
{"id":31905,"date":"2021-06-30T09:00:53","date_gmt":"2021-06-30T12:00:53","guid":{"rendered":"http:\/\/www.fapeg.go.gov.br\/?p=31905"},"modified":"2023-09-18T15:52:26","modified_gmt":"2023-09-18T18:52:26","slug":"pesquisadores-da-ufj-fazem-primeiro-registro-da-thismia-panamensis-lanterna-de-fada-no-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/goias.gov.br\/fapeg\/pesquisadores-da-ufj-fazem-primeiro-registro-da-thismia-panamensis-lanterna-de-fada-no-brasil\/","title":{"rendered":"Pesquisadores da UFJ fazem primeiro registro da Thismia panamensis (lanterna-de-fada) no Brasil"},"content":{"rendered":"<p><em><a href=\"https:\/\/goias.gov.br\/fapeg\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2021\/06\/thismia.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-medium wp-image-31913\" src=\"https:\/\/goias.gov.br\/fapeg\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2021\/06\/thismia-300x225.jpg\" alt=\"T.\" width=\"300\" height=\"225\" srcset=\"https:\/\/goias.gov.br\/fapeg\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2021\/06\/thismia-300x225.jpg 300w, https:\/\/goias.gov.br\/fapeg\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2021\/06\/thismia-768x576.jpg 768w, https:\/\/goias.gov.br\/fapeg\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2021\/06\/thismia-1024x768.jpg 1024w, https:\/\/goias.gov.br\/fapeg\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2021\/06\/thismia.jpg 1280w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>A identifica\u00e7\u00e3o da planta se deu por meio dos trabalhos do PELD, programa fomentado pela FAPEG e CNPq. Artigo publicado em revista alem\u00e3, neste m\u00eas, <\/em><em>produziu os primeiros conhecimentos sobre os mecanismos de dispers\u00e3o de sementes para o g\u00eanero e ampliou o conhecimento ecol\u00f3gico para esse grupo de plantas, ainda bastante desconhecido.<\/em><\/p>\n<p><em>Helenice Ferreira, da Assessoria de Comunica\u00e7\u00e3o da Fapeg<\/em><\/p>\n<p>No solo de uma floresta urbana, em meio a galhos e folhas secas que caem e formam a serapilheira, pesquisadores da Universidade Federal de Jata\u00ed (UFJ) encontraram uma min\u00fascula e ef\u00eamera flor de tons rosa-claro, que mede em torno de 3 a 6 cent\u00edmetros. Uma planta que n\u00e3o apresenta folhas, n\u00e3o faz fotoss\u00edntese em nenhum momento de sua exist\u00eancia, e que obt\u00e9m sua alimenta\u00e7\u00e3o a partir da degrada\u00e7\u00e3o de fungos que se alojam nas suas ra\u00edzes (micoheterotr\u00f3fica \u2013 capacidade de uma planta obter carbono via associa\u00e7\u00e3o com fungos).<\/p>\n<p>A planta \u00e9 uma monocotiled\u00f4nea do g\u00eanero <em>Thismia<\/em>, conhecida popularmente como lanterna-de-fada em fun\u00e7\u00e3o da sua semelhan\u00e7a com uma diminuta lanterna. Trata-se do primeiro registro da esp\u00e9cie <em>Thismia panamensis<\/em> para o Brasil e o primeiro da fam\u00edlia bot\u00e2nica <em>Thismiaceae<\/em> para o Cerrado. Bem semelhante a outras esp\u00e9cies de <em>Thismia<\/em>, a <em>T. panamensis <\/em>apresenta diferen\u00e7as na colora\u00e7\u00e3o e em suas estruturas reprodutivas. Ela s\u00f3 floresce durante tr\u00eas meses por ano, na esta\u00e7\u00e3o chuvosa, e no restante do ano, apresenta apenas uma estrutura vegetativa arredondada de cerca de um cent\u00edmetro que fica enterrada.<\/p>\n<p><em>Thismia panamensis<\/em> foi descoberta em uma reserva de floresta urbana da cidade de Jata\u00ed, no estado de Goi\u00e1s, mais especificamente no Parque Natural Municipal da Mata do A\u00e7ude, por volta de 2015, durante trabalhos de pesquisas patrocinados e apoiados pela Funda\u00e7\u00e3o de Amparo \u00e0 Pesquisa do Estado de Goi\u00e1s (FAPEG) no \u00e2mbito do PELD \u2013 Programa de Pesquisa Ecol\u00f3gica de Longa Dura\u00e7\u00e3o, coordenado pelo bi\u00f3logo e professor Frederico Guilherme, do curso de Ci\u00eancias Biol\u00f3gicas. Com o registro in\u00e9dito da ocorr\u00eancia de <em>T. panamensis <\/em>no Cerrado, v\u00e1rios estudos seguiram em diferentes caminhos para melhor compreender a biologia da esp\u00e9cie e, consequentemente, a biodiversidade para a savana brasileira.