{"id":14466,"date":"2021-07-01T15:53:25","date_gmt":"2021-07-01T18:53:25","guid":{"rendered":"https:\/\/siteshom.goias.gov.br\/cultura\/?p=14466"},"modified":"2026-07-02T13:22:53","modified_gmt":"2026-07-02T16:22:53","slug":"escritor-edival-lourenco-e-premiado-com-jaburu-e-jabuti-o-escritor-goiano-edival-lourenco-sera-premiado-com-os-mais-importantes-premios-estadual-e-nacional-de-literatura-no-proximo-dia-21-o-conselho","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/goias.gov.br\/cultura\/escritor-edival-lourenco-e-premiado-com-jaburu-e-jabuti-o-escritor-goiano-edival-lourenco-sera-premiado-com-os-mais-importantes-premios-estadual-e-nacional-de-literatura-no-proximo-dia-21-o-conselho\/","title":{"rendered":"Escritor Edival Louren\u00e7o \u00e9 premiado com Jaburu e Jabuti"},"content":{"rendered":"<p><!DOCTYPE html PUBLIC \"-\/\/W3C\/\/DTD HTML 4.0 Transitional\/\/EN\" \"http:\/\/www.w3.org\/TR\/REC-html40\/loose.dtd\"><br \/>\n<html><body><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" style=\"float: left; margin: 5px;\" src=\"http:\/\/goias.gov.br\/cultura\/wp-content\/uploads\/sites\/25\/2012\/11\/edivallourenco1-3c3.jpg\" alt=\"escritor edival louren&ccedil;o\" width=\"300\">O escritor goiano Edival Louren&ccedil;o ser&aacute; premiado com os mais importantes pr&ecirc;mios estadual e nacional de literatura. No pr&oacute;ximo dia 21, o Conselho Estadual de Cultura concede ao escritor o Trof&eacute;u Jaburu, maior honraria cultural do Estado de Goi&aacute;s. A cerim&ocirc;nia ser&aacute; &agrave;s 20 horas, no Pal&aacute;cio das Esmeraldas, com a presen&ccedil;a do governador Marconi Perillo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Logo depois, Edival viaja para S&atilde;o Paulo no dia 28 deste m&ecirc;s para receber o trof&eacute;u do Pr&ecirc;mio Jabuti, na C&acirc;mara Brasileira do Livro. Seu livro &ldquo;Naqueles morros, depois da chuva&rdquo;, da editora Hedra, ganhou o segundo lugar na categoria romance. Lan&ccedil;ado em 1959, o Jabuti &eacute; o mais importante pr&ecirc;mio liter&aacute;rio do Brasil. H&aacute; 34 anos um romance goiano n&atilde;o era premiado. O &uacute;nico foi &ldquo;O Tronco&rdquo;, de Bernardo &Eacute;lis, em 1978.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Veja <span style=\"color: #0000ff;\"><a title=\"aqui\" href=\"http:\/\/www.edivallourenco.com\/p\/biografia.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><span style=\"color: #0000ff;\">aqui<\/span><\/a><\/span> a biografia do escritor.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Release do livro&nbsp;&ldquo;Naqueles morros, depois da chuva&rdquo;, por James Cirino, da Editora Hedra:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quem melhor poderia narrar a dif&iacute;cil miss&atilde;o do fidalgo portugu&ecirc;s Luis de Assis Mascarenhas, governador da ent&atilde;o prov&iacute;ncia de S&atilde;o Paulo e Minas dos Goyazes, de transformar um punhado de minas de extra&ccedil;&atilde;o de ouro do cerrado brasileiro no embri&atilde;o daquele que seria o Estado que abriga hoje a capital federal? Um sentinela, claro. De prefer&ecirc;ncia castrado, sem humores para desviar a aten&ccedil;&atilde;o com mulheres e treinado na arte da vig&iacute;lia por uma jib&oacute;ia de nome Messalina.