

{"id":36315,"date":"2017-02-26T09:20:52","date_gmt":"2017-02-26T12:20:52","guid":{"rendered":"https:\/\/siteshom.goias.gov.br\/educacao\/raquel-teixeira-entrevista-jornal-opcao\/"},"modified":"2017-02-26T09:20:52","modified_gmt":"2017-02-26T12:20:52","slug":"raquel-teixeira-entrevista-jornal-opcao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/goias.gov.br\/educacao\/raquel-teixeira-entrevista-jornal-opcao\/","title":{"rendered":"Raquel Teixeira concede entrevista ao Jornal Op\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p>Secret\u00e1ria de Educa\u00e7\u00e3o, Cultura e Esporte, Raquel Teixeira, concedeu <span style=\"color: #0000ff;\"><strong><a style=\"color: #0000ff;\" href=\"https:\/\/www.jornalopcao.com.br\/entrevistas\/estou-certa-de-que-encontramos-nas-oss-a-forma-de-gestao-mais-avancada-para-as-escolas-88158\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">entrevista<\/a><\/strong><\/span> ao\u00a0<em>Jornal Op\u00e7\u00e3o<\/em>, esta semana. A extensa conversa com os jornalistas: Cezar Santos, Euler de Fran\u00e7a Bel\u00e9m e Augusto Diniz,\u00a0tratou de v\u00e1rios assuntos relacionados \u00e0s tr\u00eas \u00e1reas de gest\u00e3o da pasta como melhoria na qualidade do ensino, investimentos em cultura e programas voltados ao esporte.<\/p>\n<p>Confira \u00edntegra da entrevista a seguir:<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Titular da Seduce diz que est\u00e1 convencida de que as organiza\u00e7\u00f5es sociais ser\u00e3o um sucesso e melhorar\u00e3o tanto a vida de professores como a de alunos da rede estadual\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>Desde que assumiu a Secretaria do Estado da Educa\u00e7\u00e3o, da Cultura e do Esporte (Seduce), no come\u00e7o de 2015, Raquel Teixeira tem tido v\u00e1rias pautas importantes, pol\u00eamicas ou as duas coisas juntas \u2013 como \u00e9 natural de sua \u00e1rea. Mas nenhuma a tem envolvido tanto como a transforma\u00e7\u00e3o da gest\u00e3o da rede estadual de ensino b\u00e1sico do atual modelo para o sistema de organiza\u00e7\u00f5es sociais (OSs).<\/p>\n<p>N\u00e3o por acaso, o foco principal desta entrevista ao<strong> Jornal Op\u00e7\u00e3o<\/strong> \u00e9 esse tema. Raquel confessa que tinha suas restri\u00e7\u00f5es \u00e0 aplicabilidade das OSs com as particularidades da legisla\u00e7\u00e3o brasileira, mas afirma que foi convencida pelo desenvolvimento do modelo que hoje est\u00e1 apresentado. At\u00e9 o fim do ano, a inten\u00e7\u00e3o \u00e9 de que pelo menos cinco macrorregi\u00f5es e 170 unidades estejam atendidas. A secret\u00e1ria fala tamb\u00e9m sobre a reforma do ensino m\u00e9dio, recentemente aprovada pelo governo federal, e sobre as quest\u00f5es da cultura no Estado.<\/p>\n<p><strong>Cezar Santos \u2013 Como est\u00e1 hoje a quest\u00e3o da implementa\u00e7\u00e3o das OSs [organiza\u00e7\u00f5es sociais] na educa\u00e7\u00e3o?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Euler de Fran\u00e7a Bel\u00e9m \u2013 Parece que a Justi\u00e7a embargou o processo das OSs em An\u00e1polis. Mas por que n\u00e3o implantar o sistema em outros munic\u00edpios?