

{"id":96751,"date":"2024-04-19T08:34:06","date_gmt":"2024-04-19T11:34:06","guid":{"rendered":"https:\/\/goias.gov.br\/educacao\/?p=96751"},"modified":"2024-04-19T08:34:06","modified_gmt":"2024-04-19T11:34:06","slug":"com-curriculo-diferenciado-escolas-estaduais-indigenas-valorizam-cultura-de-seus-estudantes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/goias.gov.br\/educacao\/com-curriculo-diferenciado-escolas-estaduais-indigenas-valorizam-cultura-de-seus-estudantes\/","title":{"rendered":"Com curr\u00edculo diferenciado, escolas estaduais ind\u00edgenas valorizam cultura de seus estudantes"},"content":{"rendered":"\n<p><em>Ao todo, Goi\u00e1s conta com tr\u00eas escolas estaduais ind\u00edgenas que atendem cerca de 170 estudantes<\/em><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full is-resized\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"5472\" height=\"3648\" src=\"https:\/\/goias.gov.br\/educacao\/wp-content\/uploads\/sites\/40\/2024\/04\/IMG_0016.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-96752\" style=\"width:657px;height:auto\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p>\u00c9 mais uma segunda-feira no Col\u00e9gio Estadual Ind\u00edgena Maurehi, localizada na Aldeia Buridina, em Aruan\u00e3. Em uma das salas, a turma realiza atividades de Matem\u00e1tica utilizando os computadores do laborat\u00f3rio m\u00f3vel. Ao lado, outra turma desenha grafismos tradicionais do povo Iny-Karaj\u00e1.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A cena reflete o dia a dia da unidade escolar, que atende 117 estudantes da rede estadual de Educa\u00e7\u00e3o, a maioria de origem ind\u00edgena. L\u00e1, as crian\u00e7as, jovens e adultos disp\u00f5em de uma educa\u00e7\u00e3o bil\u00edngue e intercultural, com matriz curricular espec\u00edfica e que extrapola as matrizes convencionais do Ensino Fundamental (6\u00ba ao 9\u00ba ano) e da Educa\u00e7\u00e3o de Jovens e Adultos (EJA).<\/p>\n\n\n\n<p>A diferencia\u00e7\u00e3o curricular atende ao proposto na Lei de Diretrizes e Bases da Educa\u00e7\u00e3o Nacional (LDB), que prev\u00ea a oferta de educa\u00e7\u00e3o escolar bilingue e intercultural aos povos ind\u00edgenas. A inten\u00e7\u00e3o \u00e9 proporcionar a esses indiv\u00edduos o resgate de suas mem\u00f3rias e identidades \u00e9tnicas, bem como o acesso \u00e0s informa\u00e7\u00f5es, conhecimentos t\u00e9cnicos e cient\u00edficos da sociedade nacional.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA gente trabalha resgatando a cultura do nosso povo para n\u00e3o deixar morrer, resgatando a oralidade, a fala tamb\u00e9m na cultura Iny\u201d, explica Valdirene Le\u00e3o Gomes Karaj\u00e1, gestora do Col\u00e9gio Estadual Ind\u00edgena Maurehi. Ela conta que, no dia a dia da escola, os estudantes t\u00eam acesso aos conte\u00fados regulares, ministrados em L\u00edngua Portuguesa, e aos saberes culturais dos Karaj\u00e1s, ministrados em Iny Ryb\u00e9 (l\u00edngua Karaj\u00e1).<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cOs alunos t\u00eam a oportunidade de trabalhar a l\u00edngua materna deles, que \u00e9 a l\u00edngua Iny, e o trabalho que eles fazem, artesanal. Esse \u00e9 o diferencial aqui na escola. E tamb\u00e9m a pr\u00f3pria estrutura da escola\u201d, relata a professora \u00c1urea R\u00fabia, que ministra aulas de Matem\u00e1tica e na eletiva de Narrativa e Mitos da Cultura Iny.<\/p>\n\n\n\n<p>Para o cacique da Aldeia Buridina, Raul Hawakati, a unidade escolar, que surgiu como forma de fortalecer a cultura ind\u00edgena, tem contribu\u00eddo para que os ind\u00edgenas possam ter acesso aos estudos, chegando, inclusive, ao ensino superior.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cSem engrandecer o col\u00e9gio Maurehi, mas \u00e9 atrav\u00e9s dele que os meninos v\u00e3o fazer faculdade. \u00c9 atrav\u00e9s do nome da comunidade, atrav\u00e9s do col\u00e9gio ind\u00edgena, sem pagar nada. Ent\u00e3o, atrav\u00e9s desse projeto, tem muito \u00edndio estudando\u201d, ressalta.