

{"id":394594,"date":"2026-03-26T16:19:50","date_gmt":"2026-03-26T19:19:50","guid":{"rendered":"https:\/\/goias.gov.br\/detran\/?p=394594"},"modified":"2026-03-26T16:19:50","modified_gmt":"2026-03-26T19:19:50","slug":"apenas-duas-rodovias-respondem-por-mais-de-54-dos-sinistros-de-transito-em-goias","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/goias.gov.br\/detran\/apenas-duas-rodovias-respondem-por-mais-de-54-dos-sinistros-de-transito-em-goias\/","title":{"rendered":"Apenas duas rodovias respondem por mais de 54% dos sinistros de tr\u00e2nsito em Goi\u00e1s"},"content":{"rendered":"\n<p>Levantamento in\u00e9dito realizado pelo Departamento Estadual de Tr\u00e2nsito de Goi\u00e1s (Detran-GO), em parceria com a Universidade Federal de Goi\u00e1s (UFG), revela que apenas duas rodovias federais concentram mais da metade dos sinistros de tr\u00e2nsito registrados no estado. As BRs 153 e 060 somam, juntas, 54,1% das ocorr\u00eancias, evidenciando a necessidade de interven\u00e7\u00f5es priorit\u00e1rias nesses corredores.<\/p>\n\n\n\n<p>Os dados fazem parte dos primeiros resultados do Sistema Integrado de Ocorr\u00eancias de Tr\u00e2nsito de Goi\u00e1s (SIGO), iniciativa pioneira no pa\u00eds que busca integrar informa\u00e7\u00f5es das \u00e1reas de tr\u00e2nsito, sa\u00fade e seguran\u00e7a p\u00fablica. Embora o projeto tenha prazo de execu\u00e7\u00e3o de 18 meses, em apenas quatro meses j\u00e1 apresenta achados relevantes e preocupantes.<\/p>\n\n\n\n<p>Um dos principais pontos identificados \u00e9 a subnotifica\u00e7\u00e3o de mortes no tr\u00e2nsito. At\u00e9 ent\u00e3o, os \u00f3rg\u00e3os trabalhavam com o n\u00famero de 1.606 \u00f3bitos em 2024. No entanto, o cruzamento com dados da sa\u00fade, por meio do Sistema de Informa\u00e7\u00f5es sobre Mortalidade (SIM), aponta que esse n\u00famero ultrapassa 2 mil mortes, chegando a 2.074 registros no mesmo per\u00edodo.<\/p>\n\n\n\n<p>A discrep\u00e2ncia revela falhas na comunica\u00e7\u00e3o entre os sistemas. Do total de mortes registradas na sa\u00fade, apenas 63% (1.311 casos) estavam presentes na base do Registro de Atendimento Integrado (RAI). Al\u00e9m disso, a an\u00e1lise identificou cerca de 295 mortes que n\u00e3o estavam classificadas como sendo decorrentes de tr\u00e2nsito, indicando inconsist\u00eancias na categoriza\u00e7\u00e3o das causas de \u00f3bito e um acr\u00e9scimo aproximado de 15% nos registros.<\/p>\n\n\n\n<p>Outro dado relevante \u00e9 que, entre os 1.606 casos registrados no RAI como v\u00edtimas de sinistros, 63% evolu\u00edram para \u00f3bito posteriormente, um indicativo da import\u00e2ncia de acompanhar o desfecho das v\u00edtimas ap\u00f3s o atendimento inicial, algo que os sistemas isolados n\u00e3o conseguem fazer com precis\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o presidente do Detran-GO, Delegado Waldir, a falta de integra\u00e7\u00e3o entre os bancos de dados pode gerar distor\u00e7\u00f5es graves, inclusive na percep\u00e7\u00e3o p\u00fablica. \u201cPara evitar discrep\u00e2ncias como essa, que j\u00e1 levaram Goi\u00e1s a figurar no topo de rankings nacionais de forma imprecisa, estamos apresentando o SIGO, uma ferramenta in\u00e9dita que permitir\u00e1 uma leitura real do cen\u00e1rio e a ado\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas p\u00fablicas mais eficazes\u201d, afirma.