

{"id":31456,"date":"2021-04-28T09:00:53","date_gmt":"2021-04-28T12:00:53","guid":{"rendered":"http:\/\/www.fapeg.go.gov.br\/?p=31456"},"modified":"2021-04-28T16:32:43","modified_gmt":"2021-04-28T19:32:43","slug":"goias-entra-no-mapa-mundial-dos-dinossauros-com-descoberta-publicada-em-artigo-cientifico","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/goias.gov.br\/fapeg\/goias-entra-no-mapa-mundial-dos-dinossauros-com-descoberta-publicada-em-artigo-cientifico\/","title":{"rendered":"Goi\u00e1s entra no mapa mundial dos dinossauros com descoberta publicada em artigo cient\u00edfico"},"content":{"rendered":"<figure id=\"attachment_31458\" aria-describedby=\"caption-attachment-31458\" style=\"width: 233px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"https:\/\/goias.gov.br\/fapeg\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2021\/04\/foto-livro-dinossauros.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-31458\" src=\"https:\/\/goias.gov.br\/fapeg\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2021\/04\/foto-livro-dinossauros-233x300.jpg\" alt=\"Dinossauros\" width=\"233\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/goias.gov.br\/fapeg\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2021\/04\/foto-livro-dinossauros-233x300.jpg 233w, https:\/\/goias.gov.br\/fapeg\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2021\/04\/foto-livro-dinossauros-768x989.jpg 768w, https:\/\/goias.gov.br\/fapeg\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2021\/04\/foto-livro-dinossauros.jpg 795w\" sizes=\"(max-width: 233px) 100vw, 233px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-31458\" class=\"wp-caption-text\"><em>Ilustra\u00e7\u00e3o: Barry Croucher\/The Art Agency<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p><em>Fruto de pesquisa que contou com apoio da Fapeg em parceria com o Fundo Newton, o artigo traz uma s\u00edntese atualizada dos registros de plantas, gastr\u00f3podes, tartarugas, crocodiliformes, titanossauros e dinossauros ter\u00f3podes (carn\u00edvoros) que viveram em Goi\u00e1s no Per\u00edodo Cret\u00e1ceo.<\/em><\/p>\n<p>Helenice Ferreira, da Assessoria de Comunica\u00e7\u00e3o da Fapeg<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Pinc\u00e9is v\u00e3o desenhando e revelando a Hist\u00f3ria Geol\u00f3gica. Uma hist\u00f3ria que aconteceu h\u00e1 muito tempo, entre aproximadamente 93 milh\u00f5es a 66 milh\u00f5es de anos. Uma hist\u00f3ria fant\u00e1stica, contada por paleont\u00f3logos, bi\u00f3logos, ge\u00f3grafos e ge\u00f3logos de Goi\u00e1s, do Rio de Janeiro e do Reino Unido (Esc\u00f3cia) que, juntando pedacinhos est\u00e3o montando um quebra-cabe\u00e7as e comprovando que os dinossauros tamb\u00e9m viveram onde \u00e9 hoje o estado de Goi\u00e1s.<\/p>\n<p>As infer\u00eancias come\u00e7aram em 1970, mas no in\u00edcio de 2021, os pesquisadores publicaram na revista <em>Earth Sciences Research Journal (Impact Factor: 0.541 &#8211; Qualis nova B1), <\/em>da Universidade Nacional da Col\u00f4mbia, o artigo \u201c<a href=\"https:\/\/revistas.unal.edu.co\/index.php\/esrj\/issue\/view\/5537\"><em>Late Cretaceous Bauru Group biota from Southern Goi\u00e1s state, Brazil: history and fossil content<\/em><\/a>&#8220;, sobre a biota do Per\u00edodo Cret\u00e1ceo (\u00e9poca dos dinossauros) do estado de Goi\u00e1s. Nos \u00faltimos cinco anos houve um grande aumento nas descobertas de f\u00f3sseis, o que permitiu um maior conhecimento da fauna e da flora. O artigo foi escrito pelos pesquisadores do Curso de Geologia\/<em>Campus<\/em> Aparecida de Goi\u00e2nia\/UFG Carlos Roberto A. Candeiro (tamb\u00e9m professor Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Biodiversidade Animal\/PPGBAN\/UFG) e Tamires do Carmo Dias (mestranda do PPGBAN\/UFG) juntamente com pesquisadores do Curso de Geologia\/UFG Glayce Kelly de Queiroz Souza, D\u00e9bora Santos Maia, Musa Maria Nogueira Gomes e Lucas Marques Barros; do Museu Antropol\u00f3gico da UFG, Adelino A. Carvalho;\u00a0 da University of Edinburgh, Stephen Brusatte; e da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Luciano Vidal.