{"id":8862,"date":"2007-10-02T06:56:47","date_gmt":"2007-10-02T09:56:47","guid":{"rendered":"https:\/\/siteshom.goias.gov.br\/imb\/pnad-2006-trabalhadores-que-ganham-menos-recuperam-o-rendimento-que-tinham-ha-dez-anos\/"},"modified":"2007-10-02T06:56:47","modified_gmt":"2007-10-02T09:56:47","slug":"pnad-2006-trabalhadores-que-ganham-menos-recuperam-o-rendimento-que-tinham-ha-dez-anos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/goias.gov.br\/imb\/pnad-2006-trabalhadores-que-ganham-menos-recuperam-o-rendimento-que-tinham-ha-dez-anos\/","title":{"rendered":"Pnad 2006: trabalhadores que ganham menos recuperam o rendimento que tinham h\u00e1 dez anos"},"content":{"rendered":"<p><!DOCTYPE html PUBLIC \"-\/\/W3C\/\/DTD HTML 4.0 Transitional\/\/EN\" \"https:\/\/www.w3.org\/TR\/REC-html40\/loose.dtd\"><br \/>\n<html><body><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;line-height:16.0pt;mso-line-height-rule:exactly\">De 2005 para 2006, os trabalhadores do Brasil tiveram um aumento de 7,2% em seus rendimentos, passando a ganhar, em m&Atilde;&copy;dia, R$ 883 por m&Atilde;&ordf;s. Apesar de o crescimento n&Atilde;&pound;o ter sido suficiente para atingir o maior valor de rendimento da s&Atilde;&copy;rie (R$ 975, em 1996), esse patamar mais alto foi alcan&Atilde;&sect;ado e superado entre os 50% de pessoas ocupadas que ganhavam menos. <\/p>\n<p style=\"text-align:justify;line-height:16.0pt;mso-line-height-rule:exactly\">De forma semelhante, em 2006, o percentual de pessoas que trabalhavam na popula&Atilde;&sect;&Atilde;&pound;o de 10 anos ou mais de idade (57,0%) chegou pr&Atilde;&sup3;ximo ao do in&Atilde;&shy;cio da d&Atilde;&copy;cada de 90 (57,5% em 1992), sendo que, no ano passado, de cada cinco novos postos de trabalho criados, tr&Atilde;&ordf;s eram com carteira assinada. Entretanto, mais da metade da popula&Atilde;&sect;&Atilde;&pound;o ocupada (49,1 milh&Atilde;&micro;es de pessoas) continuava formada por trabalhadores sem carteira assinada, por conta-pr&Atilde;&sup3;pria ou sem remunera&Atilde;&sect;&Atilde;&pound;o.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;line-height:16.0pt;mso-line-height-rule:exactly\">A passagem de 2005 para 2006 assinalou tamb&Atilde;&copy;m a continuidade de diversas melhorias na educa&Atilde;&sect;&Atilde;&pound;o: aumentou de forma significativa o contingente de crian&Atilde;&sect;as de 5 e 6 anos na escola; ca&Atilde;&shy;ram as taxas de analfabetismo e de analfabetismo funcional; e cresceu a m&Atilde;&copy;dia de anos de estudo da popula&Atilde;&sect;&Atilde;&pound;o. Por outro lado, o trabalho infantil sofreu redu&Atilde;&sect;&Atilde;&pound;o em todas as faixas et&Atilde;&iexcl;rias, ainda que, no ano passado, 5,1 milh&Atilde;&micro;es de crian&Atilde;&sect;as e adolescentes entre 5 e 17 anos de idade estivessem ocupados.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;line-height:16.0pt;mso-line-height-rule:exactly\">O Brasil continua envelhecendo, sobretudo nas regi&Atilde;&micro;es Sul e Sudeste, e a taxa m&Atilde;&copy;dia de fecundidade nacional caiu ao n&Atilde;&shy;vel do limite de reposi&Atilde;&sect;&Atilde;&pound;o (2,0 filhos em m&Atilde;&copy;dia por mulher).<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;line-height:16.0pt;mso-line-height-rule:exactly\">As desigualdades regionais, entretanto, se mant&Atilde;&ordf;m, seja nos indicadores educacionais, seja no acesso domiciliar a bens e servi&Atilde;&sect;os p&Atilde;&ordm;blicos, seja na distribui&Atilde;&sect;&Atilde;&pound;o dos rendimentos.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;line-height:16.0pt;mso-line-height-rule:exactly\">Esses s&Atilde;&pound;o alguns dos resultados da <b>Pesquisa Nacional por Amostra de Domic&Atilde;&shy;lios (Pnad) do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estat&Atilde;&shy;stica) <\/b>, que, anualmente, busca tra&Atilde;&sect;ar um retrato do pa&Atilde;&shy;s. Em 2006, foram entrevistadas 410.241 pessoas, em 145.547 domic&Atilde;&shy;lios em todo o Brasil. A partir de outubro, cerca de 2.000 entrevistadores do IBGE v&Atilde;&pound;o a campo para realiza&Atilde;&sect;&Atilde;&pound;o da Pnad, que, em 2007, completa 40 anos. Pela primeira vez, a coleta da pesquisa ser&Atilde;&iexcl; eletr&Atilde;&acute;nica.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;line-height:16.0pt;mso-line-height-rule:exactly\">O rendimento m&Atilde;&copy;dio mensal das pessoas ocupadas com rendimento de trabalho cresceu 7,2%, em 2006, na compara&Atilde;&sect;&Atilde;&pound;o com 2005, passando de R$ 824 para R$ 883. Foi o maior crescimento nessa compara&Atilde;&sect;&Atilde;&pound;o desde 1995. Um dos fatores determinantes para esse crescimento foi o ganho real do sal&Atilde;&iexcl;rio m&Atilde;&shy;nimo, de 13,3% em 2006, frente a 2005. Foi registrada pequena redu&Atilde;&sect;&Atilde;&pound;o na concentra&Atilde;&sect;&Atilde;&pound;o da renda, revelada pela evolu&Atilde;&sect;&Atilde;&pound;o do &Atilde;&shy;ndice de Gini<sup>1<\/sup>: de 0,547, em 2004, para 0,543, em 2005, e 0,540, em 2006.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;line-height:16.0pt;mso-line-height-rule:exactly\">A remunera&Atilde;&sect;&Atilde;&pound;o m&Atilde;&copy;dia dos empregados subiu 6,6%; a dos empregados dom&Atilde;&copy;sticos, 7,9%; e a dos trabalhadores por conta pr&Atilde;&sup3;pria, 5,4%. Dentre os empregados, o rendimento m&Atilde;&copy;dio daqueles com carteira de trabalho assinada cresceu 4,7%; o dos empregados sem carteira, 4,2%; enquanto o dos militares e estatut&Atilde;&iexcl;rios aumentou 11,5%.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;line-height:16.0pt;mso-line-height-rule:exactly\">Os maiores ganhos no rendimento em 2006, frente a 2005, foram nas regi&Atilde;&micro;es Nordeste (12,1%) e Norte (7,1%). Tamb&Atilde;&copy;m houve crescimento no Sudeste (6,6%), Sul (5,5%) e Centro-Oeste (4,9%). O menor rendimento real m&Atilde;&copy;dio foi observado no Nordeste (R$ 565), e o maior, no Sudeste (R$ 1.027). O &Atilde;&shy;ndice de Gini mostrou maior concentra&Atilde;&sect;&Atilde;&pound;o no Nordeste (0,565) e no Centro-Oeste (0,541) e ficou em 0,523 no Sudeste; 0,502 no Sul; e 0,495 no Norte.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;line-height:16.0pt;mso-line-height-rule:exactly\">Os rendimentos reais m&Atilde;&copy;dios dos homens e das mulheres continuaram diferindo, embora com menos intensidade: em 2006, o rendimento de trabalho das mulheres representava 65,6% do rendimento dos homens, contra 64,4% em 2005; 63,5% em 2004; e 58,7% em 1996. As maiores diferen&Atilde;&sect;as salariais entre homens e mulheres estavam, em 2006, entre os trabalhadores por conta pr&Atilde;&sup3;pria e trabalhadores dom&Atilde;&copy;sticos.