
{"id":1081,"date":"2010-08-09T07:14:25","date_gmt":"2010-08-09T10:14:25","guid":{"rendered":"https:\/\/siteshom.goias.gov.br\/cetran\/transito-parado-em-goiania\/"},"modified":"2010-08-09T07:14:25","modified_gmt":"2010-08-09T10:14:25","slug":"transito-parado-em-goiania","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/goias.gov.br\/cetran\/transito-parado-em-goiania\/","title":{"rendered":"<i>Tr\u00e2nsito parado em Goi\u00e2nia.<\/i>"},"content":{"rendered":"<p><!DOCTYPE html PUBLIC \"-\/\/W3C\/\/DTD HTML 4.0 Transitional\/\/EN\" \"http:\/\/www.w3.org\/TR\/REC-html40\/loose.dtd\"><br \/>\n<html><body><\/p>\n<p align=\"justify\"><strong><em>No hor&aacute;rio de pico, velocidade m&eacute;dia de ve&iacute;culos na Capital &eacute; a mesma de S&atilde;o Paulo, que tem popula&ccedil;&atilde;o 17 vezes maior.<\/em><\/strong><\/p>\n<p align=\"justify\"><strong><em>A velocidade m&eacute;dia atingida pelos ve&iacute;culos nos hor&aacute;rios de pico no tr&acirc;nsito em Goi&acirc;nia varia de 15 a 20 quil&ocirc;metros por hora, similar ao tr&acirc;nsito de S&atilde;o Paulo, a maior metr&oacute;pole da Am&eacute;rica do Sul,&nbsp; com uma popula&ccedil;&atilde;o 17 vezes maior do que a Capital goiana. A densidade de carros, motos, caminhonetes e caminh&otilde;es circulando na ruas da cidade &eacute; t&atilde;o grande que, segundo um levantamento da Ag&ecirc;ncia Municipal de Tr&acirc;nsito, Transporte e Mobilidade (AMT), junto ao Departamento de Transito de Goi&aacute;s (Detran-GO), a frota goianiense que hoje &eacute; de 931 mil ve&iacute;culos, at&eacute; o final do ano poder&aacute; chegar &agrave; casa de um milh&atilde;o.<br \/>Esse n&uacute;mero poder&aacute; significar um carro para cada 1,2 habitantes. De acordo com Carlos Miranda, engenheiro de tr&acirc;nsito da AMT, fora dos hor&aacute;rios de tr&aacute;fego intensos, que correspondem aos per&iacute;odos entre 6h da manh&atilde; e &agrave;s 7h30, e das 18h at&eacute; as 19h40, o tr&acirc;nsito flui com mais rapidez, numa m&eacute;dia de 30 a 35 quil&ocirc;metros por hora. Mesmo assim, &eacute; uma&nbsp; velocidade compar&aacute;vel ao tr&acirc;nsito paulistano, que tem uma frota dez vezes maior do que a de Goi&acirc;nia.<br \/>O auditor cont&aacute;bil R&eacute;gis Carlo Santos enfrenta todos os dias o tr&acirc;nsito engarrafado em hor&aacute;rios de pico em alguns pontos da Capital. Diariamente, ele percorre cerca de 14 quil&ocirc;metros do Jardim Petr&oacute;polis, onde localiza sua resid&ecirc;ncia, pr&oacute;ximo &agrave; sa&iacute;da para Trindade, at&eacute; seu trabalho no Setor Oeste. <br \/>Ele conta que constantemente fica preso em congestionamentos formados nos sinais dos cruzamentos entre a avenidas Castelo Branco com a Consola&ccedil;&atilde;o e Anhanguera. &ldquo;Ficar preso no tr&acirc;nsito tamb&eacute;m pesa no bolso. Se n&atilde;o fossem os engarrafamentos, poderia economizar combust&iacute;vel em at&eacute; 20%&rdquo;, reclama.