
{"id":1095,"date":"2010-08-25T06:46:35","date_gmt":"2010-08-25T09:46:35","guid":{"rendered":"https:\/\/siteshom.goias.gov.br\/cetran\/sistema-brt-e-a-solucao-para-goiania-rusembergue-barbosa\/"},"modified":"2023-09-01T15:27:06","modified_gmt":"2023-09-01T18:27:06","slug":"sistema-brt-e-a-solucao-para-goiania-rusembergue-barbosa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/goias.gov.br\/cetran\/sistema-brt-e-a-solucao-para-goiania-rusembergue-barbosa\/","title":{"rendered":"<i>Sistema BRT \u00e9 a solu\u00e7\u00e3o para Goi\u00e2nia? &#8211; Rusembergue Barbosa.<\/i>"},"content":{"rendered":"<p><!DOCTYPE html PUBLIC \"-\/\/W3C\/\/DTD HTML 4.0 Transitional\/\/EN\" \"http:\/\/www.w3.org\/TR\/REC-html40\/loose.dtd\"><br \/>\n<html><body><\/p>\n<p align=\"justify\"><strong><em>O crescimento superacelerado &ndash; quintuplicou, em duas d&eacute;cadas, saltando de 200 mil em 1990 para 1 milh&atilde;o, atualmente &ndash; da frota de ve&iacute;culos em circula&ccedil;&atilde;o em Goi&acirc;nia agrava o grande desafio da nossa capital: como equacionar o problema da mobilidade urbana? <br \/><\/em><\/strong><strong><em><br \/>Sem uma solu&ccedil;&atilde;o, em cinco anos, a cidade vai parar. E o tr&acirc;nsito, que j&aacute; &eacute; infernal em muitos trechos e cruzamentos, nos hor&aacute;rios de pico, ficar&aacute; totalmente impratic&aacute;vel. N&atilde;o mais minutos, mas horas preciosas da vida do cidad&atilde;o goianiense ser&atilde;o desperdi&ccedil;adas na batalha di&aacute;ria para sair de casa e chegar ao trabalho ou &agrave; universidade, e vice-versa. Estamos, literalmente, &agrave; beira do caos. N&atilde;o h&aacute; rua para tantos carros e, principalmente, para os &ocirc;nibus, na l&oacute;gica perversa que privilegia o transporte individual.<\/p>\n<p>Mas, como fazer com que os motoristas troquem a comodidade do autom&oacute;vel pr&oacute;prio pelo transporte coletivo? Qual o modal mais indicado para solucionar esse problema? Esta &eacute; uma quest&atilde;o crucial, que precisa ser colocada na ordem do dia e na pauta dos debates, nas universidades, nas associa&ccedil;&otilde;es comunit&aacute;rias, no Poder Legislativo, no f&oacute;rum empresarial e nas entidades de classe. Sem a participa&ccedil;&atilde;o consciente da sociedade, n&atilde;o vamos sair dessa sinuca.&nbsp; Cada alternativa deve ser profundamente avaliada, e consideradas as experi&ecirc;ncias bem-sucedidas no mundo. <\/p>\n<p>Uma delas foi apresentada recentemente, durante o 23&ordm; Semin&aacute;rio Nacional NTU, promovido pela Associa&ccedil;&atilde;o Nacional das Empresas de Transportes Urbanos, que teve como tema &ldquo;Transporte de qualidade para uma vida melhor&rdquo;. Trata-se do chamado BRT (Bus Rapid Transport), um sistema de transporte de &ocirc;nibus que, segundo os especialistas, proporciona mobilidade urbana r&aacute;pida e confort&aacute;vel, a um custo razo&aacute;vel. <\/p>\n<p>A ideia do BRT &eacute; bastante atraente pelos significativos benef&iacute;cios duradouros que este enseja, como: redu&ccedil;&atilde;o do tempo de viagem e da espera nos pontos; confiabilidade &ndash; o usu&aacute;rio sabe, por meio de pain&eacute;is informativos, em quanto tempo estar&aacute; dispon&iacute;vel o pr&oacute;ximo &ocirc;nibus &ndash;, conforto, reduzido impacto ambiental &ndash; possibilita o uso de energia limpa &ndash; e revitaliza&ccedil;&atilde;o do espa&ccedil;o p&uacute;blico.