
{"id":127223,"date":"2026-06-16T20:59:03","date_gmt":"2026-06-16T23:59:03","guid":{"rendered":"https:\/\/goias.gov.br\/fapeg\/?p=127223"},"modified":"2026-06-16T21:17:34","modified_gmt":"2026-06-17T00:17:34","slug":"projeto-goiano-produz-combustivel-derivado-de-residuos-e-aponta-novo-caminho-para-a-sustentabilidade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/goias.gov.br\/fapeg\/projeto-goiano-produz-combustivel-derivado-de-residuos-e-aponta-novo-caminho-para-a-sustentabilidade\/","title":{"rendered":"Projeto goiano produz combust\u00edvel derivado de res\u00edduos e aponta novo caminho para a sustentabilidade"},"content":{"rendered":"\n<p><em>O combust\u00edvel alternativo poder\u00e1 substituir o coque de petr\u00f3leo e o carv\u00e3o mineral, altamente poluentes, que s\u00e3o utilizados nos fornos das ind\u00fastrias de cimento. O CDR ser\u00e1 uma composi\u00e7\u00e3o de rejeitos provenientes dos processos de reciclagem<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Um projeto inovador desenvolvido por uma empresa genuinamente goiana est\u00e1 mostrando que o que antes era considerado lixo pode se tornar parte da solu\u00e7\u00e3o para desafios ambientais, econ\u00f4micos e sociais. Selecionada pelo edital 12\/2024 do Programa Tecnova III, a iniciativa prop\u00f5e transformar rejeitos sem valor econ\u00f4mico em combust\u00edvel alternativo para a ind\u00fastria cimenteira, o que vai colaborar para reduzir emiss\u00f5es de gases de efeito estufa, custos urbanos e a press\u00e3o sobre aterros sanit\u00e1rios, se apresentando como uma resposta concreta a um dos maiores desafios urbanos: o destino final dos rejeitos.<\/p>\n\n\n\n<p>A proposta conta com apoio da Funda\u00e7\u00e3o de Amparo \u00e0 Pesquisa do Estado de Goi\u00e1s (Fapeg), em parceria com a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) que investiram quase R$ 500 mil no projeto. O projeto \u00e9 coordenado pelo engenheiro ambiental e mestre em energias renov\u00e1veis Nelson Siqueira Neto, propriet\u00e1rio da RNV Servi\u00e7os Sustent\u00e1veis Ltda.<\/p>\n\n\n\n<p>O objetivo \u00e9 desenvolver e validar o novo Combust\u00edvel Derivado de Res\u00edduos (CDR), alternativa ao coque de petr\u00f3leo e ao carv\u00e3o mineral utilizados atualmente nos fornos das ind\u00fastrias de cimento, dois dos combust\u00edveis mais intensivos em carbono. O novo combust\u00edvel dar\u00e1 um destino aos rejeitos das cooperativas de catadores de res\u00edduos recicl\u00e1veis e da usina de reciclagem de res\u00edduos de constru\u00e7\u00e3o civil, materiais que normalmente seguem para aterros sanit\u00e1rios por n\u00e3o possu\u00edrem valor comercial. Al\u00e9m desses res\u00edduos, o CDR tamb\u00e9m utilizar\u00e1 rejeitos da ind\u00fastria farmac\u00eautica e biomassa de cavacos de madeira oriundos da reciclagem de res\u00edduos da constru\u00e7\u00e3o civil, atendendo \u00e0s exig\u00eancias t\u00e9cnicas da ind\u00fastria cimenteira.<\/p>\n\n\n\n<p>O p\u00fablico-alvo do novo combust\u00edvel s\u00e3o as grandes ind\u00fastrias cimenteira por contarem com grandes fornos rotativos de cl\u00ednquer, como os da Intercement (Cezarina-GO) e Votorantim (Edealina-GO e Sobradinho-DF).<\/p>\n\n\n\n<p>Neto explica que seu projeto, intitulado \u201cDestina\u00e7\u00e3o final com aproveitamento energ\u00e9tico de rejeitos advindos de processos de reciclagem com a inser\u00e7\u00e3o de res\u00edduos industriais\u201d, surgiu da necessidade de solucionar o alto volume de rejeitos das cooperativas de reciclagem e de usinas de entulhos que iam parar no aterro. \u201cA solu\u00e7\u00e3o foi unir esses materiais com res\u00edduos industriais e usar a biomassa de madeira para diluir os contaminantes, criando uma &#8220;receita&#8221; termoqu\u00edmica perfeita\u201d. O CDR ser\u00e1 uma composi\u00e7\u00e3o de rejeitos secos de cooperativas, como pl\u00e1sticos e papel\u00e3o, res\u00edduos da reciclagem dos res\u00edduos de constru\u00e7\u00e3o civil (RCC), res\u00edduos de outros processos de reciclagem e res\u00edduos industriais.