

{"id":3646,"date":"2016-03-04T11:33:59","date_gmt":"2016-03-04T14:33:59","guid":{"rendered":"http:\/\/www.fapeg.go.gov.br\/?p=3646"},"modified":"2019-04-29T12:08:36","modified_gmt":"2019-04-29T15:08:36","slug":"conhecimento-para-combater-o-zika","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/goias.gov.br\/fapeg\/conhecimento-para-combater-o-zika\/","title":{"rendered":"Conhecimento para combater o Zika"},"content":{"rendered":"<p><strong>Renan Rigo, da Assessoria de Comunica\u00e7\u00e3o Social da Fapeg<\/strong><\/p>\n<figure id=\"attachment_3649\" aria-describedby=\"caption-attachment-3649\" style=\"width: 720px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/goias.gov.br\/fapeg\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2016\/03\/aedes.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"size-large wp-image-3649\" src=\"https:\/\/goias.gov.br\/fapeg\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2016\/03\/aedes-1024x410.jpg\" alt=\"Mosquisto Aedes aegypti, transmissor do v\u00edrus Zika.\" width=\"720\" height=\"288\" srcset=\"https:\/\/goias.gov.br\/fapeg\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2016\/03\/aedes-1024x410.jpg 1024w, https:\/\/goias.gov.br\/fapeg\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2016\/03\/aedes-300x120.jpg 300w, https:\/\/goias.gov.br\/fapeg\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2016\/03\/aedes-768x307.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 720px) 100vw, 720px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-3649\" class=\"wp-caption-text\">Mosquisto Aedes aegypti, transmissor do v\u00edrus Zika. Foto: Stephen Ausmus\/USDA.<\/figcaption><\/figure>\n<p>O universo cient\u00edfico \u00e9 movido a perguntas. S\u00e3o por meio delas que s\u00e3o definidas problem\u00e1ticas, hip\u00f3teses e ideias a serem investigadas, debatidas at\u00e9 que a ci\u00eancia encontre caminhos e perspectivas. Em alguns casos, muito especiais, essas perguntas chegam em car\u00e1ter de urg\u00eancia e mobilizam um desdobramento maior de pesquisadores e estudiosos \u00e1vidos por encontrar respostas. S\u00e3o quest\u00f5es ligadas diretamente \u00e0 vida. S\u00e3o respostas que podem salvar vidas. Com a recente epidemia do v\u00edrus Zika, transmitido pelo mosquito Aedes aegypti, em todo o globo, com maior gravidade em casos distribu\u00eddos pelo territ\u00f3rio brasileiro, ficou ainda mais evidente a necessidade dessas quest\u00f5es de sa\u00fade p\u00fablica serem trabalhadas de modo a encontrar solu\u00e7\u00f5es eficientes. A ci\u00eancia ainda \u00e9 o maior reposit\u00f3rio de conhecimento. E nessa emerg\u00eancia, nossos cientistas j\u00e1 est\u00e3o empenhados em transpor barreiras para, sen\u00e3o encontrar respostas imediatas, saber ao certo quais as perguntas a serem respondidas.<\/p>\n<p>Goi\u00e1s tem se destacado nessa a\u00e7\u00e3o de enfrentamento \u00e0 epidemia. Uma das maiores autoridades no assunto, a pesquisadora Celina Maria Turchi Martelli \u00e9 goiana e trabalha, atualmente, no Centro de Pesquisa Aggeu Magalh\u00e3es, da <a href=\"http:\/\/www.cpqam.fiocruz.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Funda\u00e7\u00e3o Oswaldo Cruz (Fiocruz) de Pernambuco<\/a>, na coordena\u00e7\u00e3o do estudo que avalia os fatores de risco de microcefalia pela infec\u00e7\u00e3o do v\u00edrus Zika. Ex-professora da Universidade Federal de Goi\u00e1s (UFG), ela atua na linha de frente junto a pesquisadores de todo o Brasil para conhecer mais sobre a din\u00e2mica do v\u00edrus e as formas como ele se relaciona com o organismo humano. No entanto, o cen\u00e1rio ainda \u00e9 obscuro at\u00e9 mesmo para os cientistas. A doen\u00e7a tida como benigna at\u00e9 pouco tempo, com sintomas brandos, se agravou no