{"id":9989,"date":"2017-11-16T13:02:44","date_gmt":"2017-11-16T15:02:44","guid":{"rendered":"http:\/\/www.fapeg.go.gov.br\/?p=9989"},"modified":"2019-04-29T11:40:53","modified_gmt":"2019-04-29T14:40:53","slug":"especial-ppsus-monitoramento-para-infeccao-por-citomegalovirus-reduz-a-zero-o-indice-mortalidade-de-transplantados-no-araujo-jorge","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/goias.gov.br\/fapeg\/especial-ppsus-monitoramento-para-infeccao-por-citomegalovirus-reduz-a-zero-o-indice-mortalidade-de-transplantados-no-araujo-jorge\/","title":{"rendered":"Especial PPSUS: Monitoramento para infec\u00e7\u00e3o por citomegalov\u00edrus reduz a zero o \u00edndice mortalidade de transplantados no Ara\u00fajo Jorge"},"content":{"rendered":"<figure id=\"attachment_9993\" aria-describedby=\"caption-attachment-9993\" style=\"width: 600px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/goias.gov.br\/fapeg\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2017\/09\/58305251-4dcf-4534-ac41-b5cdf258681e.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-9993\" src=\"https:\/\/goias.gov.br\/fapeg\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2017\/09\/58305251-4dcf-4534-ac41-b5cdf258681e-1024x768.jpg\" alt=\"laborat\u00f3rio pesquisa citomegalov\u00edrus\" width=\"600\" height=\"450\" srcset=\"https:\/\/goias.gov.br\/fapeg\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2017\/09\/58305251-4dcf-4534-ac41-b5cdf258681e-1024x768.jpg 1024w, https:\/\/goias.gov.br\/fapeg\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2017\/09\/58305251-4dcf-4534-ac41-b5cdf258681e-300x225.jpg 300w, https:\/\/goias.gov.br\/fapeg\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2017\/09\/58305251-4dcf-4534-ac41-b5cdf258681e-768x576.jpg 768w, https:\/\/goias.gov.br\/fapeg\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2017\/09\/58305251-4dcf-4534-ac41-b5cdf258681e.jpg 1280w\" sizes=\"(max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-9993\" class=\"wp-caption-text\">Foto: Arquivo pessoal.<\/figcaption><\/figure>\n<p><strong>Helenice Ferreira, da Assessoria de Comunica\u00e7\u00e3o Social da Fapeg<\/strong><\/p>\n<p>Vinte e um pacientes que foram submetidos a transplantes de c\u00e9lulas progenitoras hematopoi\u00e9ticas do tipo alog\u00eanico, no Hospital Ara\u00fajo Jorge, em Goi\u00e2nia, foram acompanhados com o objetivo de se fazer o monitoramento da infec\u00e7\u00e3o por Citomegalov\u00edrus humano (HCMV). A implementa\u00e7\u00e3o do monitoramento promoveu uma significativa queda da toxicidade hematol\u00f3gica dos pacientes e queda no custo do tratamento, em raz\u00e3o de menor uso do ganciclovir (antiviral). O \u00edndice de mortalidade de pacientes antes do acompanhamento, que era elevado, de janeiro de 2016 at\u00e9 o 100\u00ba dia ap\u00f3s o transplante dos pacientes foi zero.<\/p>\n<p>O <em>Estudo prospectivo de reativa\u00e7\u00e3o de citomegalov\u00edrus em pacientes submetidos a transplante alog\u00eanico de c\u00e9lulas progenitoras hematopoi\u00e9ticas: compara\u00e7\u00e3o entre a detec\u00e7\u00e3o do DNA viral por tr\u00eas metodologias &#8211; PCR, PCR em tempo real e antigenemia (ant\u00edgeno PPG5)<\/em> foi o tema da pesquisa coordenada pela professora da Universidade Federal de Goi\u00e1s (UFG), Menira Borges de Lima Dias e Souza, com a participa\u00e7\u00e3o da aluna de mestrado Francielly Pinheiro da Silva Borges. O monitoramento para a infec\u00e7\u00e3o por CMV era feito desde o per\u00edodo pr\u00e9-transplante (cinco dias antes do transplante) at\u00e9 um ano ap\u00f3s o transplante, de junho de 2014 a dezembro de 2015. O monitoramento foi feito utilizando tr\u00eas diferentes metodologias a fim de determinar a mais sens\u00edvel e o melhor tipo de amostras cl\u00ednicas para a detec\u00e7\u00e3o de infec\u00e7\u00e3o ativa por CMV.