<\/p>\n<p><strong>Artigo publicado<br \/>\n<\/strong><a href=\"https:\/\/goias.gov.br\/fapeg\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2021\/06\/plant-biology.jpg\"><img decoding=\"async\" class=\"alignleft size-medium wp-image-31911\" src=\"https:\/\/goias.gov.br\/fapeg\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2021\/06\/plant-biology-236x300.jpg\" alt=\"Capa da revista com o artigo dos professores Christiano e Frederico\" width=\"236\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/goias.gov.br\/fapeg\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2021\/06\/plant-biology-236x300.jpg 236w, https:\/\/goias.gov.br\/fapeg\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2021\/06\/plant-biology.jpg 640w\" sizes=\"(max-width: 236px) 100vw, 236px\" \/><\/a>Os \u00faltimos estudos resultaram em um artigo intitulado <em>Ombrohydrochory in Thismia panamensis (Standley) Jonk: a mycoheterotrophic species in Brazilian Cerrado forests<\/em>, publicado na edi\u00e7\u00e3o de julho deste ano na revista alem\u00e3 <strong>Plant Biology,<\/strong> que tamb\u00e9m leva em sua capa a fotografia da planta, um registro do professor Christiano Peres Coelho. O artigo foi escrito pelos professores da UFJ Christiano Peres Coelho, Frederico Guilherme, Diego Ismael Rocha e pelos alunos do curso de Biologia Gabriel Eliseu Silva, Istela Sousa e Maryana Oliveira Azevedo. <strong>Plant Biology<\/strong> \u00e9 um peri\u00f3dico de alto impacto e com edi\u00e7\u00f5es bimestrais. Publica artigos cient\u00edficos em diversas \u00e1reas da Bot\u00e2nica, tais como biologia celular e molecular, gen\u00e9tica e desenvolvimento vegetal, sistem\u00e1tica, ecologia, ecofisiologia e evolu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Os pesquisadores monitoraram 36 indiv\u00edduos durante o per\u00edodo reprodutivo, na floresta e em laborat\u00f3rio, e puderam avaliar como \u00e9 feita a dispers\u00e3o das sementes dessa planta. Eles descreveram toda a anatomia dos frutos e todos os mecanismos de dispers\u00e3o de suas sementes por respingos de gotas de chuva, processo definido como ombrohidrocoria. \u201cIsso quer dizer que quando o fruto est\u00e1 maduro, suas sementes ficam expostas e, quando uma gota de chuva cai sobre o fruto, lan\u00e7a as sementes para longe\u201d, explica o professor Christiano P. Coelho. As sementes t\u00eam 0,5 mil\u00edmetros de comprimento e o fruto n\u00e3o mais que 0,5 cm. Foi o primeiro registro de ombrohidorcoria para o bioma Cerrado, revela o professor.<\/p>\n<figure id=\"attachment_31910\" aria-describedby=\"caption-attachment-31910\" style=\"width: 300px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"https:\/\/goias.gov.br\/fapeg\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2021\/06\/Thismia-panamensis-2.jpg\"><img decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-31910\" src=\"https:\/\/goias.gov.br\/fapeg\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2021\/06\/Thismia-panamensis-2-300x225.jpg\" alt=\"Fruto maduro de T. panamensis\" width=\"300\" height=\"225\" srcset=\"https:\/\/goias.gov.br\/fapeg\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2021\/06\/Thismia-panamensis-2-300x225.jpg 300w, https:\/\/goias.gov.br\/fapeg\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2021\/06\/Thismia-panamensis-2-768x576.jpg 768w, https:\/\/goias.gov.br\/fapeg\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2021\/06\/Thismia-panamensis-2.jpg 1024w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-31910\" class=\"wp-caption-text\">Detalhes