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;line-height:16.0pt;mso-line-height-rule:exactly\">Numa an&Atilde;&iexcl;lise hist&Atilde;&sup3;rica, o rendimento m&Atilde;&copy;dio real alcan&Atilde;&sect;ado no pa&Atilde;&shy;s, R$ 888<sup>2<\/sup> em 2006, n&Atilde;&pound;o foi suficiente para recuperar o maior rendimento real m&Atilde;&copy;dio da s&Atilde;&copy;rie, R$ 975, observado em 1996. Essa recupera&Atilde;&sect;&Atilde;&pound;o ao patamar de 1996, foi observada, no entanto, para a primeira metade da distribui&Atilde;&sect;&Atilde;&pound;o do rendimento de trabalho (aqueles que ganham menos), cujo rendimento passou de R$ 267, em 1996, para R$ 293 em 2006.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;line-height:16.0pt;mso-line-height-rule:exactly\"><b>Em 2006, rendimento m&Atilde;&copy;dio dos domic&Atilde;&shy;lios brasileiros era de R$ 1.687<\/b><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;line-height:16.0pt;mso-line-height-rule:exactly\">O rendimento m&Atilde;&copy;dio mensal dos domic&Atilde;&shy;lios com rendimento passou de R$ 1.494, em 2004, para R$ 1.568, em 2005, e R$ 1.687 em 2006, apresentando ganhos reais de 5,0%, em 2005, e de 7,6% em 2006. Os maiores crescimentos do rendimento domiciliar foram observados no Nordeste (11,7%) e no Norte (8,8%). No Sul e Sudeste, o rendimento m&Atilde;&copy;dio dos domic&Atilde;&shy;lios cresceu 7%, enquanto o menor crescimento foi registrado no Centro-Oeste (6%).<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;line-height:16.0pt;mso-line-height-rule:exactly\">O crescimento no Nordeste resultou em pequena redu&Atilde;&sect;&Atilde;&pound;o das diferen&Atilde;&sect;as entre essa regi&Atilde;&pound;o e o Sudeste. O rendimento domiciliar m&Atilde;&copy;dio do Nordeste representava, em 2005, 52,8% do rendimento do Sudeste, passando, em 2006, para 57,8%. Apesar disso, o valor real m&Atilde;&copy;dio do rendimento domiciliar do Nordeste (R$ 1.089) continuava sendo o menor, enquanto no Sudeste (R$ 1.885) era o maior. No pa&Atilde;&shy;s, a metade inferior da distribui&Atilde;&sect;&Atilde;&pound;o (os menores rendimentos) respondia, em 2004, por apenas 15,9% do total de rendimentos; em 2005, por 16,1%; e em 2006, por 16,4%.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;line-height:16.0pt;mso-line-height-rule:exactly\"><b>Aumenta o n&Atilde;&ordm;mero de trabalhadores com mais de 40 anos de idade<\/b><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;line-height:16.0pt;mso-line-height-rule:exactly\">De 2005 para 2006, o n&Atilde;&ordm;mero de pessoas ocupadas cresceu 2,4% em todo o pa&Atilde;&shy;s, ou seja, entraram no mercado de trabalho mais 2,1 milh&Atilde;&micro;es de pessoas. Entretanto, esse crescimento foi abaixo do registrado em 2005 (2,9% em rela&Atilde;&sect;&Atilde;&pound;o a 2004). A regi&Atilde;&pound;o Sudeste foi a &Atilde;&ordm;nica a apresentar varia&Atilde;&sect;&Atilde;&pound;o positiva no n&Atilde;&shy;vel da ocupa&Atilde;&sect;&Atilde;&pound;o<sup>3<\/sup> (0,8 ponto percentual), sendo que, no pa&Atilde;&shy;s, o aumento entre as mulheres (de 45,3%, em 2005, para 46,8% em 2006) foi superior ao dos homens (de 68,3% para 68,2%) .<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;line-height:16.0pt;mso-line-height-rule:exactly\">Em 2006, a participa&Atilde;&sect;&Atilde;&pound;o dos trabalhadores com mais de 40 anos de idade na popula&Atilde;&sect;&Atilde;&pound;o ocupada aumentou 1,1 ponto percentual em rela&Atilde;&sect;&Atilde;&pound;o ao ano anterior (passou de 39,0%, em 2005, para 40,1% em 2006). No Sudeste, esse aumento foi de 1,4 ponto percentual frente a 2005. Nas demais regi&Atilde;&micro;es, ficou em torno de 0,9 ponto percentual.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;line-height:16.0pt;mso-line-height-rule:exactly\">Dos quase 90 milh&Atilde;&micro;es de ocupados em 2006, 33,4 milh&Atilde;&micro;es tinham completado pelo menos o equivalente ao ensino m&Atilde;&copy;dio (11 anos ou mais de estudo). Em um ano, a participa&Atilde;&sect;&Atilde;&pound;o desse grupo na popula&Atilde;&sect;&Atilde;&pound;o ocupada passou de 34,5% para 37,6%. Na regi&Atilde;&pound;o Sudeste, o grupo mais escolarizado representava 45,5% da popula&Atilde;&sect;&Atilde;&pound;o ocupada. Nas regi&Atilde;&micro;es Sul e Centro-Oeste, esse percentual ficou em torno de 38,0% e, na regi&Atilde;&pound;o Norte, foi de 30,8%. Cabe salientar que nesta &Atilde;&ordm;ltima regi&Atilde;&pound;o citada foi registrado o maior aumento em rela&Atilde;&sect;&Atilde;&pound;o a 2005: 3,3 pontos percentuais.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;line-height:16.0pt;mso-line-height-rule:exactly\">Em todas as regi&Atilde;&micro;es, o grupo das mulheres com 11 anos ou mais de estudo representava o maior contingente na popula&Atilde;&sect;&Atilde;&pound;o ocupada feminina. Entretanto, para os homens, esse resultado s&Atilde;&sup3; foi encontrado nas regi&Atilde;&micro;es Sudeste, Sul e Centro-Oeste.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;line-height:16.0pt;mso-line-height-rule:exactly\">A s&Atilde;&copy;rie hist&Atilde;&sup3;rica harmonizada <sup>4<\/sup> da Pnad mostra que o n&Atilde;&shy;vel de ocupa&Atilde;&sect;&Atilde;&pound;o passou de 55,0%, em 1996, para 57,0% em 2006, aproximando-se do patamar dos primeiros anos da d&Atilde;&copy;cada de 1990 (57,5% em 1992).<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;line-height:16.0pt;mso-line-height-rule:exactly\"><b>Atividade agr&Atilde;&shy;cola perde mais de meio milh&Atilde;&pound;o de trabalhadores em um ano<\/b><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;line-height:16.0pt;mso-line-height-rule:exactly\">De 2005 para 2006, a participa&Atilde;&sect;&Atilde;&pound;o da atividade agr&Atilde;&shy;cola na popula&Atilde;&sect;&Atilde;&pound;o ocupada caiu de 20,5% (17,8 milh&Atilde;&micro;es de trabalhadores) para 19,3% (17,2 milh&Atilde;&micro;es). Em 2004, a participa&Atilde;&sect;&Atilde;&pound;o da atividade agr&Atilde;&shy;cola era de 21,0%, ou seja, 17,7 milh&Atilde;&micro;es de brasileiros estavam trabalhando no campo.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;line-height:16.0pt;mso-line-height-rule:exactly\">A participa&Atilde;&sect;&Atilde;&pound;o da atividade agr&Atilde;&shy;cola na popula&Atilde;&sect;&Atilde;&pound;o ocupada caiu significativamente em todas as regi&Atilde;&micro;es. A regi&Atilde;&pound;o Nordeste, onde se concentrava o maior contingente desses trabalhadores, cerca de 7,9 milh&Atilde;&micro;es de pessoas, apresentou a maior queda (de 36,5% em 2005, para 33,8% em 2006), com redu&Atilde;&sect;&Atilde;&pound;o de 447 mil trabalhadores. Na regi&Atilde;&pound;o Norte, a participa&Atilde;&sect;&Atilde;&pound;o da atividade agr&Atilde;&shy;cola passou de 23,4% para 22,6% da popula&Atilde;&sect;&Atilde;&pound;o ocupada. No Sul, onde a atividade agr&Atilde;&shy;cola tem peso expressivo, o percentual de trabalhadores tamb&Atilde;&copy;m caiu, de 22,1% em 2005 para 21,2%. Por fim, a regi&Atilde;&pound;o Centro-Oeste, com cerca de 1 milh&Atilde;&pound;o de trabalhadores na atividade agr&Atilde;&shy;cola, teve queda de 17,6% para 16,4%.