<\/p>\n<p><strong>Transplante<\/strong><br \/>\nAs c\u00e9lulas progenitoras s\u00e3o encontradas por todo o corpo e podem ser definidas como uma popula\u00e7\u00e3o de c\u00e9lulas indiferenciadas capazes de autorrenova\u00e7\u00e3o indefinida e gera\u00e7\u00e3o de uma prog\u00eanie de c\u00e9lulas altamente especializadas. Menira Souza explica que o transplante destas c\u00e9lulas progenitoras hematopoi\u00e9ticas (TCPH) tornou-se um padr\u00e3o de tratamento para doen\u00e7as hematol\u00f3gicas malignas, doen\u00e7as cong\u00eanitas ou adquiridas do sistema hematopoi\u00e9tico, e tamb\u00e9m \u00e9 aplicado como uma op\u00e7\u00e3o terap\u00eautica em alguns tumores s\u00f3lidos. Atualmente, o transplante tamb\u00e9m \u00e9 realizado para novas indica\u00e7\u00f5es, tais como doen\u00e7as autoimunes e altera\u00e7\u00f5es metab\u00f3licas heredit\u00e1rias.<\/p>\n<p>Segundo a coordenadora da pesquisa, o transplante pode ser dividido em dois tipos: o aut\u00f3logo (AutoTCPH), em que o paciente doa as c\u00e9lulas progenitoras da medula para si mesmo; e um processo mais complexo e elaborado de transplante, o tipo alog\u00eanico (AloTCPH), no qual o paciente recebe o enxerto de c\u00e9lulas progenitoras a partir de um doador compat\u00edvel. De acordo com o Registro Europeu de Transplantes de C\u00e9lulas Progenitoras Hematopoi\u00e9ticas, em 2012, de todos os TCPH realizados, pelo menos 42% foram do tipo alog\u00eanico.<\/p>\n<p>Leucemia mieloide aguda e leucemia linfobl\u00e1stica aguda s\u00e3o as indica\u00e7\u00f5es mais comuns para AloTCPH, seguidas por s\u00edndrome mielodispl\u00e1stica, neoplasias mieloproliferativas e s\u00edndrome de fal\u00eancia da medula \u00f3ssea. Outras indica\u00e7\u00f5es menos comuns para o transplante alog\u00eanico incluem linfoma, mieloma e doen\u00e7as hematol\u00f3gicas como anemia apl\u00e1stica e talassemia, explica a professora.<\/p>\n<p>As c\u00e9lulas progenitoras utilizadas nos transplantes podem ter origem na medula \u00f3ssea, sangue perif\u00e9rico ou cord\u00e3o umbilical. C\u00e9lulas progenitoras do sangue perif\u00e9rico s\u00e3o utilizadas para transplante alog\u00eanico e tem gradativamente substitu\u00eddo as c\u00e9lulas da medula \u00f3ssea como fonte de CPH utilizada para AutoTCPH.<\/p>\n<figure id=\"attachment_10933\" aria-describedby=\"caption-attachment-10933\" style=\"width: 300px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"https:\/\/goias.gov.br\/fapeg\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2017\/09\/1024px-Cytomegalovirus_01.jpg\"><img decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-10933\" src=\"https:\/\/goias.gov.br\/fapeg\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2017\/09\/1024px-Cytomegalovirus_01-300x200.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"200\" srcset=\"https:\/\/goias.gov.br\/fapeg\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2017\/09\/1024px-Cytomegalovirus_01-300x200.jpg 300w, https:\/\/goias.gov.br\/fapeg\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2017\/09\/1024px-Cytomegalovirus_01-768x512.jpg 768w, https:\/\/goias.gov.br\/fapeg\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2017\/09\/1024px-Cytomegalovirus_01.jpg 1024w, https:\/\/goias.gov.br\/fapeg\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2017\/09\/1024px-Cytomegalovirus_01-272x182.jpg 272w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-10933\" class=\"wp-caption-text\">C\u00e9lula infectada por citomegalov\u00edrus. Foto: Centers for Disease Control and Prevention&#8217;s Public Health Image Library (PHIL).