das sementes de <i>T. panamensis<\/i> dentro de um fruto maduro. Foto: Christiano Coelho<\/figcaption><\/figure>\n<p>As amostras foram submetidas \u00e0s t\u00e9cnicas de microscopia de luz e microtomografia, al\u00e9m de um experimento para avaliar a dispers\u00e3o das sementes por got\u00edculas de \u00e1gua. As sementes ficam expostas, e seu revestimento apresenta uma parede delgada e lignificada. Foi observado ac\u00famulo de secre\u00e7\u00f5es no interior dos frutos. A camada celular mais interna do ov\u00e1rio apresentava caracter\u00edsticas t\u00edpicas do par\u00eanquima aqu\u00edfero. Os experimentos de respingos de \u00e1gua mostraram que as sementes atingiram uma dist\u00e2ncia m\u00e9dia de 44,04 \u00b1 26,58 cm. Cada respingo continha, em m\u00e9dia, 1,50 \u00b1 1,23 sementes, sendo 75% dos respingos contendo uma \u00fanica semente. Um total de 239 sementes foi contado nos 163 respingos avaliados.<\/p>\n<p><strong>Distribui\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica<br \/>\n<\/strong><\/p>\n<figure id=\"attachment_31909\" aria-describedby=\"caption-attachment-31909\" style=\"width: 300px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"https:\/\/goias.gov.br\/fapeg\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2021\/06\/DSC05051-1.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-31909\" src=\"https:\/\/goias.gov.br\/fapeg\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2021\/06\/DSC05051-1-300x225.jpg\" alt=\"Expedi\u00e7\u00e3o Peld\" width=\"300\" height=\"225\" srcset=\"https:\/\/goias.gov.br\/fapeg\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2021\/06\/DSC05051-1-300x225.jpg 300w, https:\/\/goias.gov.br\/fapeg\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2021\/06\/DSC05051-1-768x576.jpg 768w, https:\/\/goias.gov.br\/fapeg\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2021\/06\/DSC05051-1-1024x768.jpg 1024w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-31909\" class=\"wp-caption-text\">Professores Christiano Coelho e Frederico Guilherme em uma das expedi\u00e7\u00f5es de campo do PELD. &#8211; Serra da Canastra. Foto: Marlon Zort\u00e9a<\/figcaption><\/figure>\n<p>Os professores Frederico Guilherme e Christiano Coelho explicam que o g\u00eanero <em>Thismia<\/em> tem uma distribui\u00e7\u00e3o pantropical, com um centro de diversidade na Pen\u00ednsula Malaya, sudeste da \u00c1sia, mas tamb\u00e9m nas Am\u00e9ricas. O g\u00eanero duplicou sua diversidade nos \u00faltimos oito anos, como comprovam v\u00e1rios relatos de novas esp\u00e9cies em todo mundo, principalmente na \u00c1sia. \u201cEspera-se que essa diversidade seja ampliada tamb\u00e9m nas Am\u00e9ricas\u201d, diz o professor Christiano Coelho. Com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 T. panamenseis os professores destacam que \u00e9 dif\u00edcil identificar a sua origem, visto que a esp\u00e9cie em quest\u00e3o apresenta diversos registros na Am\u00e9rica Central (Panam\u00e1) e Am\u00e9rica do Sul (Col\u00f4mbia, Equador e Venezuela) e agora com um registro na regi\u00e3o central do Cerrado.<\/p>\n<p>Eles destacam que, inicialmente, <em>T.<\/em> <em>panamensis<\/em> era descrita como uma esp\u00e9cie end\u00eamica das regi\u00f5es florestadas da Am\u00e9rica Central e Norte da Am\u00e9rica do Sul. \u201cCom nossos estudos, houve uma amplia\u00e7\u00e3o da distribui\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica do g\u00eanero na Am\u00e9rica e no mundo, criando uma lacuna na distribui\u00e7\u00e3o da esp\u00e9cie, o que estimula futuros estudos,\u201d comenta Frederico Guilherme.