<br \/>Algumas medidas j&aacute; foram tomadas para melhorar a fluidez do tr&acirc;nsito, como a retirada de r&oacute;tulas na Avenida T-63, a restri&ccedil;&atilde;o de estacionamento ao longo das avenidas&nbsp; T-9 e T-7, al&eacute;m de interven&ccedil;&otilde;es na Pra&ccedil;a do Cruzeiro, como a mudan&ccedil;a de pontos de t&aacute;xis e adiantamento de ilhas. Contudo, segundo Carlos Miranda, n&atilde;o h&aacute; outra solu&ccedil;&atilde;o para o tr&acirc;nsito de Goi&acirc;nia a n&atilde;o ser a substitui&ccedil;&atilde;o de ve&iacute;culos de passeio pelo transporte coletivo. &ldquo;O transporte p&uacute;blico &eacute; a &uacute;nica sa&iacute;da para melhorarmos o tr&acirc;nsito da Capital. Para isso, o sistema deve ser ampliado e aperfei&ccedil;oado. Quanto menos carros nas ruas, menos engarrafado ser&aacute; o tr&acirc;nsito&rdquo;, enfatiza.<\/em><\/strong><\/p>\n<p align=\"justify\"><strong><em>AMT promove mudan&ccedil;as em 120 km de ruas e avenidas da Capital<\/em><\/strong><\/p>\n<p align=\"justify\"><strong><em>Rafaela Carvello<br \/>Da Editoria de Cidades<br \/>Hor&aacute;rio de pico, maior n&uacute;mero de carros nas ruas, buzinas, ultrapassagens perigosas, e o sem&aacute;foro que insiste em lutar contra o rel&oacute;gio parece demorar mais do que o normal permitido pela legisla&ccedil;&atilde;o de tr&acirc;nsito. A cena comum nas grandes capitais do Pa&iacute;s come&ccedil;a a fazer parte do cotidiano goianiense. Por pelo menos dois momentos do dia, o goiano se depara com o tr&acirc;nsito praticamente parado em alguns pontos cr&iacute;ticos. &ldquo;As mudan&ccedil;as&nbsp; est&atilde;o ajudando. Depois das interven&ccedil;&otilde;es, onde antes havia estrangulamento, o problema foi resolvido&rdquo;, avalia Miguel Tiago, presidente da Ag&ecirc;ncia Municipal de Tr&acirc;nsito, Transporte e Mobilidade (AMT).<br \/>Apesar da implanta&ccedil;&atilde;o do Plano Emergencial de Melhoria do Tr&acirc;nsito em Goi&acirc;nia, motoristas ainda sofrem nos hor&aacute;rios de maior fluxo de ve&iacute;culos. T&uacute;lio Rodrigues Oliveira, 23, recepcionista, percorre uma dist&acirc;ncia de aproximadamente 10 Km entre sua resid&ecirc;ncia, no Setor Urias Magalh&atilde;es, at&eacute; o trabalho, localizado no Setor Universit&aacute;rio. Ao todo, s&atilde;o gastos quarenta minutos no trajeto. &ldquo;Eu sou uma pessoa tranquila mas, &agrave;s vezes, o tr&acirc;nsito parado irrita&rdquo;, afirma. Durante o caminho, T&uacute;lio tem duas op&ccedil;&otilde;es para chegar ao trabalho. Na primeira alternativa, ele pode ir pelo centro da Capital. &ldquo;Dependendo do hor&aacute;rio, na Pra&ccedil;a C&iacute;vica e na Avenida Goi&aacute;s, voc&ecirc; n&atilde;o consegue andar&rdquo;, relata.<br \/>Na segunda op&ccedil;&atilde;o, o percurso &eacute; feito com quase quinze minutos a menos que a primeira escolha. Isso por que T&uacute;lio escolhe a Marginal Botafogo como alternativa. &ldquo;&Eacute; mais r&aacute;pido; tem fluxo mais veloz de ve&iacute;culos&rdquo;, conta. De acordo com T&uacute;lio, por algumas vezes, resolveu ir trabalhar de &ocirc;nibus. Entretanto, a op&ccedil;&atilde;o mostrou-se frustrada. &ldquo;De transporte coletivo, eu gasto uma hora e o &ocirc;nibus &eacute; lotado. Sinceramente, s&oacute; tenho coragem de deixar meu carro em casa, caso exista uma reestrutura&ccedil;&atilde;o em todo o transporte coletivo de Goi&acirc;nia&rdquo;, avalia.