

{"id":64205,"date":"2025-05-11T08:21:21","date_gmt":"2025-05-11T11:21:21","guid":{"rendered":"https:\/\/goias.gov.br\/fapeg\/?p=64205"},"modified":"2025-05-11T08:21:21","modified_gmt":"2025-05-11T11:21:21","slug":"mulheres-maes-e-ciencia-entre-fraldas-formulas-e-desafios","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/goias.gov.br\/fapeg\/mulheres-maes-e-ciencia-entre-fraldas-formulas-e-desafios\/","title":{"rendered":"Mulheres m\u00e3es e ci\u00eancia: entre fraldas, f\u00f3rmulas e desafios"},"content":{"rendered":"\n<p><em>Iniciativas de equidade impulsionam pol\u00edticas p\u00fablicas para mulheres cientistas<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Mulher, m\u00e3e, profissional! Neste m\u00eas de maio, m\u00eas das m\u00e3es, \u00e9 importante refletir sobre a maternidade, uma das experi\u00eancias mais transformadoras na vida de uma mulher, mas que pode impactar a carreira profissional, especialmente na \u00e1rea cient\u00edfica. A Funda\u00e7\u00e3o de Amparo \u00e0 Pesquisa do Estado de Goi\u00e1s (Fapeg) num esfor\u00e7o cont\u00ednuo tem promovido escuta \u00e0s mulheres, principalmente as cientistas que s\u00e3o seu p\u00fablico-alvo, para a ado\u00e7\u00e3o de a\u00e7\u00f5es, lan\u00e7amento de editais espec\u00edficos e de ferramentas em busca da promo\u00e7\u00e3o da equidade de g\u00eanero na ci\u00eancia e no apoio para equilibrar a maternidade com a carreira acad\u00eamica.<\/p>\n\n\n\n<p>O Governo de Goi\u00e1s, por meio da Secretaria de Ci\u00eancia, Tecnologia e Inova\u00e7\u00e3o (Secti) e da Fapeg, j\u00e1 investiu mais de R$ 2,5 milh\u00f5es em projetos liderados por mulheres nas \u00e1reas de Ci\u00eancias Exatas, Engenharias e Computa\u00e7\u00e3o. Desde 2024, foram apoiados 31 projetos de pesquisa, 30 neg\u00f3cios inovadores e 57 iniciativas voltadas para transformar ideias em neg\u00f3cios, impactando positivamente a vida de milhares de mulheres e meninas em Goi\u00e1s.<\/p>\n\n\n\n<p>Lan\u00e7amento de editais como o Goianas na Ci\u00eancia e Inova\u00e7\u00e3o &#8211; Mulheres em STEM, t\u00eam apoiado mulheres, que hoje j\u00e1 est\u00e3o realizando pesquisas nas mais diversas \u00e1reas, como o desenvolvimento de turbina e\u00f3lica otimizada; materiais moleculares multifuncionais para spintr\u00f4nica e informa\u00e7\u00e3o qu\u00e2ntica; detec\u00e7\u00e3o de falhas na produ\u00e7\u00e3o de mudas de tomate com uso de intelig\u00eancia artificial; desenvolvimento de um sistema fotocatal\u00edtico para produ\u00e7\u00e3o de hidrog\u00eanio verde e tratamento de efluentes; tecnologias inovadoras baseadas em LAMP para detec\u00e7\u00e3o de bact\u00e9rias resistentes a antibi\u00f3ticos tanto para diagn\u00f3stico cl\u00ednico quanto para monitoramento em esgoto; entre in\u00fameras outras pesquisas nas \u00e1reas de Ci\u00eancias, Tecnologia, Engenharia e Matem\u00e1tica (STEM).<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Licen\u00e7a-Maternidade<\/strong><\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"alignleft size-large is-resized\"><a href=\"https:\/\/goias.gov.br\/fapeg\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2025\/05\/03faab90-b45f-40bb-ad27-1786333f4fd0.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"576\" height=\"1024\" src=\"https:\/\/goias.gov.br\/fapeg\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2025\/05\/03faab90-b45f-40bb-ad27-1786333f4fd0-576x1024.