<\/p>\n<p>Ele ressalta ainda a import\u00e2ncia dos estudos que produziram os primeiros conhecimentos sobre os mecanismos de dispers\u00e3o de sementes para o g\u00eanero. \u201cO estudo tamb\u00e9m oferece conhecimentos importantes que funcionar\u00e3o como subs\u00eddios para a conserva\u00e7\u00e3o de fragmentos florestais do Cerrado. A descoberta da ocorr\u00eancia restrita dessa esp\u00e9cie dentro da unidade de conserva\u00e7\u00e3o do Parque Natural Municipal de Jata\u00ed demonstra a necessidade de elabora\u00e7\u00e3o de um plano de manejo correto, de um ajuste adequado de zoneamento dentro do parque\u201d, ressalta o pesquisador.<\/p>\n<p>O professor Christiano Coelho lembra ainda que o grupo participa ativamente de palestras em diferentes n\u00edveis da educa\u00e7\u00e3o, divulgando esses conhecimentos produzidos e demonstrando a import\u00e2ncia dos fragmentos florestais para a conserva\u00e7\u00e3o da biodiversidade. Do dia 27 de junho a 2 de julho o professor participa do 71\u00ba Congresso Nacional de Bot\u00e2nica, evento online, coordenando o simp\u00f3sio \u201cAs Plantas Micoheterotr\u00f3ficas no Brasil&#8221;.<\/p>\n<p><strong>Habitat amea\u00e7ado<br \/>\n<\/strong><\/p>\n<figure id=\"attachment_31908\" aria-describedby=\"caption-attachment-31908\" style=\"width: 300px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"https:\/\/goias.gov.br\/fapeg\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2021\/06\/parque-municipal-de-jata\u00ed.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-31908\" src=\"https:\/\/goias.gov.br\/fapeg\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2021\/06\/parque-municipal-de-jata\u00ed-300x198.png\" alt=\"Parque Municipal da Mata do A\u00e7ude\" width=\"300\" height=\"198\" srcset=\"https:\/\/goias.gov.br\/fapeg\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2021\/06\/parque-municipal-de-jata\u00ed-300x198.png 300w, https:\/\/goias.gov.br\/fapeg\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2021\/06\/parque-municipal-de-jata\u00ed.png 567w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-31908\" class=\"wp-caption-text\">Parque Natural Municipal da Mata do A\u00e7ude &#8211; local onde foi encontrada a T. panamensis.<\/figcaption><\/figure>\n<p>O pequeno porte da <em>T. panamensis<\/em> a torna uma planta discreta, de pouca visibilidade em meio ao ch\u00e3o em poucos trechos mais \u00famidos dessa floresta urbana, que tamb\u00e9m possui uma \u00e1rea limitada. \u201c\u00c9 uma \u00e1rea com grande press\u00e3o antr\u00f3pica e que acaba colocando a sobreviv\u00eancia da esp\u00e9cie em risco. Em visitas a diversos outros fragmentos florestais na regi\u00e3o, ainda n\u00e3o foram registradas novas popula\u00e7\u00f5es\u201d, revela o professor Frederico Guilherme. Ele conta que al\u00e9m de ser um pequeno trecho, o fragmento vem sendo fortemente amea\u00e7ado pela expans\u00e3o urbana, sendo o lixo e especialmente as queimadas recorrentes, os principais reflexos dessa antropiza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cTodas essas quest\u00f5es aumentam a fragilidade da esp\u00e9cie. Nossos estudos v\u00e3o subsidiar a elabora\u00e7\u00e3o de um manejo correto do parque para garantir uma maior chance de sobreviv\u00eancia para a esp\u00e9cie. Atualmente, em fun\u00e7\u00e3o da sua limitada distribui\u00e7\u00e3o e em ambiente natural altamente fr\u00e1gil e suprimido, entendemos ser de extrema import\u00e2ncia a preserva\u00e7\u00e3o em condi\u00e7\u00f5es satisfat\u00f3rias de conserva\u00e7\u00e3o do Parque Natural Municipal da Mata do A\u00e7ude\u201d, explica o professor.<\/p>\n<p><strong>O PELD<br \/>\n<\/strong><\/p>\n<figure id=\"attachment_31907\" aria-describedby=\"caption-attachment-31907\" style=\"width: 300px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"https:\/\/goias.gov.br\/fapeg\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2021\/06\/peld.