tabela 3 consta o n&uacute;mero de bolsas e o montante de recursos aplicados no per&iacute;odo de 1999 a 2005.<\/p>\n<p>&nbsp;Tabela 3 &ndash; Programa Bolsa Universit&aacute;ria: bolsas e recursos financeiros aplicados (1999-2005)<\/p>\n<div>\n<table border=\"1\" cellspacing=\"0\">\n<thead>\n<tr>\n<td width=\"96\">\n<p align=\"center\"><strong>Ano <\/strong><\/p>\n<\/td>\n<td width=\"264\">\n<p align=\"center\"><strong>N&uacute;mero de bolsas concedidas <\/strong><\/p>\n<\/td>\n<td width=\"240\">\n<p align=\"center\"><strong>Recursos financeiros aplicados (R$) <\/strong><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/thead>\n<tbody>\n<tr>\n<td valign=\"top\" width=\"96\">\n<p align=\"center\">1999<\/p>\n<\/td>\n<td valign=\"top\" width=\"264\">\n<p align=\"right\">4.711<\/p>\n<\/td>\n<td valign=\"top\" width=\"240\">\n<p align=\"right\">2.400.000,00<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td valign=\"top\" width=\"96\">\n<p align=\"center\">2000<\/p>\n<\/td>\n<td valign=\"top\" width=\"264\">\n<p align=\"right\">3.455<\/p>\n<\/td>\n<td valign=\"top\" width=\"240\">\n<p align=\"right\">7.582.069,94<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td valign=\"top\" width=\"96\">\n<p align=\"center\">2001<\/p>\n<\/td>\n<td valign=\"top\" width=\"264\">\n<p align=\"right\">10.350<\/p>\n<\/td>\n<td valign=\"top\" width=\"240\">\n<p align=\"right\">11.147.027,72<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td valign=\"top\" width=\"96\">\n<p align=\"center\">2002<\/p>\n<\/td>\n<td valign=\"top\" width=\"264\">\n<p align=\"right\">3.532<\/p>\n<\/td>\n<td valign=\"top\" width=\"240\">\n<p align=\"right\">25.750.000,00<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td valign=\"top\" width=\"96\">\n<p align=\"center\">2003<\/p>\n<\/td>\n<td valign=\"top\" width=\"264\">\n<p align=\"right\">15.066<\/p>\n<\/td>\n<td valign=\"top\" width=\"240\">\n<p align=\"right\">43.623.273,74<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td valign=\"top\" width=\"96\">\n<p align=\"center\">2004<\/p>\n<\/td>\n<td valign=\"top\" width=\"264\">\n<p align=\"right\">7.005<\/p>\n<\/td>\n<td valign=\"top\" width=\"240\">\n<p align=\"right\">38.491.256,97<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td valign=\"top\" width=\"96\">\n<p align=\"center\">2005<\/p>\n<\/td>\n<td valign=\"top\" width=\"264\">\n<p align=\"right\">13.698<\/p>\n<\/td>\n<td valign=\"top\" width=\"240\">\n<p align=\"right\">42.418.445,59<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td valign=\"top\" width=\"96\">\n<p align=\"right\"><strong>TOTAL <\/strong><\/p>\n<\/td>\n<td valign=\"top\" width=\"264\">\n<p align=\"right\"><strong>57.817 <\/strong><\/p>\n<\/td>\n<td valign=\"top\" width=\"240\">\n<p align=\"right\"><strong>171.412.073,96 <\/strong><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<\/div>\n<p>Fonte: Organiza&ccedil;&atilde;o das Volunt&aacute;rias de Goi&aacute;s (OVG) \/ Bolsa Universit&aacute;ria<\/p>\n<p>Elabora&ccedil;&atilde;o: SUES\/ SECTEC (2005)&nbsp;&nbsp;<\/p>\n<p>Os crit&eacute;rios utilizados para a distribui&ccedil;&atilde;o das bolsas s&atilde;o os seguintes: inscrever no per&iacute;odo estabelecido pela Comiss&atilde;o Executiva e apresentar documentos que possibilitem o c&aacute;lculo de sua car&ecirc;ncia s&oacute;cio-econ&ocirc;mica.&nbsp; O Aluno beneficiado, em contrapartida, prestar&aacute; servi&ccedil;os em entidades e institui&ccedil;&otilde;es governamentais ou n&atilde;o governamentais, em conformidade com sua &aacute;rea de forma&ccedil;&atilde;o. O valor da bolsa pode variar em at&eacute; 80,0% (oitenta) do valor da mensalidade, observando-se o limite m&aacute;ximo de R$ 250,00 (duzentos e cinq&uuml;enta reais).