{"id":111272,"date":"2026-05-14T17:15:48","date_gmt":"2026-05-14T20:15:48","guid":{"rendered":"https:\/\/goias.gov.br\/fapeg\/?p=111272"},"modified":"2026-05-14T18:06:54","modified_gmt":"2026-05-14T21:06:54","slug":"documentario-mulheres-da-pesca-do-araguaia-estreia-neste-domingo-no-cinex-em-goiania","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/goias.gov.br\/fapeg\/documentario-mulheres-da-pesca-do-araguaia-estreia-neste-domingo-no-cinex-em-goiania\/","title":{"rendered":"Document\u00e1rio \u201cMulheres da Pesca no Araguaia\u201d estreia neste domingo no Cinex, em Goi\u00e2nia"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>Produ\u00e7\u00e3o destaca hist\u00f3rias, saberes e o protagonismo feminino \u00e0s margens do Rio Araguaia. Lan\u00e7amento ter\u00e1 entrada gratuita e presen\u00e7a de pescadoras retratadas no filme<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O document\u00e1rio Mulheres da Pesca no Araguaia ser\u00e1 lan\u00e7ado neste domingo, 17, \u00e0s 10 horas, no Cinema Cinex, no Centro Cultural Oscar Niemeyer. O evento contar\u00e1 com a presen\u00e7a de pescadoras da regi\u00e3o do Araguaia, protagonistas da hist\u00f3ria e parte essencial do filme. O lan\u00e7amento \u00e9 aberto ao p\u00fablico, que ser\u00e1 recebido com um caf\u00e9 da manh\u00e3 para um momento de encontro, troca e celebra\u00e7\u00e3o constru\u00eddo por pesquisadores, estudantes e comunidades parceiras.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O document\u00e1rio traz hist\u00f3rias, viv\u00eancias e a for\u00e7a das mulheres que fazem parte da cultura e da vida \u00e0s margens do Rio Araguaia. Um olhar sens\u00edvel sobre territ\u00f3rio, tradi\u00e7\u00e3o, protagonismo feminino e conex\u00e3o com a natureza. Essa aproxima\u00e7\u00e3o entre ci\u00eancia, cultura e cinema como ferramenta de populariza\u00e7\u00e3o cient\u00edfica e transforma\u00e7\u00e3o social permite expandir fronteiras e alcan\u00e7ar p\u00fablicos maiores, levando essas discuss\u00f5es para al\u00e9m da academia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O filme tamb\u00e9m representa um encontro entre mulheres de diferentes \u00e1reas atuando juntas. Mariana Pires de Campos Telles \u00e9 bi\u00f3loga e coordenadora dos projetos Araguaia Vivo ( e PPBio Araguaia e professora da Pontif\u00edcia Universidade Cat\u00f3lica de Goi\u00e1s (PUC Goi\u00e1s) e da Universidade Federal de Goi\u00e1s (UFG); Andr\u00e9ia Juliana \u00e9 professora da Universidade Estadual de Goi\u00e1s (UEG) e coordenadora do Coletivo Mulheres Cientistas em Rede; Thais Oliveira, cineasta e professora do Curso de Cinema e Audiovisual da UEG, e Ana Clara Diniz, publicit\u00e1ria, al\u00e9m da equipe da Bold Studio, respons\u00e1vel pela produ\u00e7\u00e3o, liderada pela Roberta. \u201cJuntas, canalizamos nossas experi\u00eancias e nossa for\u00e7a de trabalho para ampliar a voz de mulheres que s\u00e3o fundamentais para essa atividade crescente no Araguaia. Por meio dele, conseguimos construir uma forma diferente de levar o conhecimento cient\u00edfico para a sociedade, utilizando uma linguagem mais acess\u00edvel, sens\u00edvel e pr\u00f3xima das pessoas\u201d, aponta Mariana Telles.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Realizar o lan\u00e7amento do filme no cinema do Centro Cultural Oscar Niemeyer foi uma estrat\u00e9gia, destaca Mariana. \u201cEsse espa\u00e7o nos permite apresentar o document\u00e1rio a um p\u00fablico maior, ampliando a visibilidade da pesca feminina, do Araguaia e das a\u00e7\u00f5es de ci\u00eancia e cultura desenvolvidas pelos projetos cient\u00edficos\u201d. A inten\u00e7\u00e3o das diretoras \u00e9 que o filme tamb\u00e9m chegue \u00e0s comunidades, com sess\u00f5es voltadas aos moradores da regi\u00e3o, \u00e0s comunidades ribeirinhas e \u00e0s pessoas que vivem diretamente essa realidade. \u201cEssa aproxima\u00e7\u00e3o \u00e9 essencial, porque cuidar do Araguaia exige o envolvimento de quem conhece, vive e constr\u00f3i diariamente esse territ\u00f3rio\u201d, ressalta Mariana Telles.