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;line-height:16.0pt;mso-line-height-rule:exactly\">No grupamento da ind&Atilde;&ordm;stria, trabalhavam, em setembro de 2006, 13,2 milh&Atilde;&micro;es de pessoas. Observou-se aumento de 1,7% nessa estimativa, em rela&Atilde;&sect;&Atilde;&pound;o ao ano anterior. A ind&Atilde;&ordm;stria registrou aumento de contingente apenas nas regi&Atilde;&micro;es Sudeste (3,4%) e Centro-Oeste (8,1%).<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;line-height:16.0pt;mso-line-height-rule:exactly\"><b>Em 2006, para cada cinco vagas de trabalho, tr&Atilde;&ordf;s eram com carteira assinada<\/b><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;line-height:16.0pt;mso-line-height-rule:exactly\">O n&Atilde;&ordm;mero de trabalhadores com carteira de trabalho assinada atingiu 30,1 milh&Atilde;&micro;es em 2006, um crescimento de 4,7% em rela&Atilde;&sect;&Atilde;&pound;o ao ano anterior e um acr&Atilde;&copy;scimo de 1,3 milh&Atilde;&pound;o de pessoas no setor formal. Esses empregados, que somavam 33,1% da popula&Atilde;&sect;&Atilde;&pound;o ocupada em 2005, passaram a representar 33,8% em 2006. Para cada cinco empregos criados em 2006, tr&Atilde;&ordf;s eram com carteira assinada.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;line-height:16.0pt;mso-line-height-rule:exactly\">Em rela&Atilde;&sect;&Atilde;&pound;o ao contingente de trabalhadores sem carteira de trabalho assinada (20,8 milh&Atilde;&micro;es em 2006), o crescimento foi de 1,8% frente a 2005, e a participa&Atilde;&sect;&Atilde;&pound;o desse grupo na popula&Atilde;&sect;&Atilde;&pound;o ocupada ficou est&Atilde;&iexcl;vel (23,2%). De 2005 para 2006, a participa&Atilde;&sect;&Atilde;&pound;o dos trabalhadores por conta pr&Atilde;&sup3;pria tamb&Atilde;&copy;m se manteve est&Atilde;&iexcl;vel, com 21,2%, que representavam 19 milh&Atilde;&micro;es de trabalhadores. J&Atilde;&iexcl; a participa&Atilde;&sect;&Atilde;&pound;o dos trabalhadores n&Atilde;&pound;o-remunerados caiu para 8,7%, e havia 5,4 milh&Atilde;&micro;es de pessoas nessa condi&Atilde;&sect;&Atilde;&pound;o.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;line-height:16.0pt;mso-line-height-rule:exactly\">Em 2006, verificou-se que 40,1 milh&Atilde;&micro;es de trabalhadores n&Atilde;&pound;o tinham carteira de trabalho assinada, trabalhavam por conta pr&Atilde;&sup3;pria e ou eram n&Atilde;&pound;o-remunerados (23,2%, 21,2% e 6%, respectivamente, da popula&Atilde;&sect;&Atilde;&pound;o ocupada). Esse grupo representava mais da metade da popula&Atilde;&sect;&Atilde;&pound;o ocupada (50,4%), entretanto, foi reduzido em praticamente todas as regi&Atilde;&micro;es em rela&Atilde;&sect;&Atilde;&pound;o a 2005.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;line-height:16.0pt;mso-line-height-rule:exactly\"><b>Em 2006, cai o n&Atilde;&ordm;mero de desocupados<\/b><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;line-height:16.0pt;mso-line-height-rule:exactly\">Do contingente de 96,7 milh&Atilde;&micro;es de pessoas na for&Atilde;&sect;a trabalho, 8,2 milh&Atilde;&micro;es estavam desocupadas<sup>5<\/sup> em setembro de 2006. Em rela&Atilde;&sect;&Atilde;&pound;o a 2005, houve queda de 8,3% nessa estimativa, ou seja, redu&Atilde;&sect;&Atilde;&pound;o de 742 mil no n&Atilde;&ordm;mero de pessoas desocupadas.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;line-height:16.0pt;mso-line-height-rule:exactly\">A redu&Atilde;&sect;&Atilde;&pound;o no n&Atilde;&ordm;mero de desocupados e o aumento da popula&Atilde;&sect;&Atilde;&pound;o ocupada fizeram com que a taxa de desocupa&Atilde;&sect;&Atilde;&pound;o<sup>6<\/sup> apresentasse retra&Atilde;&sect;&Atilde;&pound;o em quase um ponto percentual, passando 9,3% em 2005 para 8,4% em 2006. &Atilde;&#8364; exce&Atilde;&sect;&Atilde;&pound;o da regi&Atilde;&pound;o Sul, a taxa de desocupa&Atilde;&sect;&Atilde;&pound;o apresentou retra&Atilde;&sect;&Atilde;&pound;o em todas as regi&Atilde;&micro;es. Nas regi&Atilde;&micro;es Sudeste e Centro-Oeste, a queda foi superior a 1 ponto percentual. A regi&Atilde;&pound;o Sudeste apresentou a taxa de desocupa&Atilde;&sect;&Atilde;&pound;o mais alta (9,6%); e a regi&Atilde;&pound;o Sul, a mais baixa (8,4%).<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;line-height:16.0pt;mso-line-height-rule:exactly\">As mulheres s&Atilde;&pound;o maioria na popula&Atilde;&sect;&Atilde;&pound;o desocupada (cerca de 57,0%), e em muitos estados esse n&Atilde;&ordm;mero ultrapassa 60,0%. Por faixa et&Atilde;&iexcl;ria, o contingente de desocupados estava distribu&Atilde;&shy;do, em 2006, da seguinte forma: de 18 a 24 anos (36,7%), de 25 a 49 anos (43,3%), de 50 anos ou mais (6,5%).<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;line-height:16.0pt;mso-line-height-rule:exactly\"><b>Mulheres s&Atilde;&sup3; aumentam participa&Atilde;&sect;&Atilde;&pound;o no mercado de trabalho no Sul e Sudeste<\/b><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;line-height:16.0pt;mso-line-height-rule:exactly\">De 2005 para 2006, a for&Atilde;&sect;a de trabalho brasileira cresceu 1,6%, que representa 97,6 milh&Atilde;&micro;es de pessoas economicamente ativas<sup>7<\/sup>. A participa&Atilde;&sect;&Atilde;&pound;o das mulheres no mercado de trabalho tem sido cada vez mais expressiva. Em 2006, elas somavam 42,6 milh&Atilde;&micro;es, e sua participa&Atilde;&sect;&Atilde;&pound;o cresceu de 43,1%, em 2004; para 43,5% em 2005; e 43,7% em 2006. Houve avan&Atilde;&sect;os da participa&Atilde;&sect;&Atilde;&pound;o das mulheres nas regi&Atilde;&micro;es Sudeste (de 44,2% para 44,8%) e Sul (de 44,6% para 45,0%). J&Atilde;&iexcl; nas regi&Atilde;&micro;es Norte, Nordeste e Centro-Oeste, n&Atilde;&pound;o houve altera&Atilde;&sect;&Atilde;&pound;o significativa dessa participa&Atilde;&sect;&Atilde;&pound;o.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;line-height:16.0pt;mso-line-height-rule:exactly\">Entre os homens que estavam na for&Atilde;&sect;a de trabalho, 90,0% tinham conclu&Atilde;&shy;do pelo menos um ano de estudo, enquanto que, para as mulheres, o percentual estimado era superior (93,0%). Amplia-se essa diferen&Atilde;&sect;a entre homens e mulheres quando se comparam os n&Atilde;&shy;veis mais altos de escolaridade. Quase 43,5% delas conclu&Atilde;&shy;ram o ensino m&Atilde;&copy;dio (11 anos ou mais de estudo), enquanto, apenas um ter&Atilde;&sect;o dos homens possu&Atilde;&shy;a esse grau de instru&Atilde;&sect;&Atilde;&pound;o.