<\/figcaption><\/figure>\n<p><strong>Infec\u00e7\u00e3o por Citomegalov\u00edrus<\/strong><br \/>\nMenira Souza explica que, dentre as intercorr\u00eancias que podem afligir as pessoas submetidas a transplantes destacam-se as infec\u00e7\u00f5es virais, que s\u00e3o atualmente uma das principais causas de morbidade e mortalidade nesta popula\u00e7\u00e3o. A infec\u00e7\u00e3o por citomegalov\u00edrus humano (HCMV) \u00e9 uma complica\u00e7\u00e3o frequente em pacientes imunocomprometidos com imunidade celular prejudicada, incluindo pacientes com neoplasias hematol\u00f3gicas e os receptores de transplante.<\/p>\n<p>Apesar dos avan\u00e7os que t\u00eam ocorrido quanto ao monitoramento da infec\u00e7\u00e3o e tratamento, a coordenadora da pesquisa afirma que esta continua a ser uma importante e frequente complica\u00e7\u00e3o ap\u00f3s a realiza\u00e7\u00e3o do TCPH. Infec\u00e7\u00e3o por citomegalov\u00edrus humano passou a ser considerada um dos principais agentes virais em hospedeiros imunocomprometidos. Na d\u00e9cada de 80, foram iniciados tratamentos (uso de antivirais) e interven\u00e7\u00f5es imunol\u00f3gicas espec\u00edficas para o HCMV e, atualmente, as pesquisas s\u00e3o voltadas para um melhor entendimento desta virose, os aspectos moleculares da infec\u00e7\u00e3o, tendo como foco principal os indiv\u00edduos que foram submetidos a algum tipo de transplante.<\/p>\n<p>O HCMV pertence \u00e0 fam\u00edlia <em>Herpesviridae<\/em>, subfam\u00edlia <em>Betaherpesvirinae<\/em> e g\u00eanero <em>Cytomegalovirus<\/em>. Este agente \u00e9 tamb\u00e9m denominado <em>Herpesv\u00edrus Humano 5 (HHV-5)<\/em> em raz\u00e3o de seu genoma ser composto por DNA dupla-fita e part\u00edcula ser semelhante estruturalmente a outros herpesv\u00edrus. O HCMV \u00e9 esp\u00e9cie-espec\u00edfico, considerando a replica\u00e7\u00e3o e patog\u00eanese viral infectando, portanto, somente humanos.<\/p>\n<p>O HCMV pode ser transmitido a um indiv\u00edduo suscept\u00edvel por meio do contato com urina, saliva, s\u00eamen e outros fluidos corporais de indiv\u00edduos infectados; pelo transplante de \u00f3rg\u00e3os infectados; transplante de c\u00e9lulas precursoras da linhagem hematopoi\u00e9tica com o v\u00edrus latente; pela via vertical (transmiss\u00e3o da m\u00e3e para o filho durante a gesta\u00e7\u00e3o, parto ou amamenta\u00e7\u00e3o); pela via parenteral (principalmente atrav\u00e9s de transfus\u00e3o sangu\u00ednea); e atrav\u00e9s de f\u00f4mites (objetos infectados).<\/p>\n<p>Um termo abrangente que pode ser utilizado para caracterizar indiv\u00edduos cujas amostras cl\u00ednicas s\u00e3o positivas para HCMV \u00e9 \u201cinfec\u00e7\u00e3o ativa pelo HCMV\u201d, que \u00e9 definida pela literatura como a detec\u00e7\u00e3o do HCMV a partir de sangue total e\/ou seus derivados (soro, pellet e plasma) em um paciente negativo para anticorpos anti-HCMV (infec\u00e7\u00e3o prim\u00e1ria) ou em um paciente positivo para anticorpos anti-HCMV (infec\u00e7\u00e3o secund\u00e1ria por reativa\u00e7\u00e3o do v\u00edrus latente ou por reinfec\u00e7\u00e3o com outra estirpe de HCMV).<\/p>\n<p>No estudo coordenado pela professora Menira, a infec\u00e7\u00e3o por CMV foi avaliada a partir de amostras de sangue de pacientes transplantados com o objetivo de comparar a detec\u00e7\u00e3o e quantifica\u00e7\u00e3o viral por ensaios de antigenemia (pp65), Nested-PCR e PCR em tempo real quanto \u00e0 sensibilidade, especificidade e custo-benef\u00edcio; para estimar a carga viral adequada para dar in\u00edcio ao tratamento preemptivo dos pacientes monitorados; comparar os dados obtidos entre os dois tipos de amostras utilizados e fornecer subs\u00eddios que auxiliassem na implementa\u00e7\u00e3o do teste na rotina de exames dos pacientes; explica a professora Menira.