
{"id":75896,"date":"2025-08-14T17:40:58","date_gmt":"2025-08-14T20:40:58","guid":{"rendered":"https:\/\/goias.gov.br\/fapeg\/?p=75896"},"modified":"2025-08-14T17:41:05","modified_gmt":"2025-08-14T20:41:05","slug":"bolsista-de-doutorado-da-fapeg-estuda-racismo-intelectual-contra-negros-quilombolas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/goias.gov.br\/fapeg\/bolsista-de-doutorado-da-fapeg-estuda-racismo-intelectual-contra-negros-quilombolas\/","title":{"rendered":"Bolsista de doutorado da Fapeg estuda racismo intelectual contra negros quilombolas"},"content":{"rendered":"\n<p><em>\u201cPor s\u00e9culos, tivemos acesso \u00e0 educa\u00e7\u00e3o negado, assim como tantos outros direitos. Agora podemos sonhar, por exemplo, em ser doutora em Antropologia Social\u201d<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>M\u00e1rcia Sacramento Rocha \u00e9 uma das 50 bolsistas de doutorado que recebem apoio da Funda\u00e7\u00e3o de Amparo \u00e0 Pesquisa do Estado de Goi\u00e1s (Fapeg) por meio do edital 06\/2024 \u2013 de concess\u00e3o de bolsas de forma\u00e7\u00e3o. A chamada p\u00fablica contemplou, tamb\u00e9m, outros 100 alunos para o mestrado. Ter seu nome selecionado neste edital \u00e9 uma conquista, fruto de muitas de suas lutas para analisar, compreender e transformar as v\u00e1rias faces e entrelinhas mais sutis do racismo intelectual contra negros quilombolas ao atravessar e ocupar espa\u00e7os de poder e tomadas de decis\u00e3o como escolas e universidades.<\/p>\n\n\n\n<p>A proposta da pesquisa tem como tema central o racismo intelectual, que segundo a pesquisadora, hierarquiza os saberes e desacredita os corpos negros em espa\u00e7os de poder como escolas e universidades, territ\u00f3rios onde ela teima em viver e preservar o quilombo e sua cultura. Para ela, a viol\u00eancia racista tem v\u00e1rias ramifica\u00e7\u00f5es. \u201c\u00c0 medida que voc\u00ea ocupa determinados espa\u00e7os de poder e tomadas de decis\u00e3o, ela se torna mais violenta e sutil\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO sangue t\u00e1 a\u00ed, t\u00e1 gritando: uma etnografia sobre intelectuais quilombolas de Extrema que est\u00e3o teimando em viver o quilombo em meio a viol\u00eancias racistas\u201d \u00e9 o t\u00edtulo do seu projeto, desenvolvido sob a orienta\u00e7\u00e3o da professora Suzane de Alencar Vieira, do Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Antropologia Social da Universidade Federal de Goi\u00e1s (UFG). M\u00e1rcia j\u00e1 carrega um sobrenome inspirador e forte &#8211; Sacramento Rocha \u2013 e traz com ela seu maior sonho: \u201cver o meu quilombo titulado e ver mais e mais jovens tendo a vida transformada pela nossa educa\u00e7\u00e3o quilombola antirracista, assim como minha vida foi e vem sendo transformada\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Import\u00e2ncia da Bolsa da Fapeg<\/strong><br>\u201cA bolsa Fapeg tem sido essencial para que eu e tantos outros estudantes possamos desenvolver nossas pesquisas, e isso democratiza o acesso e a perman\u00eancia a educa\u00e7\u00e3o. A perman\u00eancia de uma mulher negra quilombola na universidade, para que eu possa fazer ci\u00eancia e trabalhar na luta contra o racismo por meio da ci\u00eancia quilombola depende do suporte financeiro que a bolsa da Fapeg tem me oferecido. Sabemos que \u00e9 essencial investir em educa\u00e7\u00e3o, na produ\u00e7\u00e3o de conhecimento, e a Fapeg vem fazendo isso com excel\u00eancia\u201d, declara a pesquisadora.