{"id":244439,"date":"2025-10-03T10:41:56","date_gmt":"2025-10-03T13:41:56","guid":{"rendered":"https:\/\/goias.gov.br\/cultura\/?page_id=244439"},"modified":"2025-12-01T14:40:57","modified_gmt":"2025-12-01T17:40:57","slug":"origem-dos-trilhos","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/goias.gov.br\/cultura\/museuferroviario\/origem-dos-trilhos\/","title":{"rendered":"Origem dos trilhos"},"content":{"rendered":"\t\t<div data-elementor-type=\"wp-page\" data-elementor-id=\"244439\" class=\"elementor elementor-244439\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-44ae05d e-flex e-con-boxed e-con e-parent\" data-id=\"44ae05d\" data-element_type=\"container\" data-e-type=\"container\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"e-con-inner\">\n\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-b776e46 e-con-full e-flex e-con e-child\" data-id=\"b776e46\" data-element_type=\"container\" data-e-type=\"container\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-463a4d6 elementor-widget elementor-widget-html\" data-id=\"463a4d6\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"html.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t<audio controls style=\"width:100%;\">\r\n  <source src=\"https:\/\/goias.gov.br\/cultura\/wp-content\/uploads\/sites\/25\/2025\/10\/Origem-dos-trilhos.mp3?_=1\" type=\"audio\/mpeg\">\r\n  Seu navegador n\u00e3o suporta o elemento de \u00e1udio.\r\n<\/audio>\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-e666582 e-con-full e-flex e-con e-child\" data-id=\"e666582\" data-element_type=\"container\" data-e-type=\"container\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-8e75865 elementor-widget elementor-widget-video\" data-id=\"8e75865\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-settings=\"{&quot;youtube_url&quot;:&quot;https:\\\/\\\/youtu.be\\\/O1Q6lbSdfZo&quot;,&quot;video_type&quot;:&quot;youtube&quot;,&quot;controls&quot;:&quot;yes&quot;}\" data-widget_type=\"video.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-wrapper elementor-open-inline\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-video\"><\/div>\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-84cd1ad e-flex e-con-boxed e-con e-parent\" data-id=\"84cd1ad\" data-element_type=\"container\" data-e-type=\"container\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"e-con-inner\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-434aa54 elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"434aa54\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<p>A primeira linha f\u00e9rrea brasileira tinha apenas 14 km e foi inaugurada em 30 de abril de 1854, no Rio de Janeiro, pelo imperador D. Pedro II. A locomotiva que marcou esse in\u00edcio foi a\u00a0<strong>Baroneza<\/strong>, primeira a vapor a circular comercialmente no Brasil.<\/p><p>Com o tempo, a malha ferrovi\u00e1ria foi se expandindo pelo pa\u00eds. Em 1909, os trilhos chegaram de Minas Gerais at\u00e9 Goi\u00e1s, impulsionando a migra\u00e7\u00e3o, o com\u00e9rcio e o processo de urbaniza\u00e7\u00e3o.<\/p><p>Em\u00a0<strong>Pires do Rio<\/strong>, a modernidade chegou em 1922, com a inaugura\u00e7\u00e3o da Esta\u00e7\u00e3o Ferrovi\u00e1ria. Ao redor dela nasceu um novo povoado, em um local que j\u00e1 era ponto de tropeiros. Os primeiros moradores foram fazendeiros da regi\u00e3o e fam\u00edlias vindas de povoados vizinhos, como Roncador Antigo, que perdeu import\u00e2ncia econ\u00f4mica ao deixar de ser ponta de linha. Logo chegaram tamb\u00e9m migrantes de outros estados e at\u00e9 imigrantes, como fam\u00edlias s\u00edrias que se destacaram no com\u00e9rcio local.<\/p><p>Na d\u00e9cada de 1940, a expans\u00e3o da ferrovia trouxe a necessidade de construir um\u00a0<strong>Galp\u00e3o Oficina<\/strong>\u00a0para manuten\u00e7\u00e3o dos trens, atraindo ainda mais moradores para o jovem munic\u00edpio. Assim, a hist\u00f3ria do pr\u00e9dio onde hoje funciona o Museu Ferrovi\u00e1rio de Pires do Rio se entrela\u00e7a com a pr\u00f3pria hist\u00f3ria da cidade.<\/p><p>Com o fortalecimento da ferrovia,\u00a0<strong>Pires do Rio teve papel essencial d\u00e9cadas depois na constru\u00e7\u00e3o de Bras\u00edlia<\/strong>. Os trens que partiam da cidade transportavam materiais, equipamentos e trabalhadores, e o Galp\u00e3o Oficina era ponto estrat\u00e9gico para reparos e manuten\u00e7\u00e3o, garantindo o funcionamento das composi\u00e7\u00f5es que abasteciam o canteiro de obras da nova capital do pa\u00eds.<\/p><p><strong>GALP\u00c3O OFICINA<\/strong><\/p><p>Constru\u00eddo na d\u00e9cada de 1940, o edif\u00edcio mant\u00e9m at\u00e9 hoje suas caracter\u00edsticas originais: paredes de tijolos com ligamento de barro, cobertura de telha francesa e platibanda escalonada. N\u00e3o possu\u00eda portas nem janelas para dispersar a fuma\u00e7a das locomotivas. O piso foi feito em dois n\u00edveis: parte em cimento e parte em ch\u00e3o batido com brita.<\/p><p>Durante d\u00e9cadas, o galp\u00e3o foi o cora\u00e7\u00e3o da atividade ferrovi\u00e1ria na cidade, contribuindo para o crescimento econ\u00f4mico e social de Pires do Rio, de Goi\u00e1s e de todo o Centro-Oeste. Com a moderniza\u00e7\u00e3o dos transportes, a oficina foi desativada, mas seu valor hist\u00f3rico e cultural permaneceu.<\/p><p>Em 1987, quando a Rede Ferrovi\u00e1ria Federal S\/A decidiu demolir o pr\u00e9dio, o professor\u00a0<strong>Jacy Siqueira<\/strong>\u00a0e outras personalidades da cultura goiana se mobilizaram para transform\u00e1-lo em um museu, preservando a mem\u00f3ria ferrovi\u00e1ria e a identidade local. No ano seguinte, o espa\u00e7o foi tombado como patrim\u00f4nio hist\u00f3rico municipal, e em 1998 recebeu tamb\u00e9m o tombamento estadual.<\/p><p>O acervo do Museu Ferrovi\u00e1rio come\u00e7ou a ser formado exclusivamente por doa\u00e7\u00f5es. Para coordenar esse trabalho, foi indicada a professora\u00a0<strong>Ercy Rocha Saud<\/strong>, atuante na \u00e1rea cultural de Pires do Rio, que permaneceu na dire\u00e7\u00e3o do museu desde a funda\u00e7\u00e3o at\u00e9 seu falecimento, em 2011.<\/p>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Seu navegador n\u00e3o suporta o elemento de \u00e1udio. https:\/\/youtu.be\/O1Q6lbSdfZo A primeira linha f\u00e9rrea brasileira tinha apenas 14 km e foi inaugurada em 30 de abril de 1854, no Rio de Janeiro, pelo imperador D. Pedro II. A locomotiva que marcou esse in\u00edcio foi a\u00a0Baroneza, primeira a vapor a circular comercialmente no Brasil. 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