{"id":138922,"date":"2026-09-01T14:18:28","date_gmt":"2026-09-01T17:18:28","guid":{"rendered":"https:\/\/goias.gov.br\/fapeg\/?p=138922"},"modified":"2026-10-09T16:31:06","modified_gmt":"2026-10-09T19:31:06","slug":"primeiro-laboratorio-nb3-de-goias-amplia-capacidade-de-resposta-a-surtos-e-pandemias","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/goias.gov.br\/fapeg\/primeiro-laboratorio-nb3-de-goias-amplia-capacidade-de-resposta-a-surtos-e-pandemias\/","title":{"rendered":"Primeiro laborat\u00f3rio NB3 de Goi\u00e1s amplia capacidade de resposta a surtos e pandemias"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>Fapeg investiu R$ 3,9 milh\u00f5es para a instala\u00e7\u00e3o do primeiro laborat\u00f3rio com ambiente controlado de n\u00edvel de biosseguran\u00e7a 3 do Estado. Pesquisadores poder\u00e3o trabalhar com agentes de classe tr\u00eas:&nbsp; v\u00edrus, bact\u00e9rias e fungos altamente infecciosos, para desenvolver estudos inovadores que proporcionem respostas r\u00e1pidas e eficazes a surtos, epidemias e pandemias<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Goi\u00e1s j\u00e1 conta com o primeiro Laborat\u00f3rio Multiusu\u00e1rio de N\u00edvel de Biosseguran\u00e7a 3 &#8211; (CMBiotecs\/IPTSP\/UFG) do Estado, o que representa a conquista de uma estrutura de alta complexidade capaz de proporcionar e impulsionar pesquisas, estudos e inova\u00e7\u00f5es na fronteira do conhecimento. Nele poder\u00e3o ser desenvolvidas pesquisas que envolvem agentes biol\u00f3gicos de classe tr\u00eas, o que inclui v\u00edrus, bact\u00e9rias e fungos altamente infecciosos que causam doen\u00e7as mais graves, ou para os quais ainda n\u00e3o existem vacinas ou tratamentos eficazes (de risco 3) e que precisam ser investigados em condi\u00e7\u00f5es de conten\u00e7\u00e3o extremamente rigorosas a fim de evitar contamina\u00e7\u00e3o aos pesquisadores, ao ambiente ou \u00e0 popula\u00e7\u00e3o em geral.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A Funda\u00e7\u00e3o de Amparo \u00e0 Pesquisa do Estado de Goi\u00e1s (Fapeg) investiu R$ 3,9 milh\u00f5es neste projeto por meio de conv\u00eanio firmado em agosto de 2023 com a Universidade Federal de Goi\u00e1s (UFG) e o Instituto de Patologia Tropical e Sa\u00fade P\u00fablica (IPTSP). O laborat\u00f3rio foi inaugurado no \u00faltimo dia 26 de junho.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O NB3 vai funcionar no 1\u00b0 andar do Centro Multiusu\u00e1rio de Pesquisa de Bioinsumos e Tecnologias em Sa\u00fade (CMBiotecs) do IPTSP\/UFG, no setor Leste Universit\u00e1rio. O espa\u00e7o ocupa uma \u00e1rea total de 103,9 m\u00b2 assim distribu\u00eddos: o NB3 ocupa uma \u00e1rea de 53,85 m\u00b2, que contempla o laborat\u00f3rio e as salas de paramenta\u00e7\u00e3o (ambiente limpo para colocar os EPIs) e a sala de desparamenta\u00e7\u00e3o (ambiente para retirada dos EPIs &#8211; sujo). Em seguida, tem o Laborat\u00f3rio de N\u00edvel de Biosseguran\u00e7a 2 (NB2) com uma \u00e1rea de 32,78 m\u00b2. E por fim, a antec\u00e2mara e a sala de lavagem para esteriliza\u00e7\u00e3o\/descontamina\u00e7\u00e3o de res\u00edduos biol\u00f3gicos que totalizam 17,27 m\u00b2.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Com a implementa\u00e7\u00e3o f\u00edsica estrutural do laborat\u00f3rio conclu\u00edda, o estado de Goi\u00e1s se coloca em n\u00edvel de expertise compar\u00e1vel aos outros centros nacionais e internacionais, \u00e9 o que conta a diretor do IPTSP, Yves Mauro Ternes.