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;line-height:16.0pt;mso-line-height-rule:exactly\"><b>Aumentam os n&Atilde;&ordm;meros de contribuintes para a Previd&Atilde;&ordf;ncia e de sindicalizados<\/b><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;line-height:16.0pt;mso-line-height-rule:exactly\">Em 2006, 41,3 milh&Atilde;&micro;es de trabalhadores contribu&Atilde;&shy;am para a Previd&Atilde;&ordf;ncia em todo o pa&Atilde;&shy;s, ou seja, mais da metade da popula&Atilde;&sect;&Atilde;&pound;o ocupada n&Atilde;&pound;o estava sob as garantias previdenci&Atilde;&iexcl;rias (51,2%). Entretanto, em todas as regi&Atilde;&micro;es houve aumento do n&Atilde;&ordm;mero de contribuintes, sendo que, no pa&Atilde;&shy;s como um todo, o percentual dos que contribu&Atilde;&shy;am, entre os ocupados, cresceu 3,7% entre 2005 e 2006, passando de 47,4% para 48,8%.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;line-height:16.0pt;mso-line-height-rule:exactly\">Em 1996, pouco mais de dois quintos (42,6%) dos trabalhadores contribu&Atilde;&shy;am para a Previd&Atilde;&ordf;ncia; em 2006, esse percentual representava quase a metade dos ocupados (49,2%). Ainda que estejamos longe do quadro ideal, cabe ressaltar que, em 2006, a Pnad registrou a maior participa&Atilde;&sect;&Atilde;&pound;o de contribuintes para o instituto de Previd&Atilde;&ordf;ncia na popula&Atilde;&sect;&Atilde;&pound;o ocupada desde o in&Atilde;&shy;cio da d&Atilde;&copy;cada de 90.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;line-height:16.0pt;mso-line-height-rule:exactly\">Em 2006, havia 16,5 milh&Atilde;&micro;es de associados a sindicatos. Em rela&Atilde;&sect;&Atilde;&pound;o a 2005, esse resultado aumentou 5,4%. Os sindicalizados representavam, em 2006, 18,6% da popula&Atilde;&sect;&Atilde;&pound;o ocupada, participa&Atilde;&sect;&Atilde;&pound;o que se manteve praticamente est&Atilde;&iexcl;vel em rela&Atilde;&sect;&Atilde;&pound;o a 2005. Em 1996, a participa&Atilde;&sect;&Atilde;&pound;o das pessoas sindicalizadas na popula&Atilde;&sect;&Atilde;&pound;o era de 16,6%.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;line-height:16.0pt;mso-line-height-rule:exactly\">Ocupa&Atilde;&sect;&Atilde;&pound;o de crian&Atilde;&sect;as e adolescentes cai de 12,2%, em 2005, para 11,5% em 2006<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;line-height:16.0pt;mso-line-height-rule:exactly\">Em 2006, o n&Atilde;&shy;vel de ocupa&Atilde;&sect;&Atilde;&pound;o das crian&Atilde;&sect;as e adolescentes de 5 a 17 anos de idade, estimado em 11,5%, teve queda frente a 2005 (12,2%). No ano passado, havia 5,1 milh&Atilde;&micro;es de pessoas de 5 a 17 anos de idade trabalhando no Brasil, representando 5,7% da popula&Atilde;&sect;&Atilde;&pound;o ocupada com 5 anos ou mais de idade. Em rela&Atilde;&sect;&Atilde;&pound;o a 2005, houve queda de 0,5 ponto percentual na participa&Atilde;&sect;&Atilde;&pound;o de crian&Atilde;&sect;as e adolescentes na popula&Atilde;&sect;&Atilde;&pound;o ocupada. Entre as regi&Atilde;&micro;es, a Nordeste apresentou a maior participa&Atilde;&sect;&Atilde;&pound;o de pessoas de 5 a 17 anos de idade entre os ocupados, entretanto, registrou tamb&Atilde;&copy;m a maior redu&Atilde;&sect;&Atilde;&pound;o dessa participa&Atilde;&sect;&Atilde;&pound;o de 2005 para 2006 (de 9,4% para 8,4%).<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;line-height:16.0pt;mso-line-height-rule:exactly\">A participa&Atilde;&sect;&Atilde;&pound;o das crian&Atilde;&sect;as e adolescentes de 5 a 17 anos de idade na popula&Atilde;&sect;&Atilde;&pound;o ocupada na atividade agr&Atilde;&shy;cola (12,7%) era aproximadamente tr&Atilde;&ordf;s vezes aquela na atividade n&Atilde;&pound;o-agr&Atilde;&shy;cola (4,2%). De 2005 para 2006, houve redu&Atilde;&sect;&Atilde;&pound;o de 1,2 ponto percentual na participa&Atilde;&sect;&Atilde;&pound;o desse grupo et&Atilde;&iexcl;rio na atividade agr&Atilde;&shy;cola, enquanto na atividade n&Atilde;&pound;o-agr&Atilde;&shy;cola n&Atilde;&pound;o foi evidenciada altera&Atilde;&sect;&Atilde;&pound;o.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;line-height:16.0pt;mso-line-height-rule:exactly\">Entre as caracter&Atilde;&shy;sticas da popula&Atilde;&sect;&Atilde;&pound;o ocupada de 5 a 17 anos de idade podem-se destacar as seguintes: 41,4% estavam na atividade agr&Atilde;&shy;cola; 64,4% eram homens (nas atividades agr&Atilde;&shy;colas, esse percentual era de 74,1%); 59,1% eram pretos e pardos; 94,5% eram alfabetizados; e 19,0% n&Atilde;&pound;o freq&Atilde;&frac14;entavam a escola, percentual bem superior ao registrado para o total de crian&Atilde;&sect;as e adolescentes nessa faixa et&Atilde;&iexcl;ria que n&Atilde;&pound;o trabalhavam (6,4%).<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;line-height:16.0pt;mso-line-height-rule:exactly\">As crian&Atilde;&sect;as e adolescentes ocupados de 5 a 17 anos de idade vinham de fam&Atilde;&shy;lias cujo rendimento m&Atilde;&copy;dio domiciliar per capita estava em torno de R$ 280. Em m&Atilde;&copy;dia, tinham uma carga hor&Atilde;&iexcl;ria semanal de 20 horas de trabalho, e 59,1% residiam nas &Atilde;&iexcl;reas rurais. Entre as que viviam no meio rural, 4,0% n&Atilde;&pound;o sabiam ler e escrever, e 22,6% estavam fora da escola. Cerca de 36,1% das crian&Atilde;&sect;as e adolescentes ocupados n&Atilde;&pound;o tinham remunera&Atilde;&sect;&Atilde;&pound;o, e 37,9% eram empregados.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;line-height:16.0pt;mso-line-height-rule:exactly\">Em 2006, cerca de 237 mil crian&Atilde;&sect;as de 5 a 9 anos (1,4%) trabalhavam<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;line-height:16.0pt;mso-line-height-rule:exactly\">Aproximadamente 237 mil crian&Atilde;&sect;as de 5 a 9 anos de idade estavam trabalhando no Brasil em setembro de 2006. Elas representavam 4,6% do contingente de crian&Atilde;&sect;as e adolescentes de 5 a 17 anos de idade que trabalhavam, percentual inferior ao de 2005 (5,6%).<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;line-height:16.0pt;mso-line-height-rule:exactly\">Entre as crian&Atilde;&sect;as trabalhadoras nessa faixa et&Atilde;&iexcl;ria, 69,0% eram meninos, 63,7% eram pretos ou pardos, 44,3% n&Atilde;&pound;o sabiam ler e escrever e 6,9% n&Atilde;&pound;o freq&Atilde;&frac14;entavam escola. Elas tinham origem em fam&Atilde;&shy;lias cujo rendimento m&Atilde;&copy;dio domiciliar per capita estava em torno de R$ 150, em m&Atilde;&copy;dia trabalhavam 10,6 horas por semana, e mais da metade delas (65,8%) vivia em &Atilde;&iexcl;reas rurais. Cerca de 58,1% das crian&Atilde;&sect;as de 5 a 9 anos de idade ocupadas n&Atilde;&pound;o tinha remunera&Atilde;&sect;&Atilde;&pound;o, e 33,0% trabalhavam na produ&Atilde;&sect;&Atilde;&pound;o para o pr&Atilde;&sup3;prio consumo.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;line-height:16.0pt;mso-line-height-rule:exactly\">Na faixa et&Atilde;&iexcl;ria de 10 a 14 anos, 1,7 milh&Atilde;&pound;o de pessoas trabalhavam em setembro de 2006. O grupo representava 33,6% do total de crian&Atilde;&sect;as e adolescentes de 5 a 17 anos de idade que trabalhavam &acirc;&#8364;&#8220; em 2005, eram 34,2%. O n&Atilde;&shy;vel de ocupa&Atilde;&sect;&Atilde;&pound;o para essa faixa et&Atilde;&iexcl;ria foi estimado em 9,7% em 2006, tamb&Atilde;&copy;m em queda frente a 2005 (10,8%).