Brasil, com registro de complica\u00e7\u00f5es mais graves, especialmente quanto ao desenvolvimento de microcefalia em fetos e neonatos ap\u00f3s a infec\u00e7\u00e3o da gestante, por meio do mosquito. \u201cDo ponto de vista cient\u00edfico, o v\u00edrus Zika ainda \u00e9 pouco estudado porque estava restrito \u00e0 sua circula\u00e7\u00e3o em algumas regi\u00f5es do mundo. O conhecimento at\u00e9 o presente momento sobre o v\u00edrus \u00e9 escasso. Se f\u00f4ssemos comparar, enquanto em um per\u00edodo de dez anos \u00e9 poss\u00edvel que a gente tenha centenas de milhares de artigos cient\u00edficos publicados, relacionados ao Zika n\u00f3s t\u00ednhamos apenas 40 artigos.<\/p>\n<figure id=\"attachment_3656\" aria-describedby=\"caption-attachment-3656\" style=\"width: 300px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"https:\/\/goias.gov.br\/fapeg\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2016\/03\/Virus-Zika-microscopia-Debora-Barreto-Vieira-IOC-Fiocruz.jpg\"><img decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-3656\" src=\"https:\/\/goias.gov.br\/fapeg\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2016\/03\/Virus-Zika-microscopia-Debora-Barreto-Vieira-IOC-Fiocruz-300x170.jpg\" alt=\"C\u00e9lula Vero inoculada com amostra de sangue de paciente positiva pela t\u00e9cnica de RT-PCR em tempo real para o v\u00edrus zika. Numerosas part\u00edculas do v\u00edrus zika podem ser observadas (esferas escuras), com di\u00e2metro m\u00e9dio de 50nm.\" width=\"300\" height=\"170\" srcset=\"https:\/\/goias.gov.br\/fapeg\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2016\/03\/Virus-Zika-microscopia-Debora-Barreto-Vieira-IOC-Fiocruz-300x170.jpg 300w, https:\/\/goias.gov.br\/fapeg\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2016\/03\/Virus-Zika-microscopia-Debora-Barreto-Vieira-IOC-Fiocruz.jpg 530w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-3656\" class=\"wp-caption-text\">C\u00e9lula Vero inoculada com amostra de sangue de paciente positiva pela t\u00e9cnica de RT-PCR em tempo real para o v\u00edrus zika. Numerosas part\u00edculas do v\u00edrus zika podem ser observadas (esferas escuras), com di\u00e2metro m\u00e9dio de 50nm. Foto: Debora Barreto-Vieira\/IOC\/Fiocruz.<\/figcaption><\/figure>\n<p>Essa situa\u00e7\u00e3o se complicou ainda mais, segundo a pesquisadora que \u00e9 especialista em epidemiologia, uma vez que o que se conhecia sobre o v\u00edrus Zika eram infec\u00e7\u00f5es assintom\u00e1ticas e que os casos sintom\u00e1ticos tinham pequena gravidade do ponto de vista de causar \u00f3bitos. Ela explica que s\u00f3 recentemente, h\u00e1 cerca de tr\u00eas anos, fora registrada uma epidemia na Polin\u00e9sia Francesa que mostrou que o v\u00edrus era capaz de causar rea\u00e7\u00f5es imunes e S\u00edndrome de Guillain-Barr\u00e9, que afeta fun\u00e7\u00f5es motoras que podem levar o indiv\u00edduo \u00e0 morte. \u201cAl\u00e9m disso, naquela epidemia n\u00e3o foi relatado nenhum caso de transmiss\u00e3o vertical, nem de microcefalia. Ent\u00e3o, no Brasil, n\u00f3s est\u00e1vamos frente a uma doen\u00e7a desconhecida do ponto de vista de causar uma infec\u00e7\u00e3o cong\u00eanita (transmiss\u00e3o materno-fetal), realmente de muita gravidade, no qual os instrumentos que a gente tinha para pesquisa de diagn\u00f3stico ainda precisavam ser desenvolvidos\u201d, salienta. Somou-se a isso o fato do v\u00edrus Zika ser da mesma fam\u00edlia do v\u00edrus Dengue, que s\u00e3o flaviv\u00edrus, e, nesse caso, pessoas que j\u00e1 haviam sido expostas aos v\u00edrus dengue faziam rea\u00e7\u00e3o cruzada para o anticorpo do Zika, o que dificultava ainda mais a aplica\u00e7\u00e3o dos testes.