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&ldquo;Naqueles Morros, Depois da Chuva&rdquo; &eacute; a primeira parte de uma trilogia que pretende reconstruir, mesclando fic&ccedil;&atilde;o e hist&oacute;ria, a coloniza&ccedil;&atilde;o do Estado de Goi&aacute;s, com sua linguagem caracter&iacute;stica, preservada por meio da oralidade que o autor Edival Louren&ccedil;o adquiriu em sua inf&acirc;ncia. Advogado e filho &uacute;nico de trabalhadores rurais sem terra at&eacute; a idade de 12 anos, Louren&ccedil;o cresceu pelos garimpos, ouvindo as hist&oacute;rias dos garimpeiros e dos viajantes. Dessa viv&ecirc;ncia nasce uma linguagem que, nas palavras do autor, s&atilde;o &ldquo;um mix dos textos de cronistas viajantes com a conversa que eu ouvia dos contadores de casos nos garimpos de Rio Claro&rdquo;. Ele pr&oacute;prio, aos 8 anos, filho de pai e m&atilde;e analfabetos, usou a rica inclina&ccedil;&atilde;o &agrave; express&atilde;o oral do interior goiano para decifrar pela primeira vez os textos de um Almanaque do Biot&ocirc;nico Fontoura, trazido por um vendedor, que leu para ele as hist&oacute;rias do livreto. Acreditando que estava lendo, o menino Edival repetia as hist&oacute;rias, assim como os sertanejos que povoaram sua vida. No entanto, para contar hist&oacute;ria t&atilde;o complexa, relatos n&atilde;o s&atilde;o suficientes. Al&eacute;m de pesquisas entre historiadores brasileiros, Louren&ccedil;o buscou registros da epop&eacute;ia de Luis Assis de Mascarenhas em documentos trazidos Torre do Tombo e do Conselho Ultramarino, em Portugal, fora as in&uacute;meras visitas feitas a garimpos desativados.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A hist&oacute;ria do livro se passa no ano de 1739, quando o contrabando de ouro, por meio dos santos do pau oco, estava se alastrando e trazendo s&eacute;rios preju&iacute;zos &agrave; Coroa Portuguesa. Assis Mascarenhas, que fora padre, parte para aqueles morros, atr&aacute;s da chuva, onde, segundo a narrativa dos &iacute;ndios, estavam as jazidas do precioso metal. &ldquo;Quando o segundo Anhanguera andava com seu pai pela regi&atilde;o de Serra Dourada<br \/> pela primeira vez, eles viram que os &iacute;ndios usavam folhetas de ouro como adorno. Consta da caderneta de anota&ccedil;&atilde;o de um auxiliar que perguntando aos &iacute;ndios onde se achava daquelas pedras, ouviu do cacique: &lsquo;Naqueles morros, depois da chuva&rsquo;. Era o ouro de aluvi&atilde;o&rdquo;, conta o autor.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Neste primeiro volume, a a&ccedil;&atilde;o centra-se na chegada do governador ao Arraial de Santana com a miss&atilde;o de extinguir os &iacute;ndios caiap&oacute;s e de encontrar novas minas. Observado de perto pelo sentinela castrado, que se afirma filho bastardo do pr&oacute;prio Anhanguera, o bandeirante notoriamente conhecido como Diabo Velho por enganar os &iacute;ndios com truques de ilusionismo, Assis Mascarenhas tentar&aacute;, apesar de todos percal&ccedil;os e acontecimentos ins&oacute;litos ocorridos durante a viagem, dar cabo de sua miss&atilde;o, enquanto, pacientemente, o narrador, sem nome, espera a oportunidade de vingar aqueles que lhe roubaram a virilidade. &ldquo;N&atilde;o sou castrado nem filho ileg&iacute;timo. Mas esse narrador tem algo de mim. Pelo fato de viver a inf&acirc;ncia na zona rural, sofri muito menosprezo quando fui para a cidade, talvez at&eacute; mais do que um castrado\/bastardo. No sert&atilde;o garimpeiro, quando l&aacute; vivi, pelo menos dois sujeitos foram castrados, por rixas e vingan&ccedil;as. Isso era pior do que matar. Com essa cena eu quis mostrar o quanto o sert&atilde;o era animoso. No mais tenho uma grande empatia por esse personagem.&rdquo;<\/p>\n<p><\/body><\/html><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O escritor goiano Edival Louren&ccedil;o ser&aacute; premiado com os mais importantes pr&ecirc;mios estadual e nacional de literatura. No pr&oacute;ximo dia 21, o Conselho Estadual de Cultura concede ao escritor o Trof&eacute;u Jaburu, maior honraria cultural do Estado de Goi&aacute;s. 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