

{"id":13554,"date":"2018-05-02T14:24:53","date_gmt":"2018-05-02T17:24:53","guid":{"rendered":"http:\/\/www.fapeg.go.gov.br\/?p=13554"},"modified":"2019-04-29T11:10:49","modified_gmt":"2019-04-29T14:10:49","slug":"pesquisa-utiliza-tecnica-in-vitro-para-testes-alergenicos-em-substituicao-a-animais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/goias.gov.br\/fapeg\/pesquisa-utiliza-tecnica-in-vitro-para-testes-alergenicos-em-substituicao-a-animais\/","title":{"rendered":"Pesquisa utiliza t\u00e9cnica in vitro para testes alerg\u00eanicos em substitui\u00e7\u00e3o a animais"},"content":{"rendered":"<figure id=\"attachment_13556\" aria-describedby=\"caption-attachment-13556\" style=\"width: 247px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"https:\/\/goias.gov.br\/fapeg\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2018\/04\/154b023d-10bc-4e0e-aea5-3db88512395a.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-13556 size-medium\" src=\"https:\/\/goias.gov.br\/fapeg\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2018\/04\/154b023d-10bc-4e0e-aea5-3db88512395a-247x300.jpg\" alt=\"testes in vitro\" width=\"247\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/goias.gov.br\/fapeg\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2018\/04\/154b023d-10bc-4e0e-aea5-3db88512395a-247x300.jpg 247w, https:\/\/goias.gov.br\/fapeg\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2018\/04\/154b023d-10bc-4e0e-aea5-3db88512395a-768x933.jpg 768w, https:\/\/goias.gov.br\/fapeg\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2018\/04\/154b023d-10bc-4e0e-aea5-3db88512395a-843x1024.jpg 843w, https:\/\/goias.gov.br\/fapeg\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2018\/04\/154b023d-10bc-4e0e-aea5-3db88512395a.jpg 1054w\" sizes=\"(max-width: 247px) 100vw, 247px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-13556\" class=\"wp-caption-text\">Foto: Arquivo pessoal<\/figcaption><\/figure>\n<p><strong>Helenice Ferreira, da Assessoria de Comunica\u00e7\u00e3o Social da Fapeg<\/strong><\/p>\n<p>Uma pesquisa 100% livre de animais de laborat\u00f3rio, que utiliza tecnologias baseadas em t\u00e9cnicas <em>in vitro<\/em> para avaliar o potencial alerg\u00eanico de produtos e que apresenta resultados superiores \u00e0s que utilizam ensaios <em>in vivo<\/em>. Autor do trabalho, Renato Ivan de \u00c1vila \u00e9 um pesquisador goiano, com forma\u00e7\u00e3o em Farm\u00e1cia pela Universidade Federal de Goi\u00e1s (UFG) e que, com apoio de bolsas da Capes e CNPq, h\u00e1 10 anos se debru\u00e7a em estudos em busca de estrat\u00e9gias alternativas de testes de alergia que n\u00e3o precisem da experimenta\u00e7\u00e3o de animais como cobaias.<\/p>\n<p>A estrat\u00e9gia de testes <em>in vitro<\/em> desenvolvida por Renato pode ser aplicada para qualquer produto, mas segundo ele, a escolha foi no sentido de testar cosm\u00e9ticos e agrot\u00f3xicos, uma vez que o Brasil \u00e9 o quarto maior mercado de cosm\u00e9ticos e a maior economia agroexportadora. \u201cEnt\u00e3o, em vista do grande uso desses produtos no Pa\u00eds, a aplicabilidade do trabalho \u00e9 de grande valia para garantir a seguran\u00e7a humana\u201d, justifica o pesquisador.