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-64195\" style=\"width:286px;height:auto\" srcset=\"https:\/\/goias.gov.br\/fapeg\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2025\/05\/03faab90-b45f-40bb-ad27-1786333f4fd0-576x1024.jpg 576w, https:\/\/goias.gov.br\/fapeg\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2025\/05\/03faab90-b45f-40bb-ad27-1786333f4fd0-169x300.jpg 169w, https:\/\/goias.gov.br\/fapeg\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2025\/05\/03faab90-b45f-40bb-ad27-1786333f4fd0-768x1365.jpg 768w, https:\/\/goias.gov.br\/fapeg\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2025\/05\/03faab90-b45f-40bb-ad27-1786333f4fd0-864x1536.jpg 864w, https:\/\/goias.gov.br\/fapeg\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2025\/05\/03faab90-b45f-40bb-ad27-1786333f4fd0-1152x2048.jpg 1152w, https:\/\/goias.gov.br\/fapeg\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2025\/05\/03faab90-b45f-40bb-ad27-1786333f4fd0.jpg 1170w\" sizes=\"(max-width: 576px) 100vw, 576px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">A<em>manda e Marina. &#8220;A licen\u00e7a permite que a mulher possa viver esse momento especial sem press\u00e3o por produ\u00e7\u00e3o acad\u00eamica imediata, o que faz toda a diferen\u00e7a<\/em>&#8220;<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p><br>Amanda Alves de Melo Ximenes, 28 anos, \u00e9 bi\u00f3loga, mestre em gen\u00e9tica e biologia molecular e bolsista de doutorado da Fapeg na mesma \u00e1rea. Trabalha com gen\u00e9tica da conserva\u00e7\u00e3o de esp\u00e9cies amea\u00e7adas utilizando ferramentas gen\u00e9ticas e gen\u00f4micas para estudar e entender melhor a din\u00e2mica das popula\u00e7\u00f5es e elaborar estrat\u00e9gias de conserva\u00e7\u00e3o. Quando estava prestes a concluir o doutorado na Universidade Federal de Goi\u00e1s, descobriu a gravidez. Por sorte, logo depois a Fapeg instituiu a licen\u00e7a-maternidade, o que a deixou mais tranquila para curtir a maternidade e ter mais tempo para se dedicar \u00e0 pesquisa.<\/p>\n\n\n\n<p>Hoje, m\u00e3e da Marina, com tr\u00eas meses, Amanda ainda est\u00e1 de licen\u00e7a. \u201cAgora estamos com uma rotina um pouco mais definida, mas os tr\u00eas primeiros meses foram bem dif\u00edceis. Eu acho que a licen\u00e7a \u00e9 fundamental para permitir que a mulher possa viver esse momento intenso e especial sem ter a cobran\u00e7a de ter que trabalhar e produzir, mas se isso for poss\u00edvel dentro do per\u00edodo da licen\u00e7a, estamos no lucro\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEstou em um grupo de pesquisa que me apoiou e me ajudou em muitas tarefas que precisei entregar no final da gesta\u00e7\u00e3o e depois do nascimento, ent\u00e3o acho que isso me ajudou a manter o contato e n\u00e3o me afastar dos trabalhos. A maternidade \u00e9 realmente muito diferente da paternidade, porque o nen\u00e9m depende muito da m\u00e3e nesse in\u00edcio, especialmente pela amamenta\u00e7\u00e3o. Mas eu creio que a licen\u00e7a ajuda a gente a usufruir desse per\u00edodo mais desafiador do in\u00edcio da vida da crian\u00e7a e permite que possamos voltar depois para nos atualizarmos sem sairmos prejudicadas em rela\u00e7\u00e3o a prazos e cobran\u00e7as. A licen\u00e7a de quatro meses n\u00e3o \u00e9 muito, mas tamb\u00e9m n\u00e3o \u00e9 pouco, est\u00e1 sendo suficiente para ajuste de rotina e para me acostumar com a nova fase\u201d, relata Amanda.<\/p>\n\n\n\n<p>A resolu\u00e7\u00e3o da Fapeg n\u00e3o s\u00f3 garante a continuidade da carreira acad\u00eamica para as mulheres, mas tamb\u00e9m promove a igualdade de g\u00eanero na ci\u00eancia. O apoio \u00e9 essencial para que pesquisadoras como Amanda possam conciliar a maternidade com seus objetivos acad\u00eamicos, mantendo-as na ci\u00eancia e fortalecendo a pesquisa e a inova\u00e7\u00e3o no Brasil.