<\/p>\n<figure id=\"attachment_31459\" aria-describedby=\"caption-attachment-31459\" style=\"width: 300px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"https:\/\/goias.gov.br\/fapeg\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2021\/04\/Figura-Goi\u00e1s-Biota.jpg\"><img decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-31459\" src=\"https:\/\/goias.gov.br\/fapeg\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2021\/04\/Figura-Goi\u00e1s-Biota-300x226.jpg\" alt=\"Biota per\u00edodo cret\u00e1ceo\" width=\"300\" height=\"226\" srcset=\"https:\/\/goias.gov.br\/fapeg\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2021\/04\/Figura-Goi\u00e1s-Biota-300x226.jpg 300w, https:\/\/goias.gov.br\/fapeg\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2021\/04\/Figura-Goi\u00e1s-Biota-768x578.jpg 768w, https:\/\/goias.gov.br\/fapeg\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2021\/04\/Figura-Goi\u00e1s-Biota-1024x770.jpg 1024w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-31459\" class=\"wp-caption-text\"><em>Arte: Luciano Vidal (UFRJ)<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p><strong>Ca\u00e7a aos dinossauros<br \/>\n<\/strong>H\u00e1 bem pouco tempo n\u00e3o t\u00ednhamos a comprova\u00e7\u00e3o da exist\u00eancia de dinossauros no estado de Goi\u00e1s. \u201cNo final da d\u00e9cada de 1970 t\u00ednhamos especula\u00e7\u00f5es sem comprova\u00e7\u00f5es. Em alguns dos nossos trabalhos de campo quando convers\u00e1vamos com moradores, alguns (os mais antigos) diziam que encontraram ossos de homens gigantes. A partir disto sab\u00edamos que eram pistas da exist\u00eancia de materiais na regi\u00e3o, ent\u00e3o, t\u00ednhamos que encontr\u00e1-los. Muito trabalho, muito trabalho, enfim encontramos os primeiros registros e \u00e9 onde concentramos nosso trabalho, na regi\u00e3o sul do Estado\u201d, revela o professor Carlos Roberto dos Anjos Candeiro.<\/p>\n<p>A Era Mesozoica \u00e9 chamada a Era dos Dinossauros e \u00e9 dividida nos per\u00edodos Tri\u00e1ssico, Jur\u00e1ssico e Cret\u00e1ceo. No final deste \u00faltimo per\u00edodo ocorre a extin\u00e7\u00e3o dos grandes dinossauros e s\u00e3o os f\u00f3sseis desses r\u00e9pteis que est\u00e3o sendo encontrados em Goi\u00e1s e representam, possivelmente, registros dos grandes dinossauros na Am\u00e9rica do Sul. Segundo Candeiro, materiais desta mesma idade, entre 93 milh\u00f5es a 66 milh\u00f5es de anos \u2013 no Cret\u00e1ceo Superior &#8211; tamb\u00e9m s\u00e3o encontrados em outros locais do nosso continente. Foi no Cret\u00e1ceo que se deu o apogeu dos dinossauros e foi quando a fauna e a flora do planeta se desenvolveram ainda mais, apresentando maior variedade de esp\u00e9cies.<\/p>\n<figure id=\"attachment_31460\" aria-describedby=\"caption-attachment-31460\" style=\"width: 300px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"https:\/\/goias.gov.br\/fapeg\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2021\/04\/Debora.jpg\"><img decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-31460\" src=\"https:\/\/goias.gov.br\/fapeg\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2021\/04\/Debora-300x182.jpg\" alt=\"dinossauros laborat\u00f3rio\" width=\"300\" height=\"182\" srcset=\"https:\/\/goias.gov.br\/fapeg\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2021\/04\/Debora-300x182.jpg 