<\/p>\n<figure id=\"attachment_13557\" aria-describedby=\"caption-attachment-13557\" style=\"width: 200px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"https:\/\/goias.gov.br\/fapeg\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2018\/04\/cf3f0444-c6d7-4bc1-b633-36338b8f2912.jpg\"><img decoding=\"async\" class=\"wp-image-13557 size-medium\" src=\"https:\/\/goias.gov.br\/fapeg\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2018\/04\/cf3f0444-c6d7-4bc1-b633-36338b8f2912-200x300.jpg\" alt=\"Pr\u00eamio lush prize\" width=\"200\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/goias.gov.br\/fapeg\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2018\/04\/cf3f0444-c6d7-4bc1-b633-36338b8f2912-200x300.jpg 200w, https:\/\/goias.gov.br\/fapeg\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2018\/04\/cf3f0444-c6d7-4bc1-b633-36338b8f2912-768x1152.jpg 768w, https:\/\/goias.gov.br\/fapeg\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2018\/04\/cf3f0444-c6d7-4bc1-b633-36338b8f2912-682x1024.jpg 682w, https:\/\/goias.gov.br\/fapeg\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2018\/04\/cf3f0444-c6d7-4bc1-b633-36338b8f2912.jpg 853w\" sizes=\"(max-width: 200px) 100vw, 200px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-13557\" class=\"wp-caption-text\">Foto: Divulga\u00e7\u00e3o Pr\u00eamio Lush Prize<\/figcaption><\/figure>\n<p>Agora ele se prepara para a etapa final do seu projeto de doutorado em Ci\u00eancias da Sa\u00fade, um programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o da Faculdade de Medicina da UFG, com planos de defender a sua tese em julho. Esse projeto rendeu ao pesquisador, em novembro do ano passado, o pr\u00eamio <em>Lush Prize<\/em>, na categoria de <em>Young Research Americas<\/em>, um concurso internacional que premia projetos cient\u00edficos que viabilizam o fim de testes toxicol\u00f3gicos em animais.<\/p>\n<p>Para Renato de \u00c1vila, o <em>Pr\u00eamio Lush Prize<\/em> \u00e9 o &#8220;Oscar na \u00e1rea de m\u00e9todos alternativos \u00e0 experimenta\u00e7\u00e3o animal&#8221;. Ele revela que o valor recebido, 10 mil libras esterlinas (cerca de R$ 43 mil), ser\u00e1 utilizado na finaliza\u00e7\u00e3o do seu projeto de doutorado e em outros projetos afins paralelos. Ele explica que o trabalho foi 100% conduzido em territ\u00f3rio goiano, na UFG. &#8220;\u00c9 um pr\u00eamio que saiu do eixo Rio-S\u00e3o Paulo e estamos mostrando, com isso, que somos capazes, competentes e competitivos quanto qualquer parte do mundo&#8221;.<\/p>\n<p>Junto com seu grupo de pesquisa, coordenado pela professora Marize Campos Valadares, que desenvolve projetos com parte de fomentos provenientes da Funda\u00e7\u00e3o de Amparo \u00e0 Pesquisa do Estado de Goi\u00e1s (Fapeg), Renato pretende repassar todo o conhecimento adquirido e as t\u00e9cnicas estabelecidas no projeto na forma de treinamentos e capacita\u00e7\u00f5es para estudantes e profissionais da \u00e1rea. &#8220;Assim, acreditamos que o Brasil caminhar\u00e1 para uma Ci\u00eancia Sustent\u00e1vel. A conjuntura atual \u00e9 substituir protocolos arcaicos que utilizam animais de laborat\u00f3rio por tecnologias inovadoras e que venham a reduzir o sofrimento animal e tornar a Ci\u00eancia mais \u00e9tica, humanizada, sustent\u00e1vel e com maior capacidade em gerar um resultado confi\u00e1vel,&#8221; diz o pesquisador. Um dos fatos, que segundo ele, colabora para que os m\u00e9todos sejam substitu\u00eddos \u00e9 que os modelos <em>in vitro<\/em> s\u00e3o menos onerosos que a experimenta\u00e7\u00e3o animal.