

{"id":14108,"date":"2012-08-03T14:08:27","date_gmt":"2012-08-03T17:08:27","guid":{"rendered":"https:\/\/siteshom.goias.gov.br\/cultura\/h\/"},"modified":"2025-05-26T15:10:23","modified_gmt":"2025-05-26T18:10:23","slug":"h","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/goias.gov.br\/cultura\/h\/","title":{"rendered":"Hist\u00f3ria das Artes em Goi\u00e1s"},"content":{"rendered":"<p><!DOCTYPE html PUBLIC \"-\/\/W3C\/\/DTD HTML 4.0 Transitional\/\/EN\" \"http:\/\/www.w3.org\/TR\/REC-html40\/loose.dtd\"><br \/>\n<html><body><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Artes Pl&aacute;sticas<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>&nbsp;<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As artes pl&aacute;sticas s&atilde;o um dos setores mais movimentados da cultura goiana. Na raiz das artes, em Goi&aacute;s, a maior refer&ecirc;ncia, no s&eacute;culo 19, foi Jos&eacute; Joaquim da Veiga Valle (Piren&oacute;polis, 1806 &#8211; Cidade de Goi&aacute;s, 1874). De fam&iacute;lia importante, possu&iacute;a grande fasc&iacute;nio pela escultura sacra. O artista produziu mais de 200 pe&ccedil;as em estilo barroco, que esculpiu principalmente em madeira. Sua obra impressiona sobretudo pelos detalhes e filetes dourados. Boa parte do que criou pode ser vista na Cidade de Goi&aacute;s, antiga capital do Estado, como S&atilde;o Jo&atilde;o Batista, no Museu de Arte Sacra da Boa Morte. Algumas de suas pe&ccedil;as integraram a mostra Brasil 500 Anos, em S&atilde;o Paulo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Um dos nomes de maior express&atilde;o das artes, no in&iacute;cio do s&eacute;culo 20, foi Octo Marques (1915-1988), nascido na Cidade de Goi&aacute;s. Autodidata, ele atuou como pintor, gravador, escritor e desenhista. Chegou a trabalhar como ilustrador no jornal O Estado de S&atilde;o Paulo. Sua pintura tinha como principal tra&ccedil;o a ingenuidade, imagens de gente simples, como ex-votos. <br \/> Boa parte do movimento art&iacute;stico da Cidade de Goi&aacute;s transferiu-se para a nova capital, a partir de 1937. Um marco da vida art&iacute;stica no Estado foi o Batismo Cultural, como ficou conhecida a festa de inaugura&ccedil;&atilde;o de Goi&acirc;nia, em 5 de julho de 1942.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na &eacute;poca, o arquiteto, m&uacute;sico, escultor e pintor Jos&eacute; Amaral Neddermeyer reuniu artistas pl&aacute;sticos com o objetivo de movimentar o setor de artes da cidade que brotava, no cerrado. Com isso, criou a Sociedade Pr&oacute;-Arte de Goiaz, estabelecida oficialmente tr&ecirc;s anos depois. Inaugurou-se, assim, a primeira mostra de artes, reunindo trabalhos de artistas de diversas cidades goianas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As artes ganhariam for&ccedil;a com a cria&ccedil;&atilde;o da Escola Goiana de Belas Artes, em 1&ordm; de dezembro de 1952. Entre os professores estavam: Luiz Curado, Frei Nazareno Confaloni, Henning Gustav Ritter e Ant&ocirc;nio Henrique Peclat. Desse n&uacute;cleo, formaram-se gera&ccedil;&otilde;es de artistas, com nomes expressivos nacional e internacionalmente, como Siron Franco, Ant&ocirc;nio Poteiro e Ana Maria Pacheco, entre outros.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O circuito das artes, em Goi&acirc;nia, inclui diferentes espa&ccedil;os, de galerias a museus. Entre os mais not&aacute;veis est&atilde;o o Museu de Arte Contempor&acirc;nea (Mac), o Museu de Arte de Goi&acirc;nia (Mag), a Galeria Frei Confaloni e a Galeria Sebasti&atilde;o dos Reis. A Ag&ecirc;ncia Goiana de Cultura Pedro Ludovico (Agepel) aposta no crescimento das artes pl&aacute;sticas, no Estado, investindo na forma&ccedil;&atilde;o e no aperfei&ccedil;oamento de artistas. Por isso, mant&eacute;m sua Escola de Artes Visuais, com oficinas e cursos, durante todo o ano.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Cinema<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>&nbsp;<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A primeira tentativa de produzir um filme goiano de fic&ccedil;&atilde;o foi feita pela teatr&oacute;loga Cici Pinheiro, nos anos 60. Com base em texto de Bernardo Guimar&atilde;es ela pretendia levar para o cinema a hist&oacute;ria da Romaria de Muqu&eacute;m (tradicional festa de Niquel&acirc;ndia). O filme seria o Ermit&atilde;o de Muqu&eacute;m (baseado em obra hom&ocirc;nima de Bernardo Guimar&atilde;es), que no entanto, n&atilde;o foi finalizado por falta de recursos. Apresentado ao meio art&iacute;stico por Cici Pinheiro, Jo&atilde;o Bennio, na verdade, acabou sendo o pioneiro do cinema goiano. Produziu O Diabo Mora no Sangue, que teve como cen&aacute;rio as areias e as &aacute;guas do Rio Araguaia, na Ilha do Bananal. Bennio produziu ainda Tempo de Viol&ecirc;ncia (1968), filmado no Rio de Janeiro e Sime&atilde;o, o Bo&ecirc;mio (1969), rodado em Piren&oacute;polis, entre outros. Sua &uacute;ltima produ&ccedil;&atilde;o foi o Azarento, Um Homem de Sorte (1973), rodado em Goi&acirc;nia e Piracanjuba.