

{"id":14117,"date":"2012-08-06T14:08:21","date_gmt":"2012-08-06T17:08:21","guid":{"rendered":"https:\/\/siteshom.goias.gov.br\/cultura\/culinaria\/"},"modified":"2012-08-06T14:08:21","modified_gmt":"2012-08-06T17:08:21","slug":"culinaria","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/goias.gov.br\/cultura\/culinaria\/","title":{"rendered":"Culin\u00e1ria"},"content":{"rendered":"<p><!DOCTYPE html PUBLIC \"-\/\/W3C\/\/DTD HTML 4.0 Transitional\/\/EN\" \"http:\/\/www.w3.org\/TR\/REC-html40\/loose.dtd\"><br \/>\n<html><body><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\" align=\"center\"><strong>Cozinha Rica<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Apesar de pouco badalada, a cozinha goiana desponta como uma das mais ricas do Pa&iacute;s. Ela apresenta pratos muito apreciados. Um deles &eacute; o arroz com pequi. O pesquisador Jacy Siqueira acredita que o h&aacute;bito de comer pequi tem origem no Norte e Nordeste e veio para Goi&aacute;s pelas &aacute;guas (por meio de barcos) do Rio Araguaia.&nbsp; Ele observa, por&eacute;m que havia s&eacute;culos os &iacute;ndios j&aacute; consumiam pequi. No Piau&iacute;, h&aacute; registro de que as pessoas tinham o h&aacute;bito de acampar pr&oacute;ximo aos pequizeiros e comiam crus os frutos dessas &aacute;rvores.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">J&aacute; o arroz &eacute; uma contribui&ccedil;&atilde;o &aacute;rabe que entrou na Pen&iacute;nsula Ib&eacute;rica. As primeiras planta&ccedil;&otilde;es desse cereal no Brasil s&atilde;o do final do s&eacute;culo XVII.&nbsp; Jacy Siqueira cr&ecirc; que o arroz com pequi seja uma inven&ccedil;&atilde;o de portugueses e paulistas. Trata-se de um dos pratos mais tradicionais e mais solicitados nos restaurantes finos da regi&atilde;o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Outro prato dos mais apreciados &eacute; o empad&atilde;o de Goi&aacute;s. Para Jacy Siqueira esse &eacute; um prato t&iacute;pico da Cidade de Goi&aacute;s e n&atilde;o do Estado. Ele est&aacute; convencido de que essa comida se originou de uma esp&eacute;cie de evolu&ccedil;&atilde;o da conhecida empadinha, que ainda hoje se produz em Goi&aacute;s, aproveitando-se sobras de comida, especialmente do almo&ccedil;o de domingo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\" align=\"center\"><strong>&nbsp;<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\" align=\"center\"><strong>Doces<\/strong><strong><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Embora aconte&ccedil;a de forma rara, o pastelzinho &eacute; uma das del&iacute;cias da cozinha goiana. Ele foi criado como forma de apresentar o doce de leite. Tem a casca crocante, em forma com doce de leite feito com casca de lim&atilde;o pulverizado com canela. O pastelzinho tem origem na Cidade de Goi&aacute;s. Muito apreciadas s&atilde;o tamb&eacute;m as passas de cajuzinho do campo. A fruta &eacute; espremida para a retirada do caldo, que &eacute; temperado com a&ccedil;&uacute;car e cozido, depois de levado para secar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Jacy Siqueira acredita que os doces s&atilde;o uma pr&aacute;tica que est&aacute; em extin&ccedil;&atilde;o na cozinha brasileira. O doce de figo cristalizado &eacute; o mais constante. Assim, a cultura popular goiana &eacute; um cap&iacute;tulo especial de manifesta&ccedil;&otilde;es ricas e interessantes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\" align=\"center\"><strong>Pamonha Variada<\/strong><strong><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;A pamonha &eacute; outro importante prato da cozinha goiana.&nbsp; Quase todos os estados brasileiros produzem pamonha (com exce&ccedil;&atilde;o do Paran&aacute;, Santa Catarina e Rio Grande do Sul), por&eacute;m, nenhuma cont&eacute;m as caracter&iacute;sticas da pamonha goiana, acredita Jacy Siqueira. Comida de origem ind&iacute;gena, a pamonha apresenta uma diversidade de temperos e sabores, de regi&atilde;o para regi&atilde;o. No Nordeste, por exemplo, ela &eacute; doce, ganha leite de coco e acontece como sobremesa e n&atilde;o como prato principal. Em Minas Gerais, da mesma forma que em S&atilde;o Paulo, a pamonha tamb&eacute;m ganha a&ccedil;&uacute;car, com uma diferen&ccedil;a: a massa &eacute; coada para separar a parte grossa do milho (palha). A iguaria &eacute; servida ap&oacute;s o almo&ccedil;o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">J&aacute; a pamonha goiana sofreu muitas modifica&ccedil;&otilde;es ao longo do tempo.&nbsp; Jacy Siqueira lembra que viu pamonha pela primeira vez em 1948, na regi&atilde;o de Pires do Rio, onde nasceu. Era temperada com sal. &ldquo;Hoje se tem pamonha com ling&uuml;i&ccedil;a, pequi, guariroba, frango, pimenta e at&eacute; jil&oacute;&rdquo;, conta.&nbsp; Em seu Dicion&aacute;rio do Folclore Brasileiro, o folclorista C&acirc;mara Cascudo fala da pamonha sob a forma de refresco, no Nordeste. Ap&oacute;s dissolvida em &aacute;gua fresca, ela &eacute; bebida.<\/p>\n<p><\/body><\/html><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Cozinha Rica Apesar de pouco badalada, a cozinha goiana desponta como uma das mais ricas do Pa&iacute;s. Ela apresenta pratos muito apreciados. Um deles &eacute; o arroz com pequi. 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