<\/p>\n<figure id=\"attachment_13558\" aria-describedby=\"caption-attachment-13558\" style=\"width: 291px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"https:\/\/goias.gov.br\/fapeg\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2018\/04\/d61f509b-4a35-4a64-bbb9-887c9fddbaad.jpg\"><img decoding=\"async\" class=\"wp-image-13558 size-medium\" src=\"https:\/\/goias.gov.br\/fapeg\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2018\/04\/d61f509b-4a35-4a64-bbb9-887c9fddbaad-291x300.jpg\" alt=\"Vencedor do P\u00eamio Lush prize e a professora marize\" width=\"291\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/goias.gov.br\/fapeg\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2018\/04\/d61f509b-4a35-4a64-bbb9-887c9fddbaad-291x300.jpg 291w, https:\/\/goias.gov.br\/fapeg\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2018\/04\/d61f509b-4a35-4a64-bbb9-887c9fddbaad-768x791.jpg 768w, https:\/\/goias.gov.br\/fapeg\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2018\/04\/d61f509b-4a35-4a64-bbb9-887c9fddbaad-994x1024.jpg 994w, https:\/\/goias.gov.br\/fapeg\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2018\/04\/d61f509b-4a35-4a64-bbb9-887c9fddbaad.jpg 1242w\" sizes=\"(max-width: 291px) 100vw, 291px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-13558\" class=\"wp-caption-text\">Foto: Arquivo pessoal<\/figcaption><\/figure>\n<p>Renato \u00c1vila conta que professora Marize participou em v\u00e1rias etapas da sua forma\u00e7\u00e3o acad\u00eamica e que acabou por influenciar na escolha da \u00e1rea de Pesquisa e Desenvolvimento (P&amp;D) em sua carreira. Ela acompanha o pesquisador desde a inicia\u00e7\u00e3o cient\u00edfica (aluno bolsista Pivic e Pibic\/CNPq\/Capes &#8211; 2008-2010), passando pelo mestrado em Ci\u00eancias Farmac\u00eauticas da Faculdade de Farm\u00e1cia &#8211; UFG (2011-2013), com bolsa da Capes, e atualmente na supervis\u00e3o de seu doutorado, tamb\u00e9m com bolsa Capes (2014-2017). Renato fez ainda doutorado-sandu\u00edche na Lund University, na Su\u00e9cia, como aluno bolsista da Capes, via Programa Doutorado- Sandu\u00edche no Exterior (PDSE\/CAPES), por nove meses (julho\/2017 \u2013 mar\u00e7o\/2018). \u201cAs bolsas de mestrado e doutorado ainda s\u00e3o muito importantes para o aluno como forma de renda, o que permite que ele se dedique aos estudos de forma integral\u201d, entende o pesquisador.<\/p>\n<p><strong>Investir em P&amp;D para uma ci\u00eancia sustent\u00e1vel<\/strong><br \/>\nO projeto \u201cDesenvolvimento de plataforma multiparam\u00e9trica alternativa ao uso de animal para avalia\u00e7\u00e3o do potencial alerg\u00eanico de ingredientes cosm\u00e9ticos e agroqu\u00edmicos e suas misturas\u201d, de Renato \u00c1vila, baseia-se nos princ\u00edpios inovadores da Toxicologia do s\u00e9culo XXI, propondo estrat\u00e9gias de avalia\u00e7\u00e3o do potencial de alergenicidade de misturas da &#8220;vida real&#8221; como, por exemplo, produtos cosm\u00e9ticos, extratos bot\u00e2nicos e agrot\u00f3xicos. &#8220;Saber se um produto tem potencial ou n\u00e3o em promover alergia quando em contato com a pele humana \u00e9 muito importante, sendo mandat\u00f3rio para finalidades regulat\u00f3rias com o intuito de promover a seguran\u00e7a humana&#8221;.<\/p>\n<figure id=\"attachment_13559\" aria-describedby=\"caption-attachment-13559\" style=\"width: 218px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"https:\/\/goias.gov.br\/fapeg\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2018\/04\/962b4c5e-a78c-4397-af32-52bac530e1d4.