<\/p>\n\n\n\n<p>O diferencial do projeto est\u00e1 na blendagem (engenharia de formula\u00e7\u00e3o &#8211; processo t\u00e9cnico que busca o equil\u00edbrio ideal entre diferentes tipos de res\u00edduos e biomassa para garantir efici\u00eancia energ\u00e9tica e seguran\u00e7a na queima. \u201cEsse cuidado \u00e9 essencial, principalmente na incorpora\u00e7\u00e3o de res\u00edduos industriais, como os do setor farmac\u00eautico, que exigem controle rigoroso de elementos como o cloro\u201d, afirma o empreendedor.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO Edital Tecnova III nos permite investir em um controle interno avan\u00e7ado e an\u00e1lises laboratoriais cont\u00ednuas para assegurar a qualidade do combust\u00edvel, avaliando par\u00e2metros como umidade, cinzas, cloro e medindo o poder calor\u00edfico&#8221;, explica Neto. As etapas de fabrica\u00e7\u00e3o incluem triagem, tritura\u00e7\u00e3o, peneiramento e testes constantes, tanto na entrada quanto na sa\u00edda dos materiais, al\u00e9m da valida\u00e7\u00e3o em fornos de cimenteiras. A cimenteira tamb\u00e9m afere a qualidade no recebimento do produto\u201d. O processamento, a triagem e o controle laboratorial dos res\u00edduos acontecem na Grande Goi\u00e2nia, em unidades localizadas em Aparecida de Goi\u00e2nia e Senador Canedo. J\u00e1 os testes de queima s\u00e3o realizados em cimenteiras.<\/p>\n\n\n\n<p>Neto destaca que o processo est\u00e1 em plena execu\u00e7\u00e3o. \u201cA fase de tritura\u00e7\u00e3o e blend piloto foi conclu\u00edda com sucesso. Atualmente, o projeto est\u00e1 na fase de otimiza\u00e7\u00e3o da capacidade produtiva, testes de queima e controle laboratorial cont\u00ednuo. Queremos refinar nossa qualidade de laborat\u00f3rio, concluir as valida\u00e7\u00f5es com as cimenteiras e otimizar a planta produtiva,\u201d destaca Neto.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"alignleft size-large is-resized\"><a href=\"https:\/\/goias.gov.br\/fapeg\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2026\/06\/a1f38c80-77c9-41ef-b91b-1a4a08c50734.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"768\" height=\"1024\" src=\"https:\/\/goias.gov.br\/fapeg\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2026\/06\/a1f38c80-77c9-41ef-b91b-1a4a08c50734-768x1024.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-127210\" style=\"aspect-ratio:0.7500126281759862;width:284px;height:auto\" srcset=\"https:\/\/goias.gov.br\/fapeg\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2026\/06\/a1f38c80-77c9-41ef-b91b-1a4a08c50734-768x1024.jpg 768w, https:\/\/goias.gov.br\/fapeg\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2026\/06\/a1f38c80-77c9-41ef-b91b-1a4a08c50734-225x300.jpg 225w, https:\/\/goias.gov.br\/fapeg\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2026\/06\/a1f38c80-77c9-41ef-b91b-1a4a08c50734.jpg 960w\" sizes=\"(max-width: 768px) 100vw, 768px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>Na Alemanha conhecendo novos processos e tecnologias<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p>Recentemente o empres\u00e1rio esteve na Alemanha fazendo um benchmarking com o setor de res\u00edduos para dar continuidade ao processo de inova\u00e7\u00e3o da empresa que est\u00e1 em busca de novas tecnologias para um melhor aproveitamento energ\u00e9tico dos res\u00edduos. \u201cEstamos conhecendo novos equipamentos, novas tecnologias e principalmente novos processos para melhorar os nossos no Brasil. Tudo que vivemos at\u00e9 agora \u00e9 que o \u201cfuturo\u201d j\u00e1 existe, o que temos que fazer agora \u00e9 torn\u00e1-lo aplic\u00e1vel \u00e0 nossa realidade. O DNA da inova\u00e7\u00e3o est\u00e1 em nossa empresa desde a inova\u00e7\u00e3o. Estamos sempre em busca de nos reinventarmos com a inova\u00e7\u00e3o\u201d, destacou.