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;Mas a primeira produ&ccedil;&atilde;o cinematogr&aacute;fica de fic&ccedil;&atilde;o de Goi&acirc;nia foi A Fraude, com dire&ccedil;&atilde;o de Jacerlan de Jesus, em 1968. Um marco do cinema goiano foi Cavalhadas de Piren&oacute;polis (1978), document&aacute;rio dirigido por Jos&eacute; Petrillo, que obteve o pr&ecirc;mio Candango do Festival de Bras&iacute;lia, na categoria de curta (35 mm). Entre curtas e longas-metragens, rodados em Goi&aacute;s, destacam-se as produ&ccedil;&otilde;es: O Dia Marcado (1970), de Iber&ecirc; Cavalcanti; Caminho dos Gerais (1976), document&aacute;rio de Carlos Del Pino, sobre a vida e obra de Bernardo &Eacute;lis; O Le&atilde;o Norte (1973), de Carlos Del Pino, com cenas de Goi&acirc;nia e Piren&oacute;polis, e Mulher que Comeu o Amante, rodado em Corumb&aacute; de Goi&aacute;s, igualmente com dire&ccedil;&atilde;o de Carlos Del Pino, ainda incompleto (aguarda finaliza&ccedil;&atilde;o). O primeiro longa-metragem totalmente goiano foi A Igrejinha da Serra, com dire&ccedil;&atilde;o de Alberto Rocco e Henrique Borges, feito em Rio Verde, em 1979. Piren&oacute;polis tem se tornado uma esp&eacute;cie de palco de grandes produ&ccedil;&otilde;es cinematogr&aacute;ficas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;Na cidade cenogr&aacute;fica ali instalada foi rodada boa parte de O Tronco, de Jo&atilde;o Batista de Andrade. A Rep&uacute;blica dos Anjos (uma refer&ecirc;ncia &agrave; Santa Dica do cerrado), foi filmado em 1989\/1990, com dire&ccedil;&atilde;o de Carlos Del Pino. A obra de Bernardo &Eacute;lis inspirou, entre outros, os filmes Andr&eacute; Louco (1988), de Rosa Berardo; &Iacute;ndia, a Filha do Sol (baseado em contos do escritor), de F&aacute;bio Barreto (1982), e Terra de Deus, de Iber&ecirc; Cavalcanti (2000, baseada no conto A Enxada). O eixo Cidade de Goi&aacute;s-Piren&oacute;polis abrigou as filmagens de As Tran&ccedil;as de Maria, de Pedro Carlos Rovai, baseado no conto-poema hom&ocirc;nimo de Cora Coralina (1995). Andr&eacute; Luiz Oliveira dirigiu, em 1975, o seu A Lenda de Ubirajara, com base no romance Ubirajara, o Senhor da Lan&ccedil;a, de Jos&eacute; de Alencar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;O cinema goiano ganhou f&ocirc;lego no in&iacute;cio dos anos 80, quando surgiram novos cineastas, buscando inspira&ccedil;&atilde;o no Nouvelle Vague, no neo-realismo italiano e no cinema novo brasileiro. Essa gera&ccedil;&atilde;o come&ccedil;ou a fazer filmes em super 8 e 16mm, todos produzidos no Estado. Da&iacute; surgiram nomes como Eudaldo Guimar&atilde;es, Lourival Bel&eacute;m J&uacute;nior, Divino Jos&eacute;, Pedro Augusto Brito, Ricardo Musse e Noemi Ara&uacute;jo, entre outros. Desse per&iacute;odo, despontaram as produ&ccedil;&otilde;es Os Ventos de Lisarda, de Pedro Algusto Brito (1982); Nosso Cinema, Aspecto e sua Gente, Eudaldo Guimar&atilde;es (1981); Quinta Ess&ecirc;ncia, de Lourival Bel&eacute;m J&uacute;nior (1984) e L&uacute;cidos ou Neor&oacute;ticos, de Divino Jos&eacute; (1981), entre outros.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; O cineasta Wolf Jesco von Puttkamer Filho (1919-1994) foi o precursor do cinema antropol&oacute;gico em Goi&aacute;s. Durante oito anos produziu filmes e document&aacute;rios sobre os &iacute;ndios do Xingu para a BBC de Londres. Foi professor da Universidade Cat&oacute;lica de Goi&aacute;s (no Instituto Goiano de Pr&eacute;-Hist&oacute;ria e Andropologia &#8211; IGPA) e deixou um enorme acervo de fotografias e filmes em pel&iacute;cula. As obras foram feitas a partir de 1948, quando Jesco foi pela primeira vez ao Xingu. Os filmes cobrem o per&iacute;odo 1960\/1970. Sete dessas produ&ccedil;&otilde;es abordam o cotidiano dos &iacute;ndios do Xingu. Outras tr&ecirc;s obras resultaram de viagens do fot&oacute;grafo ao Nordeste. Falam de jangada, ligas camponesas. Um dos mais importantes &eacute; o registro, in&eacute;dito, do contato de Jesco com os &iacute;ndios Suru&iacute; (1969). O acervo pertence ao IGPA.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;Na d&eacute;cada de 90, emergiram nomes como PX Silveira, D&eacute;bora Torres e Jos&eacute; Lino Curado. Uma das mais significativas obras filmadas em Goi&acirc;nia foi Pedro Fundamental (1992), sobre a vida de Pedro Ludovico, um dos grandes marcos da hist&oacute;ria goiana. Tem a assinatura de PX Silveira. Outros personagens do contexto liter&aacute;rio que tamb&eacute;m chegaram &agrave;s telas foram Pai Norato (2000), de Jos&eacute; Lino Curado, baseado no conto de Bernardo &Eacute;lis, e o Wata&uacute; (2000), de D&eacute;bora Torres, inspirado no conto hom&ocirc;nimo de Miguel Jorge.