<\/p>\n<p><strong>O ineditismo brasileiro<\/strong><br \/>\nDe acordo com Celina Martelli, o hist\u00f3rico do v\u00edrus Zika no Brasil remonta aos primeiros meses de 2015, quando ficou evidente que no Pa\u00eds havia a circula\u00e7\u00e3o de um v\u00edrus que era pouco diferente do Dengue, mas que n\u00e3o tinha ainda um sistema de notifica\u00e7\u00e3o pr\u00f3prio. Chegou-se a se identificar o Zika, na Bahia, na \u00e9poca, mas ainda com essa no\u00e7\u00e3o de benignidade. Foi ent\u00e3o, conforme recorda a professora, que mora atualmente em Recife (PE), que os hospitais neurol\u00f3gicos da regi\u00e3o metropolitana registraram um aumento acentuado da S\u00edndrome de Guillain-Barr\u00e9, 20 dias ap\u00f3s o pico da epidemia da circula\u00e7\u00e3o desse v\u00edrus. \u201cSe dizia que era uma dengue similar, mas os m\u00e9dicos sabiam que n\u00e3o era dengue, pois o exantema (erup\u00e7\u00f5es cut\u00e2neas vermelhas) era diferente\u201d, relembra. Do ponto de vista cl\u00ednico e temporal, os infectologistas e os neurologistas tinham a percep\u00e7\u00e3o de que o Zika v\u00edrus tinha chegado ao Brasil, sendo documentado junto \u00e0s autoridades ainda no primeiro semestre.<\/p>\n<figure id=\"attachment_3654\" aria-describedby=\"caption-attachment-3654\" style=\"width: 720px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/goias.gov.br\/fapeg\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2016\/03\/tabela_DengueZikaChikungunya.png\"><img decoding=\"async\" class=\"size-large wp-image-3654\" src=\"https:\/\/goias.gov.br\/fapeg\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2016\/03\/tabela_DengueZikaChikungunya-1024x641.png\" alt=\"\" width=\"720\" height=\"451\" srcset=\"https:\/\/goias.gov.br\/fapeg\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2016\/03\/tabela_DengueZikaChikungunya-1024x641.png 1024w, https:\/\/goias.gov.br\/fapeg\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2016\/03\/tabela_DengueZikaChikungunya-300x188.png 300w, https:\/\/goias.gov.br\/fapeg\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2016\/03\/tabela_DengueZikaChikungunya-768x480.png 768w, https:\/\/goias.gov.br\/fapeg\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2016\/03\/tabela_DengueZikaChikungunya-436x272.png 436w, https:\/\/goias.gov.br\/fapeg\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2016\/03\/tabela_DengueZikaChikungunya.png 1373w\" sizes=\"(max-width: 720px) 100vw, 720px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-3654\" class=\"wp-caption-text\">Fonte: Funda\u00e7\u00e3o Oswaldo Cruz (Fiocruz).<\/figcaption><\/figure>\n<p><a href=\"http:\/\/www.cpqam.fiocruz.br\/index.php?option=com_k2&amp;view=itemlist&amp;task=category&amp;id=154:microcefalia&amp;Itemid=811&amp;index=1\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">&#8211; Veja perguntas e repostas sobre microcefalia.<\/a><br \/>\n<a href=\"http:\/\/combateaedes.saude.gov.br\/prevencao-e-combate\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">&#8211;\u00a0Veja como ajudar na preven\u00e7\u00e3o e combate ao mosquito transmissor.<\/a><\/p>\n<p>Logo depois, mulheres gr\u00e1vidas expostas no mesmo per\u00edodo come\u00e7aram a gerar crian\u00e7as com o per\u00edmetro encef\u00e1lico e caracter\u00edsticas diferentes, o que segundo a pesquisadora era bastante at\u00edpico em outras doen\u00e7as gen\u00e9ticas, especialmente pelo aumento no n\u00famero de casos em um mesmo lugar. Ent\u00e3o, em agosto de 2015, a Secretaria Estadual de Sa\u00fade de Pernambuco, alertada pelos m\u00e9dicos, come\u00e7ou a fazer uma rede de avalia\u00e7\u00e3o em torno desses casos. A aten\u00e7\u00e3o ao problema estava, definitivamente, instalada. Os casos ganharam as p\u00e1ginas internacionais e a professora Celina, paralelo a um esfor\u00e7o e uma mobiliza\u00e7\u00e3o com cientistas e redes de todo o Brasil e at\u00e9 mesmo de outros pa\u00edses, se viu imersa em uma problem\u00e1tica de propor\u00e7\u00f5es mundiais. O The New York Times chegou a ouvi-la em uma <a href=\"http:\/\/www.nytimes.com\/2016\/02\/07\/health\/zika-virus-brazil-how-it-spread-explained.html?