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-31907\" src=\"https:\/\/goias.gov.br\/fapeg\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2021\/06\/peld-300x225.jpg\" alt=\"PELD\" width=\"300\" height=\"225\" srcset=\"https:\/\/goias.gov.br\/fapeg\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2021\/06\/peld-300x225.jpg 300w, https:\/\/goias.gov.br\/fapeg\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2021\/06\/peld-768x576.jpg 768w, https:\/\/goias.gov.br\/fapeg\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2021\/06\/peld.jpg 1024w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-31907\" class=\"wp-caption-text\">Coleta de ramos f\u00e9rteis de plantas nativas do Cerrado goiano no \u00e2mbito do PELD. Foto: Christiano Coelho.<\/figcaption><\/figure>\n<p>O Programa de Pesquisa Ecol\u00f3gica de Longa Dura\u00e7\u00e3o (PELD) \u00e9 mantido, financiado e chancelado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Cient\u00edfico e Tecnol\u00f3gico (<em>CNPq<\/em>) em parceria com as Funda\u00e7\u00f5es de Amparo \u00e0 Pesquisa h\u00e1 mais de 20 anos e apresenta mais de 30 s\u00edtios de pesquisa em todo o territ\u00f3rio nacional. Os s\u00edtios PELD s\u00e3o \u00e1reas de refer\u00eancia em pesquisa ecol\u00f3gica no Brasil e est\u00e3o distribu\u00eddos nos mais diversos ecossistemas do pa\u00eds, incluindo \u00e1reas preservadas e n\u00e3o-preservadas. S\u00e3o desenvolvidos estudos relacionados \u00e0 biodiversidade, ecologia e rela\u00e7\u00f5es com popula\u00e7\u00f5es locais, coletando informa\u00e7\u00f5es especialmente sobre longas s\u00e9ries temporais de dados sobre os ecossistemas e suas biotas associadas. Os s\u00edtios PELD t\u00eam papel destacado na forma\u00e7\u00e3o de recursos humanos especializados, especialmente na p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o, constituindo polos de nuclea\u00e7\u00e3o de grupos de pesquisa.<\/p>\n<p>Em Jata\u00ed, o projeto PELD CEMA (Cerrado e Mata Atl\u00e2ntica) est\u00e1 sediado na Universidade Federal de Jata\u00ed (UFJ). Desde o segundo semestre de 2013, o projeto j\u00e1 recebeu fomentos da FAPEG da ordem aproximada de R$ 400 mil, entre bolsas de estudos, equipamentos e custeio, promovendo estudos ecol\u00f3gicos e de monitoramento da fauna e flora silvestres.<\/p>\n<p>O projeto de Jata\u00ed \u00e9 intitulado <em>Invent\u00e1rios e ecologia da biota em forma\u00e7\u00f5es sav\u00e2nicas e florestais do oeste e sul goiano: novas \u00e1reas para conserva\u00e7\u00e3o e manejo de ecossistemas.<\/em> \u201cNossos estudos t\u00eam como foco central, levantar e monitorar a flora e a fauna nas regi\u00f5es centro-sul e sudoeste goiano, abrangendo tanto os s\u00edtios de pesquisa j\u00e1 consolidados como remanescentes florestais em \u00e1reas de tens\u00e3o ecol\u00f3gica entre Cerrado e Mata Atl\u00e2ntica no estado de Goi\u00e1s, como s\u00edtios em \u00e1reas protegidas e outros localizados em propriedades particulares, em \u00e1reas mais fragmentadas ou com situa\u00e7\u00f5es diversas de dist\u00farbios antr\u00f3picos, o que possibilita a complementariedade e compara\u00e7\u00e3o\u201d, diz o professor Frederico Guilherme.<\/p>\n<p>O professor destaca que tamb\u00e9m s\u00e3o conduzidos estudos socioambientais e etnobot\u00e2nicos com a popula\u00e7\u00e3o do entorno dos s\u00edtios em \u00e1reas protegidas ou em processo de implementa\u00e7\u00e3o. \u201cIsso certamente vai promover a aproxima\u00e7\u00e3o entre a popula\u00e7\u00e3o, a comunidade cient\u00edfica e os gestores p\u00fablicos, que s\u00e3o parceiros da atual proposta. Essas quest\u00f5es aliadas \u00e0 modelagem ecol\u00f3gica dos dados dos s\u00edtios e esp\u00e9cies raras e\/ou amea\u00e7adas visam suprir lacunas no conhecimento e apoiar a investiga\u00e7\u00e3o de temas de pesquisa para subsidiar a gest\u00e3o ambiental, incluindo tomada de decis\u00e3o e formula\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas p\u00fablicas nos nossos s\u00edtios\u201d, ressalta.