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;Depois de produzir O Tronco, que foi exibido no interior do Estado (via projeto Agepel), Jo&atilde;o Batista de Andrade acabou de produzir, em Piren&oacute;polis, Uma Vida em Segredo, com dire&ccedil;&atilde;o de Suzana Amaral, e adapta&ccedil;&atilde;o de livro de Autran Dourado, com lan&ccedil;amento previsto para mar&ccedil;o. Com roteiro pronto, h&aacute; o filme Rua 6 Sem N&uacute;mero, uma hist&oacute;ria goiana que tem como palco o Entorno de Bras&iacute;lia. Veias e Vinhos, baseado em livro hom&ocirc;nimo de Miguel Jorge, est&aacute; em fase de capta&ccedil;&atilde;o de recursos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A Ag&ecirc;ncia Goiana de Cultura Pedro Ludovico (Agepel) juntamente com a Ag&ecirc;ncia Ambiental decidiu movimentar a &aacute;rea de cinema em Goi&aacute;s. Em 1999 lan&ccedil;ou a primeira edi&ccedil;&atilde;o do Festival Internacional de Cinema e V&iacute;deo Ambiental (Fica). O evento, que acontece na primeira semana de junho, na Cidade de Goi&aacute;s, chega neste 2001, ao seu terceiro ano com not&aacute;vel expectativa. O festival tem reunido produtores de cinema voltado para o meio ambiente de diversos pa&iacute;ses. Entre os destaques do Fica est&atilde;o Bubula, o Cara Vermelha, de Luiz Eduardo Jorge, e O Pescador de Cinema, document&aacute;rio com dire&ccedil;&atilde;o de &Acirc;ngelo Lima.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A Agepel mant&eacute;m projetos que visam a populariza&ccedil;&atilde;o do cinema, como o Cinema Itinerante, que leva filmes educativos-culturais a escolas p&uacute;blicas do interior do Estado. Em parceria com os diretores Jo&atilde;o Batista de Andrade e Iber&ecirc; Cavalcanti, a Ag&ecirc;ncia Goiana de Cultura levou ao interior de Goi&aacute;s os filmes O Tronco e Terra de Deus. A Agepel possui o Cine Cultura, o &uacute;nico cinema de arte do Estado. Al&eacute;m de duas sess&otilde;es normais di&aacute;rias, h&aacute; sess&otilde;es extras para escolas carentes de Goi&acirc;nia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Dan&ccedil;a<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>&nbsp;<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A hist&oacute;ria da dan&ccedil;a em Goi&aacute;s &eacute; t&atilde;o antiga como a da m&uacute;sica, com a qual mant&eacute;m uma rela&ccedil;&atilde;o de sobreviv&ecirc;ncia. Essa simbiose remete a tempos remotos, quando se pensa, por exemplo, na chamada &ldquo;dan&ccedil;a dos tapuias&rdquo;, que surgiu na zona de minera&ccedil;&atilde;o e que ainda resiste tenuamente na Festa do Divino Esp&iacute;rito Santo, em Piren&oacute;polis. A dan&ccedil;a tem ra&iacute;zes profundas que levam &agrave; presen&ccedil;a do &iacute;ndio, do portugu&ecirc;s e do africano. Parceira da m&uacute;sica, a dan&ccedil;a tem encontro com o folclore, em certos momentos. A contradan&ccedil;a (m&uacute;sica de car&aacute;ter r&uacute;stico), por exemplo, &eacute; de origem francesa e resiste h&aacute; 138 anos, como manifesta&ccedil;&atilde;o folcl&oacute;rica de Santa Cruz de Goi&aacute;s. J&aacute; a catira ou cateret&ecirc; &eacute; uma dan&ccedil;a rural, cantada e disposta em fileiras opostas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;O nome teria origem tupi, mas a coreografia &eacute; um legado da cultura africana. Essa manifesta&ccedil;&atilde;o ainda hoje &eacute; atra&ccedil;&atilde;o em Goi&aacute;s. A catira sobrevive, por exemplo, com o Grupo de Catira Marreco Mazequinho, de Itabera&iacute;, que tem se apresentado em diversas festas pelo pa&iacute;s. Outra manifesta&ccedil;&atilde;o que sintetiza folclore e religiosidade &eacute; a congada ou congo, que teria vindo de Mo&ccedil;ambique (&Aacute;frica). Essa &eacute; uma das atra&ccedil;&otilde;es da Festa de Nossa Senhora do Ros&aacute;rio, que acontece h&aacute; 125 anos em Catal&atilde;o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A hist&oacute;ria da dan&ccedil;a em Goi&aacute;s &eacute; t&atilde;o antiga como a da m&uacute;sica, com a qual mant&eacute;m uma rela&ccedil;&atilde;o de sobreviv&ecirc;ncia. Essa simbiose remete a tempos remotos, quando se pensa, por exemplo, na chamada &ldquo;dan&ccedil;a dos tapuias&rdquo;, que surgiu na zona de minera&ccedil;&atilde;o e que ainda resiste tenuamente na Festa do Divino Esp&iacute;rito Santo, em Piren&oacute;polis. A dan&ccedil;a tem ra&iacute;zes profundas que levam &agrave; presen&ccedil;a do &iacute;ndio, do portugu&ecirc;s e do africano. Parceira da m&uacute;sica, a dan&ccedil;a tem encontro com o folclore, em certos momentos. A contradan&ccedil;a (m&uacute;sica de car&aacute;ter r&uacute;stico), por exemplo, &eacute; de origem francesa e resiste h&aacute; 138 anos, como manifesta&ccedil;&atilde;o folcl&oacute;rica de Santa Cruz de Goi&aacute;s.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; J&aacute; a catira ou cateret&ecirc; &eacute; uma dan&ccedil;a rural, cantada e disposta em fileiras opostas. O nome teria origem tupi, mas a coreografia &eacute; um legado da cultura africana. Essa manifesta&ccedil;&atilde;o ainda hoje &eacute; atra&ccedil;&atilde;o em Goi&aacute;s. A catira sobrevive, por exemplo, com o Grupo de Catira Marreco Mazequinho, de Itabera&iacute;, que tem se apresentado em diversas festas pelo pa&iacute;s. Outra manifesta&ccedil;&atilde;o que sintetiza folclore e religiosidade &eacute; a congada ou congo, que teria vindo de Mo&ccedil;ambique (&Aacute;frica). Essa &eacute; uma das atra&ccedil;&otilde;es da Festa de Nossa Senhora do Ros&aacute;rio, que acontece h&aacute; 125 anos em Catal&atilde;o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; O bal&eacute; chega a Goi&acirc;nia no in&iacute;cio da d&eacute;cada de 50, com a professora Silene de Andrade. Algum tempo depois, vieram a russa N&aacute;dia e a alem&atilde; Karen, esposas de engenheiros que aqui se instalaram para trabalhar. Elas come&ccedil;aram a dar aulas de bal&eacute; para mo&ccedil;as da sociedade da &eacute;poca, em suas pr&oacute;prias resid&ecirc;ncias. As referidas professoras mudaram-se de Goi&acirc;nia, mas seu trabalho frutificou. Surge o Mvsika Centro de Estudos, em 1973, um projeto dos professores Est&eacute;rcio Marquez Cunha, Delmari Brito Rossi, Glacy Antunes de Olveira e Elizabeth Carramashi.