<\/p>\n\n\n\n<p>A licen\u00e7a veio normatizada por meio de Resolu\u00e7\u00e3o e amplia os direitos decorrentes do afastamento tempor\u00e1rio da bolsista para a maternidade. O artigo 24 da resolu\u00e7\u00e3o garante \u00e0s benefici\u00e1rias de bolsas de forma\u00e7\u00e3o (gradua\u00e7\u00e3o, mestrado e doutorado), e \u00e0s bolsistas participantes de projetos de pesquisa, extens\u00e3o e de inova\u00e7\u00e3o contempladas com bolsas de estudo com dura\u00e7\u00e3o m\u00ednima de 12 meses, o direito de prorroga\u00e7\u00e3o por at\u00e9 120 dias (quatro meses) nos prazos de vig\u00eancia do benef\u00edcio em fun\u00e7\u00e3o da maternidade, seja em virtude da ocorr\u00eancia de parto, ado\u00e7\u00e3o ou obten\u00e7\u00e3o de guarda judicial para fins de ado\u00e7\u00e3o durante o per\u00edodo de vig\u00eancia da bolsa. A resolu\u00e7\u00e3o pro\u00edbe a suspens\u00e3o do pagamento da bolsa durante o afastamento tempor\u00e1rio da bolsista.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Pol\u00edticas p\u00fablicas<\/strong><br>Mas a maternidade, para muitas mulheres acaba se tornando um obst\u00e1culo em suas jornadas acad\u00eamica e cient\u00edfica. \u00c9 fato que as mulheres desempenham um papel fundamental na ci\u00eancia brasileira, com avan\u00e7os significativos na participa\u00e7\u00e3o em programas de p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o e bolsas de inicia\u00e7\u00e3o cient\u00edfica, apesar de persistirem desigualdades de g\u00eanero, especialmente em posi\u00e7\u00f5es de lideran\u00e7a e em \u00e1reas como ci\u00eancias exatas e engenharias. \u00c9 fundamental que as pol\u00edticas p\u00fablicas sejam ampliadas e aprimoradas para garantir um ambiente mais inclusivo e acolhedor para todas as cientistas.<\/p>\n\n\n\n<p>Karla Maria Longo \u00e9 m\u00e3e de dois filhos j\u00e1 adultos. Recentemente foi classificada em primeiro lugar no Pr\u00eamio Goiano de Ci\u00eancia, Tecnologia e Inova\u00e7\u00e3o na categoria Pesquisador Goiano Destaque em outros Estados, promovido pela Fapeg. A pesquisadora \u00e9 m\u00e3e do Pedro (m\u00e9dico psiquiatra) e da Clara (jornalista). Ela conta que conciliar a carreira de pesquisadora com a maternidade foi um desafio constante. A licen\u00e7a-maternidade para bolsistas \u00e9 uma conquista recente, mas, mesmo assim, a pesquisadora considera que n\u00e3o \u00e9 longa o suficiente para garantir nem o per\u00edodo completo de amamenta\u00e7\u00e3o. Al\u00e9m disso, a falta de licen\u00e7a-paternidade estruturada, segundo ela, impede uma verdadeira divis\u00e3o de responsabilidades, deixando o \u00f4nus da cria\u00e7\u00e3o dos filhos, pelo menos no primeiro ano de vida, praticamente integralmente sobre as mulheres.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"alignright size-large is-resized\"><a href=\"https:\/\/goias.gov.br\/fapeg\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2025\/05\/KARLA.jpg\"><img decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"768\" src=\"https:\/\/goias.gov.br\/fapeg\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2025\/05\/KARLA-1024x768.