<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;line-height:16.0pt;mso-line-height-rule:exactly\">Como nos demais grupos et&Atilde;&iexcl;rios, 64,4% dos ocupados com 10 a 14 anos de idade eram meninos; 63,0% eram pretos ou pardos; 6,4% n&Atilde;&pound;o sabiam ler e escrever e 6,5% n&Atilde;&pound;o freq&Atilde;&frac14;entavam escola. Essas crian&Atilde;&sect;as trabalhadoras vinham de fam&Atilde;&shy;lias cujo rendimento m&Atilde;&copy;dio domiciliar per capita era de cerca de R$ 204 e cumpriam uma jornada semanal m&Atilde;&copy;dia de 18,4 horas. Mais da metade delas (55,4%) residia nas &Atilde;&iexcl;reas rurais. Entre os ocupados de 10 a 14 anos, cerca de 53,7% n&Atilde;&pound;o tinham remunera&Atilde;&sect;&Atilde;&pound;o, 15,6% trabalhavam na produ&Atilde;&sect;&Atilde;&pound;o para o pr&Atilde;&sup3;prio consumo, e 17,3% eram empregados.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;line-height:16.0pt;mso-line-height-rule:exactly\">Entre 1996 e 2006, a propor&Atilde;&sect;&Atilde;&pound;o de crian&Atilde;&sect;as e adolescentes de 5 a 17 anos de idade que trabalhavam, em rela&Atilde;&sect;&Atilde;&pound;o ao total de pessoas nessa faixa et&Atilde;&iexcl;ria, caiu de 18,7% para 11,1%. Houve redu&Atilde;&sect;&Atilde;&pound;o em todas as faixas et&Atilde;&iexcl;rias: no grupo de 5 a 9 anos de idade, a queda foi de 3,2% para 1,4%; na de 10 a 14 anos, de 18,7% para 9,7%; e na de 15 a 17 anos, passou de 44,0% para 30,5%.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;line-height:16.0pt;mso-line-height-rule:exactly\"><b>Norte e Centro-Oeste t&Atilde;&ordf;m maiores eleva&Atilde;&sect;&Atilde;&micro;es no percentual de estudantes<\/b><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;line-height:16.0pt;mso-line-height-rule:exactly\">Do total de pessoas de 5 anos ou mais de idade no Brasil (173 milh&Atilde;&micro;es, aproximadamente), cerca de 54,9 milh&Atilde;&micro;es (em torno de 32%) freq&Atilde;&frac14;entavam escola em 2006, um aumento de 0,9% em rela&Atilde;&sect;&Atilde;&pound;o a 2005. A eleva&Atilde;&sect;&Atilde;&pound;o no percentual de estudantes foi maior nas regi&Atilde;&micro;es Norte e Centro-Oeste (1,3%, em cada uma). Parte da expans&Atilde;&pound;o pode ser atribu&Atilde;&shy;da ao maior ingresso ou perman&Atilde;&ordf;ncia na escola; e parte, ao aumento do n&Atilde;&ordm;mero de pessoas em idade escolar.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;line-height:16.0pt;mso-line-height-rule:exactly\">A presen&Atilde;&sect;a na escola era maior no grupo de 7 a 14 anos de idade, 97,6%, 0,3 ponto percentual acima do registrado em 2005. Nas regi&Atilde;&micro;es Sudeste, Sul e Centro-Oeste, mais de 98% das pessoas de 7 a 14 anos de idade estavam na escola. Nas regi&Atilde;&micro;es Norte e Nordeste, os percentuais foram de 96% e 96,9% respectivamente. Em Santa Catarina, o percentual de pessoas de 7 a 14 anos de idade na escola quase chegava &Atilde;&nbsp; totalidade (99%). Por outro lado, as menores taxas para esse grupo et&Atilde;&iexcl;rio estavam no Acre (94%) e em Alagoas (95,9%).<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;line-height:16.0pt;mso-line-height-rule:exactly\">Para as outras duas classes em idade escolar, de 5 a 6 anos e de 15 a 17 anos de idade, os percentuais dos estudantes no Brasil foram de 84,6% e 82,2%, respectivamente, em 2006. Em rela&Atilde;&sect;&Atilde;&pound;o ao ano anterior, para o grupo de idade de 15 a 17 anos, houve um aumento de 0,5 ponto percentual. J&Atilde;&iexcl; para o grupo de 5 a 6 anos de idade, o crescimento foi mais expressivo (3 pontos percentuais).<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;line-height:16.0pt;mso-line-height-rule:exactly\">Percentual de crian&Atilde;&sect;as de 5 e 6 anos na escola cresce mais no ES e cai em AL e MS<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;line-height:16.0pt;mso-line-height-rule:exactly\">Havia grandes diferen&Atilde;&sect;as nos dados por unidades da federa&Atilde;&sect;&Atilde;&pound;o. Em Rond&Atilde;&acute;nia, por exemplo, 60,7% de crian&Atilde;&sect;as entre 5 e 6 anos de idade estavam na escola em 2006 (2,9 pontos percentuais a mais que em 2005). J&Atilde;&iexcl; no Cear&Atilde;&iexcl;, a taxa ficou em 93,2%, 2,1 pontos percentuais superior &Atilde;&nbsp; de 2005.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;line-height:16.0pt;mso-line-height-rule:exactly\">Foi no Esp&Atilde;&shy;rito Santo que a freq&Atilde;&frac14;&Atilde;&ordf;ncia de crian&Atilde;&sect;as de 5 a 6 anos de idade &Atilde;&nbsp; escola ou creche mais cresceu em rela&Atilde;&sect;&Atilde;&pound;o a 2005: 9,2 pontos percentuais, atingindo 85,7%, em 2006. Em Alagoas e Mato Grosso do Sul, por&Atilde;&copy;m, houve redu&Atilde;&sect;&Atilde;&micro;es de 1,6 e 0,4 ponto percentual, respectivamente, nesse indicador, de 2005 para 2006, quando as taxas ficaram em 75,2% e 75,7% respectivamente.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;line-height:16.0pt;mso-line-height-rule:exactly\">Para as pessoas de 18 a 24 e de 25 anos ou mais de idade, as participa&Atilde;&sect;&Atilde;&micro;es no sistema educacional em 2006 eram de 31,7% e 5,6%, respectivamente. Nas regi&Atilde;&micro;es Norte (32,6% e 7,7%) e Nordeste (33,8% e 6,6%), estavam os maiores percentuais.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;line-height:16.0pt;mso-line-height-rule:exactly\">Em todos os grupos de idade, as mulheres tinham um percentual maior de freq&Atilde;&frac14;&Atilde;&ordf;ncia &Atilde;&nbsp; escola que os homens. Para o grupo em idade escolar, de 5 a 17 anos de idade, as propor&Atilde;&sect;&Atilde;&micro;es de estudantes eram 92,4% entre as mulheres e 91,9% para os homens. Em todas as regi&Atilde;&micro;es, a diferen&Atilde;&sect;a ocorreu, n&Atilde;&pound;o sendo muito significativa apenas no Centro-Oeste (0,1 ponto percentual).<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;line-height:16.0pt;mso-line-height-rule:exactly\"><b>N&Atilde;&ordm;mero de estudantes no ensino superior aumenta, principalmente na rede privada<\/b><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;line-height:16.0pt;mso-line-height-rule:exactly\">O n&Atilde;&ordm;mero de estudantes no ensino superior cresceu 13,2% de 2005 para 2006. Nos demais n&Atilde;&shy;veis, houve decr&Atilde;&copy;scimos (-4,5% no pr&Atilde;&copy;-escolar e -0,9% no ensino m&Atilde;&copy;dio) e um ligeiro aumento (0,5% no ensino fundamental). Uma das causas desse fen&Atilde;&acute;meno pode ser o envelhecimento populacional.