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; O Mvsika formou parceria com a bailarina Dalal Achcar, que, por sua vez, mantinha conv&ecirc;nio com a Royal Academy de Londres. Com isso, a escola trouxe para Goi&acirc;nia a professora inglesa Heulwen Price, que ensinou o bal&eacute; pelo m&eacute;todo ingl&ecirc;s. Paralelamente, o Mvsika mantinha como professora de bal&eacute; a goiana Ana Maria Alencastro Veiga Consort (Sinh&aacute;). Essas professoras formaram gera&ccedil;&otilde;es de alunas que, por sua vez, criaram escolas de bal&eacute; em Goi&acirc;nia. Como a Academia Sinh&aacute;, Studio Dan&ccedil;arte, Studio Ballet e Cia, Allegro, Escola Energia, Academia Simone Magalh&atilde;es e Dan&ccedil;a e Cia, entre outras. Essas escolas t&ecirc;m como base de ensino os bal&eacute;s cl&aacute;ssico e moderno. O bal&eacute; contempor&acirc;neo se firmou principalmente com a Quasar Cia de Dan&ccedil;a.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;A Quasar, que foi fundada em 1988, nas salas de aula de Julson Henrique, &eacute; uma importante companhia de dan&ccedil;a que tem elevado o nome de Goi&aacute;s. Seu espet&aacute;culo Registro, por exemplo, foi premiado com cinco Mambembes (pr&ecirc;mio do Minist&eacute;rio da Cultura). Seu mais recente trabalho &eacute; Coreografia para Ouvir, que estreou em S&atilde;o Paulo e que foi destaque na segunda edi&ccedil;&atilde;o do Fica, em 2000.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; O Bal&eacute; do Estado &eacute; uma companhia profissional de dan&ccedil;a ligada &agrave; Ag&ecirc;ncia Goiana de Cultura Pedro Ludovico. O grupo apresentou-se pela primeira vez em 1992, na Cidade de Goi&aacute;s. No ano seguinte realizou sele&ccedil;&atilde;o de seu corpo de bailarinos e ofereceu cursos de aperfei&ccedil;oamento para a equipe. Assim, o Bal&eacute; do Estado se destaca como a companhia goiana que oficialmente representa a dan&ccedil;a de Goi&aacute;s. E tem buscado esse objetivo com profissionalismo e talento. Entre os seus principais espet&aacute;culos est&atilde;o: Cerrado Descerrado, Fragmentos, Hip&oacute;lita, Chuang-Kuo e Insano.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A Agepel abriga no seu Centro Cultural Gustav Ritter, a Escola de Dan&ccedil;a, com relevante fun&ccedil;&atilde;o social, por ser uma das poucas escolas p&uacute;blicas de arte do Centro-Oeste. A unidade de ensino oferece cursos de bal&eacute; cl&aacute;ssico, moderno e contempor&acirc;neo. A Escola de Dan&ccedil;a possui o Bal&eacute; Jovem, que se apresenta em escolas p&uacute;blicas, pra&ccedil;as e creches, entre outros espa&ccedil;os. H&aacute; ainda uma turma especial, formada por meninas de 8 a 12 anos, portadoras de S&iacute;ndrome de Down.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Literatura<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>&nbsp;<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Com uma vigorosa raiz, a literatura produzida em Goi&aacute;s &eacute; um dos setores que mais experimentam ebuli&ccedil;&atilde;o e um vento renovador. No cerne das letras est&atilde;o nomes como Hugo de Carvalho Ramos (1895-1911) e seu <em>Tropas e Boiadas <\/em>. O poeta L&eacute;o Lynce, que estreou na literatura com apenas 16 anos, em 1900. Ele escreveu cr&ocirc;nicas, poesias e artigos para jornais goianos e mineiros. Bernardo &Eacute;lis (1915-1997), &uacute;nico goiano a ingressar na Academia Brasileira de Letras (concorreu com Juscelino Kubitschek), produziu <em>Ermos e Gerais <\/em>(1944, Pr&ecirc;mio Jabuti, da C&acirc;mara Brasileira do Livro); <em>O Tronco <\/em>(1956); <em>Caminhos e Descaminhos <\/em>(1965), e <em>Veranico de Janeiro <\/em>(1966), entre outros. Jos&eacute; J. Veiga (1915-1999), que tem, entre as obras mais importantes, <em>Os Cavalinhos de Platiplanto <\/em>(1959); <em>Sombras dos Reis Barbudos <\/em>(1972); <em>Aquele Mundo de Vasabarros <\/em>(1981) e <em>O Rel&oacute;gio Belis&aacute;rio <\/em>(1996). Carmo Bernardes (1915-1996), que escreveu <em>Vida Mundo <\/em>(1966); <em>Jurubatuba <\/em>(1972); <em>Nunila <\/em>(1984); <em>Quarto Crescente <\/em>(1986) e <em>J&acirc;ngala &mdash; Complexo Araguaia <\/em>(1994), entre outros.