

{"id":8719,"date":"2017-07-12T08:37:27","date_gmt":"2017-07-12T11:37:27","guid":{"rendered":"http:\/\/www.fapeg.go.gov.br\/?p=8719"},"modified":"2018-10-08T11:37:40","modified_gmt":"2018-10-08T14:37:40","slug":"ufg-alerta-sobre-risco-de-extincao-da-raposa-do-campo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/goias.gov.br\/fapeg\/ufg-alerta-sobre-risco-de-extincao-da-raposa-do-campo\/","title":{"rendered":"UFG alerta sobre risco de extin\u00e7\u00e3o da raposa-do-campo"},"content":{"rendered":"<figure id=\"attachment_8720\" aria-describedby=\"caption-attachment-8720\" style=\"width: 300px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"https:\/\/goias.gov.br\/fapeg\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2017\/07\/Lycalopex_vetulus_FredericoG.Lemos2_.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-8720\" src=\"https:\/\/goias.gov.br\/fapeg\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2017\/07\/Lycalopex_vetulus_FredericoG.Lemos2_-300x200.jpg\" alt=\"Raposa\" width=\"300\" height=\"200\" srcset=\"https:\/\/goias.gov.br\/fapeg\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2017\/07\/Lycalopex_vetulus_FredericoG.Lemos2_-300x200.jpg 300w, https:\/\/goias.gov.br\/fapeg\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2017\/07\/Lycalopex_vetulus_FredericoG.Lemos2_-768x512.jpg 768w, https:\/\/goias.gov.br\/fapeg\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2017\/07\/Lycalopex_vetulus_FredericoG.Lemos2_-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/goias.gov.br\/fapeg\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2017\/07\/Lycalopex_vetulus_FredericoG.Lemos2_-272x182.jpg 272w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-8720\" class=\"wp-caption-text\">Foto: Fernanda Cavalcanti<\/figcaption><\/figure>\n<p>A raposa-do-campo (Lycalopex vetulus), tamb\u00e9m conhecida como raposinha, \u00e9 um dos menores can\u00eddeos do mundo, tendo sua ocorr\u00eancia registrada exclusivamente no Cerrado brasileiro. Contudo, ainda pouco se sabe sobre a esp\u00e9cie. Para conhecer melhor os h\u00e1bitos do animal e entender como ele vive em \u00e1reas de agroecossistemas, um grupo de pesquisa da Universidade Federal de Goi\u00e1s (UFG) tem monitorado alguns exemplares encontrados no munic\u00edpio de Cumari, no Sul Goiano. Os estudos chegaram \u00e0 conclus\u00e3o que a esp\u00e9cie corre risco de extin\u00e7\u00e3o. Al\u00e9m disso, segundo os pesquisadores, quase 50% das mortes desses animais fora de unidades de conserva\u00e7\u00e3o s\u00e3o de causa humana.<\/p>\n<p>Diferente da maior parte dos estudos de can\u00eddeos j\u00e1 realizados, que quase sempre ocorre em territ\u00f3rios protegidos, como parques nacionais, a pesquisa coordenada pelo professor do curso de Ci\u00eancias Biol\u00f3gicas da Regional Catal\u00e3o da UFG, Frederico Gemesio Lemos, monitora as raposinhas em uma regi\u00e3o de fazendas privadas no sudeste de Goi\u00e1s. \u201cAnimais silvestres que vivem em \u00e1reas alteradas pela atividade humana est\u00e3o sujeitos a diferentes press\u00f5es humanas, mas foi uma surpresa descobrir que praticamente metade das causas de morte dos animais que monitoramos, alguns por at\u00e9 dez anos, foram provocadas pelo homem\u201d, avaliou o docente.<\/p>\n<p>Os pesquisadores perceberam tamb\u00e9m que a maioria das raposas-do-campo morre com apenas oito meses de idade. \u201cSeja por tiro, envenenamento ou enterrando a toca com os filhotes, os homens t\u00eam contribu\u00eddo para o desaparecimento dessa esp\u00e9cie. Existem pessoas que chegam a mostrar o colar transmissor, afirmando ter matado a raposa que era estudada\u201d, lamenta Frederico Gemesio Lemos. Segundo ele, os poucos estudos sobre o animal e a desinforma\u00e7\u00e3o geral da comunidade devem ser as principais causas dessa realidade.<\/p>\n<p><strong>Metodologia<\/strong><br \/>\nPara chegar a essas conclus\u00f5es, os pesquisadores instalaram colares com radiotransmissores e brincos de identifica\u00e7\u00e3o numerados nos animais monitorados. Dessa forma, eles tentam compreender, por exemplo, como a raposa-do-campo interage com outras esp\u00e9cies, se ela faz parte do ciclo de diferentes parasitas e se \u00e9 v\u00edtima ou n\u00e3o de agress\u00f5es por parte do homem. A pesquisa, financiada pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Cient\u00edfico e Tecnol\u00f3gico (CNPq), tamb\u00e9m tem focado parte de suas a\u00e7\u00f5es na divulga\u00e7\u00e3o da raposinha em escolas, \u00f3rg\u00e3os ambientais regionais, estaduais e federais, e na internet.