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;line-height:16.0pt;mso-line-height-rule:exactly\">Apesar de o n&Atilde;&ordm;mero de estudantes da rede p&Atilde;&ordm;blica ainda ser significativamente maior que o da rede privada (43,7 milh&Atilde;&micro;es contra 11,2 milh&Atilde;&micro;es, respectivamente), de 2005 para 2006, o total de estudantes na rede particular cresceu 7,5%; enquanto na rede p&Atilde;&ordm;blica diminuiu 0,7%. A expans&Atilde;&pound;o na rede privada foi mais forte no n&Atilde;&shy;vel superior: 15,3%.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;line-height:16.0pt;mso-line-height-rule:exactly\"><b>Analfabetismo cai em rela&Atilde;&sect;&Atilde;&pound;o a 2005, mas analfabetos funcionais ainda s&Atilde;&pound;o 23,6% da popula&Atilde;&sect;&Atilde;&pound;o<\/b><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;line-height:16.0pt;mso-line-height-rule:exactly\">Em 2006, 14,9 milh&Atilde;&micro;es de brasileiros com mais de 10 anos de idade eram analfabetos<sup>8<\/sup>, 4,2% a menos que em 2005. A taxa de analfabetismo para esse grupo caiu de 10,2% em 2005 para 9,6% no ano passado. Para as pessoas de 15 anos ou mais, a taxa de analfabetismo em 2006 era de 10,4%, 0,7 ponto percentual inferior &Atilde;&nbsp; de 2005.A taxa de analfabetismo das pessoas de 10 anos ou mais era de 18,9% no Nordeste e de 10,3% na regi&Atilde;&pound;o Norte. No Sul e no Sudeste, os valores eram de 5,2% e 5,5%.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;line-height:16.0pt;mso-line-height-rule:exactly\">A taxa de analfabetismo dos homens com mais de 10 anos de idade foi de 9,9%, enquanto a das mulheres foi de 9,3%. Em todas as regi&Atilde;&micro;es, havia mais analfabetos entre as mulheres do que entre os homens, exceto no Centro-Oeste, onde a taxa de analfabetismo foi a mesma para os dois sexos: 7,4%.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;line-height:16.0pt;mso-line-height-rule:exactly\">Em 2006, 23,6% de pessoas de mais de 10 anos de idade eram analfabetas funcionais<sup>9<\/sup>, 1,3 ponto percentual a menos que em 2005. Em todas as regi&Atilde;&micro;es, de 2005 para 2006, houve decr&Atilde;&copy;scimo dessa taxa, sendo mais forte no Norte (de 29,7% para 28,5%) e Nordeste (de 37,5% para 35,5%). A taxa de analfabetismo funcional masculina tamb&Atilde;&copy;m era superior &Atilde;&nbsp; feminina (24,7% contra 22,7%). Nas regi&Atilde;&micro;es Norte, Nordeste e Centro-Oeste, o quadro era similar ao nacional, enquanto nas regi&Atilde;&micro;es Sudeste e Sul se invertia, com as mulheres apresentando uma maior taxa do que os homens (18% contra 17%, aproximadamente, nas duas regi&Atilde;&micro;es).<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;line-height:16.0pt;mso-line-height-rule:exactly\">As pessoas com 10 anos ou mais de idade tinham, em 2006, em m&Atilde;&copy;dia, 6,8 anos de estudo, 3% a mais que em 2005. O indicador era mais alto no Sudeste (7,5) e no Sul (7,2). Na regi&Atilde;&pound;o Norte, a m&Atilde;&copy;dia era de 6,2 anos e no Nordeste era bem mais baixa: 5,6 anos.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;line-height:16.0pt;mso-line-height-rule:exactly\">As mulheres tinham 7 anos de estudo em m&Atilde;&copy;dia, enquanto os homens tinham 6,6 anos. A diferen&Atilde;&sect;a era maior nas regi&Atilde;&micro;es Norte e Nordeste, onde as mulheres tinham, em m&Atilde;&copy;dia, 10,2% e 13,5% mais anos de estudo que os homens. No Sul e no Centro-Oeste, as diferen&Atilde;&sect;as eram, respectivamente, de 1,4% e 7,4%. J&Atilde;&iexcl; no Sudeste, homens e mulheres tinham m&Atilde;&copy;dia de 7,5 anos de estudo.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;line-height:16.0pt;mso-line-height-rule:exactly\"><b>Entre 1996 e 2006, NE tem melhorias mais expressivas na educa&Atilde;&sect;&Atilde;&pound;o<\/b><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;line-height:16.0pt;mso-line-height-rule:exactly\">O panorama recente da educa&Atilde;&sect;&Atilde;&pound;o mostrou avan&Atilde;&sect;os que, quando se analisa um espa&Atilde;&sect;o de tempo mais longo (dez anos), s&Atilde;&pound;o ainda mais expressivos. Entre as crian&Atilde;&sect;as de 5 a 6 anos de idade, por exemplo, 35,8% n&Atilde;&pound;o freq&Atilde;&frac14;entavam escola em 1996, percentual que caiu, em 2001, para 23,8% e atingiu, em 2006, 14,7%. Esse fen&Atilde;&acute;meno ocorreu em todas as regi&Atilde;&micro;es, com destaque para a Nordeste e a Sudeste, onde, em 2006, a propor&Atilde;&sect;&Atilde;&pound;o de crian&Atilde;&sect;as de 5 a 6 anos de idade que estavam fora da escola era de 12,4% e 11%, respectivamente, bem abaixo dos valores de 1996 (35,2% e 33%).<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;line-height:16.0pt;mso-line-height-rule:exactly\">Para as crian&Atilde;&sect;as e adolescentes de 7 a 14 anos de idade, a regi&Atilde;&pound;o Nordeste apresentou uma melhoria consider&Atilde;&iexcl;vel: enquanto em 1996 13,6% delas n&Atilde;&pound;o freq&Atilde;&frac14;entavam a escola, em 2006 o percentual era de 3,1%. Entre as pessoas de 15 a 17 anos de idade, o percentual de n&Atilde;&pound;o-freq&Atilde;&frac14;&Atilde;&ordf;ncia &Atilde;&nbsp; escola passou de 30,5% em 1996 para 17,5% em 2006. Essa tend&Atilde;&ordf;ncia foi verificada em todas as regi&Atilde;&micro;es, sendo maior no Sul: de 34% para 19,3%.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;line-height:16.0pt;mso-line-height-rule:exactly\">A taxa de analfabetismo das pessoas de 10 anos ou mais de idade caiu 4,3 pontos percentuais de 1996 para 2006, queda que foi mais forte no Nordeste (de 27,3% em 1996 para 18,9% em 2006). De 1996 a 2006, houve um aumento de 30,2% no n&Atilde;&ordm;mero m&Atilde;&copy;dio de anos de estudo das pessoas de 10 anos ou mais de idade. Por fim, entre 196 e 2006, o n&Atilde;&ordm;mero de pessoas com 11 anos ou mais de estudo cresceu 13 pontos percentuais. As mulheres mant&Atilde;&ordf;m a lideran&Atilde;&sect;a nesse indicador desde 1996.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;line-height:16.0pt;mso-line-height-rule:exactly\">Taxa m&Atilde;&copy;dia de fecundidade chega ao n&Atilde;&shy;vel de reposi&Atilde;&sect;&Atilde;&pound;o da popula&Atilde;&sect;&Atilde;&pound;o<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;line-height:16.0pt;mso-line-height-rule:exactly\">Nacionalmente, a tend&Atilde;&ordf;ncia de envelhecimento populacional persistiu em 2006. Esse movimento foi ainda mais acentuado nas regi&Atilde;&micro;es Sudeste e Sul, onde a diferen&Atilde;&sect;a entre as participa&Atilde;&sect;&Atilde;&micro;es, no total da popula&Atilde;&sect;&Atilde;&pound;o, das pessoas de 0 a 9 anos e de 40 anos ou mais de idade j&Atilde;&iexcl; ultrapassa 20 pontos percentuais &acirc;&#8364;&#8220; a m&Atilde;&copy;dia nacional &Atilde;&copy; uma diferen&Atilde;&sect;a de 15,8 pontos percentuais.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;line-height:16.0pt;mso-line-height-rule:exactly\">A taxa de fecundidade, em 2006, foi estimada em 2,0 nascimentos por mulher (em 2005, havia sido de 2,1 nascimentos por mulher), caindo ao n&Atilde;&shy;vel de reposi&Atilde;&sect;&Atilde;&pound;o da popula&Atilde;&sect;&Atilde;&pound;o.