_r=0\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">reportagem especial<\/a> sobre como um mist\u00e9rio m\u00e9dico levou os cientistas brasileiros at\u00e9 o Zika. O planeta estava at\u00f4nito com a velocidade e as propor\u00e7\u00f5es tomadas pela doen\u00e7a.<\/p>\n<p><strong>Metodologia cient\u00edfica e agilidade na tomada de decis\u00f5es<\/strong><br \/>\nSem titubear diante da preocupa\u00e7\u00e3o instalada, os cientistas brasileiros come\u00e7aram a se organizar internamente no Pa\u00eds e acionar grandes redes de pesquisa para que todos se debru\u00e7assem sobre os caminhos a seguir. \u201cTendo em vista da decreta\u00e7\u00e3o do estado de emerg\u00eancia em sa\u00fade p\u00fablica, que \u00e9 um ato raro de governo, todos n\u00f3s pesquisadores nos mobilizamos para pensar quais perguntas devem ser feitas e construir projetos para se responder essas quest\u00f5es\u201d, enfatiza. Foram definidas ent\u00e3o tr\u00eas grandes \u00e1reas, sob a \u00f3tica da epidemiologia da doen\u00e7a: avalia\u00e7\u00e3o de gestantes, desenvolvimento de testes laboratoriais em grande escala e identifica\u00e7\u00e3o de uma vacina para o Zika.<\/p>\n<figure id=\"attachment_3651\" aria-describedby=\"caption-attachment-3651\" style=\"width: 720px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/goias.gov.br\/fapeg\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2016\/03\/celina-martelli.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-large wp-image-3651\" src=\"https:\/\/goias.gov.br\/fapeg\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2016\/03\/celina-martelli-1024x410.jpg\" alt=\"Pesquisadora goiana, Celina Martelli (atualmente na Fiocruz Pernambuco).\" width=\"720\" height=\"288\" srcset=\"https:\/\/goias.gov.br\/fapeg\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2016\/03\/celina-martelli-1024x410.jpg 1024w, https:\/\/goias.gov.br\/fapeg\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2016\/03\/celina-martelli-300x120.jpg 300w, https:\/\/goias.gov.br\/fapeg\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2016\/03\/celina-martelli-768x307.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 720px) 100vw, 720px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-3651\" class=\"wp-caption-text\">Pesquisadora goiana, Celina Martelli (atualmente na Fiocruz Pernambuco): &#8220;Todos n\u00f3s, pesquisadores, nos mobilizamos para pensar quais perguntas devem ser feitas e construir projetos para se responder essas quest\u00f5es&#8221;. Foto: N\u00fabia Rodrigues \/ Ascom Fapeg.<\/figcaption><\/figure>\n<p>A partir da\u00ed, pesquisadores das diversas regi\u00f5es do Brasil intensificaram seus trabalhos a fim de direcionar a\u00e7\u00f5es de pesquisa para o estudo do v\u00edrus Zika, aproveitando de suas estruturas. Em Goi\u00e2nia, por exemplo, h\u00e1 um bra\u00e7o da <a href=\"http:\/\/rededengue.fiocruz.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">rede de pesquisa em dengue<\/a>, firmada por meio do edital <a href=\"http:\/\/www.cnpq.br\/web\/guest\/chamadas-publicas?p_p_id=resultadosportlet_WAR_resultadoscnpqportlet_INSTANCE_0ZaM&amp;filtro=encerradas&amp;detalha=chamadaDetalhada&amp;exibe=exibe&amp;idResultado=47-76-1003&amp;id=47-76-1003\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Pronex \u2013 Rede Dengue<\/a>, que tem trabalhado muito integradamente com o grupo da Fiocruz, inclusive com bolsistas de p\u00f3s-doutorado em interc\u00e2mbio nos laborat\u00f3rios da