

{"id":14069,"date":"2012-08-02T14:08:37","date_gmt":"2012-08-02T17:08:37","guid":{"rendered":"https:\/\/siteshom.goias.gov.br\/cultura\/povos-indigenas-em-goias\/"},"modified":"2024-10-22T16:30:09","modified_gmt":"2024-10-22T19:30:09","slug":"povos-indigenas-em-goias","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/goias.gov.br\/cultura\/povos-indigenas-em-goias\/","title":{"rendered":"Povos ind\u00edgenas em Goi\u00e1s"},"content":{"rendered":"<p><!DOCTYPE html PUBLIC \"-\/\/W3C\/\/DTD HTML 4.0 Transitional\/\/EN\" \"http:\/\/www.w3.org\/TR\/REC-html40\/loose.dtd\"><br \/>\n<html><body><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\" align=\"center\"><span style=\"font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: x-small;\">Registros hist&oacute;ricos d&atilde;o conta de que, durante o ciclo do ouro (o apogeu foi entre 1751 e 1778), as tribos ind&iacute;genas eram numerosas no territ&oacute;rio goiano, apesar da passagem repetida das bandeiras durante mais de 100 anos. Silva e Souza cita 20 tribos diferentes &ldquo;entre as na&ccedil;&otilde;es selvagens habitantes da capitania de Goi&aacute;s&rdquo;.&nbsp;<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: x-small;\"><span style=\"font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;\">Desde os seus primeiros tempos, a coloniza&ccedil;&atilde;o levou &agrave; ocupa&ccedil;&atilde;o das terras ind&iacute;genas, &agrave; escraviza&ccedil;&atilde;o dos mais pac&iacute;ficos e choques intermitentes com tribos que resistiam. Cativos, os pequenos grupos foram submetidos a cruzamentos raciais, houve sua degenera&ccedil;&atilde;o e a extin&ccedil;&atilde;o de &iacute;ndios.&nbsp;<br \/><\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: x-small;\"><span style=\"font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;\">Foram v&aacute;rios os choques entre &iacute;ndios e mineradores. Na regi&atilde;o leste do Tocantins, as tribos Acro&aacute;, Xacriab&aacute; e Assus atemorizavam as popula&ccedil;&otilde;es de Arraias, Cavalcante e Natividade. Foram organizadas bandeiras contra os &iacute;ndios. Vencidos, os &iacute;ndios concordaram em aldear-se. Com isso, surgiram as aldeias de Duro e Formiga.<\/span><\/span><span style=\"font-size: x-small;\"><span style=\"font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;\"><br \/><\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><span style=\"font-size: x-small;\"><span style=\"font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;\">&Iacute;ndios do interior<br \/><\/span><\/span><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: x-small;\"><span style=\"font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;\">Historiadores consideram dif&iacute;cil calcular o total da popula&ccedil;&atilde;o ind&iacute;gena em Goi&aacute;s por ocasi&atilde;o da chegada das bandeiras paulistas, no in&iacute;cio do s&eacute;culo XVIII. Indicadores pareciam apontar a popula&ccedil;&atilde;o ind&iacute;gena goiana como resultante&nbsp;&nbsp;de movimentos migrat&oacute;rios, mesmo ap&oacute;s a chegada das bandeiras paulistas. Foi o caso dos Tapirap&eacute;s, que migraram do Rio Tocantins, em Goi&aacute;s, para a margem esquerda do Araguaia, em Mato Grosso.&nbsp;<br \/><\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: x-small;\"><span style=\"font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;\">O padre Luiz Ant&ocirc;nio da Silva e Souza, em 1812, em seu&nbsp;<em>Mem&oacute;ria sobre o Descobrimento, Governo, Popula&ccedil;&atilde;o e Coisas Mais Not&aacute;veis da Capitania de Goi&aacute;s<\/em>, conseguiu relacionar 18 na&ccedil;&otilde;es ind&iacute;genas em Goi&aacute;s.