<\/p>\n\n\n\n<p>As bolsas de mestrado da Fapeg s\u00e3o no valor de R$2.310,00 mensais, com dura\u00e7\u00e3o de at\u00e9 24 meses e as de doutorado s\u00e3o de R$3.410,00, com dura\u00e7\u00e3o de at\u00e9 48 meses. O edital da Fapeg tem como objetivo fortalecer os programas de p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o das institui\u00e7\u00f5es de ensino superior de Goi\u00e1s, contribuindo para a forma\u00e7\u00e3o de pesquisadores altamente qualificados e para o desenvolvimento da ci\u00eancia, tecnologia e inova\u00e7\u00e3o (CT&amp;I) no estado.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Trajet\u00f3ria<\/strong><br>Quilombola, m\u00e3e de tr\u00eas filhos, professora antirracista, pedagoga e mestra em Antropologia Social pela UFG, e agora, doutoranda tamb\u00e9m pela UFG, M\u00e1rcia nasceu e cresceu no quilombo de Extrema, localizado em Iaciara, regi\u00e3o Nordeste de Goi\u00e1s. Vem de fam\u00edlia de professores. Seus pais, trabalhadores rurais, s\u00e3o quilombolas e sempre viveram no quilombo. Ela conta que ensinar est\u00e1 no seu sangue. \u201cMeu povo ensinava uns aos outros quando sequer pod\u00edamos pisar numa cal\u00e7ada de escola, e faziam isso em suas casas de adobe no quilombo\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Ser professora sempre foi um desejo dela. \u201cDesde muito pequena eu brincava de dar aula, de ensinar meus irm\u00e3os e meus primos nos terreiros de casa. No entanto, parei de estudar aos 14 anos de idade, e voltei 11 anos depois, fiz a EJA (Educa\u00e7\u00e3o de Jovens e Adultos) e terminei o ensino m\u00e9dio\u201d. Foi quando suas filhas e seu filho nasceram que o desejo bateu mais forte. \u201cEu olhava para eles e pensava, eu preciso enfrentar, principalmente por eles, e tantas outras crian\u00e7as e jovens que sempre estiveram marginalizados, sem perspectivas, sem oportunidade\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEst\u00e1 fazendo quase um s\u00e9culo que meu povo veio a p\u00e9 do estado da Bahia e hoje vive no quilombo de Extrema. Fomos reconhecidos como quilombolas somente no ano de 2014, e ainda n\u00e3o temos a titula\u00e7\u00e3o de nosso quilombo\u201d. Hoje o quilombo se destaca na constru\u00e7\u00e3o das Bonecas Catarina desenvolvida pela professora doutoranda Maria Madalena, outra lideran\u00e7a intelectual da comunidade. O ateli\u00ea para a fabrica\u00e7\u00e3o de bonecas de pano negras visa n\u00e3o apenas a gera\u00e7\u00e3o de renda, mas tamb\u00e9m a preserva\u00e7\u00e3o cultural e a valoriza\u00e7\u00e3o da identidade afro-brasileira. As bonecas com representatividade negra remetem \u00e0 hist\u00f3ria e se prop\u00f5em a fazer um resgate cultural dos povos quilombolas. A comunidade tamb\u00e9m trabalha com a cria\u00e7\u00e3o de animais dom\u00e9sticos como galinha, planta\u00e7\u00e3o de ro\u00e7a nos quintais, e se destaca nos festejos como levantamento de mastro, entre outros, al\u00e9m do grande n\u00famero de jovens que j\u00e1 envia para a universidade nos mais diversos cursos. \u201cNo meu quilombo, temos tr\u00eas mestras, uma mestranda e duas doutorandas. Al\u00e9m de muitos jovens que conclu\u00edram e ou ainda est\u00e3o cursando cursos de gradua\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Racismo crescente<\/strong><br>Quando perguntado se considera que o racismo\/viol\u00eancia intelectual e outros tipos de racismo tem aumentado ou reduzido nestas comunidades e se elas t\u00eam algum respaldo nas pol\u00edticas p\u00fablicas, M\u00e1rcia responde categ\u00f3rica: \u201cN\u00e3o, pelo contr\u00e1rio, o racismo s\u00f3 tem aumentado em todas suas ramifica\u00e7\u00f5es. Sentimos isso todos os dias, sobretudo quando ocupamos espa\u00e7os de poder e tomadas de