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Na avalia\u00e7\u00e3o da reitora da UFG, Sandramara Matias Chaves, o fato de a Institui\u00e7\u00e3o sediar o primeiro laborat\u00f3rio com N\u00edvel de Biosseguran\u00e7a 3 do Estado de Goi\u00e1s demonstra a relev\u00e2ncia e o reconhecimento da atua\u00e7\u00e3o dos cientistas da Universidade, especialmente no que se relaciona \u00e0s pesquisas voltadas \u00e0 produ\u00e7\u00e3o de conhecimento para a preven\u00e7\u00e3o e o tratamento de doen\u00e7as altamente infecciosas. Ela ressalta que este \u00e9 um trabalho de alto impacto para a sociedade que requer investimentos condizentes. \u201cPor isso, destaco o fomento da Funda\u00e7\u00e3o de Amparo \u00e0 Pesquisa do Estado (Fapeg) que tornou poss\u00edvel esse grande passo para a sa\u00fade p\u00fablica\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O presidente da Fapeg, Marcos Arriel, comemora esse marco hist\u00f3rico e ressalta que ao contribuir para a instala\u00e7\u00e3o do primeiro Laborat\u00f3rio Multiusu\u00e1rio com Ambiente Controlado de N\u00edvel de Biosseguran\u00e7a 3 no Estado de Goi\u00e1s, a Fapeg cumpre seu objetivo de fomentar a ci\u00eancia, a tecnologia e a inova\u00e7\u00e3o para o desenvolvimento do Estado. \u201cTemos, em Goi\u00e1s, profissionais altamente capacitados nesta \u00e1rea e por meio do conv\u00eanio, a Fapeg estar\u00e1 colaborando para reter e atrair talentos para o Estado; para acelerar pesquisas com micro-organismos potencialmente amea\u00e7adores e dar respostas em sa\u00fade p\u00fablica para o presente e de olho no futuro; com a amplia\u00e7\u00e3o das linhas de pesquisa e produ\u00e7\u00e3o cient\u00edfica de diversos programas de p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o; com o incremento de parcerias p\u00fablico-privadas para diversos tipos de projetos cient\u00edficos e inovadores, al\u00e9m de possibilitar o acesso de outras institui\u00e7\u00f5es ao laborat\u00f3rio, que poder\u00e1 ter seu uso compartilhado. Vamos impulsionar as pesquisas em Goi\u00e1s e no Brasil\u201d, destaca.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para a pesquisadora, Ana Paula Junqueira-Kipnis, que coordena o NB3 no IPTSP\/UFG, com o laborat\u00f3rio, novas pesquisas nas \u00e1reas de sa\u00fade, ci\u00eancias biol\u00f3gicas, ci\u00eancias agr\u00e1rias, biotecnologia poder\u00e3o ser executadas. Segundo ela, a falta de um laborat\u00f3rio NB3 representou um gargalo de d\u00e9cadas, pois diversas pesquisas cient\u00edficas deixaram de ser propostas. \u201cA n\u00e3o realiza\u00e7\u00e3o dessas pesquisas resultou em uma lacuna de conhecimento e, consequentemente, no estancamento do avan\u00e7o cient\u00edfico. Pesquisas envolvendo doen\u00e7as como a tuberculose, HIV, covid-19, al\u00e9m de outros v\u00edrus, e tamb\u00e9m parasit\u00e1rias como a leishmaniose, f\u00fangica como a paracoccidioidomicose (PCM), entre outras, n\u00e3o foram realizadas pela aus\u00eancia de laborat\u00f3rios com condi\u00e7\u00f5es de biosseguran\u00e7a adequadas\u201d, relata.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Novas pandemias<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para o coordenador da Comiss\u00e3o de Pesquisa do IPTSP\/UFG e membro da comiss\u00e3o de implanta\u00e7\u00e3o do NB3 no IPTSP\/UFG, Prof. Andr\u00e9 Kipnis, a epidemia de covid-19 evidenciou a necessidade desse tipo de laborat\u00f3rio para ajudar a entender o problema e propor solu\u00e7\u00f5es em n\u00edveis internacional, nacional e regional. As pandemias s\u00e3o causadas por agentes infecciosos para os quais n\u00e3o existem m\u00e9todos conhecidos de preven\u00e7\u00e3o, erradica\u00e7\u00e3o r\u00e1pida ou tratamento eficaz. \u201cEsta n\u00e3o foi e nem ser\u00e1 a \u00faltima pandemia enfrentada, principalmente devido \u00e0s mudan\u00e7as clim\u00e1ticas. Ter um laborat\u00f3rio de conten\u00e7\u00e3o de n\u00edvel 3 permitir\u00e1 trabalhar com seguran\u00e7a e investigar agentes dessa classe de risco, que possam representar um problema nacional ou que exijam a\u00e7\u00f5es imediatas tanto da comunidade cient\u00edfica quanto dos profissionais de sa\u00fade na manipula\u00e7\u00e3o de amostras infectadas\u201d, ressalta o pesquisador.