300w, https:\/\/goias.gov.br\/fapeg\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2021\/04\/Debora-768x466.jpg 768w, https:\/\/goias.gov.br\/fapeg\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2021\/04\/Debora-1024x622.jpg 1024w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-31460\" class=\"wp-caption-text\"><em>Prepara\u00e7\u00e3o de f\u00f3sseis no Laborat\u00f3rio de Paleontologia e Evolu\u00e7\u00e3o\/Curso de Geologia\/UFG &#8211; D\u00e9bora Santos Maia<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p>O pesquisador revela que os materiais j\u00e1 encontrados s\u00e3o do grupo dos saur\u00f3podes &#8211; os herb\u00edvoros titanossauros, aqueles gigantes pesco\u00e7udos e com longas caudas e cabe\u00e7a pequena, quadr\u00fapedes, considerados um dos maiores animais da Terra, e tamb\u00e9m dos ter\u00f3podes (parecidos com os tiranossauros), b\u00edpedes e considerados um dos maiores carn\u00edvoros do planeta. \u201cO tamanho \u00e9 complicado estimar, mas extrapolando, talvez, algo aproximado a sete metros do focinho \u00e0 ponta da cauda\u201d, arrisca o pesquisador. No artigo \u00e9 apresentada uma s\u00edntese atualizada dos registros de plantas, gastr\u00f3podes (semelhantes a caramujos), tartarugas, crocodilos, titanossauros e dinossauros ter\u00f3podes e marcas de ra\u00edzes de plantas deste importante per\u00edodo, at\u00e9 pouco tempo desconhecidos em Goi\u00e1s.<\/p>\n<p><strong>Goi\u00e1s no mapa dos dinossauros<br \/>\n<\/strong>O artigo cient\u00edfico contribuiu para colocar o Estado de Goi\u00e1s no mapa mundial de pesquisas de dinossauros e de outras \u00e1reas da paleontologia do Per\u00edodo Cret\u00e1ceo. No Brasil j\u00e1 foram encontrados vest\u00edgios de dinossauros especialmente no Tri\u00e1ssico ga\u00facho, no Jur\u00e1ssico de S\u00e3o Paulo (pistas), no Cret\u00e1ceo do Cear\u00e1, Maranh\u00e3o, Mato Grosso, Para\u00edba, S\u00e3o Paulo e Tri\u00e2ngulo Mineiro.<\/p>\n<p>\u201cO artigo re\u00fane, pela primeira vez, todo o conhecimento sobre os animais e vest\u00edgios de plantas da Era dos Dinossauros do estado de Goi\u00e1s, e assim ele d\u00e1 visibilidade em n\u00edvel mundial ao que fazemos e que outros cientistas j\u00e1 fizeram de conhecimento paleontol\u00f3gico para nosso estado para o Cret\u00e1ceo,\u201d explica o professor doutor Carlos Roberto A. Candeiro.<\/p>\n<p><strong>A pesquisa<br \/>\n<\/strong>A pesquisa \u00e9 resultado cont\u00ednuo de um apoio da Funda\u00e7\u00e3o de Amparo \u00e0 Pesquisa do Estado de Goi\u00e1s (Fapeg) em parceria com o Fundo Newton\/British Council &#8211; (Confap\/Academias Brit\u00e2nicas) que por meio de chamada p\u00fablica de 2016, viabilizou a vinda do pesquisador do Reino Unido ao Brasil para desenvolver estudos com parceiros brasileiros. No caso, foi contemplado o projeto da \u00e1rea da Paleontologia \u2013\u00a0<em>Dinosaurs and other fossil vertebrates from the Bauru Group of southern Goi\u00e1s State, Central Brazil<\/em>\u00a0\u2013 e trouxe a Goi\u00e1s o pesquisador Stephen Louis Brusatte, da School of GeoSciences, da University of Edinburgh, para empreender estudos em conjunto com o professor Carlos Roberto dos Anjos Candeiro, sobre f\u00f3sseis de dinossauros localizados na regi\u00e3o Sul do Estado.