&nbsp; <\/p>\n<p> &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Mas h&aacute; que se enumerar ainda nomes que deram relevante contribui&ccedil;&atilde;o. Como: Eli Brasiliense (1915-1998), que tem entre as obras mais significativas <em>Pium <\/em>(1949); <em>Ch&atilde;o Vermelho <\/em>(1956) e <em>Uma Sombra no Fundo do Rio <\/em>(1977). A poetisa Cora Coralina (1889-1985) escreveu obras marcadas pela beleza e simplicidade. Como <em>Poemas dos Beco de Goi&aacute;s e Est&oacute;rias Mais; Meu Livro de Cordel <\/em>. Encantado com riqueza da experi&ecirc;ncia humana de seu texto, Carlos Drummond de Andrade, referiu-se a Cora como &ldquo;a mulher mais importante de Goi&aacute;s&rdquo;.&nbsp;&nbsp;<br \/> &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<br \/> &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;Not&aacute;vel tamb&eacute;m nas letras goianas foi F&eacute;lix de Bulh&otilde;es, que se engajou na luta pelo abolicionismo. Al&eacute;m de promover festas para arrecadar dinheiro e libertar escravos, o poeta fundou o jornal <em>O Libertador <\/em>, que tinha o objetivo de integrar o negro na sociedade. Infelizmente, n&atilde;o p&ocirc;de assistir &agrave; edi&ccedil;&atilde;o da Lei &Aacute;urea, morreu um ano antes (em 1887).&nbsp;&nbsp; <\/p>\n<p> &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Al&eacute;m desses autores e obras fundamentais, a literatura goiana tem contado com novas gera&ccedil;&otilde;es de escritores, da poesia ao conto, do romance &agrave; cr&ocirc;nica. <\/p>\n<p> &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Na escrita goiana, h&aacute; que se ressaltar a relevante fun&ccedil;&atilde;o dos historiadores, que ao debru&ccedil;ar-se sobre a pesquisa, acabaram montando o remoto perfil da vida goiana. O primeiro intelectual a escrever sobre a hist&oacute;ria do Estado foi Luiz Ant&ocirc;nio Silva e Souza, padre natural de Minas Gerais, que viveu aqui durante 50 anos. Produziu livros e documentos sobre o modo de vida do povo goiano. Morreu na Cidade de Goi&aacute;s, em 1840. Entre os nomes de maior destaque est&atilde;o ainda o professor espanhol Lu&iacute;s Palac&iacute;n, com <em>O S&eacute;culo do Ouro em Goi&aacute;s <\/em>, e Visconde de Taunay (o carioca Alfredo Maria Adriano DEscragnolle Taunay), que escreveu, entre outras obras, <em>A Prov&iacute;ncia de Goyaz. <\/em><\/p>\n<p> &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Como forma de incentivar a cria&ccedil;&atilde;o liter&aacute;ria em Goi&aacute;s, a Ag&ecirc;ncia Goiana de Cultura Pedro Ludovico mant&eacute;m concursos e projetos, por meio do seu Instituto Goiano do Livro (IGL). Uma das mais importantes a&ccedil;&otilde;es, nesse rumo, &eacute; a Bolsa de Publica&ccedil;&otilde;es Cora Coralina, que prev&ecirc; a publica&ccedil;&atilde;o de livros nos g&ecirc;neros poesia e prosa. H&aacute; ainda as cole&ccedil;&otilde;es Supernova (literatura infantil e juvenil), Aldebar&atilde; (dramaturgia), Pali Pal&atilde; (livro de bolso) e Karaj&aacute; (obras cl&aacute;ssicas).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>M&uacute;sica<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>&nbsp;<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A m&uacute;sica goiana &eacute; muito rica e apresenta uma trajet&oacute;ria densa que tem revelado talentos, inclusive com reconhecimento internacional. Como a m&uacute;sica brasileira de maneira geral, a cria&ccedil;&atilde;o musical goiana teve importante contribui&ccedil;&atilde;o de &iacute;ndios, portugueses e africanos. Essa heran&ccedil;a se expressa, por exemplo, na &ldquo;Dan&ccedil;a dos Tapuias&rdquo;, um dos quadros da Festa do Divino Esp&iacute;rito Santo, em Piren&oacute;polis. O tradicional auto As Pastorinhas (encenado desde 1922 e que comp&otilde;e tamb&eacute;m a Festa do Divino Esp&iacute;rito Santo) foi inicialmente um ritual de catequiza&ccedil;&atilde;o de &iacute;ndios. Esse car&aacute;ter cedeu lugar &agrave; prega&ccedil;&atilde;o religiosa, que marcou o perfil da m&uacute;sica goiana durante muito tempo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A musicista Belkiss S. Carneiro de Mendon&ccedil;a revela que a m&uacute;sica verdadeiramente art&iacute;stica era a das igrejas, produzida para as fun&ccedil;&otilde;es religiosas. Mais tarde esse g&ecirc;nero chegou aos lares, levado pelas mo&ccedil;as que tocavam e cantavam. Modinhas e romances despontavam com elabora&ccedil;&atilde;o e muito sentimento. Os primeiros trabalhos musicais que surgiram em Piren&oacute;polis tinham a assinatura do vig&aacute;rio Jos&eacute; Joaquim Pereira da Veiga.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Entre os nomes mais importantes da m&uacute;sica goiana, no s&eacute;culo 19, destacaram-se Jos&eacute; do Patroc&iacute;nio Marques Tocantins, Tonico do Padre, Baltazar Ribeiro de Freitas, Braz Luiz de Pina, Sebasti&atilde;o Pompeu de Pina J&uacute;nior, Jos&eacute; Pirahy, Mestre Quil&uacute; e Ant&ocirc;nio Marcos de Ara&uacute;jo, entre outros.