<\/p>\n<p>O Hospital Ara\u00fajo Jorge \u00e9 uma unidade de sa\u00fade privada e filantr\u00f3pica. Atende, em m\u00e9dia, 80% dos pacientes pelo Sistema \u00danico de Sa\u00fade (SUS) de todas as idades, oferecendo tratamento para todos os tipos de c\u00e2nceres, sendo considerado centro de refer\u00eancia no tratamento da doen\u00e7a no Centro-Oeste, mas tamb\u00e9m atende pacientes de outras regi\u00f5es brasileiras, especialmente Norte e Nordeste (Acre, Par\u00e1, Rond\u00f4nia, Tocantins, Bahia). O trabalho de pesquisa se justifica em raz\u00e3o de que exames para a pesquisa de infec\u00e7\u00e3o ativa por Citomegalov\u00edrus (antigenemia, Nested-PCR ou PCR em tempo real) n\u00e3o fazem parte da tabela do SUS, ficando, portanto, o monitoramento para a infec\u00e7\u00e3o por CMV a cargo de cada centro de transplante.<\/p>\n<p>Para a realiza\u00e7\u00e3o do estudo foi estabelecida parceria com o Laborat\u00f3rio de Virologia Humana do Instituto de Patologia Tropical e Sa\u00fade P\u00fablica da Universidade Federal de Goi\u00e1s e o Hospital Ara\u00fajo Jorge. Esta parceria resultou em um projeto de extens\u00e3o relacionado, gerando benef\u00edcios para os pacientes atendidos no Hospital, bem como no desenvolvimento de outros projetos relacionados ao monitoramento de outros v\u00edrus na popula\u00e7\u00e3o de transplantados, comenta a professora Menira Souza.<\/p>\n<p>A coordenadora do estudo espera que \u201cos resultados obtidos com a pesquisa possam fornecer subs\u00eddios para que a triagem da infec\u00e7\u00e3o por CMV, bem como por outros v\u00edrus, seja inclu\u00edda na rotina de exames dos pacientes em um futuro pr\u00f3ximo, o que poder\u00e1 auxiliar na conduta cl\u00ednica e resultar\u00e1 em um melhor progn\u00f3stico para o paciente\u201d.<\/p>\n<p><strong>Resultados<\/strong><br \/>\nOs resultados da pesquisa revelam elevado \u00edndice de infec\u00e7\u00e3o ativa por Citomegalov\u00edrus em pacientes submetidos a transplantes de c\u00e9lulas progenitoras hematopoi\u00e9ticas do tipo alog\u00eanico. A infec\u00e7\u00e3o por CMV foi identificada por pelo menos uma das tr\u00eas metodologias em 95,3% dos pacientes, ou seja 20 dos 21.<\/p>\n<p>Quando o tipo de amostra testada e metodologia utilizada, os resultados revelam que maiores cargas virais foram detectadas em amostras de pellet, quando comparadas \u00e0s amostras de soro. Maior sensibilidade do qPCR em rela\u00e7\u00e3o ao Nested-PCR. Os resultados indicam ainda que, o pellet seria a amostra de escolha para o monitoramento da infec\u00e7\u00e3o por CMV, independente da metodologia molecular de escolha. Elevada positividade pr\u00e9-transplante e maior sensibilidade da AGM e qPCR quando comparada ao Nested-PCR e, finalmente, a concord\u00e2ncia entre as t\u00e9cnicas de AGM e qPCR foi considerada boa e a qPCR teve sensibilidade avaliada em 100%, enquanto que a concord\u00e2ncia entre a AGM e Nested-PCR moderada.<\/p>\n<p><strong>Produtos gerados<\/strong><br \/>\nO projeto de pesquisa resultou em uma disserta\u00e7\u00e3o de mestrado defendida e aprovada em abril do ano passado; em um projeto de aluno bolsista de inicia\u00e7\u00e3o cient\u00edfica &#8211; PIBIC (conclu\u00eddo) e de um aluno volunt\u00e1rio &#8211; PIVIC (conclu\u00eddo); um PIBIC (em andamento).<\/p>\n<p>E ainda, apresenta\u00e7\u00f5es de resultados preliminares em eventos cient\u00edficos regionais, nacionais e internacionais com publica\u00e7\u00f5es de resumos em anais dos congressos (Congresso Brasileiro de Virologia de 2015, Semin\u00e1rio do IPTSP 2015, congresso da Sociedade Brasileira de Transplante de Medula \u00d3ssea de 2014) e dos resultados finais (Congresso Brasileiro de Virologia em 2016, CONPEEX 2016; Congresso Brasileiro de Virologia em 2017); um artigo cient\u00edfico que foi submetido para publica\u00e7\u00e3o e outro j\u00e1 publicado: <em>Santos et al. Detection of Human Adenovirus (Species -C, -D and \u2013F) in an Allogeneic Stem Cell transplantation recipient: a case report. Rev. Bras. Hematol Hemoter. 