<\/p>\n\n\n\n<p>O SIGO ser\u00e1 apresentado oficialmente nesta quinta-feira (26) e prop\u00f5e a cria\u00e7\u00e3o de uma base unificada, interoper\u00e1vel e qualificada, reunindo dados de diferentes institui\u00e7\u00f5es. A primeira etapa j\u00e1 integrou informa\u00e7\u00f5es da seguran\u00e7a p\u00fablica, por meio do Registro de Atendimento Integrado (RAI), e da sa\u00fade, via Sistema de Informa\u00e7\u00f5es sobre Mortalidade (SIM).<\/p>\n\n\n\n<p>A expectativa \u00e9 que, com a amplia\u00e7\u00e3o do projeto, incluindo a digitaliza\u00e7\u00e3o de dados do Samu e a ades\u00e3o de novos parceiros, como SSP, SES, PRF, Tribunal de Justi\u00e7a e \u00f3rg\u00e3os municipais, seja poss\u00edvel tra\u00e7ar diagn\u00f3sticos mais precisos sobre causas, locais e perfis das ocorr\u00eancias.<\/p>\n\n\n\n<p>Para a coordenadora do projeto pela UFG, professora Poliana Leite, a iniciativa coloca Goi\u00e1s na vanguarda da gest\u00e3o de dados. \u201cA integra\u00e7\u00e3o das informa\u00e7\u00f5es abre caminho para reduzir inconsist\u00eancias e aproximar o Brasil de pa\u00edses que j\u00e1 possuem sistemas consolidados e baixos \u00edndices de mortes no tr\u00e2nsito\u201d, destaca.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m de qualificar os dados, o projeto tamb\u00e9m busca orientar a\u00e7\u00f5es mais assertivas de preven\u00e7\u00e3o, fiscaliza\u00e7\u00e3o e atendimento \u00e0s v\u00edtimas. Em um cen\u00e1rio em que os sinistros de tr\u00e2nsito seguem entre as principais causas evit\u00e1veis de morte no mundo, iniciativas como o SIGO s\u00e3o consideradas estrat\u00e9gicas para salvar vidas.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>N\u00fameros em destaque<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>54,1%<\/strong> dos sinistros concentrados em apenas duas rodovias (BR-153 e BR-060)<\/li>\n\n\n\n<li><strong>2.074<\/strong> mortes no tr\u00e2nsito registradas pela sa\u00fade (SIM) em 2024<\/li>\n\n\n\n<li><strong>1.606<\/strong> mortes contabilizadas inicialmente pelos \u00f3rg\u00e3os de tr\u00e2nsito<\/li>\n\n\n\n<li><strong>63%<\/strong> das mortes do SIM constam no RAI (1.311 casos)<\/li>\n\n\n\n<li><strong>295<\/strong> mortes n\u00e3o classificadas como sendo de tr\u00e2nsito (+15%)<\/li>\n\n\n\n<li><strong>63%<\/strong> das v\u00edtimas do RAI evolu\u00edram para \u00f3bito posteriormente<\/li>\n\n\n\n<li><strong>+10%<\/strong> de \u00f3bitos podem n\u00e3o estar sendo contabilizados como sinistros de tr\u00e2nsito<\/li>\n\n\n\n<li><strong>18 meses<\/strong> \u00e9 o prazo total do projeto SIGO<\/li>\n\n\n\n<li><strong>4 meses<\/strong> de execu\u00e7\u00e3o j\u00e1 com resultados relevantes<\/li>\n<\/ul>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Levantamento in\u00e9dito realizado pelo Departamento Estadual de Tr\u00e2nsito de Goi\u00e1s (Detran-GO), em parceria com a Universidade Federal de Goi\u00e1s (UFG), revela que apenas duas rodovias federais concentram mais da metade dos sinistros de tr\u00e2nsito registrados no estado. 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