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O document\u00e1rio nasceu do encontro entre o cinema documental, a pesquisa e a escuta sens\u00edvel das mulheres que vivem e constroem diariamente a cultura do Rio Araguaia, conta Thais. Gravado em agosto de 2025, durante o campeonato feminino de pesca realizado na regi\u00e3o de Aruan\u00e3, o filme acompanha pescadoras que mant\u00eam viva uma tradi\u00e7\u00e3o atravessada por mem\u00f3ria, resist\u00eancia, conhecimento e pertencimento ao territ\u00f3rio. \u201cMais do que registrar uma competi\u00e7\u00e3o, o filme evidencia trajet\u00f3rias de afeto e rela\u00e7\u00e3o cuidadosa com o Araguaia\u201d, diz Thais Oliveira.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Protagonismo feminino nas comunidades ribeirinhas<\/strong><br>Thais destaca que, por muitos anos, a pesca foi representada como um universo predominantemente masculino. O document\u00e1rio busca revelar outro olhar sobre esse cen\u00e1rio, mostrando mulheres que conhecem profundamente o rio, os ciclos da natureza, os modos de pesca e a vida nas comunidades ribeirinhas contado sob o olhar das mulheres. \u201cFoi muito marcante perceber quantas mulheres participam ativamente desse cen\u00e1rio, seja na pesca esportiva, no turismo, na hotelaria, no com\u00e9rcio especializado ou em toda a din\u00e2mica econ\u00f4mica e social que envolve o rio\u201d, diz Mariana Telles.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Mulheres que mant\u00eam viva a cultura do Araguaia<\/strong><br>Thais Oliveira destaca que a expectativa para o lan\u00e7amento \u00e9 positiva. Para ela, al\u00e9m de apresentar o filme ao p\u00fablico, ser\u00e1 um momento de encontro entre realizadores, pesquisadoras, pescadoras e comunidade, celebrando hist\u00f3rias que durante muito tempo permaneceram invisibilizadas. \u201cO mais importante \u00e9 que essas mulheres possam se reconhecer na tela e perceber que suas experi\u00eancias t\u00eam valor, pot\u00eancia e relev\u00e2ncia cultural\u201d, ressalta Thais.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cEstar ao lado dessas mulheres durante os dias de grava\u00e7\u00e3o permitiu compreender como a pesca tamb\u00e9m \u00e9 um espa\u00e7o de transmiss\u00e3o de saberes, autonomia feminina e v\u00ednculo cultural com o territ\u00f3rio. O filme foi constru\u00eddo respeitando o tempo das personagens, suas falas e suas experi\u00eancias reais com o rio\u201d, afirma Thais. Mariana Telles conta que ouviram relatos potentes de mulheres de diferentes lugares e trajet\u00f3rias, todas conectadas pelo Araguaia. \u201cChamou muito a nossa aten\u00e7\u00e3o a forma como elas enxergam essa atividade: n\u00e3o apenas como competi\u00e7\u00e3o esportiva, mas tamb\u00e9m como lazer, contempla\u00e7\u00e3o, cuidado com a natureza e conex\u00e3o com o rio. Inclusive, os pr\u00f3prios torneios femininos possuem din\u00e2micas diferentes, mais colaborativas e integradoras\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Audiovisual como mem\u00f3ria e divulga\u00e7\u00e3o cient\u00edfica<\/strong><br>Segundo Thais, o document\u00e1rio tamb\u00e9m refor\u00e7a a import\u00e2ncia do audiovisual como ferramenta de mem\u00f3ria, valoriza\u00e7\u00e3o cultural e divulga\u00e7\u00e3o cient\u00edfica. Assim como aconteceu no document\u00e1rio Expedi\u00e7\u00e3o Araguaia, lan\u00e7ado pela equipe em 2025, este novo trabalho amplia o olhar sobre o territ\u00f3rio do Araguaia, agora a partir das narrativas femininas e das rela\u00e7\u00f5es entre cultura, natureza e modos de vida tradicionais. Assim como o document\u00e1rio Expedi\u00e7\u00e3o Araguaia, o novo filme contou com apoio financeiro da Fapeg por meio do Araguaia Vivo, programa que busca estabelecer uma base cient\u00edfica robusta para orientar o desenvolvimento sustent\u00e1vel no rio Araguaia e integrar comunidades e l\u00edderes locais \u00e0s atividades.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Thais explica que as mulheres da pesca no Araguaia representam n\u00e3o apenas as pescadoras que participam dos campeonatos ou vivem diretamente da pesca, mas tamb\u00e9m toda uma rela\u00e7\u00e3o cultural e afetiva que o povo goiano mant\u00e9m com o Rio Araguaia. \u201cEm Goi\u00e1s, \u00e9 muito dif\u00edcil encontrar algu\u00e9m que n\u00e3o tenha alguma mem\u00f3ria ligada ao rio, seja uma viagem em fam\u00edlia, temporadas nas praias do Araguaia, hist\u00f3rias de pescaria ou lembran\u00e7as constru\u00eddas \u00e0s margens das \u00e1guas. O Araguaia faz parte da mem\u00f3ria de muitas fam\u00edlias goianas\u201d, reflete Thais.