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-13559 size-medium\" src=\"https:\/\/goias.gov.br\/fapeg\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2018\/04\/962b4c5e-a78c-4397-af32-52bac530e1d4-218x300.jpg\" alt=\"t\u00e9cnica in vitro substitui uso de animais em pesquisa\" width=\"218\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/goias.gov.br\/fapeg\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2018\/04\/962b4c5e-a78c-4397-af32-52bac530e1d4-218x300.jpg 218w, https:\/\/goias.gov.br\/fapeg\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2018\/04\/962b4c5e-a78c-4397-af32-52bac530e1d4-768x1059.jpg 768w, https:\/\/goias.gov.br\/fapeg\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2018\/04\/962b4c5e-a78c-4397-af32-52bac530e1d4-742x1024.jpg 742w, https:\/\/goias.gov.br\/fapeg\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2018\/04\/962b4c5e-a78c-4397-af32-52bac530e1d4.jpg 928w\" sizes=\"(max-width: 218px) 100vw, 218px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-13559\" class=\"wp-caption-text\">Foto: Arquivo pessoal<\/figcaption><\/figure>\n<p>Muitos estudos de desenvolvimento de testes in vitro testam apenas subst\u00e2ncias puras, como, por exemplo, ingredientes de cosm\u00e9ticos, para responder se uma subst\u00e2ncia \u00e9 segura, se n\u00e3o vai causar alergia quando aplicado na pele. \u201cA nossa proposta \u00e9 desenvolver m\u00e9todos aplicados para tamb\u00e9m se testar a seguran\u00e7a do produto final (que consiste numa mistura de ingredientes), na forma em que ele chega ao consumidor. Ou seja, precisamos de m\u00e9todos <em>in vitro<\/em> aplicados tanto para os ingredientes isolados como tamb\u00e9m para avaliar a seguran\u00e7a da mistura na &#8216;vida real&#8217; (o produto final que \u00e9 comercializado para uso humano, por exemplo, produto cosm\u00e9tico, que \u00e9 produzido com a mistura de diversos ingredientes ativos),\u201d comenta o pesquisador.\u00a0\u00a0&#8220;Indica\u00e7\u00e3o realizada a partir de tr\u00eas par\u00e2metros: rea\u00e7\u00e3o das prote\u00ednas da pele; subst\u00e2ncia inflamat\u00f3ria secretada por queratin\u00f3citos, que s\u00e3o as c\u00e9lulas mais comumente encontradas na epiderme, representando 80% das c\u00e9lulas epid\u00e9rmicas; e a ativa\u00e7\u00e3o de c\u00e9lulas dendr\u00edticas&#8221;, explica.<\/p>\n<p><strong>&#8220;N\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil fazer ci\u00eancia no Brasil&#8221;, diz pesquisador<\/strong><br \/>\nRenato acredita na possibilidade de um dia o uso de animais nas pesquisas cient\u00edficas ser totalmente banido pela Ci\u00eancia. \u201cA Ci\u00eancia tem alcan\u00e7ado grande desenvolvimento t\u00e9cnico-cient\u00edfico com o surgimento de ferramentas livres de animais com capacidade preditiva superior aos testes com animais de laborat\u00f3rio. \u00c9 uma quest\u00e3o de tempo para que a substitui\u00e7\u00e3o de protocolos ultrapassados envolvendo animais de laborat\u00f3rio ocorra e ser\u00e1 um caminho sem volta\u201d.<\/p>\n<p>A realiza\u00e7\u00e3o do sonho de Renato, de utilizar cada vez menos porquinhos-da-\u00edndia, coelhos, cavalos ou camundongos e outros tantos animais em testes vai depender muito do avan\u00e7o tecnol\u00f3gico, que est\u00e1 diretamente proporcional ao aporte financeiro que o governo vai aplicar em pesquisas de m\u00e9todos alternativos validados e eficazes para substitui-los. &#8220;Nossos governantes t\u00eam que entender que n\u00e3o h\u00e1 desenvolvimento econ\u00f4mico sustent\u00e1vel se n\u00e3o h\u00e1 educa\u00e7\u00e3o de boa qualidade. N\u00e3o h\u00e1 possibilidades de um pa\u00eds alcan\u00e7ar autonomia tecnol\u00f3gica se n\u00e3o h\u00e1 investimento em Pesquisa e Desenvolvimento&#8221;, diz o pesquisador.