<\/strong><\/p>\n<p>Nos pr\u00f3ximos 10 ou 15 dias deve sair uma chamada para \u00c1guas Lindas e outra para Luzi\u00e2nia. Os projetos j\u00e1 est\u00e3o prontos, mas, durante um per\u00edodo, esperamos que fosse resolvido o entrave de An\u00e1polis. Por\u00e9m, resolvemos publicar essa chamada para a regi\u00e3o do Entorno do Distrito Federal.<\/p>\n<p><strong>Cezar Santos \u2013 O que houve mesmo com o caso de An\u00e1polis?<\/strong><\/p>\n<p>Uma promotora entrou com uma liminar que foi acatada pela Justi\u00e7a.<\/p>\n<p><strong>Euler de Fran\u00e7a Bel\u00e9m \u2013 Qual foi o argumento usado para a liminar?<\/strong><\/p>\n<p>V\u00e1rios. O primeiro foi que a OS acaba com a gest\u00e3o democr\u00e1tica nas escolas; outro, que a OS usaria o Fundeb [Fundo de Desenvol\u00advimento da Educa\u00e7\u00e3o B\u00e1sica] de forma errada; terceiro, que um contrato de 12 anos seria muito longo; e tamb\u00e9m que a OS seria inid\u00f4nea. Basta um olhar um pouco mais cuidadoso sobre o projeto para perceber que n\u00e3o tem nada disso.<\/p>\n<p>Nesses dois anos debru\u00e7ados sobre esse trabalho, conseguimos construir um modelo de organiza\u00e7\u00e3o social com o que h\u00e1 de melhor no mundo, nas escolas \u201ccharter\u201d [modelo aplicado nos EUA] e nas \u201cacademies\u201d da Inglaterra, com a legisla\u00e7\u00e3o brasileira. A LDB [Lei de Diretrizes e Bases da Educa\u00e7\u00e3o] fala em gest\u00e3o democr\u00e1tica e mais uma s\u00e9rie de coisas. Isso nos difere das charters e das academies, mas adaptamos o modelo de forma com que os diretores sejam eleitos pela comunidade \u2013 o que \u00e9 norma da LDB, assim como a autonomia do conselho escolar, que assim permanece, com CNPJ pr\u00f3prio e recebendo recursos diretamente do Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o, quando for o caso. Ou seja, essa acusa\u00e7\u00e3o n\u00e3o procede, o projeto de OS de gest\u00e3o compartilhada em Goi\u00e1s prev\u00ea a manuten\u00e7\u00e3o da gest\u00e3o democr\u00e1tica nas escolas.<\/p>\n<p>Uma suposta aplica\u00e7\u00e3o equivocada do Fundeb tamb\u00e9m n\u00e3o se sustenta porque, como est\u00e1 claro no projeto, a OS vai abrir tr\u00eas contas conjuntas com a Secretaria da Educa\u00e7\u00e3o: uma s\u00f3 com recursos do Fundeb; outra, com os recursos da Educa\u00e7\u00e3o; e uma terceira com os recursos do Tesouro Estadual e da vincula\u00e7\u00e3o dos 25% [porcentual previsto pela Constitui\u00e7\u00e3o para aplica\u00e7\u00e3o na \u00e1rea da educa\u00e7\u00e3o pelos Estados]. Cada conta ser\u00e1 acionada para pagar aquilo que for pertinente de acordo com cada origem de recurso.<\/p>\n<p><strong>Cezar Santos \u2013 E quanto aos 12 anos de contrato, tido como um per\u00edodo muito longo?<\/strong><\/p>\n<p>Essa preocupa\u00e7\u00e3o sobre a dura\u00e7\u00e3o do contrato n\u00e3o se sustenta tamb\u00e9m, porque a Lei Estadual sobre as OSs exige isto: um contrato de tr\u00eas anos renov\u00e1vel at\u00e9 o m\u00e1ximo de 12 anos. No nosso, somos mais exigentes at\u00e9 que a pr\u00f3pria lei prev\u00ea, j\u00e1 que \u00e9 um contrato inicial de tr\u00eas anos, mas pass\u00edvel de cancelamento a qualquer momento, caso seja verificado que a OS n\u00e3o esteja correspondendo ao previsto no edital.