<\/p>\n<p>O projeto foi aprovado em 2016, mas ainda \u00e9 desenvolvido a partir dos materiais de dinossauros e outros animais, que s\u00e3o guardados e estudados no Laborat\u00f3rio de Paleontologia e Evolu\u00e7\u00e3o\/Curso de Geologia, Faculdade de Ci\u00eancias e Tecnologia do <em>Campus<\/em> Aparecida de Goi\u00e2nia da UFG. \u201cEssa coopera\u00e7\u00e3o representa uma possibilidade in\u00e9dita de realizar parcerias de natureza paleontol\u00f3gica com um dos grupos consolidados mais importantes de paleontologia de vertebrados do mundo. Uma incr\u00edvel parceria cont\u00ednua com o professor Stephen Brusatte, da University of Edimburgh que a partir de ent\u00e3o tem possibilitado a capacita\u00e7\u00e3o de alto n\u00edvel do nosso grupo aqui em Goi\u00e1s e que tem gerado artigos, livros e estudos de gradua\u00e7\u00e3o, mestrados e doutorados. Algo importante \u00e9 a troca de experi\u00eancias e a possibilidade de capacita\u00e7\u00e3o cient\u00edfica dos recursos humanos, nossos alunos, pela primeira vez, no estado de Goi\u00e1s na \u00e1rea de paleontologia de vertebrados\u201d, comemora o pesquisador.<\/p>\n<p>A proposta da pesquisa consiste na realiza\u00e7\u00e3o de trabalhos de campo sistem\u00e1ticos na busca de dinossauros e outras formas de vida que viveram no sul do estado. \u201cN\u00f3s denominamos sul do estado de Goi\u00e1s, mas os trabalhos se encontram focados nos munic\u00edpios de Para\u00fana, Quirin\u00f3polis e Rio Verde. Estes munic\u00edpios est\u00e3o sendo pesquisados porque eles foram os primeiros que fizemos encontros de f\u00f3sseis no estado,\u201d ressalta Candeiro. Ele explica que materiais \u00f3sseos, dentes e possivelmente fezes foram encontrados nas rochas sedimentares em taludes (barrancos).<\/p>\n<p><strong>Etapas da pesquisa<br \/>\n<\/strong>Na primeira fase dos trabalhos foram realizadas pesquisas na literatura cient\u00edfica, an\u00e1lises de mapas, organiza\u00e7\u00f5es e efetiva\u00e7\u00f5es de trabalhos de campos. Em seguida, os materiais encontrados foram levados para o Laborat\u00f3rio de Paleontologia e Evolu\u00e7\u00e3o\/Curso de Geologia\/<em>Campus<\/em> Aparecida de Goi\u00e2nia\/UFG. Limpamos minuciosamente os materiais com o aux\u00edlio de pinc\u00e9is, ponteiros, um tipo de cola especial, \u00e1gua, \u00e0s vezes \u00e1cidos, fotos, lupas ou microsc\u00f3pios especiais. Uma descri\u00e7\u00e3o paleontol\u00f3gica foi realizada e publicada em revistas cient\u00edficas. \u201cA \u00faltima fase \u00e9 onde realizamos as exposi\u00e7\u00f5es, principalmente nas \u00e1reas que encontramos os dinossauros de Goi\u00e1s. Elas j\u00e1 foram realizadas em Goi\u00e2nia (Museu Antropol\u00f3gico), Aparecida de Goi\u00e2nia (<em>Campus<\/em> UEG\/UFG), Quirin\u00f3polis (<em>Campus<\/em> UEG), Rio Verde (UniRV) e logo faremos em outros lugares\u201d, revela o professor.<\/p>\n<p><strong>Infer\u00eancias necess\u00e1rias<br \/>\n<\/strong>O artigo se preocupou em apresentar a hist\u00f3ria da paleontologia do Grupo Bauru (Cret\u00e1ceo Superior) em um resumo estratigr\u00e1fico e com registros f\u00f3sseis da biota local. Grupo Bauru \u00e9 um nome que se d\u00e1 para um conjunto de rochas onde se encontram dinossauros e outros materiais paleontol\u00f3gicos localizadas no sul de Goi\u00e1s, Mato Grosso do Sul, Tri\u00e2ngulo Mineiro e oeste de S\u00e3o Paulo. Sempre fazendo infer\u00eancias, o professor destaca que a fauna f\u00f3ssil do sul do estado de Goi\u00e1s \u00e9 semelhante \u00e0 de dep\u00f3sitos com idades semelhantes na regi\u00e3o do Tri\u00e2ngulo Mineiro, oeste do estado de S\u00e3o Paulo e at\u00e9 mesmo na Argentina.<\/p>\n<p>Para o pesquisador, o sul do estado de Goi\u00e1s \u00e9 uma \u00e1rea promissora para futuras descobertas de f\u00f3sseis do Cret\u00e1ceo, que podem ser cruciais para a avalia\u00e7\u00e3o da biodiversidade e dos padr\u00f5es biogeogr\u00e1ficos de tetr\u00e1podes como dinossauros e crocodilomorfos durante a parte final do Cret\u00e1ceo, antes da extin\u00e7\u00e3o em massa do final do Cret\u00e1ceo. \u201cResumindo, apenas algumas temporadas de trabalho de campo entre os anos de 2013 a 2018 no Estado de Goi\u00e1s resultaram em uma adi\u00e7\u00e3o significativa de novos registros de vertebrados do Cret\u00e1ceo Superior do Grupo Bauru, sugerindo que mais descobertas est\u00e3o esperando para serem realizadas. Nossas novas descobertas aumentam os dados comparativos necess\u00e1rios para entender a composi\u00e7\u00e3o faun\u00edstica do Brasil Central e a distribui\u00e7\u00e3o dos vertebrados nesta \u00e1rea durante o Cret\u00e1ceo\u201d, diz Candeiro.