<\/p>\n<p>8.7 Uma agenda positiva para a qualidade da educa&ccedil;&atilde;o superior em Goi&aacute;s<\/p>\n<p>&nbsp;A an&aacute;lise da qualidade da educa&ccedil;&atilde;o superior em Goi&aacute;s implica em reconhecer que o Estado precisar&aacute; enfrentar, na pr&oacute;xima d&eacute;cada, grandes desafios, dentre os quais: a expans&atilde;o do ensino com qualidade social, a institucionaliza&ccedil;&atilde;o da pesquisa e da p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o, articulada aos formatos institucionais existentes, a melhoria da qualifica&ccedil;&atilde;o docente, a melhoria da infra-estrutura, a moderniza&ccedil;&atilde;o da gest&atilde;o e dos equipamentos, bibliotecas e laborat&oacute;rios e a amplia&ccedil;&atilde;o e garantia de recursos financeiros por parte do poder p&uacute;blico.<\/p>\n<p>A implementa&ccedil;&atilde;o de sistema de qualidade da educa&ccedil;&atilde;o superior em Goi&aacute;s, que venha a produzir efeitos positivos ao longo da pr&oacute;xima d&eacute;cada, em termos de agrega&ccedil;&atilde;o de valor aos processos formativos, a gera&ccedil;&atilde;o de conhecimento e inova&ccedil;&atilde;o tecnol&oacute;gica e ao desenvolvimento sustent&aacute;vel do Estado, deve nortear-se, dentre outros, pela cria&ccedil;&atilde;o de condi&ccedil;&otilde;es para oferta de educa&ccedil;&atilde;o superior de qualidade, o que implica considerar indicadores e vari&aacute;veis de qualidade presentes nas diferentes dimens&otilde;es analisadas. De modo geral, frente a situa&ccedil;&atilde;o da oferta de educa&ccedil;&atilde;o superior em Goi&aacute;s, as diferentes IES devem guiar-se, dentre outras, pelas seguintes orienta&ccedil;&otilde;es, para garantir a qualidade da educa&ccedil;&atilde;o superior:<\/p>\n<p>1. implementa&ccedil;&atilde;o mais consistente da avalia&ccedil;&atilde;o institucional, com destaque para produtos mais globalizados institucionalmente;<\/p>\n<p>2. amplia&ccedil;&atilde;o e atualiza&ccedil;&atilde;o permanente do acervo das bibliotecas, considerando todas as &aacute;reas do conhecimento;<\/p>\n<p>3. cria&ccedil;&atilde;o e implementa&ccedil;&atilde;o de laborat&oacute;rios espec&iacute;ficos nas &aacute;reas ainda n&atilde;o contempladas;<\/p>\n<p>4. aumento, mais equilibrado, do quadro docente em termos de titula&ccedil;&atilde;o, considerando as diferentes &aacute;reas do conhecimento existentes na IES e a voca&ccedil;&atilde;o institucional;<\/p>\n<p>5. amplia&ccedil;&atilde;o consider&aacute;vel de todos os indicadores da produ&ccedil;&atilde;o intelectual institucionalizada, de modo a alcan&ccedil;ar percentuais e patamares que comprovem a realiza&ccedil;&atilde;o sistem&aacute;tica de pesquisa, com amplia&ccedil;&atilde;o do percentual de docentes envolvidos;<\/p>\n<p>6. institucionaliza&ccedil;&atilde;o da pesquisa por meio da amplia&ccedil;&atilde;o das linhas e grupos de pesquisa, com sua clara explicita&ccedil;&atilde;o, considerando os cursos e as &aacute;reas do conhecimento existentes na institui&ccedil;&atilde;o, bem como cadastramento de todos os professores na Plataforma Lattes &ndash; CNPq (Curr&iacute;culum Lattes e Diret&oacute;rios de Pesquisa);<\/p>\n<p>7. implementa&ccedil;&atilde;o de cursos de p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o stricto sensu (pr&oacute;prios, interinstitucionais ou por meio de cons&oacute;rcios), mediante autoriza&ccedil;&atilde;o dos &oacute;rg&atilde;os competentes;<\/p>\n<p>8. efetiva&ccedil;&atilde;o consistente de programa de inicia&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica e de apoio institucional aos projetos de pesquisa da institui&ccedil;&atilde;o, bem como de amplia&ccedil;&atilde;o do interc&acirc;mbio institucional;<\/p>\n<p>9. amplia&ccedil;&atilde;o significativa de investimentos para a qualifica&ccedil;&atilde;o\/capacita&ccedil;&atilde;o do corpo docente em n&iacute;vel de mestrado e, especialmente, de