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-64204\" style=\"width:457px;height:auto\" srcset=\"https:\/\/goias.gov.br\/fapeg\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2025\/05\/KARLA-1024x768.jpg 1024w, https:\/\/goias.gov.br\/fapeg\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2025\/05\/KARLA-300x225.jpg 300w, https:\/\/goias.gov.br\/fapeg\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2025\/05\/KARLA-768x576.jpg 768w, https:\/\/goias.gov.br\/fapeg\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2025\/05\/KARLA-600x450.jpg 600w, https:\/\/goias.gov.br\/fapeg\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2025\/05\/KARLA.jpg 1280w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Karla Longo, Pedro e Clara.<em> &#8220;O sistema acad\u00eamico, com sua estrutura r\u00edgida e sua falta de apoio \u00e0 maternidade, exige da mulher uma dose extra de resili\u00eancia&#8221;.<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p>\u201cOs meus filhos nasceram no final do meu mestrado e doutorado. Em ambas as ocasi\u00f5es, n\u00e3o tive direito \u00e0 licen\u00e7a-maternidade, algo que, na pr\u00e1tica, coloca a mulher numa posi\u00e7\u00e3o desvantajosa. Meu marido tamb\u00e9m \u00e9 pesquisador, e embora tenha sido sempre um pai muito presente, a responsabilidade maior pela cria\u00e7\u00e3o dos filhos no primeiro ano foi minha. Tentamos conciliar os pap\u00e9is de m\u00e3e e pai integrando nossos filhos \u00e0 nossa rotina, mas, ao fazer isso, enfrentamos uma sobrecarga que muitas vezes foi invisibilizada. Trabalhamos muito em casa para estarmos mais perto deles e, sempre que poss\u00edvel, os lev\u00e1vamos conosco em viagens de trabalho, inclusive para confer\u00eancias cient\u00edficas. Eles se acostumaram com esse ambiente e se adaptaram, mas foi uma adapta\u00e7\u00e3o repleta de desafios di\u00e1rios\u201d, relata Karla.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cQuando meu filho mais velho nasceu, eu estava no final da reda\u00e7\u00e3o da minha disserta\u00e7\u00e3o de mestrado. Parei por apenas duas semanas, de outra forma n\u00e3o teria conseguido defender o mestrado a tempo. No doutorado, optei por fazer um est\u00e1gio sandu\u00edche nos Estados Unidos, levando meu filho, ent\u00e3o com seis anos, comigo, enquanto meu marido dividia-se entre S\u00e3o Paulo e Washington. Nesse per\u00edodo, meu filho frequentou escola e creche, lidando com a dist\u00e2ncia do pai, aprendendo um novo idioma em um ambiente culturalmente muito diferente e com a xenofobia. Depois de retornar ao Brasil e defender meu doutorado gr\u00e1vida de oito meses, emendamos um p\u00f3s-doutorado nos Estados Unidos, porque ainda n\u00e3o hav\u00edamos conseguido trabalhos permanentes. Dessa vez, fomos todos juntos, com minha filha mais nova com apenas tr\u00eas meses. A NASA, onde fizemos o p\u00f3s-doc, tinha uma creche no campus, mas s\u00f3 conseguimos uma vaga quatro meses depois. Durante esse per\u00edodo, trabalhei a maior parte do tempo com minha beb\u00ea no meu escrit\u00f3rio, o que \u00e9 um reflexo claro da falta de estrutura adequada para conciliar as demandas da maternidade com uma carreira acad\u00eamica\u201d. Atualmente Karla trabalha no Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e participa de um projeto fomentado pela Fapeg (Centro de Estudos, Monitoramento e Previs\u00e3o Ambientais do Cerrado &#8211; CEMPA-Cerrado).<\/p>\n\n\n\n<p>A pesquisadora conta que, ao longo de sua carreira, viu muitas mestrandas e doutorandas optando por adiar a maternidade temendo as dificuldades que surgem ao tentar conciliar ambas as tarefas. \u201cO sistema acad\u00eamico, com sua estrutura r\u00edgida e sua falta de apoio \u00e0 maternidade, exige da mulher uma dose extra de resili\u00eancia. Muitas vezes, as mulheres acabam pagando um pre\u00e7o alto, sacrificando n\u00e3o s\u00f3 o seu tempo e bem-estar, mas tamb\u00e9m sua sa\u00fade mental e o equil\u00edbrio familiar\u201d, desabafa.