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;line-height:16.0pt;mso-line-height-rule:exactly\">A regi&Atilde;&pound;o Norte tinha a estrutura et&Atilde;&iexcl;ria menos envelhecida: registrou a menor diferen&Atilde;&sect;a entre os percentuais de pessoas com 0 a 9 anos de idade e de 40 anos ou mais (1,6 ponto percentual); tinha n&Atilde;&ordm;mero m&Atilde;&copy;dio de filhos por fam&Atilde;&shy;lia (3,3) maior que o registrado para o pa&Atilde;&shy;s (2,9); e era a &Atilde;&ordm;nica regi&Atilde;&pound;o onde o contingente de crian&Atilde;&sect;as de 0 a 4 anos (1,6 milh&Atilde;&pound;o) era maior que o de pessoas com 60 anos ou mais (aproximadamente 979 mil).<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;line-height:16.0pt;mso-line-height-rule:exactly\">Entre as unidades da federa&Atilde;&sect;&Atilde;&pound;o, o Acre tinha em 2006 o maior percentual de pessoas com 0 a 4 anos (12,0%). No lado oposto, no Rio de Janeiro, apenas 5,9% das pessoas estavam nessa faixa et&Atilde;&iexcl;ria, e se concentrava o maior percentual de pessoas com 60 anos ou mais de idade: 14,1%.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;line-height:16.0pt;mso-line-height-rule:exactly\">O envelhecimento vem ocorrendo indiscriminadamente para homens e mulheres, mas a popula&Atilde;&sect;&Atilde;&pound;o feminina de 0 a 4 anos era, em 2006, 9,3% inferior &Atilde;&nbsp; masculina na mesma faixa et&Atilde;&iexcl;ria; enquanto na faixa de 60 anos ou mais, o n&Atilde;&ordm;mero de mulheres superava o de homens em 27,0%. Ou seja, nascem mais homens, mas as mulheres vivem mais.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;line-height:16.0pt;mso-line-height-rule:exactly\"><b>Apenas na regi&Atilde;&pound;o Norte, n&Atilde;&ordm;mero de homens supera o de mulheres<\/b><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;line-height:16.0pt;mso-line-height-rule:exactly\">Em 2006, havia cerca de 91 milh&Atilde;&micro;es de homens e 96 milh&Atilde;&micro;es de mulheres. Apenas na regi&Atilde;&pound;o Norte, o n&Atilde;&ordm;mero de homens superava o de mulheres, o que n&Atilde;&pound;o ocorria em 2005. Isso se deve ao fato de haver menos mulheres acima de 60 anos no Norte do pa&Atilde;&shy;s. L&Atilde;&iexcl; elas representavam 51,5% da popula&Atilde;&sect;&Atilde;&pound;o nessa faixa et&Atilde;&iexcl;ria; nas demais regi&Atilde;&micro;es, as propor&Atilde;&sect;&Atilde;&micro;es eram mais elevadas: Sudeste (57,2%); Sul (55,9%); Nordeste (55,2%) e Centro-Oeste (52,5%).<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;line-height:16.0pt;mso-line-height-rule:exactly\">O n&Atilde;&ordm;mero m&Atilde;&copy;dio de pessoas por domic&Atilde;&shy;lio, no pa&Atilde;&shy;s, ficou em 3,4. Havia 59 milh&Atilde;&micro;es de fam&Atilde;&shy;lias residentes em domic&Atilde;&shy;lios particulares permanentes, das quais 40 milh&Atilde;&micro;es (68,6%) tinham um homem como principal respons&Atilde;&iexcl;vel, propor&Atilde;&sect;&Atilde;&pound;o ligeiramente inferior &Atilde;&nbsp; de 2005 (69,4%).<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;line-height:16.0pt;mso-line-height-rule:exactly\">Em rela&Atilde;&sect;&Atilde;&pound;o a cor\/ ra&Atilde;&sect;a, em 2006, a popula&Atilde;&sect;&Atilde;&pound;o brasileira era composta por 49,7% de brancos, 42,6% de pardos e 6,9% de pretos. Houve um ligeiro aumento da participa&Atilde;&sect;&Atilde;&pound;o dos pretos, que em 2005 era de 6,3%, resultante da eleva&Atilde;&sect;&Atilde;&pound;o do percentual nas regi&Atilde;&micro;es Norte (3,8% para 6,2%), Nordeste (7,0% para 7,8%) e Sudeste (7,2% para 7,7%).<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;line-height:16.0pt;mso-line-height-rule:exactly\">Em 2006, as pessoas n&Atilde;&pound;o-naturais do munic&Atilde;&shy;pio de resid&Atilde;&ordf;ncia eram 40,0% da popula&Atilde;&sect;&Atilde;&pound;o do pa&Atilde;&shy;s, e as n&Atilde;&pound;o-naturais da unidade da federa&Atilde;&sect;&Atilde;&pound;o (UF) em que moravam representavam 16,0%.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;line-height:16.0pt;mso-line-height-rule:exactly\">No que se refere &Atilde;&nbsp; naturalidade em rela&Atilde;&sect;&Atilde;&pound;o ao munic&Atilde;&shy;pio de resid&Atilde;&ordf;ncia, no Centro-Oeste, a popula&Atilde;&sect;&Atilde;&pound;o n&Atilde;&pound;o-natural (54,2% do total) superava a natural nos quatro estados da regi&Atilde;&pound;o. Os percentuais eram de 31,5% na regi&Atilde;&pound;o Nordeste; 41,3% no Sudeste; 42,2% na regi&Atilde;&pound;o Norte; e de 44,3% no Sul do pa&Atilde;&shy;s. Quanto &Atilde;&nbsp; naturalidade em rela&Atilde;&sect;&Atilde;&pound;o &Atilde;&nbsp; UF, 36,5% dos moradores da regi&Atilde;&pound;o Centro-Oeste eram n&Atilde;&pound;o-naturais, com destaque para o Distrito Federal, onde esse percentual atingia 51,8%. Roraima tinha o maior percentual de moradores n&Atilde;&pound;o-naturais (53,7%); e o Rio Grande do Sul, o menor (3,8%).<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;line-height:16.0pt;mso-line-height-rule:exactly\"><b>De 1981 a 2006, popula&Atilde;&sect;&Atilde;&pound;o jovem caiu de 58,2% para 44,3% do total<\/b><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;line-height:16.0pt;mso-line-height-rule:exactly\">No Brasil, a popula&Atilde;&sect;&Atilde;&pound;o at&Atilde;&copy; 25 anos caiu continuamente, no per&Atilde;&shy;odo de 1981 a 2006 , de 58,2% para 44,3% do total. A redu&Atilde;&sect;&Atilde;&pound;o, em termos percentuais, foi mais acentuada &Atilde;&nbsp; medida que as faixas de idade diminu&Atilde;&shy;am. Ou seja, a propor&Atilde;&sect;&Atilde;&pound;o de pessoas com 0 a 4 anos na popula&Atilde;&sect;&Atilde;&pound;o caiu 5,9 pontos percentuais de 1981 para 2006 (de 13,4% para 7,5%); para a popula&Atilde;&sect;&Atilde;&pound;o de 5 a 9 anos, a queda foi de 3,5 pontos percentuais (de 12,4% para 8,9%) no mesmo per&Atilde;&shy;odo.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;line-height:16.0pt;mso-line-height-rule:exactly\"><b>N&Atilde;&ordm;mero de domic&Atilde;&shy;lios apenas com celular cresce 4,2 pontos percentuais de 2005 para 2006<\/b><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;line-height:16.0pt;mso-line-height-rule:exactly\">O acesso a telefone, seja fixo ou m&Atilde;&sup3;vel, aumentou de 2005 para 2006, com crescimento expressivo no percentual de domic&Atilde;&shy;lios com telefone celular. Do total de resid&Atilde;&ordf;ncias, 74,5 % tinham telefone em 2006 (contra 71,6% em 2005), e em 27,7% havia apenas celular (frente a 23,5%). O quadro repetiu-se em todas as regi&Atilde;&micro;es, com destaque para o aumento de domic&Atilde;&shy;lios apenas com celular na regi&Atilde;&pound;o Norte (de 27,2% para 34,7%). C abe destacar a evolu&Atilde;&sect;&Atilde;&pound;o, de 2005 para 2006, da exist&Atilde;&ordf;ncia de telefone nos domic&Atilde;&shy;lios do Maranh&Atilde;&pound;o (de 37,4% para 41,6%) e no Piau&Atilde;&shy; (de 38,2% para 42,0%).