doutorado, bem como no apoio &agrave; participa&ccedil;&atilde;o em eventos cient&iacute;ficos nas diferentes &aacute;reas existentes na institui&ccedil;&atilde;o;<\/p>\n<p>10. melhoria da sistem&aacute;tica de tramita&ccedil;&atilde;o, aprecia&ccedil;&atilde;o, an&aacute;lise do m&eacute;rito acad&ecirc;mico, registro, acompanhamento, divulga&ccedil;&atilde;o e avalia&ccedil;&atilde;o de projetos e produtos de pesquisa;<\/p>\n<p>11. amplia&ccedil;&atilde;o da produ&ccedil;&atilde;o bibliogr&aacute;fica, com destaque para: livros, cap&iacute;tulos de livros, artigos completos publicados em peri&oacute;dicos indexados com corpo editorial e trabalhos completos publicados em anais de eventos;<\/p>\n<p>12. implementa&ccedil;&atilde;o de medidas que assegurem a qualidade dos cursos de gradua&ccedil;&atilde;o;<\/p>\n<p>13. melhoria das condi&ccedil;&otilde;es de trabalho do quadro docente incluindo, sobretudo, plano de carreira e de capacita&ccedil;&atilde;o;<\/p>\n<p>14. exist&ecirc;ncia e efetiva&ccedil;&atilde;o de plano de carreira espec&iacute;fico para os servidores t&eacute;cnico-administrativos.<\/p>\n<p>15. estabelecer or&ccedil;amento adequado, com a garantia de libera&ccedil;&atilde;o dos recursos financeiros, para as atividades de manuten&ccedil;&atilde;o e expans&atilde;o conseq&uuml;ente das institui&ccedil;&otilde;es.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h6>&mdash;&mdash;&mdash;&mdash;&mdash;&mdash;&mdash;&mdash;&mdash;&mdash;&mdash;&mdash;&mdash;&mdash;&mdash;&mdash;&mdash;&mdash;&mdash;&mdash;&mdash;&mdash;&mdash;&mdash;&mdash;&mdash;&ndash;<\/h6>\n<h6>[1] A institucionaliza&ccedil;&atilde;o da pesquisa no Brasil ocorreu sobretudo a partir da cria&ccedil;&atilde;o de ag&ecirc;ncias de fomento, destacadamente a Capes e CNPq, o que implicou na cria&ccedil;&atilde;o de um sistema de avalia&ccedil;&atilde;o da qualidade, na estabilidade do financiamento, no apoio &agrave; qualifica&ccedil;&atilde;o e titula&ccedil;&atilde;o de professores por meio de bolsas, &agrave; indu&ccedil;&atilde;o de pesquisa tendo em vista &aacute;reas e demandas estrat&eacute;gicas de conhecimento e inova&ccedil;&atilde;o tecnol&oacute;gica, conforme an&aacute;lise presente no PNPG 2005-2010.<\/h6>\n<h6>[2] Segundo o PNPG 2005-2010, os objetivos da p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o nos pr&oacute;ximos anos s&atilde;o: o fortalecimento das bases cient&iacute;fica, tecnol&oacute;gica e de inova&ccedil;&atilde;o, a forma&ccedil;&atilde;o de docentes para todos os n&iacute;veis de ensino e a forma&ccedil;&atilde;o de quadros para mercados n&atilde;o acad&ecirc;micos (p.45).<\/h6>\n<h6>[3] Cf. estabelece o Decreto Estadual n&ordm; 5.112, de 27 de agosto de 1999 em seu art. 2&ordm;, &ldquo;A Funda&ccedil;&atilde;o tem por objetivo primordial organizar e manter em regular funcionamento a Universidade Estadual de Goi&aacute;s &ndash; UEG, supervisionando-a e dando-lhe personalidade jur&iacute;dica&rdquo;. O Decreto Estadual n&ordm; 5.130 de 03 de novembro de 1999, em seu art. 2&ordm; estabeleceu que &ldquo;A Universidade Estadual de Goi&aacute;s, &eacute; mantida pela Funda&ccedil;&atilde;o Universidade Estadual de Goi&aacute;s &ndash; FUEG, que lhe d&aacute; personalidade jur&iacute;dica.&rdquo;.<\/h6>\n<\/div>\n<p><\/body><\/html><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A educa&ccedil;&atilde;o superior em Goi&aacute;s &eacute; atualmente bastante diversa do ponto de vista da organiza&ccedil;&atilde;o acad&ecirc;mica e da qualidade. Isso se deve, em grande parte, ao processo de constitui&ccedil;&atilde;o da educa&ccedil;&atilde;o superior no Estado que, como em todo o Brasil, estruturou-se basicamente por meio de universidades e institui&ccedil;&otilde;es isoladas de ensino. 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