decis\u00e3o, que ainda hoje a branquitude faz de tudo para nos impedir de acessar e ocupar. Precisamos de pol\u00edticas p\u00fablicas, que de fato, sejam implementadas, n\u00e3o somente criadas. Infelizmente, a nossa sociedade \u00e9 extremamente violenta e cruel, e ainda hoje temos nossos conhecimentos medidos com base na cor da nossa pele, somos tratados de forma estereotipada e rotulados\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Marcas do racismo<\/strong><br>\u201cQuando crian\u00e7a, foi na escola que sofri racismo pela primeira vez, e essas marcas ficaram em mim, muitas, eu carrego at\u00e9 hoje as cicatrizes. Quando entrei na gradua\u00e7\u00e3o em Pedagogia na UFG, eu senti as aus\u00eancias de pessoas como eu, tanto dentro das salas de aulas, no corpo docente, quanto nos livros e textos estudados. N\u00e3o porque n\u00e3o exist\u00edamos, mas por causa do silenciamento e das tentativas de apagamento de nossas trajet\u00f3rias e lutas. Dentro da universidade, eu senti mais do que nunca a necessidade de lutar e de defender os direitos de meu povo. Eu percebi que eu n\u00e3o podia mais parar. Na universidade, atuei trabalhando na forma\u00e7\u00e3o de professores da UFG, dando cursos e palestras, aulas, levando os conhecimentos e saberes de meu povo, abrindo caminhos e lutando pelos direitos dos nossos\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Hoje, M\u00e1rcia \u00e9 coordenadora pedag\u00f3gica no Col\u00e9gio Estadual Jos\u00e9 Bonif\u00e1cio da Silva, em Aparecida de Goi\u00e2nia, e sua pesquisa basicamente se encontra no ambiente escolar e nos movimentos sobre quilombos na atualidade. Ela conta que n\u00e3o consegue separar sua luta contra o racismo, seu trabalho pela garantia do direito \u00e0 educa\u00e7\u00e3o, da sua pr\u00f3pria vida. \u201cTenho desenvolvido um trabalho antirracista na escola que atuo e rendeu uma entrevista para a Rede Globo, no ano de 2024. Assista \u00e0 reportagem da Rafaela Lima, da TV Anhanguera que foi apresentada no Programa \u00c9 de Casa. <a href=\"https:\/\/globoplay.globo.com\/v\/13026848\">https:\/\/globoplay.globo.com\/v\/13026848<\/a> .<\/p>\n\n\n\n<p>Trabalhei na constru\u00e7\u00e3o do \u201cDocumento Orientador, intitulado Equidade racial e educa\u00e7\u00e3o das rela\u00e7\u00f5es \u00e9tnico-raciais como princ\u00edpios orientadores do trabalho na rede de ensino de Goi\u00e1s\u201d, por meio da educa\u00e7\u00e3o quilombola antirracista, com base nos modos de ensinar e de aprender de meu povo, como mecanismo de luta e resist\u00eancia no enfrentamento ao racismo.<\/p>\n\n\n\n<p>Dentro do seu projeto de pesquisa, M\u00e1rcia tem desenvolvido atividades formativas como as disciplinas obrigat\u00f3rias do Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o e participa\u00e7\u00e3o em cursos e eventos acad\u00eamicos; realizado atividades preparat\u00f3rias para a pesquisa de campo como estudos te\u00f3ricos, levantamentos bibliogr\u00e1ficos na \u00e1rea de estudos da antropologia das popula\u00e7\u00f5es afro-brasileiras, estudos sobre educa\u00e7\u00e3o quilombola, e pesquisa de campo em escolas e universidades; atividades e participa\u00e7\u00e3o de discuss\u00e3o sobre pol\u00edtica antirracista na Educa\u00e7\u00e3o do Estado de Goi\u00e1s. M\u00e1rcia tamb\u00e9m exerce a doc\u00eancia na Educa\u00e7\u00e3o B\u00e1sica e atividades de gest\u00e3o escolar que oferecem momentos de atua\u00e7\u00e3o e observa\u00e7\u00e3o em sua pesquisa sobre educa\u00e7\u00e3o e racismo. Atua, ainda, no N\u00facleo de Pesquisa Caro\u00e1 da Faculdade de Ci\u00eancias Sociais da UFG, na organiza\u00e7\u00e3o de eventos acad\u00eamicos e no trabalho de organiza\u00e7\u00e3o e prepara\u00e7\u00e3o da pesquisa. E, aguarda a libera\u00e7\u00e3o pelo Comit\u00ea de \u00c9tica em Pesquisa \u2013 CEPI\/UFG, para iniciar a pesquisa de campo.