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Lixo como mat\u00e9ria-prima<\/strong><br>Toneladas de res\u00edduos que passam por cooperativas de reciclagem ainda n\u00e3o encontram reaproveitamento e acabam em aterros sanit\u00e1rios. Em Goi\u00e2nia e regi\u00e3o metropolitana, esse volume \u00e9 significativo.<\/p>\n\n\n\n<p>Os res\u00edduos\/rejeitos dos processos de recilagem s\u00e3o captados pela RNV junto \u00e0s cooperativas parceiras da empresa, como a Cooperfami, Coopermas e Cooperrama, que geram cerca de 1.200 toneladas mensais de rejeitos, enquanto a usina de reciclagem de res\u00edduos da constru\u00e7\u00e3o civil da Empresa RNV, em Aparecida de Goi\u00e2nia, de propriedade de Neto, somam outras 250 toneladas mensais.<\/p>\n\n\n\n<p>A meta inicial do projeto \u00e9 processar 25% do volume das cooperativas (cerca de 300 toneladas\/m\u00eas) e alcan\u00e7ar uma produ\u00e7\u00e3o total cont\u00ednua de 1.250 toneladas de CDR mensais.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Sustentabilidade na pr\u00e1tica<\/strong><br>Os benef\u00edcios do projeto conectam diferentes dimens\u00f5es da sustentabilidade. No aspecto ambiental, a iniciativa reduz significativamente o volume de res\u00edduos enviados aos aterros, prolongando sua vida \u00fatil e diminuindo a emiss\u00e3o de metano. Ao substituir combust\u00edveis f\u00f3sseis, tamb\u00e9m contribui para a redu\u00e7\u00e3o das emiss\u00f5es de di\u00f3xido de carbono na ind\u00fastria cimenteira.<\/p>\n\n\n\n<p>Do ponto de vista econ\u00f4mico, h\u00e1 potencial para diminuir custos p\u00fablicos com coleta e destina\u00e7\u00e3o de res\u00edduos, al\u00e9m de criar um combust\u00edvel padronizado e competitivo para o setor industrial. J\u00e1 no campo social, o impacto \u00e9 direto: mais de mil catadores vinculados a cooperativas podem ser beneficiados. O que antes representava custo, o descarte de rejeitos, passa a ser incorporado a uma cadeia produtiva, fortalecendo a renda e a inclus\u00e3o socioprodutiva.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Economia circular em a\u00e7\u00e3o<\/strong><br>A iniciativa materializa, na pr\u00e1tica, o conceito de economia circular ao transformar res\u00edduos em insumos energ\u00e9ticos. Tamb\u00e9m responde a desafios hist\u00f3ricos da gest\u00e3o de res\u00edduos urbanos, especialmente em grandes cidades, onde o descarte irregular e a sobrecarga dos aterros ainda s\u00e3o problemas recorrentes.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Goi\u00e1s como protagonista da inova\u00e7\u00e3o sustent\u00e1vel<\/strong><br>A RNV j\u00e1 atua h\u00e1 16 anos no setor produzindo agregados reciclados e biomassa energ\u00e9tica. A matriz e n\u00facleo de inova\u00e7\u00e3o ficam em Senador Canedo, com opera\u00e7\u00f5es de entulho em Aparecida de Goi\u00e2nia e Catal\u00e3o. A empresa produz anualmente 150 mil toneladas de agregados reciclados da constru\u00e7\u00e3o civil e cerca de 600 toneladas mensais de biomassa energ\u00e9tica limpa (cavacos de madeira). Agora, com o novo projeto, a empresa amplia sua atua\u00e7\u00e3o e posiciona Goi\u00e1s como refer\u00eancia em solu\u00e7\u00f5es sustent\u00e1veis aplicadas \u00e0 ind\u00fastria pesada.<\/p>\n\n\n\n<p>A equipe t\u00e9cnica do projeto conta ainda com Jo\u00e3o Rodrigues Barbosa Neto, engenheiro respons\u00e1vel pelo business intelligence do projeto, Lorenna Fernanda, no apoio T\u00e9cnico e Aline Lopes da Silva, respons\u00e1vel pela \u00e1rea t\u00e9cnica e controle laboratorial.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Tecnova III<\/strong><br>O projeto de Nelson Siqueira Neto foi contemplado no edital Tecnova III e recebeu R$ 499.692,04 como subven\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica (recurso que n\u00e3o precisa ser reembolsado) e contou com uma contrapartida individual de R$ 34.416,00, totalizando um investimento de R$ 534.108,04. Segundo o empreendedor, o fomento p\u00fablico viabilizou o salto tecnol\u00f3gico do projeto. Lidar com a qu\u00edmica complexa de res\u00edduos industriais\/farmac\u00eauticos traz um &#8220;risco tecnol\u00f3gico&#8221;. \u201cO edital Tecnova paga a conta da ci\u00eancia e das an\u00e1lises laboratoriais para encontrarmos a receita ideal, algo que o mercado tradicional dificilmente apoiaria\u201d, explica.