

{"id":1593,"date":"2016-03-01T05:46:19","date_gmt":"2016-03-01T08:46:19","guid":{"rendered":"https:\/\/siteshom.goias.gov.br\/controladoria\/comemorados-os-30-anos-do-ingresso-de-mulheres-na-policia-militar\/"},"modified":"2016-03-01T05:46:19","modified_gmt":"2016-03-01T08:46:19","slug":"comemorados-os-30-anos-do-ingresso-de-mulheres-na-policia-militar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/goias.gov.br\/controladoria\/comemorados-os-30-anos-do-ingresso-de-mulheres-na-policia-militar\/","title":{"rendered":"Comemorados os 30 anos do ingresso de mulheres na Pol\u00edcia Militar"},"content":{"rendered":"<p>\n<!--more--><\/p>\n<p>Vinte de fevereiro de 1986. A data ficou na hist\u00f3ria. Foi quando ingressou a primeira turma de mulheres na Pol\u00edcia Militar do Estado de Goi\u00e1s. Entre elas estava Silvana Rosa de Jesus Ramos, hoje aos 50 anos de idade, tenente-coronel e comandante da Base Administrativa do 1\u00ba Batalh\u00e3o da PM, em Goi\u00e2nia. Ela lembra que o primeiro Concurso P\u00fablico exigia Ensino M\u00e9dio e foram abertas cem vagas. No total, 1.116 mulheres se inscreveram, 103 foram matriculadas e 99 se formaram.<\/p>\n<p>As candidatas deveriam ter de 18 a 26 anos, altura m\u00ednima de 1,60 m, solteiras, vi\u00favas ou legalmente separadas e, se tivessem filhos, eram obrigadas a transferir a guarda para terceiros. O sacrif\u00edcio n\u00e3o parava por a\u00ed. Nos dois anos seguintes, elas n\u00e3o poderiam se casar. A sele\u00e7\u00e3o era feita mediante aplica\u00e7\u00e3o de prova intelectual, avalia\u00e7\u00e3o m\u00e9dica, teste de aptid\u00e3o f\u00edsica e avalia\u00e7\u00e3o psicol\u00f3gica.<\/p>\n<p>O ingresso de Silvana foi por acaso. Ela conta que precisava trabalhar para pagar a faculdade de Direito e na \u00e9poca n\u00e3o tinha oferta de bolsas como atualmente. No come\u00e7o, as policiais femininas ou PFEMs, como s\u00e3o chamadas pelos colegas de profiss\u00e3o, exerciam um papel figurativo, faziam o servi\u00e7o de guarda no Aeroporto de Goi\u00e2nia, Rodovi\u00e1ria, no tr\u00e2nsito, etc.<\/p>\n<p>Trabalhavam sempre em duplas, prestando informa\u00e7\u00f5es \u00e0 popula\u00e7\u00e3o, mas n\u00e3o faziam abordagens. Usavam saias. A cal\u00e7a foi fazer parte do fardamento somente a partir da segunda ou terceira turma, pelo que se recorda. Havia outra restri\u00e7\u00e3o. \u201cDepois das 22 horas, a aluna (do curso de forma\u00e7\u00e3o) que fosse pega fora da resid\u00eancia respondia a uma sindic\u00e2ncia\u201d, comenta.<\/p>\n<p>E n\u00e3o era s\u00f3 isso. Elas tamb\u00e9m s\u00f3 podiam usar cores claras de esmalte e de maquiagem. Nada de sombra escura nos olhos e batom vermelho. Apesar dos obst\u00e1culos, Silvana foi gostando do que encontrou, do ambiente de trabalho e se identificou. J\u00e1 como sargento, decidiu concorrer ao\u00a0<em>Curso de Forma\u00e7\u00e3o de Oficiais<\/em>\u00a0(CFO) em 1989, o primeiro a abrir vaga para mulheres \u2013 apenas quatro \u2013 que concluiu em 1991. Em seguida, seu destino foi a ent\u00e3o rec\u00e9m-criada Companhia Independente Feminina. As promo\u00e7\u00f5es na corpora\u00e7\u00e3o seguem dois crit\u00e9rios: m\u00e9rito e antiguidade. Para se ter uma ideia, de aspirante a primeiro-tenente, foram 11 anos. Hoje, ostenta tr\u00eas ins\u00edgnias no ombro e duas estrelas. Patente alta.