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Depoimentos<\/strong><br>\u201cDentro da escola, lugar que at\u00e9 pouco tempo nem na cal\u00e7ada pod\u00edamos pisar, agora estamos adentrando apesar das lutas, como professora, pedagoga, mestra em antropologia Social. Enquanto educadora antirracista, caminho diretamente com os alunos, e atuo tamb\u00e9m na forma\u00e7\u00e3o dos professores e de toda comunidade escolar, sobretudo na fun\u00e7\u00e3o de coordenar e isso est\u00e1 diretamente ligado \u00e0 minha pesquisa, logo a minha forma\u00e7\u00e3o em Antropologia Social faz toda diferen\u00e7a na luta antirracista.<\/p>\n\n\n\n<p>No territ\u00f3rio universidade, apesar das viol\u00eancias que nos atravessam, as barreiras est\u00e3o sendo rompidas e estamos ocupando esses espa\u00e7os de poder que at\u00e9 pouco tempo nos era negado, e agora podemos sonhar, por exemplo, em ser doutora em Antropologia Social. Diante dessa realidade, minha forma\u00e7\u00e3o em antropologia social \u00e9 essencial para que eu, juntamente com meu povo quilombola de Extrema, possamos seguir trilhando de dentro de espa\u00e7os como estes.<\/p>\n\n\n\n<p>Enquanto professora quilombola, na sala de aula ou na coordena\u00e7\u00e3o, na forma\u00e7\u00e3o de professores, j\u00e1 estamos atuando dentro das escolas no estado de Goi\u00e1s na luta contra o racismo. Concomitantemente, como estudante e pesquisadora estamos ocupando espa\u00e7os dentro da universidade. E com isso, intentamos em trazer, por meio de nossos saberes quilombolas, contribui\u00e7\u00e3o para a constru\u00e7\u00e3o da hist\u00f3ria da educa\u00e7\u00e3o de nosso povo negro quilombola do estado de Goi\u00e1s na luta antirracista, narrada e escrita de dentro do quilombo, a partir do olhar de uma pesquisadora quilombola de Extrema, em Iaciara-GO. Tudo isso somar\u00e1 em minha caminhada profissional, bem como, na minha viv\u00eancia acad\u00eamica\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Fotos: Arquivo da Pesquisadora<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-1 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex\">\n<figure class=\"wp-block-image size-medium\"><a href=\"https:\/\/goias.gov.br\/fapeg\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2025\/08\/e5ea45c2-ae18-48af-a936-223cfdcf7949.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"233\" height=\"300\" data-id=\"75894\" src=\"https:\/\/goias.gov.br\/fapeg\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2025\/08\/e5ea45c2-ae18-48af-a936-223cfdcf7949-233x300.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-75894\" srcset=\"https:\/\/goias.gov.br\/fapeg\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2025\/08\/e5ea45c2-ae18-48af-a936-223cfdcf7949-233x300.jpg 233w, https:\/\/goias.gov.br\/fapeg\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2025\/08\/e5ea45c2-ae18-48af-a936-223cfdcf7949-794x1024.jpg 794w, https:\/\/goias.gov.br\/fapeg\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2025\/08\/e5ea45c2-ae18-48af-a936-223cfdcf7949-768x990.jpg 768w, https:\/\/goias.gov.br\/fapeg\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2025\/08\/e5ea45c2-ae18-48af-a936-223cfdcf7949.jpg 1080w\" sizes=\"(max-width: 233px) 100vw, 233px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Dia da defesa do Mestrado<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><a href=\"https:\/\/goias.gov.br\/fapeg\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2025\/08\/0255f844-d7f4-4000-991a-b8a7fa3fadac.jpg\"><img decoding=\"async\" width=\"700\" height=\"802\" data-id=\"75893\" src=\"https:\/\/goias.gov.br\/fapeg\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2025\/08\/0255f844-d7f4-4000-991a-b8a7fa3fadac.