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; As bandas tiveram um papel relevante no caminho da m&uacute;sica. Sua fun&ccedil;&atilde;o era divulgar as composi&ccedil;&otilde;es regionais e animar as festas populares, os dramas, as com&eacute;dias. Mas apresentavam-se tamb&eacute;m nas igrejas com pompa e circunst&acirc;ncia. Em Corumb&aacute; de Goi&aacute;s destacou-se a Corpora&ccedil;&atilde;o Musical 13 de Maio (fundada em 1890), ainda hoje atuante&nbsp; e, em Piren&oacute;polis, a Banda Phoenix, fundada em 1899 por Mestre Prop&iacute;cio. A Phoenix tamb&eacute;m ainda resiste e, atualmente, conta com 45 integrantes e 70 instrumentos. Saraus e serenatas tornavam-se atra&ccedil;&atilde;o, sobretudo na Cidade de Goi&aacute;s, na primeira metade do s&eacute;culo 20. Nesse per&iacute;odo proliferaram conjunto musicais, cantores e solistas. Esses grupos chegaram a fazer fundo musical para os cinemas mudos da &eacute;poca. Nesse contexto, surge uma personagem fundamental na hist&oacute;ria da m&uacute;sica goiana. &Eacute; Maria Ang&eacute;lica da Costa Brand&atilde;o (conhecida como Nhanh&aacute; do Couto), que foi pianista, cantora l&iacute;rica, professora e incentivadora da m&uacute;sica erudita. Na antiga capital do Estado, ela tornou-se uma esp&eacute;cie de l&iacute;der dos movimentos culturais e influenciou o ensino da m&uacute;sica de piano.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;Nhanh&aacute; do Couto realizou recitais tamb&eacute;m em Goi&acirc;nia. Muito dos seus conhecimentos a artista transmitiu &agrave; neta Belkiss S. Carneiro de Mendon&ccedil;a, que tem contribu&iacute;do de forma relevante com as artes goianas. Nos primeiros tempos da vida cultural em Goi&acirc;nia, as irm&atilde;s Helo&iacute;sa e Honorina Barra brilharam com suas modinhas, no Cine Teatro Goi&acirc;nia. Na &eacute;poca, a pianista Nair de Morais, juntamente com Edm&eacute;a Camargo, fundou o Coral da Escola T&eacute;cnica Federal (hoje Centro Federal de Educa&ccedil;&atilde;o Tecnol&oacute;gica). A m&uacute;sica crescia em Goi&aacute;s. O professor Crundwald Costa (Costinha) criou um curso particular de violino, fundou (com seus alunos) uma orquestra. Formou gera&ccedil;&otilde;es de m&uacute;sicos. Am&eacute;lia Brand&atilde;o (chamada Tia Am&eacute;lia) tamb&eacute;m ensinava m&uacute;sica. Dava aulas de piano. Paralelamente interpretava em r&aacute;dio e televis&atilde;o, na &eacute;poca. A pianista Helo&iacute;sa Barra somou for&ccedil;as com Costinha para criar a Orquestra Sinf&ocirc;nica de Goi&acirc;nia.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;O ensino fundamental de m&uacute;sica se consolidou com a instala&ccedil;&atilde;o, pelo professor Luiz Augusto do Carmo Curado, em 1955, do Departamento de M&uacute;sica da Escola Goiana de Belas Artes. Entre os not&aacute;veis professores estavam o maestro, instrumentista e compositor belga Jean Fran&ccedil;ois Douliez e as pianistas e professoras Maria Lucy Veiga, Maria Luiza P&oacute;voa da Cruz (T&acirc;nia Cruz) e Dalva Maria Pires Machado. Os professores decidem separar-se, em 1956, e fundam o Conservat&oacute;rio Goiano de M&uacute;sica, com o apoio da professora Maria das Dores Ferreira de Aquino.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;Come&ccedil;am os anos 60. O conservat&oacute;rio &eacute; integrado &agrave; Universidade Federal de Goi&aacute;s. A unidade se destaca por organizar concursos e festivais nacionais de m&uacute;sica erudita, com a presen&ccedil;a de gente de renome. Como Camargo Guarni&eacute;ri e Maria Luiza Priolli. Algum tempo depois a Faculdade de Artes e o Conservat&oacute;rio de M&uacute;sica se fundem e d&atilde;o lugar ao Instituto de Artes (Faculdade de Artes Visuais da UFG). A m&uacute;sica folcl&oacute;rica goiana tem em Ely Camargo sua maior express&atilde;o. A artista chegou a comandar durante anos um programa de r&aacute;dio chamado &ldquo;Can&ccedil;&otilde;es de Minha Terra&rdquo;. Ely nasceu na Cidade de Goi&aacute;s (antiga capital) e gravou 12 LPs e v&aacute;rios compactos. A&nbsp; maioria com temas folcl&oacute;ricos. Outro pioneiro da m&uacute;sica em Goi&aacute;s &eacute; Est&eacute;rcio Marquez Cunha. Ele nasceu em Goiatuba, fez doutorado em artes musicais nos Estados Unidos. &Eacute; autor de v&aacute;rias pe&ccedil;as, j&aacute; apresentadas no Brasil e no Exterior. Ele lan&ccedil;ou, em maio de 2000, o seu primeiro CD, <em>Lento Acalanto<\/em>, que re&uacute;ne can&ccedil;&otilde;es feitas a partir de 1970 e que s&atilde;o interpretadas por m&uacute;sicos goianos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Um dos personagens que t&ecirc;m trazido not&aacute;vel contribui&ccedil;&atilde;o para o crescimento da m&uacute;sica, em Goi&aacute;s, &eacute; o maestro Joaquim Jayme. Nascido na antiga capital do Estado, ele criou o Coral do Estado, em 1987. No mesmo ano p&ocirc;s em cena a Escola de M&uacute;sica (unidade da Ag&ecirc;ncia Goiana de Cultura Pedro Ludovico, Agepel). A Orquestra Filarm&ocirc;nica de Goi&aacute;s &eacute; outra iniciativa de Joaquim Jayme, projeto para a Secretaria Estadual da Cultura (hoje Agepel), em 1988. A Filarm&ocirc;nica, com a nova pol&iacute;tica da Agepel para a m&uacute;sica erudita no Estado, originou a atual Orquestra de C&acirc;mara Goyazes. Jayme fundou tamb&eacute;m a Orquestra Sinf&ocirc;nica de Goi&acirc;nia, que dirigiu at&eacute; o final de 2000.