Programa de mostras itinerantes da 36ª Bienal de São Paulo bate recorde histórico de público das exposições em Goiás

Realizada no MAC-GO, coletiva consolida quase 35mil visitantes registrados oficialmente nos mais de 40 dias da coletiva em território goiano

A itinerância da 36ª Bienal de São Paulo, que passou pelo Museu de Arte Contemporânea de Goiás (MAC Goiás) entre 2 de março e 19 de abril, alcançou 34.137 visitantes. O número oficial levantado pelas equipes envolvidas nesta passagem da Bienal em solo goiano consolida a exposição como a mais visitada até o momento no Estado de Goiás.

Antes mesmo do encerramento, os números já haviam alcançado um marco histórico para o MAC-GO ao superar 20 mil visitantes. Cerca de 14.140 visitantes passaram pelo museu nos seis últimos dias, com destaque para o sábado e o domingo (18 e 19/4), quando o horário foi estendido até às 22h.

Para Andrea Pinheiro, presidente da Fundação Bienal de São Paulo, Goiás consolidou-se como um recorde para o programa de mostras itinerantes da 36ª Bienal de São Paulo. “Quase 35 mil visitantes em menos de dois meses, esse número fala por si. A resposta do público goiano demonstra que há sede por arte contemporânea para além do eixo São Paulo e Rio. É exatamente para isso que as itinerâncias existem: fazer com que a Bienal chegue a quem normalmente não teria acesso a ela”, celebra.

A secretária de Estado da Cultura, Yara Nunes, pontua que as mais de 30 mil pessoas que passaram pelo MAC-GO em menos de dois meses confirmam o lugar de destaque de Goiás no circuito nacional da arte. “Os números da Bienal reafirmam algo em que acreditamos profundamente: cultura não é gasto, é investimento. O que vimos foi um momento de ascensão do Estado de Goiás no circuito nacional da arte contemporânea, com uma resposta do público que superou todas as expectativas. Essa foi uma primeira grande experiência, um processo fundamental de formação de plateia, que sabemos não se encerra aqui”, celebra.

O programa de itinerantes da Fundação Bienal de São Paulo foi criado há 15 anos com o objetivo de ampliar o acesso à arte contemporânea em diversas regiões do país. Em Goiânia, que abriu o programa em 2026, a iniciativa é fruto da parceria entre o Governo de Goiás e a Fundação Bienal de São Paulo, por meio da Secretaria de Estado da Cultura (Secult Goiás) e da Secretaria da Retomada. Intitulada Nem todo viandante anda estradas – Da humanidade como prática, a mostra propõe reflexões sobre deslocamentos, encontros, escuta e formas de convivência no mundo contemporâneo.

O recorte apresentado no MAC Goiás é assinado por Thiago de Paula Souza, cocurador da 36ª Bienal de São Paulo, e estabelece um diálogo direto com o território local, valorizando produções e artistas ligados a Goiás, como Sallisa Rosa e o coletivo Sertão Negro, inseridos em um contexto ampliado de debates dentro e fora do país.

O público goiano conferiu obras de 14 artistas nacionais e internacionais. Além de Sallisa Rosa e Sertão Negro, participaram: Adama Delphine Fawundu, Akinbode Akinbiyi, Alberto Pitta, Ernest Cole, Gervane de Paula, Hajra Waheed, Julianknxx, Juliana dos Santos, Márcia Falcão, Ming Smith, Oscar Murillo e Song Dong. A seleção compôs um panorama diverso de linguagens, narrativas e experiências artísticas.

Sobre a 36ª Bienal de São Paulo

Com conceito criado pelo curador geral Bonaventure Soh Bejeng Ndikung, em parceria com os cocuradores Alya Sebti, Anna Roberta Goetz e Thiago de Paula Souza, a cocuradora at large Keyna Eleison e a consultora de comunicação e estratégia Henriette Gallus, além dos cocuradores adjuntos André Pitol e Leonardo Matsuhei, a 36ª Bienal de São Paulo – Nem todo viandante anda estradas – Da humanidade como prática se inspira no poema “Da calma e do silêncio”, da escritora Conceição Evaristo, e tem como um de seus principais fundamentos a escuta ativa da humanidade em constante deslocamento, encontro e negociação.

A Fundação Bienal de São Paulo agradece seu parceiro estratégico Itaú e seus patrocinadores máster Bloomberg, Bradesco, Citi, Petrobras, Vale e Vivo. Este projeto é realizado com recursos da Lei de Incentivo à Cultura, Ministério da Cultura (MinC).

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