&nbsp;<br \/><\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: x-small;\"><span style=\"font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;\">O livro&nbsp;<em>Hist&oacute;ria de Goi&aacute;s em Documentos &ndash; I. Col&ocirc;nia<\/em>&nbsp;(Editora UFG, 1994), de Luis Palac&iacute;n, Ledonias Franco Garcia e Jana&iacute;na Amado, faz refer&ecirc;ncia a documento elaborado pela pesquisadora Dulce Maria Pedroso que aponta para as seguintes tribos de Goi&aacute;s, naquela &eacute;poca: Caiap&oacute;s, na&ccedil;&atilde;o brav&iacute;ssima, residente nas aldeias Maria e S&atilde;o Jos&eacute;, ao sul de Vila Boa; Xavantes, na&ccedil;&atilde;o mais feroz e numerosa, residente na aldeia do Carret&atilde;o, entre os rios Araguaia e Tocantins; Goyazes, na&ccedil;&atilde;o mais branca que os &iacute;ndios da capitania de Goi&aacute;s, habitantes das vizinhan&ccedil;as da Serra Dourada; Crix&aacute;s, ferozes, que habitavam o lugar onde se fundou o arraial de Crix&aacute;s; Ara&eacute;s, que habitavam debaixo do Rio das Mortes; Canoeiros, na&ccedil;&atilde;o crudel&iacute;ssima e muito belicosa, giram em canoas pelos rios Tocantins, Paran&atilde;, Manoel Alves e Barra da Palma; Apinag&eacute;s, situados em cinco aldeias junto &agrave; Cachoeira de Santo Ant&ocirc;nio, no Araguaia, e Capepuxis, na&ccedil;&atilde;o pregui&ccedil;osa, com aldeias junto ao Araguaia.&nbsp;<br \/><\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: x-small;\"><span style=\"font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;\">A penetra&ccedil;&atilde;o dos mineiros e criadores de gado nos sert&otilde;es levou &agrave; resist&ecirc;ncia de tribos ainda mais tem&iacute;veis, como Canoeiros, Java&eacute;s e Xavantes. Quase no fim do s&eacute;culo XVIII, a C&acirc;mara de Vila Boa (conforme Lu&iacute;s Palacin, em&nbsp;<em>O S&eacute;culo do Ouro em Goi&aacute;s<\/em>&nbsp;&ndash; Editora da UCG, 2001),&nbsp;escrevia &agrave; rainha (de Portugal) pedindo que conservasse no cargo o governador Trist&atilde;o da Cunha Menezes, que conseguira reunir mais de tr&ecirc;s mil Xavantes na aldeia de Carret&atilde;o.&nbsp;<br \/><\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: x-small;\"><span style=\"font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;\">Depois de muito insucesso, a partir do Marqu&ecirc;s de Pombal, o governo portugu&ecirc;s reconheceu que seria imposs&iacute;vel povoar a capitania sem a presen&ccedil;a dos &iacute;ndios e lembrou que, desde o princ&iacute;pio, os colonizadores da Am&eacute;rica do Norte ganharam a benevol&ecirc;ncia dos &iacute;ndios &ldquo;por meio da suavidade e brandura, fazendo-os presentes para os atra&iacute;rem&rdquo;.<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: x-small;\"><span style=\"font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;\">&nbsp;<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><span style=\"font-size: x-small;\"><span style=\"font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;\">Escravos ind&iacute;genas<br \/><\/span><\/span><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: x-small;\"><span style=\"font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;\">Ao pesquisar invent&aacute;rios dos s&eacute;culos XVI a XVIII, em 2000, Alfredo Ellis J&uacute;nior (dados do livro&nbsp;<em>Economia e Escravid&atilde;o na Capitania de Goi&aacute;s<\/em>, Gilka Vasconcelos de Salles, Cegraf) encontrou a m&eacute;dia de 8 mil &iacute;ndios e 265 africanos em S&atilde;o Paulo. S&eacute;rgio Buarque de Holanda transcreve informa&ccedil;&otilde;es de Jo&atilde;o Mojelos Garcez que d&aacute; conta de 24 mil homens de guerra em S&atilde;o Paulo, dos quais 20 mil seriam &iacute;ndios.<br \/><\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: x-small;\"><span style=\"font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;\">O pesquisador relaciona como uma das causas da escravid&atilde;o ind&iacute;gena a aus&ecirc;ncia de uma atividade exploradora lucrativa entre os paulistas e por ser a m&atilde;o-de-obra escrava mais barata e de f&aacute;cil aquisi&ccedil;&atilde;o.&nbsp;<br \/><\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: x-small;\"><span style=\"font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;\">A busca dos paulistas pelo ouro era estimulada pela coroa portuguesa e sustentada pela presen&ccedil;a de &iacute;ndios escravizados e pelos negros que chegavam pelo Porto de Santos.