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Dever de casa<\/strong><\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"alignleft size-large is-resized\"><a href=\"https:\/\/goias.gov.br\/fapeg\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2025\/05\/76484649-6b20-435d-abd4-5d7dc5699670.jpg\"><img decoding=\"async\" width=\"768\" height=\"1024\" src=\"https:\/\/goias.gov.br\/fapeg\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2025\/05\/76484649-6b20-435d-abd4-5d7dc5699670-768x1024.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-64194\" style=\"width:339px;height:auto\" srcset=\"https:\/\/goias.gov.br\/fapeg\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2025\/05\/76484649-6b20-435d-abd4-5d7dc5699670-768x1024.jpg 768w, https:\/\/goias.gov.br\/fapeg\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2025\/05\/76484649-6b20-435d-abd4-5d7dc5699670-225x300.jpg 225w, https:\/\/goias.gov.br\/fapeg\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2025\/05\/76484649-6b20-435d-abd4-5d7dc5699670-1152x1536.jpg 1152w, https:\/\/goias.gov.br\/fapeg\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2025\/05\/76484649-6b20-435d-abd4-5d7dc5699670.jpg 1200w\" sizes=\"(max-width: 768px) 100vw, 768px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>Polyana e Sarah. &#8220;Poder vivenciar a maternidade sem abrir m\u00e3o do desenvolvimento profissional, pra mim, tem sido gratificante&#8221;.<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p>Polyana Borges Mendon\u00e7a \u00e9 gerente de Inova\u00e7\u00e3o da Fapeg. M\u00e3e da Sarah, dois aninhos, para ela, conciliar maternidade e trabalho tem sido um grande desafio. \u201cA compreens\u00e3o e a empatia dos gestores e colegas de trabalho s\u00e3o fatores de apoio muito importantes. Poder vivenciar a maternidade sem abrir m\u00e3o do desenvolvimento profissional, pra mim, tem sido gratificante. Sinto que posso ser um exemplo pra minha filha, de que a mulher pode sim ocupar espa\u00e7os importantes, desde que n\u00e3o se cobre tanto e passe a valorizar cada pequena vit\u00f3ria di\u00e1ria \u2014 porque elas importam muito\u201d, diz Polyana.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cCom a maternidade mudam as prioridades, a rotina e as responsabilidades. Al\u00e9m disso, estou constantemente buscando estar suficientemente presente com a minha filha enquanto tento dar o melhor de mim no trabalho. A rotina \u00e9 exaustiva, e a constante necessidade de conciliar reuni\u00f5es, prazos e demandas com noites mal dormidas e as necessidades de uma crian\u00e7a pequena exige um esfor\u00e7o f\u00edsico e emocional enorme. Eu tenho rede de apoio, que me deixa mais tranquila para conseguir cumprir as demandas necess\u00e1rias, mas sei que isso pode ser uma ang\u00fastia para as m\u00e3es que n\u00e3o a tem. Principalmente porque culturalmente, ainda \u00e9 atribu\u00eddo \u00e0 m\u00e3e uma sobrecarga de responsabilidade com os filhos bem maior.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Iniciativas de equidade impulsionam pol\u00edticas p\u00fablicas para mulheres cientistas Mulher, m\u00e3e, profissional! Neste m\u00eas de maio, m\u00eas das m\u00e3es, \u00e9 importante refletir sobre a maternidade, uma das experi\u00eancias mais transformadoras na vida de uma mulher, mas que pode impactar a carreira profissional, especialmente na \u00e1rea cient\u00edfica. 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