institui\u00e7\u00e3o. O edital foi lan\u00e7ado em 2009 e financiado com recursos do Minist\u00e9rio da Ci\u00eancia e Tecnologia (MCTI), Conselho Nacional de Desenvolvimento Cient\u00edfico e Tecnol\u00f3gico (CNPq), Minist\u00e9rio da Sa\u00fade e das Funda\u00e7\u00f5es de Amparo \u00e0 Pesquisa (FAPs), incluindo a Funda\u00e7\u00e3o de Amparo \u00e0 Pesquisa do Estado de Goi\u00e1s (Fapeg). \u201c\u00c9 importante j\u00e1 termos pesquisadores com expertise em dengue, por exemplo, j\u00e1 com esse contato pr\u00e9vio, porque essa forma\u00e7\u00e3o de redes \u00e9 um processo que leva tempo. Os pesquisadores precisam construir essa rede, fazer contatos e haver uma confiabilidade no trabalho para montar projetos conjuntos\u201d, refor\u00e7a Celina.<\/p>\n<figure id=\"attachment_3652\" aria-describedby=\"caption-attachment-3652\" style=\"width: 300px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"https:\/\/goias.gov.br\/fapeg\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2016\/03\/DSCN5397.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-3652\" src=\"https:\/\/goias.gov.br\/fapeg\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2016\/03\/DSCN5397-300x225.jpg\" alt=\"Rede Dengue, fomentada por meio de edital do MCTI, MS, CNPq e Fapeg, auxiliou na estrtura\u00e7\u00e3o de laborat\u00f3rios em Goi\u00e1s e pesquisas em Dengue que s\u00e3o ponto de partida para entender o Zika v\u00edrus.\" width=\"300\" height=\"225\" srcset=\"https:\/\/goias.gov.br\/fapeg\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2016\/03\/DSCN5397-300x225.jpg 300w, https:\/\/goias.gov.br\/fapeg\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2016\/03\/DSCN5397-768x576.jpg 768w, https:\/\/goias.gov.br\/fapeg\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2016\/03\/DSCN5397-1024x768.jpg 1024w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-3652\" class=\"wp-caption-text\">Rede Dengue, fomentada por meio de edital do MCTI, MS, CNPq e Fapeg, auxiliou na estrtura\u00e7\u00e3o de laborat\u00f3rios em Goi\u00e1s e pesquisas em Dengue que s\u00e3o ponto de partida para entender o Zika v\u00edrus. Foto: N\u00fabia Rodrigues \/ Ascom Fapeg.<\/figcaption><\/figure>\n<p>Uma das pesquisadoras que trabalha \u00e0 frente dessa rede, em Goi\u00e1s, \u00e9 a professora da Faculdade de Farm\u00e1cia da UFG, Val\u00e9ria Christina de Rezende F\u00e9res. A pesquisadora, que \u00e9 uma das bolsistas do p\u00f3s-doutorado, realizado em parceria com a Fiocruz de Pernambuco, explica que o grupo de pesquisa da Universidade Federal de Goi\u00e1s vem trabalhando com a dengue desde 1994, quando houve a introdu\u00e7\u00e3o do v\u00edrus Dengue 1, em Goi\u00e2nia. \u201cEste estudo avaliou 632 pacientes com suspeita de infec\u00e7\u00e3o pelo v\u00edrus Dengue, em 2013, no ano de ocorr\u00eancia de uma das maiores epidemias de dengue na cidade de Goi\u00e2nia (GO), o que permitiu aprofundar o entendimento sobre o cen\u00e1rio epidemiol\u00f3gico da doen\u00e7a em Goi\u00e1s, por meio da avalia\u00e7\u00e3o cl\u00ednico-epidemiol\u00f3gica e laboratorial dos casos dos pacientes com dengue\u201d, explica.<\/p>\n<p>Val\u00e9ria F\u00e9res cita a estrutura\u00e7\u00e3o do Laborat\u00f3rio de Biologia Molecular e T\u00e9cnicas Aplicadas de Diagn\u00f3stico Laboratorial (Biotec), da Faculdade Farm\u00e1cia da UFG, por meio de recursos do Pronex Rede Dengue, como fator decisivo para o desenvolvimento da pesquisa no Estado e sua contribui\u00e7\u00e3o para a rede, que envolve, al\u00e9m de Goi\u00e1s, outras a\u00e7\u00f5es em Pernambuco, Para\u00edba, Rio Grande do Norte, Rio de Janeiro e Minas Gerais. \u201cA estrutura do nosso laborat\u00f3rio, que nesse caso ocorreu com a contrapartida da Fapeg, foi essencial para o desenvolvimento do projeto, assim como o Libitec da professora Lucimeire, que tamb\u00e9m teve o aux\u00edlio em termos de equipamentos. Ent\u00e3o n\u00f3s temos uma estrutura montada hoje em fun\u00e7\u00e3o disso\u201d, enfatiza.