

{"id":12967,"date":"2018-03-16T11:44:45","date_gmt":"2018-03-16T14:44:45","guid":{"rendered":"http:\/\/www.fapeg.go.gov.br\/?p=12967"},"modified":"2018-10-08T11:35:27","modified_gmt":"2018-10-08T14:35:27","slug":"pesquisa-busca-sustentabilidade-do-fosforo-no-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/goias.gov.br\/fapeg\/pesquisa-busca-sustentabilidade-do-fosforo-no-brasil\/","title":{"rendered":"Pesquisa busca sustentabilidade do f\u00f3sforo no Brasil"},"content":{"rendered":"<p>&nbsp;<\/p>\n<figure id=\"attachment_12968\" aria-describedby=\"caption-attachment-12968\" style=\"width: 300px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"https:\/\/goias.gov.br\/fapeg\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2018\/03\/003.JPG.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-12968\" src=\"https:\/\/goias.gov.br\/fapeg\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2018\/03\/003.JPG-300x200.jpg\" alt=\"Professor Pavinato\" width=\"300\" height=\"200\" srcset=\"https:\/\/goias.gov.br\/fapeg\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2018\/03\/003.JPG-300x200.jpg 300w, https:\/\/goias.gov.br\/fapeg\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2018\/03\/003.JPG-768x511.jpg 768w, https:\/\/goias.gov.br\/fapeg\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2018\/03\/003.JPG-1024x681.jpg 1024w, https:\/\/goias.gov.br\/fapeg\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2018\/03\/003.JPG-272x182.jpg 272w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-12968\" class=\"wp-caption-text\">Prof. Pavinato e outros pesquisadores brasileiros estiveram, recentemente, na maior mina de fosfato do mundo, no Marrocos, a Khouribga, para conhecer o trabalho realizado.<\/figcaption><\/figure>\n<p>A enorme base terrestre do Brasil e ainda o clima geralmente favor\u00e1vel oferecem um grande potencial para expandir ainda mais a produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola do pa\u00eds, tanto por intensifica\u00e7\u00e3o agr\u00edcola quanto por expans\u00e3o controlada das terras cultivadas. No entanto, o professor da Universidade Federal de Lavras (UFLA) <a href=\"http:\/\/buscatextual.cnpq.br\/buscatextual\/visualizacv.do?metodo=apresentar&amp;id=K4785072Z6\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Luiz Roberto Guimar\u00e3es Guilherme<\/a>, pesquisador de Produtividade em Pesquisa do Conselho Nacional de Desenvolvimento Cient\u00edfico e Tecnol\u00f3gico (CNPq) alerta que uma grande considera\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica e ambiental na expans\u00e3o da agricultura brasileira \u00e9 o aumento da demanda de fertilizantes, exig\u00eancia para uma maior produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola, e em particular o f\u00f3sforo. &#8220;60% desse f\u00f3sforo \u00e9 importado. A alta demanda e a forte depend\u00eancia de importa\u00e7\u00e3o de fertilizantes tornam a agricultura brasileira particularmente vulner\u00e1vel \u00e0 escassez e flutua\u00e7\u00f5es de pre\u00e7o. Assim, as estrat\u00e9gias para reduzir essa depend\u00eancia e us\u00e1-lo de forma mais eficiente tornar-se-\u00e3o cada vez mais importantes&#8221;, aponta.<\/p>\n<p>O assunto \u00e9 tema de pesquisa da qual participa o Prof. Luiz Roberto, cujo resultado foi publicado recentemente na Scientific Reports\/Nature, apresentando possibilidades de melhorar a efici\u00eancia da agricultura brasileira com tecnologias alternativas que visem \u00e0 sustentabilidade na gest\u00e3o do f\u00f3sforo. Participaram do estudo, ainda, o p\u00f3s-doutorando <a href=\"http:\/\/buscatextual.cnpq.br\/buscatextual\/visualizacv.do?metodo=apresentar&amp;id=K4200999Y6\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Teot\u00f4nio de Carvalho<\/a>, tamb\u00e9m da UFLA, os pesquisadores de Produtividade em Pesquisa do CNPq <a href=\"http:\/\/buscatextual.cnpq.br\/buscatextual\/visualizacv.do?metodo=apresentar&amp;id=K4765510A7\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Paulo Pavinato<\/a> (ESALQ), <a href=\"http:\/\/buscatextual.cnpq.br\/buscatextual\/visualizacv.do?metodo=apresentar&amp;id=K4707660D2\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Luciano Gatiboni<\/a> (UFSC), <a href=\"http:\/\/buscatextual.cnpq.br\/buscatextual\/visualizacv.do?metodo=apresentar&amp;id=K4787840H7\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Ciro Rosolem<\/a> (UNESP), al\u00e9m de <a href=\"http:\/\/buscatextual.cnpq.br\/buscatextual\/visualizacv.do?metodo=apresentar&amp;id=K4765297Y9\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Fernando Andreote<\/a> (ESALQ). Al\u00e9m destes, outros oito pesquisadores de expressividade no estudo do f\u00f3sforo em solos tropicais participaram desta pesquisa, dentre eles quatro pesquisadores da EMBRAPA, dois p\u00f3s-doutores pela USP e um pesquisador brit\u00e2nico (Paul Withers).