<\/p>\n<p><strong>Curiosidades<\/strong><br \/>\nAl\u00e9m do risco de extin\u00e7\u00e3o, os pesquisadores tamb\u00e9m identificaram algumas peculiaridades da esp\u00e9cie, que \u00e9 carn\u00edvora, mas tem como uma das principais fontes de alimenta\u00e7\u00e3o o cupim. Eles tamb\u00e9m avaliaram o papel dos machos na cria\u00e7\u00e3o dos filhotes da raposa-do-campo, j\u00e1 que, diferente de outras esp\u00e9cies, s\u00e3o eles os respons\u00e1veis por levar comida e pajear filhotes, al\u00e9m de defender o grupo de poss\u00edveis agressores, enquanto a f\u00eamea passa as noites se alimentando e amamentando os pequenos entre intervalos que podem durar horas. Os estudos tamb\u00e9m acompanharam o momento em que filhotes deixam suas \u00e1reas para viver por conta pr\u00f3pria, deslocando-se algumas vezes por mais de 15 km.<\/p>\n<p><em> Fonte :<a href=\"https:\/\/www.ufg.br\/n\/98664-ufg-alerta-sobre-risco-de-extincao-da-raposa-do-campo\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"> Ascom UFG<\/a><\/em> <em>(Texto: F\u00e1bio Gaio)<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Segundo os pesquisadores, quase 50% das mortes desses animais, fora de unidades de conserva\u00e7\u00e3o, s\u00e3o de causa humana.<\/p>\n","protected":false},"author":22,"featured_media":8720,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[4,9],"tags":[],"class_list":["post-8719","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias","category-cti"],"rttpg_featured_image_url":{"full":["https:\/\/goias.gov.br\/fapeg\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2017\/07\/Lycalopex_vetulus_FredericoG.Lemos2_.jpg",3504,2336,false],"landscape":["https:\/\/goias.gov.br\/fapeg\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2017\/07\/Lycalopex_vetulus_FredericoG.Lemos2_.jpg",3504,2336,false],"portraits":["https:\/\/goias.gov.br\/fapeg\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2017\/07\/Lycalopex_vetulus_FredericoG.Lemos2_.jpg",3504,2336,false],"thumbnail":["https:\/\/goias.gov.br\/fapeg\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2017\/07\/Lycalopex_vetulus_FredericoG.Lemos2_-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/goias.gov.br\/fapeg\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2017\/07\/Lycalopex_vetulus_FredericoG.Lemos2_-300x200.jpg",300,200,true],"large":["https:\/\/goias.gov.br\/fapeg\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2017\/07\/Lycalopex_vetulus_FredericoG.Lemos2_-1024x683.jpg",1024,683,true],"1536x1536":["https:\/\/goias.gov.br\/fapeg\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2017\/07\/Lycalopex_vetulus_FredericoG.Lemos2_.jpg",1536,1024,false],"2048x2048":["https:\/\/goias.gov.br\/fapeg\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2017\/07\/Lycalopex_vetulus_FredericoG.Lemos2_.jpg",2048,1365,false]},"rttpg_author":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/goias.gov.br\/fapeg\/author\/"},"rttpg_comment":0,"rttpg_category":"<a href=\"https:\/\/goias.gov.br\/fapeg\/categoria\/noticias\/\" rel=\"category tag\">Not\u00edcias<\/a> <a href=\"https:\/\/goias.gov.br\/fapeg\/categoria\/cti\/\" rel=\"category tag\">Not\u00edcias CT&amp;I<\/a>","rttpg_excerpt":"Segundo os pesquisadores, quase 50% das mortes desses animais, fora de unidades de conserva\u00e7\u00e3o, s\u00e3o de causa humana.","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/goias.gov.br\/fapeg\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8719","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/goias.gov.br\/fapeg\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/goias.gov.br\/fapeg\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/goias.gov.br\/fapeg\/wp-json\/wp\/v2\/users\/22"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/goias.gov.br\/fapeg\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=8719"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/goias.gov.br\/fapeg\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8719\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":8721,"href":"https:\/\/goias.gov.br\/fapeg\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8719\/revisions\/8721"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/goias.gov.br\/fapeg\/wp-json\/wp\/v2\/media\/8720"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/goias.gov.br\/fapeg\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=8719"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/goias.gov.br\/fapeg\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=8719"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/goias.gov.br\/fapeg\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=8719"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}