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ele justifica que, apesar de Goi\u00e1s e especificamente a UFG terem realizado diversas pesquisas cujo foco foi o diagn\u00f3stico, tratamento e preven\u00e7\u00e3o da covid-19, a falta do laborat\u00f3rio NB3 foi um limitador para que estudos fossem realizados. Como exemplo ele cita o desenvolvimento de uma vacina para covid-19 e a sua testagem em modelos animais, o cultivo de materiais provenientes das pessoas infectadas pela doen\u00e7a, a separa\u00e7\u00e3o de fragmentos de materiais coletados, sua identifica\u00e7\u00e3o, bem como o estudo de mecanismos envolvidos na infec\u00e7\u00e3o e na resposta imune ao v\u00edrus.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Com a implanta\u00e7\u00e3o do laborat\u00f3rio, os cientistas poder\u00e3o se dedicar a pesquisas voltadas ao combate de pat\u00f3genos emergentes, agentes infecciosos que podem causar surtos, epidemias e pandemias. A professora de imunologia Dra. Simone Gon\u00e7alves da Fonseca, do IPTSP\/UFG e membro da comiss\u00e3o, explica que \u00e9 crucial contar com um espa\u00e7o como o NB3 para o desenvolvimento de pesquisas, dado o risco de surgimento de novas doen\u00e7as ou daquelas que ainda n\u00e3o acometeram a humanidade. &#8220;A pandemia de covid-19 evidenciou a import\u00e2ncia de estarmos preparados para enfrentar essas amea\u00e7as. Al\u00e9m disso, estamos observando o ressurgimento de doen\u00e7as que j\u00e1 haviam sido controladas, como o sarampo e a febre amarela&#8221;, destaca a pesquisadora.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Etapas<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O Prof. Andr\u00e9 Kipnis explica que, antes de ser liberado para uso, o laborat\u00f3rio passou por rigorosos testes de funcionamento para garantir sua capacidade de conten\u00e7\u00e3o e o adequado funcionamento de todos os procedimentos de manuten\u00e7\u00e3o e opera\u00e7\u00e3o. Os protocolos de trabalho espec\u00edficos para esse ambiente foram desenvolvidos e certificados. Os profissionais que atuar\u00e3o no laborat\u00f3rio passaram por um treinamento rigoroso para obter certifica\u00e7\u00e3o para atuarem nesse ambiente. Por fim, a Comiss\u00e3o T\u00e9cnica Nacional de Biosseguran\u00e7a (CTNBio), aprovou o funcionamento do laborat\u00f3rio.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Seguran\u00e7a e controle<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O NB3 \u00e9 um espa\u00e7o totalmente controlado. O acesso \u00e9 rigorosamente limitado e se d\u00e1 atrav\u00e9s de duas portas com sistema de intertravamento, al\u00e9m de entrada e sa\u00edda por uma via \u00fanica, para que n\u00e3o haja o escape de agentes infecciosos. O laborat\u00f3rio conta tamb\u00e9m com uma autoclave de barreira e <em>passthrough<\/em>, utilizados para a descontamina\u00e7\u00e3o de materiais ou a entrada\/sa\u00edda de materiais de dentro do local. Estes espa\u00e7os tamb\u00e9m foram equipados com cabines de seguran\u00e7a biol\u00f3gica classe II A2 e outros equipamentos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Uma das principais caracter\u00edsticas desse tipo de laborat\u00f3rio \u00e9 o sistema de ar com controle muito rigoroso para garantir que agentes infecciosos ou organismos geneticamente modificados n\u00e3o escapem do ambiente confinado. A coordenadora do Laborat\u00f3rio