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full is-resized\"><img decoding=\"async\" width=\"5472\" height=\"3648\" src=\"https:\/\/goias.gov.br\/educacao\/wp-content\/uploads\/sites\/40\/2024\/04\/IMG_0145.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-96753\" style=\"width:647px;height:auto\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p>Segundo ele, o acesso \u00e0 Educa\u00e7\u00e3o tem permitido, inclusive, que os pr\u00f3prios ind\u00edgenas possam compartilhar as suas hist\u00f3rias. \u201cA caneta \u00e9 t\u00e3o pequena, mas ela \u00e9 t\u00e3o poderosa. \u00c9 uma arma t\u00e3o poderosa quando a gente sabe usar ela. Ent\u00e3o, eu vejo assim, que gente n\u00e3o precisa pegar na borduna. A caneta \u00e9 uma arma que ningu\u00e9m consegue segurar. A gente ganha todos com toda a calma, sem fazer por maldade\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Sobre a oferta da educa\u00e7\u00e3o bil\u00edngue e intercultural na unidade, o cacique afirma que, para a manuten\u00e7\u00e3o da cultura dos povos ind\u00edgenas, a L\u00edngua Portuguesa e a l\u00edngua materna ind\u00edgena t\u00eam, sim, que caminhar lado a lado.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cNenhuma das duas \u00e9 menos importante. Ent\u00e3o, isso eu falo aqui dentro do col\u00e9gio para as crian\u00e7as, porque a maioria das pessoas aqui olham muito para o lado do Portugu\u00eas. Eu vejo que isso n\u00e3o est\u00e1 certo. O certo \u00e9 a gente ter os dois lados caminhando juntos. Isso \u00e9 um fortalecimento que ningu\u00e9m pode tirar da gente\u201d, conclui.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Demais escolas<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m do Col\u00e9gio Estadual Ind\u00edgena Maurehi, a rede estadual de Educa\u00e7\u00e3o de Goi\u00e1s conta com outras duas escolas ind\u00edgenas: Escola Estadual Ind\u00edgena Av\u00e1-Canoeiro, em Mina\u00e7u; e Escola Estadual Ind\u00edgena Cacique Jos\u00e9 Borges, em Rubiataba. Juntas, elas atendem 167 estudantes de origem ind\u00edgena em todo o Estado.<\/p>\n\n\n\n<p>A rede estadual atende tamb\u00e9m alunos ind\u00edgenas das etnias Xavante\/A\u2019uwe, Zor\u00f3, Kalapalo, Iny\/Karaj\u00e1, Java\u00e9 e Tapuia que estudam em regi\u00f5es diferentes de sua origem. Ao todo, s\u00e3o 205 estudantes ind\u00edgenas em situa\u00e7\u00e3o de itiner\u00e2ncia em Goi\u00e1s.<em> (Texto: Ana Carolina Jobim\/ Comunica\u00e7\u00e3o Setorial da Seduc\/GO &#8211; Fotos: Alexandra Rita)<\/em><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-1 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex\">\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img decoding=\"async\" width=\"5472\" height=\"3648\" data-id=\"96755\" src=\"https:\/\/goias.gov.br\/educacao\/wp-content\/uploads\/sites\/40\/2024\/04\/IMG_0076.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-96755\"\/><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"5472\" height=\"3648\" data-id=\"96756\" src=\"https:\/\/goias.gov.br\/educacao\/wp-content\/uploads\/sites\/40\/2024\/04\/IMG_0055.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-96756\"\/><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"5472\" height=\"3648\" data-id=\"96757\" src=\"https:\/\/goias.gov.br\/educacao\/wp-content\/uploads\/sites\/40\/2024\/04\/IMG_0123.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-96757\"\/><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"5472\" height=\"3648\" data-id=\"96758\" src=\"https:\/\/goias.gov.br\/educacao\/wp-content\/uploads\/sites\/40\/2024\/04\/IMG_0175.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-96758\"\/><\/figure>\n<\/figure>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ao todo, Goi\u00e1s conta com tr\u00eas escolas estaduais ind\u00edgenas que atendem cerca de 170 estudantes \u00c9 mais uma segunda-feira no Col\u00e9gio Estadual Ind\u00edgena Maurehi, localizada na Aldeia Buridina, em Aruan\u00e3. 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