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-75893\" srcset=\"https:\/\/goias.gov.br\/fapeg\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2025\/08\/0255f844-d7f4-4000-991a-b8a7fa3fadac.jpg 700w, https:\/\/goias.gov.br\/fapeg\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2025\/08\/0255f844-d7f4-4000-991a-b8a7fa3fadac-262x300.jpg 262w\" sizes=\"(max-width: 700px) 100vw, 700px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Papo S\u00e9rio, atividade pedag\u00f3gica que rendeu entrevista para o Programa \u00c9 de Casa, da Rede Globo, no ano de 2024.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><a href=\"https:\/\/goias.gov.br\/fapeg\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2025\/08\/e5058962-8bcc-4d1f-a97a-bc842005081a.jpg\"><img decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"1016\" data-id=\"75891\" src=\"https:\/\/goias.gov.br\/fapeg\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2025\/08\/e5058962-8bcc-4d1f-a97a-bc842005081a-1024x1016.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-75891\" srcset=\"https:\/\/goias.gov.br\/fapeg\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2025\/08\/e5058962-8bcc-4d1f-a97a-bc842005081a-1024x1016.jpg 1024w, https:\/\/goias.gov.br\/fapeg\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2025\/08\/e5058962-8bcc-4d1f-a97a-bc842005081a-300x298.jpg 300w, https:\/\/goias.gov.br\/fapeg\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2025\/08\/e5058962-8bcc-4d1f-a97a-bc842005081a-150x150.jpg 150w, https:\/\/goias.gov.br\/fapeg\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2025\/08\/e5058962-8bcc-4d1f-a97a-bc842005081a-768x762.jpg 768w, https:\/\/goias.gov.br\/fapeg\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2025\/08\/e5058962-8bcc-4d1f-a97a-bc842005081a.jpg 1080w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><a href=\"https:\/\/goias.gov.br\/fapeg\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2025\/08\/1f9ca33f-40aa-4543-a477-b71d8904b161.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"768\" data-id=\"75890\" src=\"https:\/\/goias.gov.br\/fapeg\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2025\/08\/1f9ca33f-40aa-4543-a477-b71d8904b161.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-75890\" srcset=\"https:\/\/goias.gov.br\/fapeg\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2025\/08\/1f9ca33f-40aa-4543-a477-b71d8904b161.jpg 1024w, https:\/\/goias.gov.br\/fapeg\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2025\/08\/1f9ca33f-40aa-4543-a477-b71d8904b161-300x225.jpg 300w, https:\/\/goias.gov.br\/fapeg\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2025\/08\/1f9ca33f-40aa-4543-a477-b71d8904b161-768x576.jpg 768w, https:\/\/goias.gov.br\/fapeg\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2025\/08\/1f9ca33f-40aa-4543-a477-b71d8904b161-640x480.jpg 640w, https:\/\/goias.gov.br\/fapeg\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2025\/08\/1f9ca33f-40aa-4543-a477-b71d8904b161-600x450.jpg 600w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><\/figure>\n<\/figure>\n\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cPor s\u00e9culos, tivemos acesso \u00e0 educa\u00e7\u00e3o negado, assim como tantos outros direitos. 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