
{"id":755,"date":"2009-09-30T06:24:51","date_gmt":"2009-09-30T09:24:51","guid":{"rendered":"https:\/\/siteshom.goias.gov.br\/cetran\/atropelamentos-causam-61-mortes\/"},"modified":"2009-09-30T06:24:51","modified_gmt":"2009-09-30T09:24:51","slug":"atropelamentos-causam-61-mortes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/goias.gov.br\/cetran\/atropelamentos-causam-61-mortes\/","title":{"rendered":"<b>Atropelamentos causam 61 mortes <\/b>"},"content":{"rendered":"<p><!DOCTYPE html PUBLIC \"-\/\/W3C\/\/DTD HTML 4.0 Transitional\/\/EN\" \"http:\/\/www.w3.org\/TR\/REC-html40\/loose.dtd\"><br \/>\n<html><body><\/p>\n<p align=\"justify\">Faixas de pedestre mal sinalizadas, aus&ecirc;ncia de campanhas educativas e pouca fiscaliza&ccedil;&atilde;o somadas &agrave; falta de educa&ccedil;&atilde;o de motoristas e pedestres formam a mistura respons&aacute;vel pelas mortes por atropelamento em Goi&acirc;nia. De janeiro at&eacute; julho, 18 pessoas morreram ap&oacute;s serem atingidas por ve&iacute;culos quando atravessavam rua sobre as faixas de seguran&ccedil;a, segundo informa&ccedil;&otilde;es da Delegacia Especializada em Investiga&ccedil;&otilde;es de Crimes de Tr&acirc;nsito (Dict), que ainda n&atilde;o tem discriminado o quantitativo nos &uacute;ltimos tr&ecirc;s meses. <\/p>\n<p>At&eacute; ontem, j&aacute; aconteceram 61 mortes por atropelamento este ano (cerca de 60% de 2008). Caso continuem na mesma frequ&ecirc;ncia, podem superar a quantidade total do ano passado, quando 104 pedestres morreram por atropelamento somente no Hospital de Urg&ecirc;ncias de Goi&acirc;nia (Hugo). A repeti&ccedil;&atilde;o da estat&iacute;stica elevada demonstra que h&aacute;bitos de motoristas e pedestres n&atilde;o mudaram de um ano para outro. <\/p>\n<p>Na tarde de ontem, a reportagem do Di&aacute;rio da Manh&atilde; flagrou momento que exemplifica falta de educa&ccedil;&atilde;o no tr&acirc;nsito em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; faixa de pedestre. Em frente ao Pal&aacute;cio Pedro Ludovico Teixeira, na Pra&ccedil;a C&iacute;vica, um estudante atravessava rua sob a mira de carros e motocicletas, que n&atilde;o respeitavam a prioridade de quem transita a p&eacute;.<\/p>\n<p>O jovem passava pela faixa de pedestre quando o sinal ficou vermelho. Mas os autom&oacute;veis n&atilde;o esperaram o garoto terminar a travessia para acelerar. Um carro que sa&iacute;a de posto de combust&iacute;veis localizado na esquina da Pra&ccedil;a C&iacute;vica com Avenida 84 locomoveu em dire&ccedil;&atilde;o &agrave; rua passando sobre o espa&ccedil;o destinado exclusivamente ao estudante. Do outro lado, as motocicletas tamb&eacute;m avan&ccedil;avam sobre a faixa.<\/p>\n<p>Cenas deste tipo podem ser vistas diariamente pelas vias de Goi&acirc;nia. Assim como pedestres se arriscando fora da faixa de seguran&ccedil;a. Para o presidente da Ag&ecirc;ncia Municipal de Tr&acirc;nsito, Transportes e Mobilidade (AMT), Miguel Tiago da Silva, &#8220;as mortes por atropelamento est&atilde;o intimamente ligadas &agrave; falta de educa&ccedil;&atilde;o no tr&acirc;nsito&#8221;.<br \/>Miguel Tiago disse que a imprud&ecirc;ncia parte tanto de motoristas quanto de pedestres, e que a responsabilidade por todas as mortes n&atilde;o pode ser atribu&iacute;da exclusivamente aos condutores. <\/p>\n<p>A opini&atilde;o &eacute; compartilhada pela titular da Dict, Edilma de Freitas Gomes de Almeida. A delegada afirma que a maioria deste tipo de ocorr&ecirc;ncia acontece fora da faixa de pedestre.<\/p>\n<p align=\"justify\"><strong>Campanhas <\/p>\n<p><\/strong>Combate &agrave; imprud&ecirc;ncia de motoristas e pedestres passa pelo processo educativo, acredita o presidente da AMT, Miguel Tiago da Silva. &#8220;Temos que atuar na educa&ccedil;&atilde;o de atuais e futuros condutores e na linha repressiva aos que j&aacute; est&atilde;o no tr&acirc;nsito&#8221;. No entanto, reconhece que faltam campanhas para modificar os h&aacute;bitos dos goianienses. <\/p>\n<p>Neste ano, nenhuma de grande impacto foi realizada pelo &oacute;rg&atilde;o. Miguel Tiago explica que inser&ccedil;&otilde;es em r&aacute;dios e televis&otilde;es custam valores que a AMT tem dificuldade de bancar. Enquanto os recursos n&atilde;o s&atilde;o viabilizados, a ag&ecirc;ncia municipal trabalha em educa&ccedil;&atilde;o para o tr&acirc;nsito com os 5% do total arrecadado em multas, conforme previsto em lei.