<\/p>\n<p><strong>Euler de Fran\u00e7a Bel\u00e9m \u2013 E sobre a desconfian\u00e7a em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 OS vencedora?<\/strong><\/p>\n<p>Cabe a quem faz a acusa\u00e7\u00e3o provar qualquer inidoneidade em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 entidade. Eu, particularmente, gosto muito da orienta\u00e7\u00e3o pedag\u00f3gica da OS que ganhou o edital. Ela \u00e9 coordenada por um professor da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) que foi professor de educa\u00e7\u00e3o b\u00e1sica e cuja m\u00e3e tamb\u00e9m foi professora a vida inteira. Ele hoje \u00e9 professor universit\u00e1rio, mas apaixonado pela educa\u00e7\u00e3o b\u00e1sica e com uma vis\u00e3o muito pertinente sobre escola. N\u00e3o nos cabe qualquer ressalva por parte da secretaria, pelo contr\u00e1rio, estamos com bastante confian\u00e7a nesse grupo vencedor. Esperamos que, no julgamento do agravo, essa liminar seja suspensa.<\/p>\n<p><strong>Augusto Diniz \u2013 Ainda sobre as OSs, o processo come\u00e7ou a ser em 2015. At\u00e9 o fim do mandato falta apenas um ano e dez meses para implantar o projeto. Haver\u00e1 tempo suficiente?<\/strong><\/p>\n<p>Sim. No primeiro ano, em 2015, ainda est\u00e1vamos em um processo de busca de modelo. Como j\u00e1 disse, \u00e9 um modelo in\u00e9dito, sem similar no Brasil, que foi adaptado por n\u00f3s de outros pa\u00edses para a LDB. No in\u00edcio de 2016, a\u00ed ent\u00e3o t\u00ednhamos nos preparado completamente para esse processo. Fizemos um primeiro chamamento, mas as OSs que se apresentaram n\u00e3o corresponderam tecnicamente \u00e0s demandas. A grande dificuldade para uma OS na \u00e1rea da educa\u00e7\u00e3o \u2013 ao contr\u00e1rio do que ocorre na sa\u00fade, por exemplo \u2013 \u00e9 que n\u00e3o existe nenhuma no setor no Brasil. E um dos argumentos que o Minist\u00e9rio P\u00fablico usa \u00e9 este: de que s\u00e3o OSs muito recentes, sem experi\u00eancia. \u00c9 verdade, mas isso n\u00e3o pode ser impeditivo de se tentar algo positivo, at\u00e9 porque s\u00e3o grupos recentemente constru\u00eddos como OSs, mas composto por pessoas com larga viv\u00eancia na educa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A OS de An\u00e1polis, por exemplo, tem todo seu projeto pedag\u00f3gico conduzido por um professor da Universidade Federal de Santa Catarina, que j\u00e1 atuou na educa\u00e7\u00e3o b\u00e1sica e que foi de conselhos de educa\u00e7\u00e3o. Ou seja, tem vasta trajet\u00f3ria na educa\u00e7\u00e3o, s\u00f3 que, como OS, tem exist\u00eancia recente.<\/p>\n<p><strong>Euler de Fran\u00e7a Bel\u00e9m \u2013 E por que o primeiro chamamento n\u00e3o foi bem-sucedido?