<\/p>\n<p>Ele aponta ainda outra dificuldade enfrentada pelos pesquisadores, as barreiras alfandeg\u00e1rias e a alta tributa\u00e7\u00e3o de insumos laboratoriais destinados \u00e0 pesquisa, que segundo ele s\u00e3o frutos de uma &#8220;legisla\u00e7\u00e3o vigente arcaica\u201d. Al\u00e9m disso, ele aponta falha na legisla\u00e7\u00e3o brasileira, que ainda permite que animais de laborat\u00f3rio sejam usados para se testar cosm\u00e9ticos, por exemplo, enquanto que, na Europa, testar cosm\u00e9ticos em animais \u00e9 proibido desde 2009. Dos Estados brasileiros, apenas S\u00e3o Paulo, Par\u00e1, Mato Grosso do Sul, Paran\u00e1 e Amazonas pro\u00edbem essa pr\u00e1tica. \u201cH\u00e1 um projeto de lei (PLC 70\/2014) que visa estender a proibi\u00e7\u00e3o de testes de cosm\u00e9ticos em animais para todo o territ\u00f3rio brasileiro, mas que h\u00e1 anos est\u00e1 em tramita\u00e7\u00e3o legislativa\u201d, lamenta ele.<\/p>\n<p>\u201cEm 2014, tivemos um pequeno avan\u00e7o quando houve o reconhecimento de 17 m\u00e9todos alternativos ao uso de animais em atividades de pesquisa no Brasil (Resolu\u00e7\u00e3o no. 18\/2014). Em 2016, outra resolu\u00e7\u00e3o normativa (no.31\/2016) foi aprovada com a aceita\u00e7\u00e3o de mais sete m\u00e9todos alternativos. Com a aceita\u00e7\u00e3o desses m\u00e9todos, a Anvisa, nossa ag\u00eancia regulamentadora, torna-se menos conservadora e passa a aceitar essas t\u00e9cnicas modernas para avalia\u00e7\u00e3o de alguns efeitos e par\u00e2metros de seguran\u00e7a de produtos\u201d. Outro passo recente foi dado com a aprova\u00e7\u00e3o da Resolu\u00e7\u00e3o Normativa n\u00b0 38\/2018 do Conselho Nacional de Controle de Experimenta\u00e7\u00e3o Animal (Concea), proibindo o uso de animais em atividades did\u00e1ticas demonstrativas e observacionais, comemora o pesquisador.<\/p>\n<p><strong>Desempenho<\/strong><em><strong> in vivo<\/strong> <\/em><br \/>\nHistoricamente, os ensaios <em>in vivo<\/em> usados para avaliar o potencial alerg\u00eanico de um produto s\u00e3o o teste de maximiza\u00e7\u00e3o\/Buehler em porquinhos-da-\u00edndia [do ingl\u00eas, <em>Guinea Pig Maximization Test (GPMT) \/ Buehler test (BT)<\/em>] e o ensaio do linfonodo local em camundongos [do ingl\u00eas, <em>murine local lymph node assay (LLNA)<\/em>], explica o pesquisador. Embora ainda em uso, os ensaios em porquinhos-da-\u00edndia n\u00e3o s\u00e3o muito recomendados, esclarece ele, em vista das limita\u00e7\u00f5es t\u00e9cnicas, al\u00e9m de usar um grande n\u00famero de animais (60 animais por produto testado). J\u00e1 o LLNA tem sido o mais recomendado e usado, pois fornece resultados quantitativos e usa um n\u00famero reduzido de animais (20 animais por produto testado) em compara\u00e7\u00e3o ao primeiro. \u201cContudo a literatura mostra que o desempenho dos ensaios animais em rela\u00e7\u00e3o aos dados humanos \u00e9 de 72%. Meus resultados, usando t\u00e9cnicas 100% livre de animais de laborat\u00f3rio, t\u00eam alcan\u00e7ado um desempenho superior a 90% e, a depender da tecnologia, um valor m\u00e1ximo de 100%. Assim, fica evidenciada a superioridade preditiva das tecnologias <em>in vitro<\/em>\u201d, esclarece \u00c1vila.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A estrat\u00e9gia de testes in vitro desenvolvida por Renato pode ser aplicada para qualquer produto, mas segundo ele, a escolha foi no sentido de testar cosm\u00e9ticos e agrot\u00f3xicos, uma vez que o Brasil \u00e9 o quarto maior mercado de cosm\u00e9ticos e a maior economia agroexportadora.