NB3, Ana Paula Junqueira Kipnis explica que \u201c isso se d\u00e1 por um sistema de press\u00e3o negativa progressiva nos ambientes e todo o ar proveniente dos ambientes \u00e9 retirado e filtrado em filtros de alt\u00edssima capacidade de reten\u00e7\u00e3o de part\u00edculas, associado a um sistema de automa\u00e7\u00e3o que mant\u00e9m as press\u00f5es internas negativas do ambiente que \u00e9 monitorado permanentemente\u201d. A press\u00e3o negativa dentro do laborat\u00f3rio NB3 \u00e9 essencial para impedir que contaminantes escapem para o ambiente externo. \u201cA press\u00e3o negativa \u00e9 criada quando o ar \u00e9 retirado do laborat\u00f3rio mais rapidamente do que ele \u00e9 introduzido, criando um v\u00e1cuo relativo. Isso garante que, caso uma porta seja aberta, o ar de fora entre no laborat\u00f3rio em vez do ar do laborat\u00f3rio sair para o exterior e se espalhar para outras depend\u00eancias\u201d, explica.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Segundo a bi\u00f3loga e integrante do CMBiotecs, Elaine Jacob da Silva Carmo, que liderou, junto \u00e0 equipe t\u00e9cnica, a implementa\u00e7\u00e3o f\u00edsica e estrutural do NB3 e seguiu envolvida nos estudos de sua opera\u00e7\u00e3o, o sistema de automa\u00e7\u00e3o do laborat\u00f3rio \u2014 integrado ao ar-condicionado \u2014 monitora e ajusta continuamente as condi\u00e7\u00f5es internas, como press\u00e3o, temperatura, umidade e fluxo de ar. Sensores instalados no ambiente detectam qualquer varia\u00e7\u00e3o de press\u00e3o, permitindo que o sistema realize automaticamente os ajustes necess\u00e1rios para manter o equil\u00edbrio. Dessa forma, mesmo em situa\u00e7\u00f5es de falha, como a abertura acidental de uma porta, a seguran\u00e7a do laborat\u00f3rio \u00e9 preservada.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ela destaca ainda a import\u00e2ncia da filtragem e conten\u00e7\u00e3o, onde o ar que sai do laborat\u00f3rio passa por filtros HEPA (<em>High-Efficiency Particulate Air<\/em>) que capturam part\u00edculas microsc\u00f3picas, incluindo pat\u00f3genos. Isso \u00e9 crucial para garantir que, mesmo que o ar seja expelido do laborat\u00f3rio, ele n\u00e3o contenha contaminantes.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Equipe do projeto de implanta\u00e7\u00e3o<\/strong><br>Atualmente, a comiss\u00e3o de implanta\u00e7\u00e3o do NB3 no IPTSP\/UFG \u00e9 composta por uma equipe de profissionais altamente qualificados, formada pela Prof.\u00aa Dr.\u00aa Ana Paula Junqueira Kipnis; Prof. Dr. Andr\u00e9 Kipnis; Prof.\u00aa Dr.\u00aa Simone Gon\u00e7alves da Fonseca; Dr.\u00aa Nat\u00e1lia Oliveira e que, em sua fase inicial, contou tamb\u00e9m com o apoio da doutoranda Elaine Jacob.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O projeto conta ainda com o apoio institucional da Secretaria de Infraestrutura (SEINFRA), da Secretaria de Tecnologia e Informa\u00e7\u00e3o (SETI) e da Secretaria de Promo\u00e7\u00e3o da Seguran\u00e7a e Direitos Humanos (SDH) da UFG, al\u00e9m da dire\u00e7\u00e3o do IPTSP, representado pelo Prof. Dr. Yves Mauro Fernandes Ternes e pela vice-diretora Prof\u00aa. Dr\u00aa. Tha\u00eds Rocha Assis, e do coordenador de Planejamento e Gest\u00e3o do IPTSP, \u00c1lisson Pereira dos Santos, junto \u00e0 equipe t\u00e9cnica do CMBiotecs, bem como a Funape, que hoje tem como diretora executiva, a Prof\u00aa Dra. Fl\u00e1via Aparecida de Oliveira.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Fapeg investiu R$ 3,9 milh\u00f5es para a instala\u00e7\u00e3o do primeiro laborat\u00f3rio com ambiente controlado de n\u00edvel de biosseguran\u00e7a 3 do Estado. 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