<\/strong><\/p>\n<p>No primeiro chamamento, consideramos que n\u00e3o correspondiam ao que a secretaria pensava. Ent\u00e3o, n\u00e3o houve vencedor. Entre aquele per\u00edodo e o chamamento de n\u00famero 3, oferecemos forma\u00e7\u00e3o para as OSs. As quase 30 institui\u00e7\u00f5es qualificadas em educa\u00e7\u00e3o j\u00e1 foram convidadas para dois semin\u00e1rios com o Banco Mundial, que esteve aqui e fez evento aberto para quem quisesse participar. Convidamos todas as OSs qualificadas para o setor da educa\u00e7\u00e3o em Goi\u00e1s e em torno de 25 participaram. A qualidade do projeto delas realmente mudou no terceiro chamamento, porque entenderam o que um contrato de gest\u00e3o por organiza\u00e7\u00e3o social e qual seu papel.<\/p>\n<p>Em um primeiro momento, havia ficado uma situa\u00e7\u00e3o de procurar se a gest\u00e3o por OSs era constitucional ou n\u00e3o. \u00c9 algo que o Supremo Tribunal Federal j\u00e1 decidiu: o governo tem a discricionariedade de oferecer o servi\u00e7o p\u00fablico como achar melhor. As pessoas costumam fazer confus\u00e3o entre o que \u00e9 p\u00fablico \u00e9 o que \u00e9 estatal. O que \u00e9 p\u00fablico? A escola \u00e9 aberta a todos, sem discrimina\u00e7\u00e3o de qualquer n\u00edvel \u2013 ra\u00e7a, cor, g\u00eanero ou seja o que for; tem de ser transparente e \u00e9 \u201cvigiada\u201d, digamos assim, pelos \u00f3rg\u00e3os controladores da aplica\u00e7\u00e3o dos recursos p\u00fablicos; e a qualidade dos servi\u00e7os, esperamos, ser\u00e1 melhor.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div class=\"image-caption alignnone\" style=\"width: 500px\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-2132\" src=\"https:\/\/site.seduce.go.gov.br\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/mesa-raquel-teixeira-e1488123267466.jpg\" alt=\"\" width=\"500\" height=\"282\" \/> <em>Secret\u00e1ria Raquel Teixeira durante entrevista ao Jornal Op\u00e7\u00e3o | Foto: Andr\u00e9 Costa<\/em><\/div>\n<p><h3><\/h3>\n<\/p>\n<p><h3><strong>\u201cCome\u00e7amos 2017 sem d\u00edvida na \u00e1rea da cultura\u201d<\/strong><\/h3>\n<\/p>\n<p><strong>Euler de Fran\u00e7a Bel\u00e9m \u2013 Como est\u00e1 a situa\u00e7\u00e3o hoje da Lei Goyazes e do Fundo de Cultura?<\/strong><\/p>\n<p>Eu creio que n\u00e3o haja reclama\u00e7\u00f5es atualmente, isso \u00e9 uma etapa vencida. Na cultura, teve uma coisa que nunca tinha ocorrido: come\u00e7amos 2017 sem nenhuma d\u00edvida, tudo estava absolutamente pago. Estamos trabalhando com os recursos para este ano.<\/p>\n<p><strong>Euler de Fran\u00e7a Bel\u00e9m \u2013 Para que finalidade \u00e9 a Lei Goyazes?<\/strong><\/p>\n<p>\u00c9 a vers\u00e3o goiana da Lei Rouanet, ou seja, \u00e9 de incentivo fiscal e precisa captar o que a empresa pagaria de ICMS para a Fazenda \u00e9 canalizado para projetos culturais. O Fundo de Cultura \u00e9 diferente, s\u00e3o recursos maiores, do Estado, a fundo perdido, que t\u00eam editais separados \u2013 para m\u00fasica, patrim\u00f4nio, audiovisual etc. H\u00e1 tamb\u00e9m um fundo s\u00f3 para munic\u00edpios, para incentiv\u00e1-los. Em 2015, quando assumi, os crit\u00e9rios estavam pouco definidos. O grande trabalho foi fazer uma plataforma para que o processo fosse todo digital. O n\u00edvel de dificuldade era de outra natureza, porque tinha produtor cultural e artista que n\u00e3o sabia lidar com computador.