<br \/>Os corredores de &ocirc;nibus foram considerados alguns dos pontos cr&iacute;ticos da Capital e est&atilde;o entre as prioridades do Plano Emergencial desenvolvido pela AMT. &ldquo;Nas avenidas T-7 e T-9, n&oacute;s j&aacute; conseguimos aumentar a velocidade do transporte coletivo&rdquo;, afirma Miguel. Ao todo, a Ag&ecirc;ncia Municipal escolheu 56 avenidas e 20 trechos que dever&atilde;o ser modificados, somando um total de 120 quil&ocirc;metros de mudan&ccedil;as. No entanto, outros locais que apresentam algum tipo de&nbsp; problema tamb&eacute;m ser&atilde;o mudados. &ldquo;A prioridade &eacute; trabalhar com locais de maior &iacute;ndice de colis&otilde;es, pontos de estrangulamento e corredores de &ocirc;nibus&rdquo;, revela.<br \/>O Centro da Capital &eacute; considerado um dos locais com maior estrangulamento do tr&acirc;nsito. O projeto de modifica&ccedil;&otilde;es a ser executado pela AMT sai da Pra&ccedil;a C&iacute;vica, em seu modelo original, com o tra&ccedil;ado urban&iacute;stico do tipo radial conc&ecirc;ntrico, ou seja, com as ruas em forma de raios, tendo como centro a pra&ccedil;a e parte em dire&ccedil;&atilde;o a cada uma das avenidas que saem da mesma. A exemplo, est&atilde;o as avenidas Tocantins e Araguaia que ter&atilde;o sem&aacute;foros sincronizados. O reflexo da mudan&ccedil;a vai permitir maior viabilidade nas ruas do Setor Central at&eacute; a Avenida Parana&iacute;ba.<\/em><\/strong><\/p>\n<p align=\"justify\"><strong><em>Mudan&ccedil;as<br \/>Desde a implanta&ccedil;&atilde;o do Plano Emergencial, alguns locais j&aacute; foram modificados, e, segundo Miguel Tiago, apresentaram resultados positivos. Entre eles, est&atilde;o a avenida T-63, com a retirada de r&oacute;tulas e instala&ccedil;&atilde;o de sem&aacute;foros sincronizados; sa&iacute;da do terminal Padre Pel&aacute;gio sentido a GO-060 e final da Avenida Goi&aacute;s com Avenida Ner&oacute;polis. &ldquo;Nesses dois primeiros meses houve um avan&ccedil;o substancial no tr&acirc;nsito de Goi&acirc;nia&rdquo;, afirma o presidente da Ag&ecirc;ncia de Tr&acirc;nsito.<\/em><\/strong><\/p>\n<p align=\"justify\"><strong><em>Propor&ccedil;&atilde;o superior a de Nova York<\/em><\/strong><\/p>\n<p align=\"justify\"><strong><em>D&eacute;lio Moreira, especialista em tr&acirc;nsito, doutor em Economia de Transporte e professor aposentado pela Pontif&iacute;cia Universidade Cat&oacute;lica de Goi&aacute;s (PUC-GO), afirma que, para Goi&acirc;nia, n&atilde;o houve a implementa&ccedil;&atilde;o de pol&iacute;ticas p&uacute;blicas voltadas ao tr&acirc;nsito capazes de sanar o incha&ccedil;o de ve&iacute;culos circulando nas ruas. A solu&ccedil;&atilde;o apontada por ele tamb&eacute;m &eacute; o transporte coletivo, por&eacute;m refor&ccedil;ado por um sistema r&aacute;pido e de longa dist&acirc;ncia de escoamento de passageiros, ou seja, o metr&ocirc;.