<\/p>\n<p>Segundo ela, em uma corpora\u00e7\u00e3o dominada por homens, pela hierarquia e regras r\u00edgidas, para conseguir a ascens\u00e3o na carreira e o reconhecimento, as mulheres precisam se esfor\u00e7ar mais e mostrar a que vieram. \u201c\u00c9 uma necessidade de afirma\u00e7\u00e3o. Para dizermos que estamos em p\u00e9 de igualdade com eles, temos de mostrar que somos capazes\u201d, diz. Hoje no comando de um efetivo formado por 139 homens e mulheres da Base Administrativa e tamb\u00e9m da Patrulha Maria da Penha, Silvana sente orgulho de fazer parte da corpora\u00e7\u00e3o e acredita que houve um grande avan\u00e7o nesses 30 anos.\u201dEntrei para ser soldado e pagar a minha faculdade, mas fui gostando e me identificando. Hoje as mulheres est\u00e3o em todas as unidades, batalh\u00f5es, tropas especializadas, nos quadros de sa\u00fade e quadros oficiais da administra\u00e7\u00e3o\u201d, avalia.<\/p>\n<p>Ocupando espa\u00e7o<\/p>\n<p>Atualmente, 1.031 mulheres integram os quadros da corpora\u00e7\u00e3o, somando pra\u00e7as e oficiais. Segundo o assessor de comunica\u00e7\u00e3o da institui\u00e7\u00e3o, tenente-coronel Ricardo Mendes, o quantitativo equivale a cerca de 10% do efetivo, que \u00e9 a cota m\u00ednima de vagas destinadas a elas exigida nos concursos p\u00fablicos.<\/p>\n<p>\u201cHoje a Pol\u00edcia Militar conta em seu quadro com 10% das policiais femininas e elas ocupam cargos importantes em v\u00e1rias fun\u00e7\u00f5es, dentre elas administrativas, operacionais, atividades-fim, atividades meio. N\u00f3s temos hoje m\u00e9dicas, odont\u00f3logas, explosivistas, oficiais que atendem ocorr\u00eancias. Temos mulheres atuando em todas as \u00e1reas\u201d, afirma<\/p>\n<p>Mendes descarta distin\u00e7\u00e3o no que diz respeito \u00e0 promo\u00e7\u00e3o de homens e mulheres. \u201cO Comando da Pol\u00edcia Militar do Estado de Goi\u00e1s prestigia todas as mulheres, temos de soldado a coronel e em fun\u00e7\u00f5es igualit\u00e1rias, que concorrem em condi\u00e7\u00f5es iguais com o sexo masculino. N\u00e3o existe na Comiss\u00e3o de Promo\u00e7\u00e3o de Oficiais e Pra\u00e7as qualquer discrimina\u00e7\u00e3o\u201d, assegura.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"","protected":false},"author":54,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[30],"tags":[],"class_list":["post-1593","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-noticias"],"rttpg_featured_image_url":null,"rttpg_author":{"display_name":"hosanagodoy","author_link":"https:\/\/goias.gov.br\/controladoria\/author\/hosanagodoy\/"},"rttpg_comment":0,"rttpg_category":"<a href=\"https:\/\/goias.gov.br\/controladoria\/categoria\/noticias\/\" rel=\"category tag\">Not\u00edcias<\/a>","rttpg_excerpt":null,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/goias.gov.br\/controladoria\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1593","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/goias.gov.br\/controladoria\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/goias.gov.br\/controladoria\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/goias.gov.br\/controladoria\/wp-json\/wp\/v2\/users\/54"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/goias.gov.br\/controladoria\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1593"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/goias.gov.br\/controladoria\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1593\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/goias.gov.br\/controladoria\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1593"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/goias.gov.br\/controladoria\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1593"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/goias.gov.br\/controladoria\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1593"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}