<\/p>\n<p>Temos hoje pareceristas externos, que s\u00e3o convocados e tudo corre de forma an\u00f4nima, o que \u00e9 importante para um julgamento imparcial. O que h\u00e1 ainda h\u00e1 de reclama\u00e7\u00e3o \u00e9 a alega\u00e7\u00e3o de que um parecerista externo n\u00e3o conhece Goi\u00e1s e o trabalho desenvolvido aqui e faria, assim, uma avalia\u00e7\u00e3o inadequada. O que ocorre, por\u00e9m, \u00e9 que h\u00e1 uma demanda muito grande, como nunca houve, mas queremos fazer os ajustes necess\u00e1rios. Continuamos abertos a receber os artistas.<\/p>\n<p><strong>Euler de Fran\u00e7a Bel\u00e9m \u2013 Procede que o Fica [Festival Internacional de Cinema e V\u00eddeo Ambiental, realizado anualmente na cidade de Goi\u00e1s] ficou esvaziado?<\/strong><\/p>\n<p>O que poderia ser chamado de esvaziamento? Talvez o fato de termos acabado com os shows de nomes nacionais. O Fica n\u00e3o foi criado para receber shows de artistas nacionais. O foco est\u00e1 claro: \u00e9 o audiovisual e a quest\u00e3o ambiental. Ocorre que as pessoas estavam indo para l\u00e1 para ver show. Houve um desvirtuamento da concep\u00e7\u00e3o original do Fica, o que resgatamos agora.<\/p>\n<p><strong>Euler de Fran\u00e7a Bel\u00e9m \u2013 E para 2017, como est\u00e1 o Fica?<\/strong><\/p>\n<p>O edital voltou esta semana da Controladoria-Geral do Estado (CGE) com algumas considera\u00e7\u00f5es, mas est\u00e1 pronto.<\/p>\n<p><strong>Euler de Fran\u00e7a Bel\u00e9m \u2013 Como est\u00e1 a situa\u00e7\u00e3o da biblioteca do Centro Cultural Oscar Niemeyer (CCON)? Ela vai sair mesmo do papel?<\/strong><\/p>\n<p>Pode ter certeza de que vai sair. A biblioteca ter\u00e1 acervo adquirido com recursos do Detran. Haver\u00e1 um investimento em livros da ordem de R$ 2,5 milh\u00f5es, para um acervo de 60 mil exemplares, sendo dois exemplares de cada t\u00edtulo. No total, o valor da biblioteca ser\u00e1 de R$ 5,5 milh\u00f5es.<\/p>\n<p><strong>Euler de Fran\u00e7a Bel\u00e9m \u2013 \u00c9 verdade que o local da biblioteca n\u00e3o suporta um peso grande, porque o pr\u00e9dio poderia cair?<\/strong><\/p>\n<p>Isso \u00e9 mito (enf\u00e1tica). A decis\u00e3o de n\u00e3o ocupar o segundo piso com a biblioteca n\u00e3o tem nada a ver com a funda\u00e7\u00e3o e a estrutura, mas com a necessidade de uma biblioteca virtual hoje em dia. \u00c9 bom saber que l\u00e1 n\u00e3o \u00e9 uma biblioteca geral, mas de arte, de cultura, com livros espec\u00edficos. Em 2015, a primeira coisa que eu fiz foi chamar o grupo da UFG que trabalhava com a sele\u00e7\u00e3o dos livros. Conversei com os professores e havia uma equipe montada. A Se\u00adcre\u00adtaria de Cultura, naquele momento, n\u00e3o tinha recursos para a biblioteca. Os livros custam R$ 5 milh\u00f5es e o pr\u00f3\u00adprio pr\u00e9dio precisou de R$ 9 milh\u00f5es, que v\u00e3o sair agora, para uma reforma.<\/p>\n<p><strong>Cezar Santos \u2013 E qual \u00e9 o problema do CCON?