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; As sucessivas gera&ccedil;&otilde;es de alunos do Instituto de Artes levaram ao surgimento de v&aacute;rias escolas de m&uacute;sica em Goi&acirc;nia. Uma delas &eacute; o Mvsika Centro de Estudos, da pianista Glacy Antunes de Oliveira. Outra das mais not&aacute;veis &eacute; o Centro Cultural Gustav Ritter, pertencente &agrave; Ag&ecirc;ncia Goiana de Cultura Pedro Ludovico (Agepel). A&iacute; s&atilde;o oferecidos cursos de teoria musical, canto coral e dos mais diversos instrumentos. O Ritter ganha relevante fun&ccedil;&atilde;o social como uma das poucas escolas p&uacute;blicas de arte do Estado, com ensino de indiscut&iacute;vel qualidade.&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;A Agepel possui a Escola de M&uacute;sica com v&aacute;rios grupos musicais, a Orquestra de C&acirc;mara Goyazes, e a Orquestra de Violeiros. A Escola de M&uacute;scia oferece ensino da m&uacute;sica popular e erudita nos mais diversos instrumentos para pessoas diferentes faixas et&aacute;rias; a Escola tamb&eacute;m organiza orquestras e outros conjuntos instrumentais como a Orquestra Jovem formada por crian&ccedil;as e adolescentes (idade que varia dos 9 aos 20 anos). O objetivo do grupo &eacute; preparar m&uacute;sicos para orquestra profissional e apresentando em diferentes espa&ccedil;os e ocasi&otilde;es.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; J&aacute; a Orquestra de Violeiros de Goi&aacute;s se destaca pela interpreta&ccedil;&atilde;o de um vasto repert&oacute;rio que vai da m&uacute;sica de raiz ao sertanejo-rom&acirc;ntico.&nbsp; A Orquestra de C&acirc;mara Goyazes, por sua vez,&nbsp; &eacute; uma orquestra reduzida e apresenta repert&oacute;rio especificamente erudito composto, sobretudo, de obras dos grandes compositores do s&eacute;culo 20.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Goi&acirc;nia conta tamb&eacute;m com outra expressiva corpora&ccedil;&atilde;o musical, a Orquestra Sinf&ocirc;nica Municipal.&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;A m&uacute;sica erudita goiana &eacute; reconhecida internacionalmente, apesar de, em termos regionais ainda possuir uma divulga&ccedil;&atilde;o (e movimenta&ccedil;&atilde;o) t&iacute;mida. Goi&aacute;s possui cantores e duplas conhecidos nacionalmente no g&ecirc;nero sertanejo-pop. Como Zez&eacute; di Camargo &amp; Luciano; Leonardo (que fazia dupla com o irm&atilde;o Leandro); Christian &amp; Ralf (ex-dupla); Bruno e Marrone, e Mat&atilde;o e Monteiro, entre outros. H&aacute; dezenas de cantores e compositores que movimentam o g&ecirc;nero MPB, com destaque para as can&ccedil;&otilde;es regionais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Teatro<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>&nbsp;<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No in&iacute;cio do s&eacute;culo 18 j&aacute; se tinha not&iacute;cia da paix&atilde;o dos goianos pelo teatro. Nessa &eacute;poca, as apresenta&ccedil;&otilde;es teatrais eram atra&ccedil;&atilde;o em Tra&iacute;ras, na divisa de Goi&aacute;s com a Bahia. Na Cidade de Goi&aacute;s (antiga capital do Estado), conforme relato do professor Domingos F&eacute;lix, em artigo de 1957 (Jornal Para Todos, Rio de Janeiro), havia dois grupos teatrais. Um deles era composto por negros alforriados e dirigidos por &ldquo;Mestre Daniel&rdquo;, vindo de Salvador. O outro era formado por brancos. Os grupos se revezavam no palco do Teatro S&atilde;o Joaquim. Com a decad&ecirc;ncia da cidade, devido ao encerramento da minera&ccedil;&atilde;o, os grupos mudaram-se para cidades como Piren&oacute;polis e Jaragu&aacute;. Nesta &uacute;ltima, as fam&iacute;lias Freitas, Ferreira de Amorim e Gon&ccedil;alves, principalmente, deram vida &agrave; atividade c&ecirc;nica. Em Piren&oacute;polis tamb&eacute;m o teatro viveu grande ebuli&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;Os pioneiros da arte teatral apresentaram-se no Cine-Teatro Goi&acirc;nia, na festa de inaugura&ccedil;&atilde;o da nova capital, que ficou conhecida como Batismo Cultural, em 5 de julho de 1942. Aos poucos novos nomes e grupos foram surgindo. O teatro ganha for&ccedil;a com a cria&ccedil;&atilde;o do Gr&ecirc;mio Literato-Teatral Pedro Ludovico, dirigido por Sebasti&atilde;o Costa. Esse grupo era integrado por verdadeiros batalhadores pelo crescimento da atividade teatral no Estado, como Ot&aacute;vio Arantes e Jo&atilde;o Gon&ccedil;alves. Esses pioneiros criaram, em 1946, a Agremia&ccedil;&atilde;o Goiana de Teatro (AGT), que encenou pe&ccedil;as importantes, como &Eacute;dipo Rei e Ant&iacute;gona. Da escola de Ot&aacute;vio Arantes (AGT), surgiram Cici Pinheiro e sua irm&atilde; Florami Pinheiro. Cici Pinheiro, com um trabalho j&aacute; amadurecido (com companhia teatral pr&oacute;pria), lan&ccedil;a Jo&atilde;o Bennio no meio teatral goiano.