<\/p>\n<p>Segundo Val\u00e9ria, com esse edital foi poss\u00edvel desenvolver todo o trabalho com a dengue durante quatro anos de pesquisa e agora, em 2016, com o p\u00f3s-doutorado, a continuidade se dar\u00e1 com os desdobramentos da pesquisa, que envolver\u00e1 um sequenciamento completo de \u00faltima gera\u00e7\u00e3o dos quatro sorotipos do v\u00edrus da dengue. \u201cComo o Brasil tem registrado a ocorr\u00eancia da transmiss\u00e3o de arbov\u00edrus, que causam sintomas semelhantes, dentre eles o Dengue, Chikungunya e Zika v\u00edrus, o diagn\u00f3stico laboratorial tornou-se fundamental para a confirma\u00e7\u00e3o das diferentes causas das doen\u00e7as que cursam na regi\u00e3o\u201d, explica. \u201cA infraestrutura de pesquisa existente, a expertise dos pesquisadores da UFG e da Fiocruz Pernambuco, junto com as parcerias firmadas com a Secretaria Estadual de Sa\u00fade e a Secretaria Municipal de Sa\u00fade de Goi\u00e2nia, possibilitam estudos sustentados especialmente sobre o Zika v\u00edrus, que priorizem o conhecimento do potencial epidemiol\u00f3gico desse v\u00edrus na regi\u00e3o, a confirma\u00e7\u00e3o diagn\u00f3stica das gestantes infectadas, a caracteriza\u00e7\u00e3o e o monitoramento da diversidade gen\u00f4mica e outros desdobramentos em pesquisa\u201d, complementa.<\/p>\n<figure id=\"attachment_3655\" aria-describedby=\"caption-attachment-3655\" style=\"width: 720px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/goias.gov.br\/fapeg\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2016\/03\/valeria-feres-ufg.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-large wp-image-3655\" src=\"https:\/\/goias.gov.br\/fapeg\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2016\/03\/valeria-feres-ufg-1024x410.jpg\" alt=\"Pesquisadora da UFG, Val\u00e9ria F\u00e9res: \u201cA infraestrutura de pesquisa existente, a expertise dos pesquisadores da UFG e da Fiocruz Pernambuco, junto com as parcerias firmadas com a Secretaria Estadual de Sa\u00fade e a Secretaria Municipal de Sa\u00fade de Goi\u00e2nia, possibilitam estudos sustentados especialmente sobre o Zika v\u00edrus&quot;.\" width=\"720\" height=\"288\" srcset=\"https:\/\/goias.gov.br\/fapeg\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2016\/03\/valeria-feres-ufg-1024x410.jpg 1024w, https:\/\/goias.gov.br\/fapeg\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2016\/03\/valeria-feres-ufg-300x120.jpg 300w, https:\/\/goias.gov.br\/fapeg\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2016\/03\/valeria-feres-ufg-768x307.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 720px) 100vw, 720px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-3655\" class=\"wp-caption-text\">Pesquisadora da UFG, Val\u00e9ria F\u00e9res: \u201cA infraestrutura de pesquisa existente, a expertise dos pesquisadores da UFG e da Fiocruz Pernambuco, junto com as parcerias firmadas com a Secretaria Estadual de Sa\u00fade e a Secretaria Municipal de Sa\u00fade de Goi\u00e2nia, possibilitam estudos sustentados especialmente sobre o Zika v\u00edrus&#8221;. Foto: N\u00fabia Rodrigues \/ Ascom Fapeg.