<\/p>\n<p>E qual o fim da hist\u00f3ria? \u201cN\u00e3o existe conclus\u00e3o, pois sabemos que s\u00f3 iniciamos nesta grande e vasta \u00e1rea de pesquisa no nosso Estado. Os dinossauros n\u00e3o nos deixam limites\u201d, conta Candeiro.<\/p>\n<p><strong>A equipe<br \/>\n<\/strong><\/p>\n<figure id=\"attachment_31461\" aria-describedby=\"caption-attachment-31461\" style=\"width: 300px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"https:\/\/goias.gov.br\/fapeg\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2021\/04\/dinossauros-explorando.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-31461\" src=\"https:\/\/goias.gov.br\/fapeg\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2021\/04\/dinossauros-explorando-300x169.png\" alt=\"Dinossauros\" width=\"300\" height=\"169\" srcset=\"https:\/\/goias.gov.br\/fapeg\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2021\/04\/dinossauros-explorando-300x169.png 300w, https:\/\/goias.gov.br\/fapeg\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2021\/04\/dinossauros-explorando-768x432.png 768w, https:\/\/goias.gov.br\/fapeg\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2021\/04\/dinossauros-explorando-1024x576.png 1024w, https:\/\/goias.gov.br\/fapeg\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2021\/04\/dinossauros-explorando.png 1080w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-31461\" class=\"wp-caption-text\"><em>Trabalho de campo em \u00e1reas de coletas de f\u00f3sseis em Rio Verde &#8211; aluna Musa Gomes<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p>O grupo da pesquisa \u00e9 composto pelos pesquisadores paleont\u00f3logos Carlos Roberto dos Anjos Candeiro e Felipe Medeiros Simbras, do curso de Geologia\/<em>Campus<\/em> Aparecida de Goi\u00e2nia\/UFG e alunos pesquisadores colaboradores Andr\u00e9 Luis de Souza J\u00fanior (atualmente Universidade Federal de Rondon\u00f3polis), Camila dos Santos Pereira (atualmente Universidade Federal de Ouro Preto), Daniel Carelli (Curso de Geologia\/UFG); D\u00e9bora Santos Maia (Curso de Geologia \/UFG); Glayce Kelly de Queiroz (Curso de Geologia\/Goi\u00e2nia\/UFG); L\u00edvia Motta Gil (Mestra em Biodiversidade Animal\/UFG &#8211; Doutoranda em Ecologia e Evolu\u00e7\u00e3o\/UFG); Michael Ulian (Curso de Geologia\/UFG); Musa Maria Nogueira Gomes (Curso de Geologia\/UFG); Nathalia Melo Oliveira (Curso de Geologia\/UFG); Raylon da Frota Lopes (Doutorado em Geografia\/UFG); Tamires do Carmo Dias (Mestranda em Biodiversidade Animal UFG), e Ramon Cavalcanti (Curso de Ci\u00eancias Biol\u00f3gicas\/UFG).<\/p>\n<p>Da Universidade de Edinburgo, o paleont\u00f3logo Prof. Dr. Stephen Brusatte; do Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Geologia\/Universidade Federal do Rio de Janeiro, o Dr. Paulo Victor Luiz Gomes da Costa Pereira; do curso de Ci\u00eancias Biol\u00f3gicas\/Campus Quirin\u00f3polis\/Universidade Estadual de Goi\u00e1s, a Dra. Isa L\u00facia de Morais, Dr. Raoni Ribeiro Guedes Fonseca Costa, Dr. Reile Ferreira Rossi e Dr. Wellington Hannibal.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Fruto de pesquisa que contou com apoio da Fapeg em parceria com o Fundo Newton, o artigo traz uma s\u00edntese atualizada dos registros de plantas, gastr\u00f3podes, tartarugas, crocodiliformes, titanossauros e dinossauros ter\u00f3podes (carn\u00edvoros) que viveram em Goi\u00e1s no Per\u00edodo Cret\u00e1ceo. 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