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;Devido &agrave; sua a&ccedil;&atilde;o de pioneiro, Ot&aacute;vio Zaldiva Arantes &eacute; considerado o &ldquo;pai do teatro em Goi&aacute;s&rdquo;. Sua AGT nasceu com a apresenta&ccedil;&atilde;o da pe&ccedil;a Pertinho do C&eacute;u, de M&aacute;rio Lago, no Cine-Teatro Goi&acirc;nia. No entanto, fez mais sucesso, o Auto da Compadecida, de Ariano Suassuna. <br \/> Idealista e apaixonado pelas artes c&ecirc;nicas, o grande objetivo de Ot&aacute;vio Arantes era criar um espa&ccedil;o pr&oacute;prio para abrigar e estimular a atividade teatral. Assim, construiu o seu Teatro Inacabado, nas imedia&ccedil;&otilde;es do Lago das Rosas. Mesmo sem estar pronta a obra (da&iacute; o nome), a nova casa de espet&aacute;culos estreou, em 1957, com O Pagador de Promessas, de Dias Gomes. Ot&aacute;vio Arantes sempre lutou com muita dificuldade para manter o seu teatro em funcionamento. Em 1985, num rasgo de indigna&ccedil;&atilde;o, ele decidiu fechar as portas da casa de espet&aacute;culos em protesto. Alegava que as melhores pe&ccedil;as s&oacute; iam para o Teatro Goi&acirc;nia. Com isso, o seu Teatro Inacabado ficou por longos per&iacute;odos fechado. Quando morreu (atropelado, em Bras&iacute;lia), em 11 de julho de 1991, aos 69 anos, Ot&aacute;vio Arantes tentava preparar um grupo de atores para apresentar a pe&ccedil;a Cenas de Shakespeare. O seu Teatro Inacabado transformou-se em Teatro Ot&aacute;vio Arantes, mas continua desativado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;Cici Pinheiro (na verdade, Floracy Alves Pinheiro) contribuiu de forma significativa para o crescimento do teatro em Goi&aacute;s. Interpretou sua primeira pe&ccedil;a, Vila Rica, de R. Magalh&atilde;es J&uacute;nior, aos 14 anos, sob a dire&ccedil;&atilde;o de Ot&aacute;vio Arantes. Atuou, juntamente com Aquino Porto e Mari Baiocchi, na pe&ccedil;a Carlota Joaquina. A atriz fez tamb&eacute;m radionovela, telenovela, produziu e dirigiu pe&ccedil;as teatrais. Sua grande produ&ccedil;&atilde;o foi Gimba, em 1990, no Teatro Goi&acirc;nia. Jo&atilde;o Bennio tamb&eacute;m atuou no teatro. Estreou com As M&atilde;os de Eur&iacute;dice, de Pedro Bloch, em 17 de julho de 1955, no Cine-Teatro Goi&acirc;nia. Um dos seus feitos foi a constru&ccedil;&atilde;o do Teatro de Emerg&ecirc;ncia, em 1962. Para isso, contou com a ajuda de amigos como Carmo Bernardes, Geraldo de Pina e Elder Rocha Lima. Jo&atilde;o Bennio foi preso, acusado de subversivo, pelo regime militar e o seu teatro acabou fechado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;O teatro em Goi&aacute;s viveu grande impulso com a cria&ccedil;&atilde;o, em 1988, do Centro Cultural Martim Cerer&ecirc;, administrado pela Ag&ecirc;ncia de Cultura Pedro Ludovico (Agepel). Na abertura, em 20 de outubro daquele ano, o p&uacute;blico p&ocirc;de assistir &agrave; pe&ccedil;a Li&ccedil;&otilde;es de Anonimato, de Hugo Zorzetti. O Martim Cerer&ecirc; possui dois teatros cobertos, o Pygu&aacute; e o Ygu&aacute;, e um de arena, o Ytaku&aacute;, al&eacute;m do Bar Karuh&aacute;. O diretor Marcos Fayad criou o grupo Martim Cerer&ecirc;, que come&ccedil;ou no centro cultural. A companhia apresentou, entre outros espet&aacute;culos, Cabar&eacute; Goiano, Danhor&ecirc; e Martim Cerer&ecirc;. Com base em obra hom&ocirc;nima de Cassiano Ricardo, Martim Cerer&ecirc; teve estr&eacute;ia nacional em fevereiro de 1999 e apresentou-se em importantes eventos, como o Festival Internacional de Teatro de Express&atilde;o Ib&eacute;rica, o Festival Nacional de Artes de Campina Grande (PB) e na primeira edi&ccedil;&atilde;o do Festival Internacional de Cinema e V&iacute;deo Ambiental (Fica, na Cidade de Goi&aacute;s). Esteve ainda em Bras&iacute;lia, S&atilde;o Jos&eacute; dos Campos e no Rio de Janeiro, entre outros locais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A Agepel tamb&eacute;m desenvolve cursos de forma&ccedil;&atilde;o teatral atrav&eacute;s da sua Escola de Teatro. Oferece cursos de inicia&ccedil;&atilde;o e aperfei&ccedil;oamento nas artes c&ecirc;nicas para pessoas de diferentes idades, durante todo o per&iacute;odo letivo. Outro espa&ccedil;o importante para o teatro, em Goi&aacute;s, &eacute; o Teatro Goi&acirc;nia, a mais tradicional casa de espet&aacute;culos goianiense. Tendo aberto as suas portas em 14 de julho de 1942, durante o Batismo Cultural (assim ficou conhecida a festa de inaugura&ccedil;&atilde;o da nova capital de Goi&aacute;s), o Teatro Goi&acirc;nia integra o conjunto de pr&eacute;dios que marcaram os primeiros tempos da cidade. Esse espa&ccedil;o tem abrigado grandes espet&aacute;culos, principalmente na &aacute;rea de teatro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A Ag&ecirc;ncia Goiana de Cultura Pedro Ludovico possui projetos de valoriza&ccedil;&atilde;o e est&iacute;mulo &agrave; atividade teatral no Estado.<\/p>\n<p><\/body><\/html><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Artes Pl&aacute;sticas &nbsp; As artes pl&aacute;sticas s&atilde;o um dos setores mais movimentados da cultura goiana. Na raiz das artes, em Goi&aacute;s, a maior refer&ecirc;ncia, no s&eacute;culo 19, foi Jos&eacute; Joaquim da Veiga Valle (Piren&oacute;polis, 1806 &#8211; Cidade de Goi&aacute;s, 1874). De fam&iacute;lia importante, possu&iacute;a grande fasc&iacute;nio pela escultura sacra. 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