<\/p>\n<p>Algumas alternativas j\u00e1 s\u00e3o bastante difundidas com o intuito de diminuir o uso de fertilizante fosfatado, como cultivar em solos que possuem maior teor de mat\u00e9ria org\u00e2nica ou fazer calagem (a\u00e7\u00e3o ou efeito de adubar a terra com cal). &#8220;H\u00e1 um cen\u00e1rio de utiliza\u00e7\u00e3o alta de f\u00f3sforo no Brasil, mas, existe uma s\u00e9rie de estrat\u00e9gias. Est\u00e1 sendo constru\u00edda uma poupan\u00e7a de f\u00f3sforo no solo, eventualmente, em certo momento, ficaremos como nos Estados Unidos e boa parte da Europa, com produ\u00e7\u00e3o em alta e taxa de f\u00f3sforo constante&#8221;, comenta ainda o professor Luiz Roberto.<\/p>\n<p>Nesse estudo, ap\u00f3s fazer uma nova an\u00e1lise estrat\u00e9gica da demanda\/oferta atual, os pesquisadores constataram que os recursos secund\u00e1rios de f\u00f3sforo que s\u00e3o produzidos anualmente (por exemplo, esterco de gado, res\u00edduos de processamento de cana-de-a\u00e7\u00facar) poderiam potencialmente fornecer at\u00e9 20% da demanda de f\u00f3sforo da safra em 2050. &#8220;Os cen\u00e1rios para intensifica\u00e7\u00e3o agr\u00edcola no Brasil at\u00e9 2050 foram constru\u00eddos com base em tend\u00eancias e dados do censo nacional da \u00e1rea de cultivo total brasileira, produ\u00e7\u00e3o de cultura, n\u00famero de animais e consumo de fertilizantes&#8221;, explicam.<\/p>\n<p>Mas, de acordo com os pesquisadores, ainda \u00e9 necess\u00e1rio buscar outras fontes alternativas de f\u00f3sforo, at\u00e9 mesmo em raz\u00e3o de novas \u00e1reas que ainda ser\u00e3o adaptadas para a agricultura. &#8220;Temos \u00e1reas novas, como na regi\u00e3o de Matopiba (estados do Maranh\u00e3o, Tocantins, Piau\u00ed e Bahia), com cerca de 70 milh\u00f5es de hectares de fronteira agr\u00edcola e um solo igual ao que o professor Alfredo Scheid Lopes estudou h\u00e1 40 anos no cerrado&#8221;. Mas, hoje, dizem os pesquisadores, j\u00e1 s\u00e3o aplicadas estrat\u00e9gias ainda mais modernas para construir a fertilidade desse solo.<\/p>\n<p>Uma das atuais propostas \u00e9 a reciclagem do f\u00f3sforo por meio de um sistema de tratamento de lodo. &#8220;Esta \u00e9 uma importante solu\u00e7\u00e3o. Quando voc\u00ea pega uma planta, crescida em um solo fertilizado com f\u00f3sforo, e a utiliza como alimenta\u00e7\u00e3o tanto em humanos como em animais, por exemplo, su\u00ednos, ap\u00f3s o consumo, 80% do f\u00f3sforo sair\u00e3o nas fezes. Uma cidade como Lavras, por exemplo, s\u00e3o 50 toneladas de lodo sendo produzidas diariamente. Em alguns pa\u00edses do mundo, como nos Estados Unidos, esse material, ao ser reciclado, vira adubo. Mas, primeiramente, voc\u00ea tem que ter saneamento b\u00e1sico&#8221;, relatam os pesquisadores da UFLA.<\/p>\n<p>O Paran\u00e1 \u00e9 o principal estado que deseja trabalhar com lodo no Brasil, sendo o que mais incentiva essa alternativa de reciclagem. Pela primeira vez, no Pa\u00eds, uma usina produzir\u00e1 energia a partir da combina\u00e7\u00e3o entre res\u00edduos org\u00e2nicos e o lodo de esgoto. &#8220;A Dinamarca foi o primeiro pa\u00eds a desenvolver esse processo: ap\u00f3s incinerar o lodo para gerar energia, voc\u00ea ainda pode utilizar as cinzas como fertilizante&#8221;, finaliza o professor Luiz Roberto.<\/p>\n<p>Como conclus\u00e3o deste trabalho os autores destacam que h\u00e1 espa\u00e7o para ampliar a produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola no Brasil sem afetar outros setores de produ\u00e7\u00e3o e nenhuma contraven\u00e7\u00e3o \u00e0s regras atuais do c\u00f3digo florestal. A demanda brasileira de fertilizantes fosfatados ainda ir\u00e1 aumentar nos pr\u00f3ximos anos, independentemente de haver ou n\u00e3o melhor explora\u00e7\u00e3o das reservas j\u00e1 acumuladas no solo. Algumas estrat\u00e9gias devem ser adotadas para a maior efici\u00eancia deste fertilizante (a) investimentos nacionais e regionais em tecnologias de minera\u00e7\u00e3o e recupera\u00e7\u00e3o de f\u00f3sforo de recursos secund\u00e1rios \u00bf\u00bfque podem substituir o fertilizante importado e (b) melhorar as bases de recomenda\u00e7\u00e3o de fertiliza\u00e7\u00e3o para suprimento do m\u00ednimo necess\u00e1rio para a obten\u00e7\u00e3o de alta produ\u00e7\u00e3o. Desta forma conseguir\u00edamos utilizar este nutriente de forma eficiente na produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola, destaca o prof. Pavinato.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.nature.com\/articles\/s41598-018-20887-z.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Acesse aqui o trabalho completo<\/a>.<\/p>\n<p>Fonte: <a href=\"http:\/\/cnpq.br\/web\/guest\/noticiasviews\/-\/journal_content\/56_INSTANCE_a6MO\/10157\/6069725\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><em>Coordena\u00e7\u00e3o de Comunica\u00e7\u00e3o Social do CNPq <\/em><\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Hoje, cerca de 70% das reservas mundiais de f\u00f3sforo est\u00e3o no Marrocos. 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