&nbsp;<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: x-small;\"><span style=\"font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;\">&nbsp;<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><span style=\"font-size: x-small;\"><span style=\"font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;\">Classifica&ccedil;&atilde;o ling&uuml;&iacute;stica<br \/><\/span><\/span><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: x-small;\"><span style=\"font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;\">Conforme Aryon Dall&rsquo;Igna Rodrigues, de quem se tem a classifica&ccedil;&atilde;o ling&uuml;&iacute;stica mais recente, os &iacute;ndios que habitavam a ent&atilde;o Prov&iacute;ncia de Goi&aacute;s pertenciam em sua maioria (dez l&iacute;nguas) ao tronco Macro-J&ecirc;, fam&iacute;lia J&ecirc; (grupos Akwen, Av&aacute;-Canoeiro e Tenetehara) pertenciam ao tronco Tupi, fam&iacute;lia Tupi-Guarani.<br \/><\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: x-small;\"><span style=\"font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;\">Al&eacute;m da l&iacute;ngua, os &iacute;ndios de Goi&aacute;s podem ser classificados tamb&eacute;m por aspectos culturais, disposi&ccedil;&atilde;o e forma das habita&ccedil;&otilde;es, tamanho das aldeias, organiza&ccedil;&atilde;o social, a presen&ccedil;a ou n&atilde;o de cer&acirc;mica em sua cultura, pr&aacute;ticas de cultivo, t&eacute;cnicas de subsist&ecirc;ncia, institui&ccedil;&otilde;es pol&iacute;ticas e tipos de parentesco.<br \/><\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: x-small;\"><span style=\"font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;\">Assim, os J&ecirc; foram caracterizados por apresentarem uma tecnologia bastante rudimentar e uma organiza&ccedil;&atilde;o social complexa. Subdividem-se em Timbira Ocidentais (Apinaj&eacute;) e Orientais (Krah&oacute;); Kayap&oacute; Meridionais (Kayap&oacute; de Moss&acirc;medes) e Setentrionais (Gorotire e Gradahu); Karaj&aacute; (Xambio&aacute;, Karaj&aacute; e Java&eacute;) e Akwen (Xavante e Xerente).<br \/><\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: x-small;\"><span style=\"font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;\">Menos numerosos, os Tupi subdividem-se em Tapirap&eacute;, Tenetehara (Guajajara) e Av&aacute;-Canoeiro.<\/span><\/span><span style=\"font-size: x-small;\"><span style=\"font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;\">&nbsp;<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: x-small;\"><span style=\"font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;\">Os Xavante formavam v&aacute;rias aldeias, na segunda metade do s&eacute;culo XX. Algumas dessas aldeias estavam em contato permanente com a popula&ccedil;&atilde;o branca, como os aldeamentos Janimb&uacute; e Tereza Cristina). Outros grupos, localizados na regi&atilde;o do Rio das Mortes, ainda eram considerados selvagens por n&atilde;o manterem nenhum contato com a &ldquo;popula&ccedil;&atilde;o nacional&rdquo;, conforme Leandro Mendes Rocha, em&nbsp;<em>O Estado e os &Iacute;ndios: Goi&aacute;s 1850-1889<\/em>&nbsp;(Editora UFG).&nbsp;<br \/><\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: x-small;\"><span style=\"font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;\">Devido a fatores como os embates provocados pelas frentes de expans&atilde;o, houve o exterm&iacute;nio de grande contingente da popula&ccedil;&atilde;o ind&iacute;gena. Boa parte dos que conseguiram sobreviver foram obrigados a inserir-se na economia regional como m&atilde;o-de-obra barata, em situa&ccedil;&atilde;o de mis&eacute;ria.<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: x-small;\">Com isso, a popula&ccedil;&atilde;o ind&iacute;gena de Goi&aacute;s, que era estimada em 30 mil indiv&iacute;duos na segunda metade do s&eacute;culo XIX, n&atilde;o chegava a 4 mil no final do mesmo s&eacute;culo.<\/span><\/p>\n<p><\/body><\/html><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Registros hist&oacute;ricos d&atilde;o conta de que, durante o ciclo do ouro (o apogeu foi entre 1751 e 1778), as tribos ind&iacute;genas eram numerosas no territ&oacute;rio goiano, apesar da passagem repetida das bandeiras durante mais de 100 anos. 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