2017 ; 39(1):60-62.<\/em><\/p>\n<p>O trabalho resultou tamb\u00e9m em um projeto de extens\u00e3o cadastrado na Proec\/UFG (participa\u00e7\u00e3o de alunos de P\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o e de gradua\u00e7\u00e3o )no estabelecimento de parceria com o Hospital Ara\u00fajo Jorge para o monitoramento de outros v\u00edrus na referida popula\u00e7\u00e3o, sendo que o Ara\u00fajo Jorge arca com os custos dos ensaios e o Laborat\u00f3rio de Virologia faz os exames.<\/p>\n<p>O projeto de pesquisa foi selecionado pela Chamada P\u00fablica n\u00ba 12\/2013 no \u00e2mbito do <em>Programa Pesquisa para o SUS (PPSUS): Gest\u00e3o Compartilhada<\/em>, com outras 28 propostas. O PPSUS tem por objetivo apoiar atividades de pesquisa cient\u00edfica, tecnol\u00f3gica ou de inova\u00e7\u00e3o que promovam a forma\u00e7\u00e3o de recursos humanos qualificados e a melhoria da qualidade de aten\u00e7\u00e3o \u00e0 sa\u00fade no contexto do SUS. A chamada \u00e9 realizada pela parceria da Funda\u00e7\u00e3o de Amparo \u00e0 Pesquisa do Estado de Goi\u00e1s (Fapeg) com o Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, Secretaria Estadual da Sa\u00fade e o Conselho Nacional de Desenvolvimento Cient\u00edfico e Tecnol\u00f3gico (CNPq).<\/p>\n<p><strong>A coordenadora da pesquisa<\/strong><br \/>\nMenira Borges de Lima Dias e Souza \u00e9 professora de Virologia na gradua\u00e7\u00e3o e P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o, lotada no DMIPP\/IPTSP\/UFG. A professora \u00e9 ainda coordenadora, j\u00e1 no segundo mandato, do Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Biologia da Rela\u00e7\u00e3o Parasito-Hospedeiro do IPTSP. Possui gradua\u00e7\u00e3o em Biomedicina pela Pontif\u00edcia Universidade Cat\u00f3lica de Goi\u00e1s (1996), mestrado em Medicina Tropical pela Universidade Federal de Goi\u00e1s (2001) e Ph.D pela The Ohio State University (2007), com bolsa Doutorado Pleno da Capes. Tem experi\u00eancia de pesquisa na \u00e1rea de Microbiologia, com \u00eanfase em Virologia, atuando principalmente nos seguintes temas: perfil molecular e avalia\u00e7\u00e3o da carga viral de v\u00edrus gastroent\u00e9ricos (adenov\u00edrus, norov\u00edrus, sapov\u00edrus, rotav\u00edrus) e citomegalov\u00edrus em diferentes popula\u00e7\u00f5es (crian\u00e7as, indiv\u00edduos imunocomprometidos), resposta imune a agentes virais, uso de animais de laborat\u00f3rio (porcos e vacas gnotobi\u00f3ticos) para o estudo da patog\u00eanese viral e resposta imune aos v\u00edrus. Endere\u00e7o para acessar CV Lattes: <a href=\"http:\/\/lattes.cnpq.br\/0054562567103606\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">http:\/\/lattes.cnpq.br\/0054562567103606<br \/>\n<\/a><\/p>\n<p>Conhe\u00e7a outros projetos contemplados no PPSUS <a href=\"https:\/\/goias.gov.br\/fapeg\/materia-para-a-serie-ppsus-programa-de-pesquisa-busca-melhorar-qualidade-do-atendimento-do-sus\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">aqui<\/a>.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O trabalho de pesquisa se justifica em raz\u00e3o de que exames para a pesquisa de infec\u00e7\u00e3o ativa por Citomegalov\u00edrus n\u00e3o fazem parte da tabela do SUS, ficando, portanto, o monitoramento para a infec\u00e7\u00e3o por CMV a cargo de cada centro de transplante.