<\/figcaption><\/figure>\n<p>Para a presidente da Funda\u00e7\u00e3o de Amparo \u00e0 Pesquisa do Estado de Goi\u00e1s (Fapeg), Maria Zaira Turchi, a exist\u00eancia pr\u00e9via dessas redes contribuiu para que, em um momento de emerg\u00eancia como o que vivemos, essas equipes se articulassem de forma mais \u00e1gil, estruturando projetos robustos que consigam acompanhar o tempo necess\u00e1rio para o desenvolvimento eficaz da pesquisa. \u201cS\u00e3o essas redes que t\u00eam capacidade instalada, possibilidade de interlocu\u00e7\u00e3o nacional e internacional, e que conseguem, portanto, captar recursos mais rapidamente e se articularem para que as equipes formadas e constru\u00eddas por essas redes possam acelerar os estudos em uma pesquisa que exige respostas \u00e1geis e uma a\u00e7\u00e3o mais imediata\u201d, salienta. \u201cInvestimentos no cotidiano das pesquisas, nas rotinas de instala\u00e7\u00e3o dos laborat\u00f3rios, no apoio \u00e0s redes de pesquisadores, nacional e internacionalmente, s\u00e3o absolutamente fundamentais para a ci\u00eancia poder dar respostas emergenciais e eficazes a essas situa\u00e7\u00f5es\u201d, complementa.<\/p>\n<p><strong>Tempo de pesquisa<\/strong><br \/>\nApesar da diretora-geral da Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade (OMS), Margareth Chan, em recente visita ao Brasil, ter dito que a crise provocada pelos surtos de Zika e microcefalia \u201cpode piorar antes de melhorar\u201d, com o aparecimento de casos de microcefalia em outros estados brasileiros, os especialistas apontam que \u00e9 nesse momento que os esfor\u00e7os da ci\u00eancia precisam se concentrar em entender a fundo o v\u00edrus e sua rela\u00e7\u00e3o com o organismo humano. \u201cMar\u00e7o geralmente \u00e9 o pico da epidemia da dengue e a gente acredita que, por possu\u00edrem caracter\u00edsticas semelhantes, tamb\u00e9m seja o pico para o v\u00edrus Zika. Ent\u00e3o, temos que agilizar e j\u00e1 estamos agilizando para ver, como a\u00e7\u00e3o de vigil\u00e2ncia, a forma de atender essa popula\u00e7\u00e3o neste momento. Estamos fazendo todos os esfor\u00e7os para conseguir obter uma amostragem agora e desenvolver os estudos ao longo do ano\u201d, analisa a pesquisadora da UFG, Val\u00e9ria F\u00e9res.<\/p>\n<figure id=\"attachment_3657\" aria-describedby=\"caption-attachment-3657\" style=\"width: 720px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/goias.gov.br\/fapeg\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2016\/03\/zaira.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-large wp-image-3657\" src=\"https:\/\/goias.gov.br\/fapeg\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2016\/03\/zaira-1024x410.jpg\" alt=\"Presidente da Fapeg, Zaira Turchi: \u201cInvestimentos no cotidiano das pesquisas, nas rotinas de instala\u00e7\u00e3o dos laborat\u00f3rios, no apoio \u00e0s redes de pesquisadores, nacional e internacionalmente, s\u00e3o absolutamente fundamentais para a ci\u00eancia poder dar respostas emergenciais e eficazes a essas situa\u00e7\u00f5es\u201d.\" width=\"720\" height=\"288\" srcset=\"https:\/\/goias.gov.br\/fapeg\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2016\/03\/zaira-1024x410.jpg 1024w, https:\/\/goias.gov.br\/fapeg\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2016\/03\/zaira-300x120.jpg 300w, https:\/\/goias.gov.br\/fapeg\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2016\/03\/zaira-768x307.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 720px) 100vw, 720px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-3657\" class=\"wp-caption-text\">Presidente da Fapeg, Zaira Turchi: \u201cInvestimentos no cotidiano das pesquisas, nas rotinas de instala\u00e7\u00e3o dos laborat\u00f3rios, no apoio \u00e0s redes de pesquisadores, nacional e internacionalmente, s\u00e3o absolutamente fundamentais para a ci\u00eancia poder dar respostas emergenciais e eficazes a essas situa\u00e7\u00f5es\u201d. Foto: Alex Malheiros\/Goi\u00e1s Industrial.