<\/strong><\/p>\n<p>\u00c9 o mesmo de qualquer obra de Os\u00adcar Niemeyer. N\u00e3o h\u00e1 sa\u00edda de emerg\u00eancia, n\u00e3o tem seguran\u00e7a, uma s\u00e9rie de exig\u00eancias que a legisla\u00e7\u00e3o atual requer, mas que os herdeiros n\u00e3o permitem que sejam feitas. De\u00adpois do acidente da boate Kiss [trag\u00e9dia ocorrida em 2013, em Santa Ma\u00adria (RS)], o Corpo de Bombeiros n\u00e3o abre m\u00e3o de nada, ficou muito mais rigoroso. Ent\u00e3o temos o rigor dos bombeiros de um lado e a intransig\u00eancia da fam\u00edlia Niemeyer de outro.<\/p>\n<p><strong>Euler de Fran\u00e7a Bel\u00e9m \u2013 Mas a fam\u00edlia n\u00e3o est\u00e1 acima da Justi\u00e7a.<\/strong><\/p>\n<p>Agora conseguimos o acerto e a reforma vai sair, em cerca de tr\u00eas meses.<\/p>\n<p><strong>Euler de Fran\u00e7a Bel\u00e9m \u2013 \u00c9 verdade que h\u00e1 muitas infiltra\u00e7\u00f5es no pr\u00e9dio?<\/strong><\/p>\n<p>Essa reforma vai resolver os problemas. H\u00e1 infiltra\u00e7\u00f5es, que n\u00e3o podem ser nem muitas nem poucas, t\u00eam de ser nenhuma, pois \u00e9 um pr\u00e9dio de obras de arte nas galerias, um acervo que n\u00e3o pode ter qualquer tipo de infiltra\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Euler de Fran\u00e7a Bel\u00e9m \u2013 E o cinema?<\/strong><\/p>\n<p>A sala vai ficar pronta agora e j\u00e1 tem o vencedor da licita\u00e7\u00e3o, que foi o grupo Lumi\u00e8re.<\/p>\n<p><strong>Marcos Nunes Carreiro \u2013 Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s bibliotecas em geral no Estado, quanto a Seduce investe, em termos de compra de livros?<\/strong><\/p>\n<p>Temos o Centro Cultural Marieta Telles Machado, cuja biblioteca atende bem o p\u00fablico que a procura. \u00c9 bem frequentada e as pessoas usam bastante o espa\u00e7o. Com toda a restri\u00e7\u00e3o financeira por que passamos, conseguimos adquirir livros bons, uma cole\u00e7\u00e3o que vai para 150 bibliotecas escolares, as quais estamos selecionando agora. Ano passado foram R$ 200 milh\u00f5es s\u00f3 para reformas de escolas. Tivemos uma plataforma digital, o Goi\u00e1s 360, que foi premiada internacionalmente e criamos o material \u201cAprender Mais\u201d; criamos tamb\u00e9m a Avalia\u00e7\u00e3o Diagn\u00f3stica Amostral (ADA), que nos mant\u00e9m bem no Ideb e nos fez avan\u00e7ar muito na \u00e1rea pedag\u00f3gica.<\/p>\n<p><strong>Euler de Fran\u00e7a Bel\u00e9m \u2013 Por que a Cia. Quasar, que deu t\u00e3o certo na iniciativa privada, virou estatal?<\/strong><\/p>\n<p>A companhia iria fechar, chegaram a encerrar as atividades. Houve um apelo ao governador e finalmente chegamos \u00e0 conclus\u00e3o de que uma sa\u00edda para n\u00e3o deixar com que o fechamento acontecesse seria entender a Quasar como vemos a Filarm\u00f4nica. Como riqueza cultural, \u00e9 uma \u00f3tima refer\u00eancia ter uma orquestra e um corpo de dan\u00e7a do Estado.<\/p>\n<p><strong>Euler de Fran\u00e7a Bel\u00e9m \u2013 Como essa situa\u00e7\u00e3o ser\u00e1 resolvida legalmente com o Estado?