
{"id":777,"date":"2010-05-03T05:53:32","date_gmt":"2010-05-03T08:53:32","guid":{"rendered":"https:\/\/siteshom.goias.gov.br\/cetran\/motorista-ignora-direito-de-idosos-e-deficientes\/"},"modified":"2010-05-03T05:53:32","modified_gmt":"2010-05-03T08:53:32","slug":"motorista-ignora-direito-de-idosos-e-deficientes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/goias.gov.br\/cetran\/motorista-ignora-direito-de-idosos-e-deficientes\/","title":{"rendered":"<i>Motorista ignora direito de idosos e deficientes.<\/i>"},"content":{"rendered":"<p><!DOCTYPE html PUBLIC \"-\/\/W3C\/\/DTD HTML 4.0 Transitional\/\/EN\" \"http:\/\/www.w3.org\/TR\/REC-html40\/loose.dtd\"><br \/>\n<html><body><\/p>\n<p align=\"justify\"><strong><em>Pessoas com mobilidade reduzida n&atilde;o conseguem estacionar em vagas exclusivas. Faltam consci&ecirc;ncia e a&ccedil;&atilde;o da administra&ccedil;&atilde;o municipal<\/em>.<\/strong><\/p>\n<p align=\"justify\"><em><strong>&Eacute; lei: 2% e 5% das vagas de estacionamento nas cidades, respectivamente, s&atilde;o de uso exclusivo de pessoas com defici&ecirc;ncia que t&ecirc;m mobilidade reduzida e idosas. H&aacute; quase dois anos, a sinaliza&ccedil;&atilde;o e os crit&eacute;rios de uso dessas vagas ganharam nova regulamenta&ccedil;&atilde;o no Brasil com a entrada em vigor de duas resolu&ccedil;&otilde;es do Conselho Nacional de Tr&acirc;nsito (Contran). O que o POPULAR constatou essa semana andando pelas ruas de Goi&acirc;nia, no entanto, &eacute; que apenas a lei mudou.<\/strong><\/em><\/p>\n<p align=\"justify\"><em><strong>Permaneceram inalteradas as defici&ecirc;ncias de sinaliza&ccedil;&atilde;o e de fiscaliza&ccedil;&atilde;o do uso dessas vagas e a falta de respeito de motoristas que insistem em usar o espa&ccedil;o de forma indevida. Quem o faz se justifica quase sempre da mesma forma: &ldquo;Eu sei que est&aacute; errado, mas rodei 15 minutos por aqui e n&atilde;o encontrei outra vaga para estacionar. Parei rapidinho para comprar um lanche&rdquo;, diz uma advogada que estacionou na vaga exclusiva para deficientes na porta de uma ag&ecirc;ncia banc&aacute;ria na Pra&ccedil;a Tamandar&eacute; ao ser abordada pela reportagem.<\/strong><\/em><\/p>\n<p align=\"justify\"><em><strong>&ldquo;O problema &eacute; que para quem tem dificuldades de mobilidade, o &lsquo;rapidinho&rsquo; pode fazer uma grande diferen&ccedil;a. Nem sei quantas vezes perdi compromissos importantes, consultas m&eacute;dicas porque ao chegar para estacionar havia o carro de uma pessoa que n&atilde;o tem defici&ecirc;ncia&rdquo;, conta a funcion&aacute;ria p&uacute;blica Simone Pinto da Costa, de 44 anos.<\/strong><\/em><\/p>\n<p align=\"justify\"><em><strong>Cadeirante por causa de uma poliomelite na inf&acirc;ncia, Simone dirige desde os 19. Coleciona hist&oacute;rias desagrad&aacute;veis para contar sobre vagas para estacionar. &ldquo;Um dia estava num grande hipermercado cheio de vagas e uma senhora parou na vaga para deficiente. Eu reclamei e ela disse para eu parar em outro lugar&rdquo;, lembra. &ldquo;Me recordo de dizer que se um dia algu&eacute;m da fam&iacute;lia dela precisasse usar uma cadeira de rodas, ela talvez entenderia porque a exist&ecirc;ncia daquelas vagas exclusivas eram necess&aacute;rias&rdquo;, comenta.<\/strong><\/em><\/p>\n<p align=\"justify\"><em><strong>A funcion&aacute;ria p&uacute;blica trabalha no Vapt-Vupt da Pra&ccedil;a A, em Campinas, e paga 80 reais por m&ecirc;s para deixar o carro no estacionamento. Mas isso tamb&eacute;m n&atilde;o lhe garante o direito de usar a vaga exclusiva para pessoas com defici&ecirc;ncia. &ldquo;Haja batom para manifestar minha indigna&ccedil;&atilde;o&rdquo;, diz, confessando que j&aacute; deixou alguns &ldquo;recadinhos&rdquo; nos parabrisas de carros estacionados irregularmente.<\/strong><\/em><\/p>\n<p align=\"justify\"><em><strong>No Centro de Goi&acirc;nia, onde a maioria dos servi&ccedil;os &eacute; oferecida ao cidad&atilde;o, encontrar uma vaga para pessoas com defici&ecirc;ncia ou para idosos desocupada &eacute; tarefa praticamente imposs&iacute;vel. Na semana passada, enquanto o POPULAR aguardava o propriet&aacute;rio de uma F-250 voltar ao local onde parou o ve&iacute;culo, na Rua 7, bem embaixo de uma placa indicando ser a vaga de uso exclusivo de deficientes, do outro lado da rua surgiu o aposentado Rom&aacute;rio Rodrigues de Oliveira, de 66 anos. Ele, sim, deficiente por causa de um acidente sofrido aos 17.<\/strong><\/em><\/p>\n<p align=\"justify\"><em><strong>&ldquo;Sempre quis que voc&ecirc;s fizessem essa mat&eacute;ria&rdquo;, diz ele vindo ao encontro da reportagem. &ldquo;Eu nunca consigo usar essa vaga porque sempre tem um carro parado a&iacute;. J&aacute; fui multado v&aacute;rias vezes por parar em local proibido. Ou seja, a lei vale para alguns mas para outros n&atilde;o&rdquo;, reclama o aposentado na porta do cart&oacute;rio comandado pelos irm&atilde;os. Enquanto Rom&aacute;rio relatava suas dificuldades, o dono da caminhonete deu partida no ve&iacute;culo e partiu sem falar com a reportagem.<\/strong><\/em><\/p>\n<p align=\"justify\"><em><strong>Para o aposentado, falta consci&ecirc;ncia da popula&ccedil;&atilde;o e um pouco de solidariedade tamb&eacute;m. &ldquo;Eu j&aacute; ouvi de tudo o que voc&ecirc; puder imaginar. Uma pessoa me disse, uma vez, que n&atilde;o ia sair da vaga onde tinha parado porque ela n&atilde;o tinha culpa de eu ter nascido aleijado. Mal sabia ela as dores que eu tenho no corpo quando preciso caminhar at&eacute; mesmo pequenas dist&acirc;ncias&rdquo;, conta o aposentado.<\/strong><\/em><\/p>\n<p align=\"justify\"><strong><em>O Popular \/\/<\/em><\/strong><\/p>\n<p><\/body><\/html><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pessoas com mobilidade reduzida n&atilde;o conseguem estacionar em vagas exclusivas. Faltam consci&ecirc;ncia e a&ccedil;&atilde;o da administra&ccedil;&atilde;o municipal. &Eacute; lei: 2% e 5% das vagas de estacionamento nas cidades, respectivamente, s&atilde;o de uso exclusivo de pessoas com defici&ecirc;ncia que t&ecirc;m mobilidade reduzida e idosas. 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