<\/figcaption><\/figure>\n<p>Conforme explica a pesquisadora da Funda\u00e7\u00e3o Oswaldo Cruz de Pernambuco, Celina Martelli, essa epidemia tem ensinado que a instala\u00e7\u00e3o de uma emerg\u00eancia em sa\u00fade p\u00fablica faz tamb\u00e9m com que os processos de avalia\u00e7\u00e3o dos projetos sejam mais r\u00e1pidos. \u201cNo nosso estudo caso-controle, solicitado pelo Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, a avalia\u00e7\u00e3o pelos comit\u00eas de \u00e9tica do Brasil e da Organiza\u00e7\u00e3o Pan-Americana de Sa\u00fade (OPAS) foi realizada em menos de 15 dias, quando normalmente levaria de cinco a sete meses. Mesmo assim, para se ter um resultado preliminar, s\u00f3 daqui cinco ou seis meses. Apesar de j\u00e1 termos conseguido dinheiro emergencial de outros pa\u00edses, como o Reino Unido, agora que come\u00e7aram a sair editais para a pesquisa com recursos e financiamentos no Brasil, espec\u00edficos para o Zika v\u00edrus\u201d, alerta. Ela ressalta que na ci\u00eancia as hip\u00f3teses s\u00e3o testadas por metodologias espec\u00edficas de trabalho muito bem estabelecidas, que geram evid\u00eancias e tem seu tempo definido. \u201c\u00c9 um processo um pouco demorado por envolver quest\u00f5es \u00e9ticas, de sa\u00fade p\u00fablica, que precisa ser muito bem alinhado com o atendimento das secretarias de sa\u00fade, para que tamb\u00e9m n\u00e3o haja uma \u2018explora\u00e7\u00e3o\u2019 dos pacientes, dessas m\u00e3es\u201d, pontua.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/goias.gov.br\/fapeg\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2016\/03\/box1-zika-copy.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignright wp-image-3660\" src=\"https:\/\/goias.gov.br\/fapeg\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2016\/03\/box1-zika-copy.jpg\" alt=\"Estrutura\u00e7\u00e3o de pesquisa em Goi\u00e1s.\" width=\"250\" height=\"379\" srcset=\"https:\/\/goias.gov.br\/fapeg\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2016\/03\/box1-zika-copy.jpg 383w, https:\/\/goias.gov.br\/fapeg\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2016\/03\/box1-zika-copy-198x300.jpg 198w\" sizes=\"(max-width: 250px) 100vw, 250px\" \/><\/a>Para a presidente da Fapeg, Zaira Turchi, Goi\u00e1s tem conseguido avan\u00e7ar muito bem nesse trabalho com o investimento cont\u00ednuo, n\u00e3o s\u00f3 em estrutura\u00e7\u00e3o de laborat\u00f3rios, mas tamb\u00e9m na forma\u00e7\u00e3o de pesquisadores altamente qualificados e capacitados, especialmente na \u00e1rea da sa\u00fade. \u201cTemos diferentes editais, al\u00e9m do Pronex, que t\u00eam contribu\u00eddo para a consolida\u00e7\u00e3o da nossa pesquisa como refer\u00eancia. O que precisamos, e n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 a Fapeg, mas o Brasil como um todo, \u00e9 desenvolver mecanismos para poder fazer um financiamento mais \u00e1gil e liberar esses recursos rapidamente, como outros pa\u00edses j\u00e1 conseguem fazer\u201d, aponta.<\/p>\n<p>A quest\u00e3o dos marcos legais, que se adequam \u00e0 realidade da pesquisa brasileira, ainda precisa ser mais bem definida, de acordo com Zaira Turchi, que tamb\u00e9m \u00e9 vice-presidente do Conselho Nacional das Funda\u00e7\u00f5es Estaduais de Amparo \u00e0 Pesquisa (Confap). \u201cO novo c\u00f3digo de Ci\u00eancia, Tecnologia e Inova\u00e7\u00e3o representa um marco regulat\u00f3rio extremamente importante para viabilizar o desenvolvimento do que interessa, em chegar a resultados relevantes em pesquisa cient\u00edfica e tecnol\u00f3gica, n\u00e3o s\u00f3 na sa\u00fade, mas em todas as \u00e1reas do conhecimento, para melhorar o desenvolvimento socioecon\u00f4mico e a qualidade de vida da popula\u00e7\u00e3o\u201d, recomenda.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pesquisadores goianos avan\u00e7am na estrutura\u00e7\u00e3o de propostas para entender o potencial epidemiol\u00f3gico do v\u00edrus. 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