<\/p>\n","protected":false},"author":23,"featured_media":13556,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[57,4,8],"tags":[],"class_list":["post-13554","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-especiais","category-noticias","category-fapeg"],"rttpg_featured_image_url":{"full":["https:\/\/goias.gov.br\/fapeg\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2018\/04\/154b023d-10bc-4e0e-aea5-3db88512395a.jpg",1054,1280,false],"landscape":["https:\/\/goias.gov.br\/fapeg\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2018\/04\/154b023d-10bc-4e0e-aea5-3db88512395a.jpg",1054,1280,false],"portraits":["https:\/\/goias.gov.br\/fapeg\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2018\/04\/154b023d-10bc-4e0e-aea5-3db88512395a.jpg",1054,1280,false],"thumbnail":["https:\/\/goias.gov.br\/fapeg\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2018\/04\/154b023d-10bc-4e0e-aea5-3db88512395a-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/goias.gov.br\/fapeg\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2018\/04\/154b023d-10bc-4e0e-aea5-3db88512395a-247x300.jpg",247,300,true],"large":["https:\/\/goias.gov.br\/fapeg\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2018\/04\/154b023d-10bc-4e0e-aea5-3db88512395a-843x1024.jpg",843,1024,true],"1536x1536":["https:\/\/goias.gov.br\/fapeg\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2018\/04\/154b023d-10bc-4e0e-aea5-3db88512395a.jpg",1054,1280,false],"2048x2048":["https:\/\/goias.gov.br\/fapeg\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2018\/04\/154b023d-10bc-4e0e-aea5-3db88512395a.jpg",1054,1280,false]},"rttpg_author":{"display_name":"claudiacury","author_link":"https:\/\/goias.gov.br\/fapeg\/author\/claudiacury\/"},"rttpg_comment":0,"rttpg_category":"<a href=\"https:\/\/goias.gov.br\/fapeg\/categoria\/noticias\/especiais\/\" rel=\"category tag\">Especiais<\/a> <a href=\"https:\/\/goias.gov.br\/fapeg\/categoria\/noticias\/\" rel=\"category tag\">Not\u00edcias<\/a> <a href=\"https:\/\/goias.gov.br\/fapeg\/categoria\/noticias\/fapeg\/\" rel=\"category tag\">Not\u00edcias FAPEG<\/a>","rttpg_excerpt":"A estrat\u00e9gia de testes in vitro desenvolvida por Renato pode ser aplicada para qualquer produto, mas segundo ele, a escolha foi no sentido de testar cosm\u00e9ticos e agrot\u00f3xicos, uma vez que o Brasil \u00e9 o quarto maior mercado de cosm\u00e9ticos e a maior economia agroexportadora.","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/goias.gov.br\/fapeg\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13554","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/goias.gov.br\/fapeg\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/goias.gov.br\/fapeg\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/goias.gov.br\/fapeg\/wp-json\/wp\/v2\/users\/23"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/goias.gov.br\/fapeg\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=13554"}],"version-history":[{"count":6,"href":"https:\/\/goias.gov.br\/fapeg\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13554\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":25898,"href":"https:\/\/goias.gov.br\/fapeg\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13554\/revisions\/25898"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/goias.gov.br\/fapeg\/wp-json\/wp\/v2\/media\/13556"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/goias.gov.br\/fapeg\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=13554"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/goias.gov.br\/fapeg\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=13554"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/goias.gov.br\/fapeg\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=13554"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}