<\/p>\n<p>Segundo o professor, \u201cdesde o in\u00edcio dos estudos do PELD, j\u00e1 passaram ou ainda fazem parte da equipe executora, aproximadamente 60 profissionais e pesquisadores, entre professores, t\u00e9cnicos, gestores p\u00fablicos, p\u00f3s-doutorandos, doutorandos, mestrandos e graduandos\u201d. Ele destaca que o Programa conta com, aproximadamente 10 institui\u00e7\u00f5es parceiras, entre elas, universidades internacionais. \u201cOs s\u00edtios de nossas pesquisas est\u00e3o distribu\u00eddos em mais de 15 munic\u00edpios localizados principalmente em Goi\u00e1s, mas tamb\u00e9m em outros tr\u00eas estados brasileiros\u201d, diz o pesquisador. O PELD CEMA j\u00e1 deu oportunidades para a publica\u00e7\u00e3o de aproximadamente 50 produtos de pesquisa, entre artigos em revistas cient\u00edficas nacionais e internacionais e cap\u00edtulos de livro, al\u00e9m de diversos trabalhos apresentados em eventos cient\u00edficos.<\/p>\n<p><strong>Edi\u00e7\u00e3o de Julho da revista Plant Biology:<br \/>\n<\/strong>\u00a0<a href=\"https:\/\/onlinelibrary.wiley.com\/toc\/14388677\/2021\/23\/4\">https:\/\/onlinelibrary.wiley.com\/toc\/14388677\/2021\/23\/4<\/a><\/p>\n<p><strong>Artigo publicado na revista:<\/strong><br \/>\n<a href=\"https:\/\/onlinelibrary.wiley.com\/doi\/10.1111\/plb.13250\">https:\/\/onlinelibrary.wiley.com\/doi\/10.1111\/plb.13250<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A identifica\u00e7\u00e3o da planta se deu por meio dos trabalhos do PELD, programa fomentado pela FAPEG e CNPq. Artigo publicado em revista alem\u00e3, neste m\u00eas, produziu os primeiros conhecimentos sobre os mecanismos de dispers\u00e3o de sementes para o g\u00eanero e ampliou o conhecimento ecol\u00f3gico para esse grupo de plantas, ainda bastante desconhecido. Helenice Ferreira, da [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":32,"featured_media":31913,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[57,4,8],"tags":[],"class_list":["post-31905","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-especiais","category-noticias","category-fapeg"],"rttpg_featured_image_url":{"full":["https:\/\/goias.gov.br\/fapeg\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2021\/06\/thismia.jpg",1280,960,false],"landscape":["https:\/\/goias.gov.br\/fapeg\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2021\/06\/thismia.jpg",1280,960,false],"portraits":["https:\/\/goias.gov.br\/fapeg\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2021\/06\/thismia.jpg",1280,960,false],"thumbnail":["https:\/\/goias.gov.br\/fapeg\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2021\/06\/thismia-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/goias.gov.br\/fapeg\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2021\/06\/thismia-300x225.jpg",300,225,true],"large":["https:\/\/goias.gov.br\/fapeg\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2021\/06\/thismia-1024x768.jpg",1024,768,true],"1536x1536":["https:\/\/goias.gov.br\/fapeg\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2021\/06\/thismia.jpg",1280,960,false],"2048x2048":["https:\/\/goias.gov.br\/fapeg\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2021\/06\/thismia.jpg",1280,960,false]},"rttpg_author":{"display_name":"sabrinamorais","author_link":"https:\/\/goias.gov.br\/fapeg\/author\/sabrinamorais\/"},"rttpg_comment":0,"rttpg_category":"<a href=\"https:\/\/goias.gov.br\/fapeg\/categoria\/noticias\/especiais\/\" rel=\"category tag\">Especiais<\/a> <a href=\"https:\/\/goias.gov.br\/fapeg\/categoria\/noticias\/\" rel=\"category tag\">Not\u00edcias<\/a> <a href=\"https:\/\/goias.gov.br\/fapeg\/categoria\/noticias\/fapeg\/\" rel=\"category tag\">Not\u00edcias FAPEG<\/a>","rttpg_excerpt":"A identifica\u00e7\u00e3o da planta se deu por meio dos trabalhos do PELD, programa fomentado pela FAPEG e CNPq. 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