<br \/>D&eacute;lio Moreira diz que exemplos ao redor do mundo, de medidas para o tr&acirc;nsito com resultados satisfat&oacute;rios n&atilde;o faltam. Ele menciona at&eacute; mesmo a experi&ecirc;ncia do metr&ocirc; elevado existente hoje na cidade americana de Chicago, que foi constru&iacute;do com o &uacute;nico objetivo de desafogar o tr&acirc;nsito. Os condutores de ve&iacute;culos daquela cidade passaram a deixar seus carros na garagem, dando prefer&ecirc;ncia &agrave; rapidez e comodidade do metr&ocirc;. Segundo D&eacute;lio Moreira, aquele modelo de transporte de massas poderia ser facilmente implantado em Goi&acirc;nia ao longo do Eixo-Anhanguera. <\/em><\/strong><\/p>\n<p align=\"justify\"><strong><em>Metr&oacute;polis <br \/>Ele afirma ainda que em Goi&acirc;nia &eacute; verificada uma propor&ccedil;&atilde;o de carros por habitantes superior a metr&oacute;poles como Nova Iorque, Paris e Londres. &ldquo;Uma cidade como essa ter uma frota &agrave; beira de um milh&atilde;o de ve&iacute;culos n&atilde;o &eacute; sinal de pujan&ccedil;a econ&ocirc;mica, e sim de atraso. Pa&iacute;ses ricos t&ecirc;m como principal meio de transporte urbano o metr&ocirc;, inclusive de autoridades&rdquo;, ressalta. &ldquo;Nos Estados Unidos, j&aacute; vi um vereador novaiorquino pegando metr&ocirc; na esta&ccedil;&atilde;o da Time Square. L&aacute;, fazer uso do transporte coletivo &eacute; a coisa mais normal do mundo&rdquo;, comenta.<br \/>O professor D&eacute;lio Moreira tamb&eacute;m explica que a falta de mobilidade do tr&acirc;nsito na Capital goianiense tamb&eacute;m se deve ao grande n&uacute;mero de ve&iacute;culos estacionados nas ruas. Segundo ele, caminh&otilde;es, caminhonetes e carros ocupam muito espa&ccedil;o n&atilde;o s&oacute; em movimento, mas tamb&eacute;m estacionados. &ldquo;O crescimento do n&uacute;mero de motos que vem acontecendo em Goi&acirc;nia s&oacute; contribui para um tr&acirc;nsito mais tumultuado e perigoso&rdquo;, complementa. <\/em><\/strong><\/p>\n<p align=\"justify\"><strong><em>Pra&ccedil;a C&iacute;vica<br \/>Av. Parana&iacute;ba, Araguaia e Tocantins<br \/>Av.84, Pra&ccedil;a do Cruzeiro e Av.90<br \/>Av. Mutir&atilde;o e Av. Castelo Branco<br \/>Pra&ccedil;a da Matriz, Pra&ccedil;a Joaquim L&uacute;cio, Av.24 de Outubro e Av. Perimetral<br \/>Avenidas 4&ordm; Radial, S&atilde;o Paulo e Rio Verde<br \/>Av. Assis Chateubrian, Rua 10, Av. Universit&aacute;ria<br \/>Avenida Independ&ecirc;ncia, Pra&ccedil;a da B&iacute;blia e Rua 261<br \/>Avenidas Pe. Feij&oacute;, Perimetral Norte, Central e Mangal&ocirc;<br \/>Avenidas 4&ordm; Radial, S&atilde;o Paulo e Rio Verde<\/em><\/strong><\/p>\n<p align=\"justify\"><strong><em> O Popular &#8211; Frederico Oliveira \/\/<\/em><\/strong><\/p>\n<p><\/body><\/html><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No hor&aacute;rio de pico, velocidade m&eacute;dia de ve&iacute;culos na Capital &eacute; a mesma de S&atilde;o Paulo, que tem popula&ccedil;&atilde;o 17 vezes maior. 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