<\/p>\n<p>Ele teria tamb&eacute;m diversas vantagens comparativas ao tradicional metr&ocirc; e ao modelo VLT. A sua implanta&ccedil;&atilde;o requer um tempo dois ter&ccedil;os menor em rela&ccedil;&atilde;o ao metr&ocirc; e metade do necess&aacute;rio para o sistema Ve&iacute;culo Leve sobre Trilhos, pensado para Goi&acirc;nia. Baseado na implanta&ccedil;&atilde;o de uma rede de canaletas exclusivas com atributos especiais, como m&uacute;ltiplas posi&ccedil;&otilde;es de paradas nas esta&ccedil;&otilde;es, ve&iacute;culo articulado com m&uacute;ltiplas portas e sistema de informa&ccedil;&otilde;es aos usu&aacute;rios, o BRT est&aacute; em voga no mundo. <\/p>\n<p>Vem sendo implantado, com sucesso, em Bogot&aacute;, Santiago, M&eacute;xico, Johannesburgo, em v&aacute;rias cidades da China, Europa, Estados Unidos e Canad&aacute;. Das 12 cidades que sediar&atilde;o o mundial no Brasil, nove j&aacute; optaram por esse sistema. Ao todo, ser&atilde;o constru&iacute;dos 20 BRTs, sendo 6 em Belo Horizonte, 4 em Fortaleza, 2 em Manaus, Recife, Porto Alegre e Cuiab&aacute;, 1 no Rio de Janeiro, Curitiba e em Salvador. Ali&aacute;s, foi em Curitiba, em 1974, que o primeiro BRT come&ccedil;ou a operar. Ap&oacute;s a ado&ccedil;&atilde;o desse sistema, a cidade virou sin&ocirc;nimo de sucesso urbano.<\/p>\n<p>Sistema de transporte por &ocirc;nibus, eficiente, de alta capacidade e alta qualidade, operado de forma semelhante ao metr&ocirc;, capaz de atender os usu&aacute;rios com rapidez e conforto, o BRT &eacute; uma combina&ccedil;&atilde;o de infraestrutura vi&aacute;ria, ve&iacute;culos, opera&ccedil;&atilde;o e sistemas de controle, para oferecer ao cidad&atilde;o um servi&ccedil;o de transporte p&uacute;blico de qualidade.<\/p>\n<p>O BRT &eacute; mais barato. Custa um quarto do VLT. Um quil&ocirc;metro desse sistema &eacute; um d&eacute;cimo do custo de implementa&ccedil;&atilde;o da mesma extens&atilde;o de metr&ocirc;. A propor&ccedil;&atilde;o &eacute; de US$ 10 milh&otilde;es para um quil&ocirc;metro de BRT para US$ 100 milh&otilde;es para um quil&ocirc;metro de metr&ocirc;. <\/p>\n<p>Esta &eacute; uma alternativa que precisa ser pensada para Goi&acirc;nia e colocada em pr&aacute;tica. Afinal, n&atilde;o h&aacute; mais tempo. A cidade caminha para o caos, o que requer rapidez na solu&ccedil;&atilde;o. O ideal seria que ela pudesse convergir servi&ccedil;o de metr&ocirc;, rede de linhas e corredores integrados, esta&ccedil;&otilde;es fechadas de alta qualidade, cobran&ccedil;a externa, servi&ccedil;o r&aacute;pido e frequente, ve&iacute;culos modernos, tecnologia limpa e um servi&ccedil;o de n&iacute;vel. Basta de meros paliativos.<\/em><\/strong><\/p>\n<p align=\"justify\"><strong><em>&nbsp;<\/em><\/strong><\/p>\n<p align=\"justify\"><em><strong>Rusembergue Barbosa &eacute; presidente do Conselho de &Eacute;tica da C&acirc;mara Municipal e presidente do PRB de Goi&acirc;nia <br \/>(<\/strong><\/em><em><strong>rusemberguebarbosa@gmail.com<\/strong><\/em><em><strong>)<\/strong><\/em><\/p>\n<p align=\"justify\"><strong>O Popular \/\/<\/strong><\/p>\n<p align=\"justify\"><strong><em><\/em><\/strong><\/p>\n<p><\/body><\/html><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O crescimento superacelerado &ndash; quintuplicou, em duas d&eacute;cadas, saltando de 200 mil em 1990 para 1 milh&atilde;o, atualmente &ndash; da frota de ve&iacute;culos em circula&ccedil;&atilde;o em Goi&acirc;nia agrava o grande desafio da nossa capital: como equacionar o problema da mobilidade urbana? Sem uma solu&ccedil;&atilde;o, em cinco anos, a cidade vai parar. 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