<\/p>\n","protected":false},"author":23,"featured_media":9993,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[57,4,8],"tags":[],"class_list":["post-9989","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-especiais","category-noticias","category-fapeg"],"rttpg_featured_image_url":{"full":["https:\/\/goias.gov.br\/fapeg\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2017\/09\/58305251-4dcf-4534-ac41-b5cdf258681e.jpg",1280,960,false],"landscape":["https:\/\/goias.gov.br\/fapeg\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2017\/09\/58305251-4dcf-4534-ac41-b5cdf258681e.jpg",1280,960,false],"portraits":["https:\/\/goias.gov.br\/fapeg\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2017\/09\/58305251-4dcf-4534-ac41-b5cdf258681e.jpg",1280,960,false],"thumbnail":["https:\/\/goias.gov.br\/fapeg\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2017\/09\/58305251-4dcf-4534-ac41-b5cdf258681e-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/goias.gov.br\/fapeg\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2017\/09\/58305251-4dcf-4534-ac41-b5cdf258681e-300x225.jpg",300,225,true],"large":["https:\/\/goias.gov.br\/fapeg\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2017\/09\/58305251-4dcf-4534-ac41-b5cdf258681e-1024x768.jpg",1024,768,true],"1536x1536":["https:\/\/goias.gov.br\/fapeg\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2017\/09\/58305251-4dcf-4534-ac41-b5cdf258681e.jpg",1280,960,false],"2048x2048":["https:\/\/goias.gov.br\/fapeg\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2017\/09\/58305251-4dcf-4534-ac41-b5cdf258681e.jpg",1280,960,false]},"rttpg_author":{"display_name":"claudiacury","author_link":"https:\/\/goias.gov.br\/fapeg\/author\/claudiacury\/"},"rttpg_comment":0,"rttpg_category":"<a href=\"https:\/\/goias.gov.br\/fapeg\/categoria\/noticias\/especiais\/\" rel=\"category tag\">Especiais<\/a> <a href=\"https:\/\/goias.gov.br\/fapeg\/categoria\/noticias\/\" rel=\"category tag\">Not\u00edcias<\/a> <a href=\"https:\/\/goias.gov.br\/fapeg\/categoria\/noticias\/fapeg\/\" rel=\"category tag\">Not\u00edcias FAPEG<\/a>","rttpg_excerpt":"O trabalho de pesquisa se justifica em raz\u00e3o de que exames para a pesquisa de infec\u00e7\u00e3o ativa por Citomegalov\u00edrus n\u00e3o fazem parte da tabela do SUS, ficando, portanto, o monitoramento para a infec\u00e7\u00e3o por CMV a cargo de cada centro de transplante.","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/goias.gov.br\/fapeg\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9989","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/goias.gov.br\/fapeg\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/goias.gov.br\/fapeg\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/goias.gov.br\/fapeg\/wp-json\/wp\/v2\/users\/23"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/goias.gov.br\/fapeg\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=9989"}],"version-history":[{"count":8,"href":"https:\/\/goias.gov.br\/fapeg\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9989\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":25910,"href":"https:\/\/goias.gov.br\/fapeg\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9989\/revisions\/25910"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/goias.gov.br\/fapeg\/wp-json\/wp\/v2\/media\/9993"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/goias.gov.br\/fapeg\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=9989"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/goias.gov.br\/fapeg\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=9989"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/goias.gov.br\/fapeg\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=9989"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}