IMB e PGE realizam missão técnica em Cavalcante para subsidiar conciliação sobre divisa com Tocantins

O Governo de Goiás, por meio do Instituto Mauro Borges de Pesquisa e Política Econômica (IMB) e da Procuradoria-Geral do Estado de Goiás (PGE-GO), realizou, nos dias 27 e 28 de março, uma missão técnica no município de Cavalcante, na região Norte do estado. A ação teve como objetivo subsidiar, com base em evidências técnicas e escuta social, as tratativas relacionadas à área em litígio com o município de Paranã, no Tocantins.

A equipe do IMB, representada pelo superintendente de Inteligência de Dados e Geotecnologias, Rubens Villar Siqueira, e pelo gerente de Geotecnologias, Helber de Carvalho, acompanhou a agenda conduzida pela PGE-GO, contribuindo com suporte técnico em geotecnologias, cartografia aplicada e análise territorial.

Escuta qualificada e base técnica

A programação incluiu reuniões com a Prefeitura de Cavalcante, Câmara Municipal e lideranças locais, além de diálogo direto com comunidades Kalunga. A iniciativa priorizou a escuta qualificada da população, aliada à coleta de dados técnicos para orientar os próximos encaminhamentos do processo.

Durante a missão, foram registrados depoimentos, fotografias e vídeos com representantes da comunidade Kalunga e autoridades municipais, com foco em aspectos como prestação de serviços públicos, acessos, uso do território e denominação local de cursos d’água — elementos fundamentais para a compreensão da dinâmica territorial da área em disputa.

Vistoria em campo reforça análise territorial

As equipes também realizaram vistoria in loco no trecho compreendido entre o Rio da Prata e o Córrego Ouro Fino, com verificação de pontos de confluência, cabeceiras e características hidrográficas da região.

O trabalho incluiu registros georreferenciados, inspeções visuais e documentação fotográfica, permitindo o confronto entre a realidade do território e as bases cartográficas previamente analisadas em gabinete.

Segundo Rubens Villar Siqueira, a atuação do IMB busca garantir que o processo seja fundamentado em evidências e diálogo social.
“Nosso papel é trazer o território para dentro do processo, com dados técnicos, transparência e escuta das comunidades, para que qualquer encaminhamento seja tecnicamente sólido e socialmente responsável”, afirmou.

Já Helber de Carvalho destaca a importância da verificação em campo para qualificar a análise técnica.
“A vistoria permite confrontar mapas e bases oficiais com fatores ambientais e sociais observados in loco. Esse trabalho conjunto com a PGE e os atores locais qualifica as decisões e favorece uma interpretação cartográfica mais consistente”, pontuou.

Segurança jurídica e respeito ao território

A missão integra um esforço coordenado do Governo de Goiás para construir soluções técnicas e institucionais que fortaleçam a segurança jurídica, respeitem a realidade socioambiental e considerem a participação das comunidades envolvidas.

Os dados e registros coletados deverão subsidiar as próximas etapas das tratativas de conciliação, além de apoiar a atuação jurídica do Estado junto aos órgãos competentes.

Governo na palma da mão