<\/strong><\/p>\n<p>A pr\u00f3pria Quasar est\u00e1 constituindo uma OS para entrar na disputa do edital para um corpo de dan\u00e7a. Pode at\u00e9 n\u00e3o ganhar, j\u00e1 que vamos fazer um chamamento de OS para a orquestra e para o corpo de dan\u00e7a. Mas creio que ter\u00e3o tudo para ganhar, pela experi\u00eancia e pelo conhecimento que t\u00eam, s\u00f3 que haver\u00e1 um procedimento formal e legal.<\/p>\n<p><strong>Euler de Fran\u00e7a Bel\u00e9m \u2013 E sobre a Orquestra Filarm\u00f4nica, como est\u00e1 a quest\u00e3o?<\/strong><\/p>\n<p>Eu gostaria de j\u00e1 ter resolvido isso, mas os caminhos burocr\u00e1ticos s\u00e3o complexos. Mas j\u00e1 podemos publicar o chamamento para a OS da Filarm\u00f4nica.<\/p>\n<p><strong>Euler de Fran\u00e7a Bel\u00e9m \u2013 E o Tenpo [Mostra Nacional de Teatro de Porangatu], como est\u00e1?<\/strong><\/p>\n<p>Tivemos a mostra em 2015. No ano passado, n\u00e3o houve, mas ela volta este ano.<\/p>\n<p><strong>Euler de Fran\u00e7a Bel\u00e9m \u2013 Como est\u00e1 a revitaliza\u00e7\u00e3o da Pra\u00e7a C\u00edvica?<\/strong><\/p>\n<p>O projeto teve v\u00e1rias etapas. A primeira foi passar todos os pr\u00e9dios para a Seduce, proibindo atividades administrativas. A PGE [Procuradoria-Geral do Estado] ainda est\u00e1 l\u00e1, mas j\u00e1 providenciando a mudan\u00e7a. A reforma vai come\u00e7ar pela antiga Chefatura, depois a PGE, depois o pr\u00f3prio Pal\u00e1cio das Esmeraldas, o Centro Cultural Marieta Telles e o Museu Zoroastro Artiaga, al\u00e9m do TCE [Tribunal de Contas do Estado]. Todos v\u00e3o passar por revitaliza\u00e7\u00e3o, restauro e musealiza\u00e7\u00e3o, um processo novo, de recheio de cada um daqueles museus. O projeto vai custar em torno de R$ 83 milh\u00f5es e vai haver uma passarela unindo esses pr\u00e9dios todos. Em cada um haver\u00e1 algo: cinema, biblioteca, exposi\u00e7\u00e3o de arte, \u00e1rea gourmet, restaurante etc. Ser\u00e1 um espa\u00e7o cultural, musical, gastron\u00f4mico. Vai revitalizar o Centro. Vamos criar um circuito, a ponto de se tornar atra\u00e7\u00e3o tur\u00edstica. As pessoas v\u00e3o curtir o conte\u00fado que haver\u00e1 nos museus da Pra\u00e7a C\u00edvica.<\/p>\n<p><strong>Marcos Nunes Carreiro \u2013 O Cine Cultura entra tamb\u00e9m nessa obra?<\/strong><\/p>\n<p>Com certeza, vai ser reformado e modernizado. Todos os projetos s\u00e3o bem modernos e est\u00e3o dispon\u00edveis em cat\u00e1logo no MIS [Museu da Imagem e do Som].<\/p>\n<p><strong>Euler de Fran\u00e7a Bel\u00e9m \u2013 A Vila Cultural est\u00e1 funcionando bem?<\/strong><\/p>\n<p>Muito bem. Se voc\u00ea for l\u00e1 agora, ver\u00e1 uma exposi\u00e7\u00e3o comemorativa. Mas queremos intensificar as atividades na Vila Cultural.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Secret\u00e1ria de Educa\u00e7\u00e3o, Cultura e Esporte, Raquel Teixeira, concedeu entrevista ao\u00a0Jornal Op\u00e7\u00e3o, esta semana. A extensa conversa com os jornalistas: Cezar Santos, Euler de Fran\u00e7a Bel\u00e9m e Augusto Diniz,\u00a0tratou de v\u00e1rios assuntos relacionados \u00e0s tr\u00eas \u00e1reas de gest\u00e3o da pasta como melhoria na qualidade do ensino, investimentos em cultura e programas voltados ao esporte. 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