<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;line-height:16.0pt;mso-line-height-rule:exactly\">Em 2006, 87,9% dos domic&Atilde;&shy;lios tinham r&Atilde;&iexcl;dio e 93,0%, televis&Atilde;&pound;o. A posse desses bens mostrava menores diferen&Atilde;&sect;as entre as regi&Atilde;&micro;es. Por outro lado, a exist&Atilde;&ordf;ncia de computador (em 22,1% dos domic&Atilde;&shy;lios no pa&Atilde;&shy;s), assim como o acesso &Atilde;&nbsp; Internet (em 16,9%), indicava desigualdades regionais fortes, sendo que os percentuais alcan&Atilde;&sect;ados no Sudeste (29,2% e 23,1% respectivamente) ficavam em torno do triplo dos percentuais observados no Norte (9,8% e 6,0%) e Nordeste (9,7% e 6,9%).<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;line-height:16.0pt;mso-line-height-rule:exactly\">A rede geral de &Atilde;&iexcl;gua chegava a 83,2% dos domic&Atilde;&shy;lios do pa&Atilde;&shy;s, parcela 0,9 ponto percentual maior que a de 2005. Nas cinco grandes regi&Atilde;&micro;es, houve crescimento nesse percentual, sendo que a Norte apresentou o maior acr&Atilde;&copy;scimo, passando de 54,6% para 56,1%, mas mantendo, a menor propor&Atilde;&sect;&Atilde;&pound;o de domic&Atilde;&shy;lios atendidos. Na outra ponta, estava o Sudeste, com 94,5% de domic&Atilde;&shy;lios com &Atilde;&iexcl;gua encanada. Em rela&Atilde;&sect;&Atilde;&pound;o ao esgotamento sanit&Atilde;&iexcl;rio, 48,5% dos domic&Atilde;&shy;lios estavam ligados &Atilde;&nbsp; rede coletora de esgoto, enquanto 22,1% utilizavam fossas s&Atilde;&copy;pticas, indicando inadequa&Atilde;&sect;&Atilde;&pound;o clara ou inexist&Atilde;&ordf;ncia do esgotamento sanit&Atilde;&iexcl;rio nos demais 29,4%. Em todas as regi&Atilde;&micro;es, houve crescimento do percentual de domic&Atilde;&shy;lios cujo lixo era coletado em 2006, resultando num aumento nacional de 85,8% em 2005 para 86,6% no ano passado. Entre os domic&Atilde;&shy;lios, em 2006, 97,7% tinham ilumina&Atilde;&sect;&Atilde;&pound;o el&Atilde;&copy;trica, sendo que esse percentual ficou acima de 87,0% em todas as unidades da federa&Atilde;&sect;&Atilde;&pound;o.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;line-height:16.0pt;mso-line-height-rule:exactly\"><b>Percentual de domic&Atilde;&shy;lios com computador praticamente dobrou entre 2001 e 2006<\/b><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;line-height:16.0pt;mso-line-height-rule:exactly\">Entre 2001 e 2006, o forte crescimento, em todas as regi&Atilde;&micro;es, dos percentuais de domic&Atilde;&shy;lios com telefone causou redu&Atilde;&sect;&Atilde;&pound;o das diferen&Atilde;&sect;as regionais no que se refere a esse servi&Atilde;&sect;o. Em 2001, o percentual, por exemplo, na regi&Atilde;&pound;o Nordeste (35,9%) era praticamente metade daquele do Sudeste (70,6%). Em 2006, o Sudeste, o Sul e o Centro-Oeste apresentaram percentuais superiores a 80%; o Norte urbano, de 70,2%; e o Nordeste, de 53,6%.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;line-height:16.0pt;mso-line-height-rule:exactly\">A evolu&Atilde;&sect;&Atilde;&pound;o dos domic&Atilde;&shy;lios com computador tamb&Atilde;&copy;m foi um destaque, passando de 12,3% do total em 2001 para 22,4% em 2006, sendo que no Norte urbano (de 6,7% para 12,4%), no Nordeste (de 5,2% para 9,7%), no Sul (de 13,9% para 27,9%) e no Centro-Oeste (de 10,6% para 20,4%), os percentuais praticamente dobraram.<\/p>\n<hr>\n<p><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;line-height:16.0pt;mso-line-height-rule:exactly\"><font size=\"1\">1 &Atilde;&#8240; uma medida do grau de concentra&Atilde;&sect;&Atilde;&pound;o de uma distribui&Atilde;&sect;&Atilde;&pound;o, cujo valor varia de 0 (a perfeita igualdade) at&Atilde;&copy; 1 (a desigualdade m&Atilde;&iexcl;xima).<\/font><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;line-height:16.0pt;mso-line-height-rule:exactly\"><font size=\"1\">2 Exclui &Atilde;&iexcl;reas rurais do Norte, exceto Tocantins.<\/font><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;line-height:16.0pt;mso-line-height-rule:exactly\"><font size=\"1\">3 Percentual de pessoas ocupadas na popula&Atilde;&sect;&Atilde;&pound;o de 10 anos ou mais de idade.<\/font><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;line-height:16.0pt;mso-line-height-rule:exactly\"><font size=\"1\">4 As compara&Atilde;&sect;&Atilde;&micro;es harmonizadas n&Atilde;&pound;o consideram, para o ano de 2006, as &Atilde;&iexcl;reas rurais de quase todos os estados da regi&Atilde;&pound;o Norte, exceto o Tocantins, porque essa era a cobertura territorial da Pnad at&Atilde;&copy; 2004.<\/font><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;line-height:16.0pt;mso-line-height-rule:exactly\"><font size=\"1\">5 Segundo recomenda&Atilde;&sect;&Atilde;&micro;es da Organiza&Atilde;&sect;&Atilde;&pound;o Internacional do Trabalho, s&Atilde;&pound;o assim considerados os que n&Atilde;&pound;o estavam ocupados no per&Atilde;&shy;odo de refer&Atilde;&ordf;ncia da pesquisa e tomaram alguma provid&Atilde;&ordf;ncia para conseguir trabalho nesse per&Atilde;&shy;odo.<\/font><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;line-height:16.0pt;mso-line-height-rule:exactly\"><font size=\"1\">6 Propor&Atilde;&sect;&Atilde;&pound;o de pessoas desocupadas na popula&Atilde;&sect;&Atilde;&pound;o economicamente ativa<\/font><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;line-height:16.0pt;mso-line-height-rule:exactly\"><font size=\"1\">7 Pessoas de 10 anos ou mais que estavam trabalhando ou procurando por trabalho em setembro daquele ano.<\/font><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;line-height:16.0pt;mso-line-height-rule:exactly\"><font size=\"1\">8 Uma pessoa alfabetizada &Atilde;&copy; a que diz saber ler e escrever pelo menos um bilhete simples no idioma que conhece.<\/font><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;line-height:16.0pt;mso-line-height-rule:exactly\"><font size=\"1\">9 Uma pessoa &Atilde;&copy; classificada com alfabetizada funcional se &Atilde;&copy; capaz de utilizar a leitura e a escrita para continuar aprendendo e se aperfei&Atilde;&sect;oando. A taxa de analfabetismo funcional representa a propor&Atilde;&sect;&Atilde;&pound;o de pessoas de 10 anos ou mais de idade com menos de 4 anos de estudos completos.<\/font><\/p>\n<p><font size=\"1\"><br \/>\n<b>Comunica&Atilde;&sect;&Atilde;&pound;o Social &#8211; IBGE<br \/>\n14 de setembro de 2007<\/b><\/font><\/body><\/html><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>De 2005 para 2006, os trabalhadores do Brasil tiveram um aumento de 7,2% em seus rendimentos, passando a ganhar, em m&Atilde;&copy;dia, R$ 883 por m&Atilde;&ordf;s. 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