<\/p>\n<p>Com ajuda da Secretaria de Comunica&ccedil;&atilde;o do munic&iacute;pio, a AMT prepara ainda para este ano um trabalho educativo em r&aacute;dios e televis&otilde;es. O &oacute;rg&atilde;o est&aacute; definindo junto ao Poder Executivo municipal o montante que ser&aacute; investido a curto prazo. &#8220;Na medida que ocorrerem as campanhas, o motorista aprende a respeitar o pedestre&#8221;.<\/p>\n<p>Mas as campanhas ter&atilde;o efeito somente se as faixas de pedestre puderem ser vistas pelos motoristas, o que n&atilde;o &eacute; poss&iacute;vel com facilidade em v&aacute;rios pontos de Goi&acirc;nia. A sinaliza&ccedil;&atilde;o encontra-se apagada sobretudo nas vias coletoras, que cortam as principais avenidas da cidade e levam ve&iacute;culos para elas.<\/p>\n<p align=\"justify\"><strong>Infra&ccedil;&atilde;o<\/p>\n<p><\/strong>O C&oacute;digo de Tr&acirc;nsito Brasileiro (CTB) estabelece que desrespeitar a faixa de seguran&ccedil;a constitui infra&ccedil;&atilde;o m&eacute;dia. Condutores flagrados nesta situa&ccedil;&atilde;o podem ser punidos com multa no valor de R$ 85,13 e quatro pontos na carteira.<\/p>\n<p>A AMT n&atilde;o possu&iacute;a ontem &agrave; noite n&uacute;meros discriminados sobre infra&ccedil;&otilde;es relativas a faixas de pedestres. Mas relat&oacute;rio apresentado ao DM em 18 de setembro informa que multas por parar o ve&iacute;culo sobre a faixa na mudan&ccedil;a de sinal equivalem a 3% do total. <\/p>\n<p align=\"justify\">&nbsp;<\/p>\n<p align=\"justify\"><strong>&ldquo;Ele n&atilde;o passava um dia sem dizer que me amava&rdquo;<\/strong><\/p>\n<p align=\"justify\">A morte de Silvester Rodrigues de Souza interrompeu o que seria o primeiro passeio em fam&iacute;lia desde que ele, a m&atilde;e e dois irm&atilde;os se mudaram para Goianira, regi&atilde;o metropolitana de Goi&acirc;nia. A caminho da primeira sess&atilde;o de cinema que pegaria, o menino de dez anos teve a vida colhida por um carro quando atravessava a GO-070 sobre a faixa de pedestre na tarde do &uacute;ltimo domingo (27).<\/p>\n<p>Silvester teve o corpo arremessado por aproximadamente 40 metros, ap&oacute;s ser atingido por um Honda Civic com placa de Inhumas que rodava em alta velocidade. O garoto terminava de atravessar a faixa de pedestre e j&aacute; chegava ao ponto de &ocirc;nibus do outro lado da rodovia quando foi atropelado. Ele estava poucos metros &agrave; frente da m&atilde;e, que assistiu a tudo.<\/p>\n<p>Depois do enterro, familiares do menino almo&ccedil;avam sem ele pela primeira vez, por volta das 17 horas de ontem. Inconformada com a morte, a m&atilde;e de Silvester falava sobre justi&ccedil;a. &#8220;Mesmo sem ter meu filho de volta, ele (o motorista) vai ter que pagar por tudo que fez. N&atilde;o vai ficar assim. Ele nem sequer me ligou ou ofereceu apoio&#8221;, disse Idelminda Gon&ccedil;alves Rodrigues, de 33 anos.<\/p>\n<p>Com os tr&ecirc;s filhos que cria sozinha, ela chegou a Goianira em busca de emprego. Veio de &Aacute;gua Doce do Norte, no Esp&iacute;rito Santo. Trabalha em confec&ccedil;&atilde;o de roupas, na fabrica&ccedil;&atilde;o e venda dos produtos. Na aus&ecirc;ncia da m&atilde;e durante quase todo per&iacute;odo do dia, era Silvester quem ajudava a cuidar dos irm&atilde;os menores. <\/p>\n<p>Ele estudava no 4&deg; ano do ensino fundamental e dizia que seria cientista quando crescesse. &#8220;Repetia sempre que me daria uma casa e trabalharia muito para eu poder ficar mais tempo perto dele. N&atilde;o passava um dia sem dizer que me amava&#8221;, disse a m&atilde;e.<\/p>\n<p align=\"justify\"><strong><em>Di&aacute;rio da Manh&atilde;<\/em><\/strong><\/p>\n<p><\/body><\/html><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Faixas de pedestre mal sinalizadas, aus&ecirc;ncia de campanhas educativas e pouca fiscaliza&ccedil;&atilde;o somadas &agrave; falta de educa&ccedil;&atilde;o de motoristas e pedestres formam a mistura respons&aacute;vel pelas mortes por atropelamento em Goi&acirc;nia. 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