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Dentro dessa rela\u00e7\u00e3o pr\u00f3xima com o rio, Thais ressalta que as mulheres sempre estiveram presentes, embora muitas vezes invisibilizadas. S\u00e3o pescadoras, piloteiras, trabalhadoras do turismo, m\u00e3es e av\u00f3s que, de forma direta ou indireta, sempre acompanharam hist\u00f3rias de pesca no rio. \u201cO document\u00e1rio busca justamente dar visibilidade a essas trajet\u00f3rias e mostrar que elas tamb\u00e9m s\u00e3o protagonistas da cultura do Araguaia\u201d, enfatiza.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O apoio das institui\u00e7\u00f5es parceiras e dos projetos ligados ao Programa Araguaia Vivo, Mulheres Cientistas em Rede e PPBio Araguaia foi fundamental para tornar a produ\u00e7\u00e3o poss\u00edvel, diz Thais. Para ela, essas iniciativas fortalecem n\u00e3o apenas a pesquisa e a preserva\u00e7\u00e3o ambiental, mas tamb\u00e9m a valoriza\u00e7\u00e3o das comunidades locais, da cultura regional e da produ\u00e7\u00e3o audiovisual comprometida com o territ\u00f3rio.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para Mariana Telles, a realiza\u00e7\u00e3o do filme tamb\u00e9m refor\u00e7a a import\u00e2ncia do investimento em ci\u00eancia, cultura e audiovisual. \u00c9 fundamental destacar o papel das ag\u00eancias de fomento, especialmente a Fapeg e o CNPq, que financiaram os projetos de pesquisa que deram origem a essa produ\u00e7\u00e3o audiovisual e possibilitaram o trabalho de campo, a conex\u00e3o com as comunidades locais e a valoriza\u00e7\u00e3o dessa regi\u00e3o t\u00e3o importante para o Brasil. Thais tamb\u00e9m destaca o apoio da Fapeg por meio do Araguaia Vivo, do CNPq e do Coletivo Mulheres Cientistas em Rede. \u201cApoiar iniciativas como esta significa valorizar n\u00e3o apenas a preserva\u00e7\u00e3o ambiental e a divulga\u00e7\u00e3o cient\u00edfica, mas tamb\u00e9m a mem\u00f3ria cultural, os saberes tradicionais e as hist\u00f3rias das comunidades que vivem o Araguaia diariamente\u201d, afirma ela.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Essa iniciativa re\u00fane projetos e institui\u00e7\u00f5es estrat\u00e9gicas para a ci\u00eancia em Goi\u00e1s e no Brasil: o Araguaia Vivo, financiado pela Fapeg e executado pela TWRA; o PPBio Araguaia, executado pela PUC Goi\u00e1s; e o Coletivo Mulheres Cientistas em Rede, executado pela Universidade Estadual de Goi\u00e1s. A produ\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m conta com a participa\u00e7\u00e3o de pesquisadores e parceiros da UFG, UFJ, Instituto Federal Goiano e Universidade de Bras\u00edlia, fortalecendo uma rede colaborativa comprometida com a ci\u00eancia, a cultura, a conserva\u00e7\u00e3o da biodiversidade e a valoriza\u00e7\u00e3o das comunidades do Araguaia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Ficha t\u00e9cnica<\/strong><br>Dire\u00e7\u00e3o geral &#8211; Thais Oliveira e Mariana Telles; Assist\u00eancia de dire\u00e7\u00e3o &#8211; Andreia Juliana Caldeira e Ana Clara Diniz; Roteiro &#8211; Andreia Juliana, Ana Clara Diniz, Karine Piorski, Mariana Telles, Josana Peixoto e Thais Oliveira; Produ\u00e7\u00e3o &#8211; Raphaela Lopes, Ana Clara Diniz, Ludgero Vieira e Andreia Juliana Caldeira ; Dire\u00e7\u00e3o de fotografia &#8211; \u00c1tila Canuto, Roberta Lopes; Som &#8211; Thais Oliveira; Montagem &#8211; Roberta Lopes; M\u00fasica original &#8211; Arlam J\u00fanior e Vinicius Meireles; Edi\u00e7\u00e3o de som &#8211; Cindy Faria; Assistente de edi\u00e7\u00e3o &#8211; Henrique Brito; Designer gr\u00e1fico &#8211; Carol Urbano; Drone &#8211; \u00c1tila Canuto, Leandro Roriz Le\u00e3o, Igor Rodrigues, Roberta Lopes, Instituto on\u00e7a-pintada, Jos\u00e9 Silonardo Pereira de Oliveira e Tiago J\u00e1como; e Produ\u00e7\u00e3o audiovisual: bold studios e lmt projetos e produ\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-1 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex\">\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><a href=\"https:\/\/goias.gov.br\/fapeg\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2026\/05\/Copia-de-IMG_0836-2.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"576\" height=\"1024\" data-id=\"111241\" src=\"https:\/\/goias.gov.br\/fapeg\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2026\/05\/Copia-de-IMG_0836-2-576x1024.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-111241\" 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