<\/p>\n\n\n\n<p>O edital Tecnova III tem como objetivo apoiar, por meio da concess\u00e3o de recursos de subven\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica, o desenvolvimento de produtos (bens ou servi\u00e7os) ou processos inovadores &#8211; novos ou significativamente aprimorados, pelo menos para o mercado nacional &#8211; de empresas brasileiras para o desenvolvimento dos setores econ\u00f4micos considerados estrat\u00e9gicos nas pol\u00edticas p\u00fablicas federais e aderentes \u00e0 pol\u00edtica p\u00fablica de inova\u00e7\u00e3o do estado de Goi\u00e1s. Al\u00e9m de recursos destinados ao desenvolvimento de produtos ou processos inovadores, s\u00e3o disponibilizados recursos adicionais para acelera\u00e7\u00e3o e internacionaliza\u00e7\u00e3o das empresas selecionadas.<\/p>\n\n\n\n<p>O objetivo principal do Programa de Subven\u00e7\u00e3o Econ\u00f4mica \u00e9 promover um significativo aumento das atividades de inova\u00e7\u00e3o e o incremento da competitividade das empresas e da economia do Pa\u00eds. Desta forma, o edital visa apoiar projetos de inova\u00e7\u00e3o, que envolvam significativo risco tecnol\u00f3gico associado a oportunidades de mercado. Foi destinado pelo edital, um valor global de R$ 16.127.334,00, sendo R$ 12.095.500,00 do Fundo Nacional de Desenvolvimento Cient\u00edfico e Tecnol\u00f3gico \u2013 FNDCT\/FINEP e R$ 4.031.834,00 da Fapeg. Foram submetidas 102 propostas e aprovados 28 projetos, o que representa uma taxa de aprova\u00e7\u00e3o de 27,4%, que receberam valores variando de R$ 424 mil a R$624 mil.<\/p>\n\n\n\n<p>A Fapeg tem trabalhado para fortalecer o ambiente de inova\u00e7\u00e3o em Goi\u00e1s, oferecendo suporte desde a concep\u00e7\u00e3o das ideias inovadoras (Centelha), passando pelo Trilhas da Inova\u00e7\u00e3o, edital lan\u00e7ado para apoiar as startups rec\u00e9m-constitu\u00eddas a partir do Centelha, mas que precisam de refor\u00e7o para inserir ou ganhar espa\u00e7o de mercado, chegando ao Tecnova, que investe um volume maior de recursos em forma de subven\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica para apoiar projetos de inova\u00e7\u00e3o que envolvam significativo risco tecnol\u00f3gico, mas que apresentam solu\u00e7\u00f5es que v\u00e3o gerar grandes impactos na economia goiana e na vida da popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Os projetos aprovados t\u00eam potencial inovador, o que vai ao encontro do que \u00e9 o objetivo do programa, \u201cque \u00e9 apoiar o desenvolvimento de inova\u00e7\u00e3o, a competitividade das micro e pequenas empresas inovadoras no estado e fazer com que essas inova\u00e7\u00f5es cheguem ao mercado de uma forma mais r\u00e1pida. O prazo de execu\u00e7\u00e3o das propostas \u00e9 de 36 meses (resultado divulgado em novembro de 2024) e ao final os produtos e servi\u00e7os resultantes desses projetos t\u00eam que estar prontos para o mercado e colocados \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-1 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex\">\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><a href=\"https:\/\/goias.gov.br\/fapeg\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2026\/06\/579b5b56-8d0f-448a-baaf-4b9494ba6af5.jpg\"><img decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"768\" data-id=\"127194\" src=\"https:\/\/goias.gov.br\/fapeg\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2026\/06\/579b5b56-8d0f-448a-baaf-4b9494ba6af5-1024x768.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-127194\" srcset=\"https:\/\/goias.gov.br\/fapeg\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2026\/06\/579b5b56-8d0f-448a-baaf-4b9494ba6af5-1024x768.jpg 1024w, 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